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terça-feira, 28 de abril de 2026

Cavalera - Schizophrenia - 2024 - Download

 

Gênero: Thrash Metal, Death Metal

1. Intro
2. From the Past Comes the Storms
3. To the Wall
4. Escape to the Void
5. Inquisition Symphony
6. Screams Behind the Shadows
7. Septic Schizo
8. The Abyss
9. R.I.P. (Rest in Pain)
10. Nightmares of Delirium

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Um ano após terem regravado os clássicos “Bestial Devastation” e “Morbid Visions“, os irmãos Max e Iggor Cavalera estão de volta, regravando “Schizophrenia“, que à exemplo dos outros dois, só sairá na gringa, via “Nuclear Blast“. As razões, já sabemos, são os direitos autorais, pertencentes à Cogumelo e a Shinigami, que comumente lança em versão nacional as bolachas que saem pela NB, não vai comprar essa briga. Uma pena, quem sai perdendo é o fã.


Os irmãos estão na companhia do filho de Max, Igor Amadeus, que assumiu o baixo e na guitarra solo está o baixista do Pig Destroyer, Travis Stone. A receita é a mesma dos lançamentos anteriores: regravar faixa a faixa, com direito a uma nova composição como bônus: e ao contrário das outras duas regravações, quando as faixas extras são composições em língua portuguesa, aqui eles se voltaram ao idioma de Shakespeare, com a inédita “Nightmares of Dellirium“.


Igualmente como nos lançamentos anteriores, eles respeitaram a arte da capa, desenhada novamente pelo artista Eliran Kantor. A ordem das faixas também foi mantida como no lançamento original e o que temos aqui é um ganho em relação a qualidade de gravação. Em 1987, o Brasil não era a referência que é hoje em termos de estúdio e de pessoas qualificadas para produzir  álbuns de Heavy Metal e por isso a necessidade de repaginar a obra. “Schizophrenia” pode ser considerado verdadeiramente o primeiro  álbum do Sepultura e foi a partir deste, e com a entrada de Andreas Kisser, que os brasileiros se tornaram conhecidos mundo afora. Claro que muitos, puramente por conservadorismo, terão repulsa por essa regravação, mas ela não anula o que foi feito, há 37 anos atrás, ao contrário, traz uma perspectiva melhor e mais moderna para as  músicas que já demonstravam um poder letal, mas que não pôde ser bem compreendida naquele  álbum lançado sob o nome Sepultura. E para corroborar essa afirmação, basta o ouvinte escutar o  CD, caso tenha, e compare as  músicas tocadas, com a bônus track, “Troops of Doom“, que entrou na prensagem feita pela Roadrunner. Há diferença. E não querer aceitar isso é puramente ser cabeça fechada.


Grandes clássicos escritos pelos irmãos, como “From the Past Come the Storms“, “To The Wall“, “Escape to the Void“, “Inquisition Symphony“, “Septic Schizo“, entre outras, ganharam uma robustez que não seria imaginável no lançamento original. O “Schizophrenia” de Max e Iggor não vai apagar o “Schizophrenia” lançado anteriormente pelo Sepultura, mas é uma maneira de resgatar o passado, que hoje, Andreas tanto tenta se desgarrar, mas que os shows não deixam, já que as  músicas que levantam mesmo o público são as a da formação clássica.


Apesar da resistência enorme por alguns, e honestamente, incompreensível, porque reviver o passado é resgatar a memória dos primórdios, lembrar do que eles eram antes de se tornar esse grande nome que se tornaram da  música pesada, ainda mais em um país onde o Heavy Metal está longe de ser uma  música popularesca. Os irmãos acertaram em cheio ao regravar esse clássico do Thrash Metal oitentista. Continua old-school, pesado e intenso. Mas o headbanger conservador (duas palavras que não cabem na mesma frase) vai torcer o nariz. Azar o deles.

segunda-feira, 17 de julho de 2023

Cavalera - Bestial Devastation - 2023 (EP) - Download

 

Gênero: Thrash Metal, Death Metal

1. The Curse
2. Bestial Devastation
3. Antichrist
4. Necromancer
5. Warriors of Death
6. Sexta Feira 13

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Os irmãos Cavalera aproveitaram para regravar também o primeiro EP, “Bestial Devastation“, lançado originalmente como um split com os conterrâneos do Overdose. Aqui, os irmãos foram curtos e grossos em refazer a pedra fundamental do Heavy Metal brasileiro.


Se em “Morbid Visions” os irmãos lapidaram e deixaram o som mais brutal e moderno, aqui eles foram mais além, passaram o carro com força sem nem saber quem estava na frente. Quase 40 anos depois, Max e Iggor conseguiram se reinventar e entregaram um material 100% honesto e carregado de fúria.


