Gênero: Death Metal
1 Intro
2 Immortals
3 From Life To Death
4 Mortal Desire
5 Warlock Of The Underworld
6 Demonized
7 Extremely Against The World
8 Living Blasphemia
9 Alien Tomb
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A banda Morthur é oriunda de Erechim, Santa Catarina, cidade de bons nomes dos mais variados estilos, indo do Southern Warfront (Black Metal maldito), Gonorréia (Grind maldito), até a Holiness, de Heavy/Pop. E a Morthur surge como referência na cidade quando se trata de Death Metal. O primeiro disco dos caras é Between the Existence and the End, que foi gravado durante os anos de 2014 e 206. Agora em julho de 2019 esse disco completou 2 anos de lançamento, o que aumenta as expectativas por seu sucessor, afinal, o trabalho apresentado aqui é ótimo.
A primeira faixa, “Intro”, poderia ter um título digno, afinal é uma música de fato, um instrumental pesado que evidencia de cara algumas qualidades do trabalho, como a boa gravação e equalização dos instrumentos, o que realça o peso. A primeira faixa com vocais é “Immortals”, um Black/Death Metal bastante coeso, com som cheio, que remete a bandas como Behemoth e Belphegor. O desfile de bons riffs continua com “From Life to Death”, essa mais Death, com aqueles cacoetes de guitarra do Cannibal Corpse. O que realça o ótimo trampo das guitarras aqui é que nem sempre o trio aposta na velocidade exorbitante, o que realça a parte rítmica do negócio. A grandiosa “Mortal Desire” vem a seguir, e deve ser um monumento monolítico ao vivo; riffs cadenciados e andamento moderado deixam o peso ainda mais evidente.
As letras, segundo a banda, abordam temas como niilismo, filosofia e questões de introspecção, mas tudo isso é colocado de maneira minimalista. As frases são simples, como notável em sons como “Demonized” ou “Extremely Against World” (essa, no caso, aborda mais uma visão niilista, como explicita o título). E nisso não há demérito algum. Essa última, inclusive, traz em si uma passagem com elementos do Thrash e Heavy em sua segunda metade, algo mais melódico nos solos de guitarra, entretanto sem perder a agressividade. A maior faixa do álbum vem na sequência, “Living Blasphemia” com mais de seis minutos, outra mais lenta e bastante pesada.
O som do china (prato) de bateria soa muito espaçoso, e acaba incomodando eventualmente, e seria o único ponto a ser mudado aqui. A faixa “Alien Tomb [Hypnotic Stone Womb]”, a saideira e faixa bônus, tem esse detalhe minimizado, parece ter sido gravada em outra sessão. A bateria até parece eletrônica em alguns momentos, mas no encarte mostra que a formação é um trio que conta com André Cândido (bateria), Marco Zanco (baixo) e Jeferson Casagrande (guitarra e vocal). No que tange a composição e execução dos músicos, tudo de extrema qualidade e bom gosto, exceto no ponto supracitado. Em todo caso, a nota final aqui é alta, e a aquisição desse debut altamente recomendada.