É impressionante notar que músicas como a faixa título, “Necromancer” e “Antichrist“, ganharam nesta nova roupagem. Curioso que o Sepultura na época dos irmãos tocava essas duas ao vivo, sendo que “Antichrist” sofreu uma leve mudança na letra e como é uma composição de Wagner Lamounier, que saiu para montar o Sarcófago, Max promoveu essa mudança, chamando-a de “Anticop“, mas aqui no EP, ele manteve o original.


A produção está impecável e isso fica nítido quando escutamos o play, que é curto. A única coisa que o ouvinte quer é repetir até a exaustão. É muito curto, são apenas vinte minutos e isso porque eles incluíram uma música nova, “Sexta-feira 13“, cantada em português e que também ficou matadora, soando como o Discharge, só que com bem mais técnica.


É uma sensação maravilhosa rever os dois irmãos tocando juntos novamente as primeiras canções que escreveram quando eram adolescentes. E também uma excelente oportunidade para quem não teve a sorte de testemunhar a oportunidade no passado. E o que é melhor, com uma fúria absurda no som. Revisitar o passado é voltar as origens, onde tudo começou. Não existiria o Sepultura sem esse EP. Eles são o que são porque começaram aqui.


Agora é só aguardar a tour de celebração dos dois lançamentos passar pelo Brasil. Enquanto isso não acontece, a gente vai batendo cabeça escutando esse tesouro. “Bestial Devastation” não foi o primeiro lançamento brasileiro de Heavy Metal, mas foi o lançamento da primeira banda que mostrou ao mundo que o nosso país apesar de ser um antro de música ruim, é também um rico celeiro da música pesada. E aqui temos o verdadeiro Sepultura tocando suas canções lá do seu início. Estamos diante do Alpha do Heavy Metal brasileiro.

Cavalera - Morbid Visions - 2023 - Download

 

Gênero: Thrash Metal, Death Metal

1. Morbid Visions
2. Mayhem
3. Troops of Doom
4. War
5. Crucifixion
6. Show Me the Wrath
7. Funeral Rites
8. Empire of the Damned
9. Burn the Dead

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O melhor disco do ano acaba de ser lançado e não haverá outro álbum que vá tirar de “Morbid Visions” esse título. A menos que o Black Sabbath volte com sua formação original e faça um disco tão bom quanto qualquer um dos seus seis primeiros. Como essa hipótese inexiste, deixemos essa honra com Max e Iggor Cavalera. Só temos a lamentar a partida da Dona Vânia Cavalera, que não vai poder acompanhar o remake daquilo que ela presenciou lá nos primórdios.


No ano em que “Chaos A.D.“, um dos álbuns mais icônicos do Sepultura completa 30 anos, os irmãos surpreenderam a todos ao anunciar que estavam regravando os dois primeiros lançamentos, que aqui foram lançados separadamente. Os fãs aguardavam talvez por uma tour celebrando esse disco que colocou a banda entre as maiores da década de 1990, foram tomados de surpresa e emoção pelo anúncio.


O álbum marca a estreia dos irmãos pela Nuclear Blast e é realmente uma pena que a bolacha não ganhe uma versão brasileira. Então, os fãs que quiserem comprar, terão de desembolsar uma pequena fortuna. Se você for um saudosista como este redator que vos escreve (ou viúva mesmo), esse lançamento é um prato cheio. Se você não conhece os primórdios do Sepultura ou não gosta mesmo do que foi lançado originalmente, é a sua oportunidade de dar uma nova chance a essas relíquias.


Lá em 1985, apesar da pífia qualidade do que foi registrado, dava para perceber que as canções tinham algum valor, apenas eram mal executadas, produzidas por quem não tinha a menor intimidade com o Rock pesado, no caso mais especificamente uma vertente mais extrema que era nova para todos. São os casos da faixa título, “Mayhem“, “War“, “Crucifixion“, “Show me Wrath” e a mais famosa delas, “Troops of Doom“, que consegue a proeza de ser executada por nada mais que três diferentes bandas: os próprios Cavaleras, o The Troops of Doom, de Jairo Guedz, guitarrista que gravou o primeiro disco do Sepultura, além do próprio Sepultura atual, esta toca essa música na mesma intensidade que o cometa Halley nos visita.


Eles conseguiram a façanha de repaginar canções escritas há quase 40 anos atrás, deixando-as ainda mais brutais, ao mesmo tempo modernas e sem perder um pingo da brutalidade e rispidez de quando foram escritas e gravadas lá em Belo Horizonte. Talvez o único ponto fraco deste álbum, se é que dá pra chamar isso de ponto fraco, é o vocal de Max, que já não tem o mesmo alcance de outrora. Mas o leitor pode discordar e dizer que, lá em 1985, o vocal e a pronúncia dele eram ainda piores. E eu não vou dizer o contrário. Mas que Max perdeu um bocado de seu poderio, isso é verdade, porém, não diminui nem um pouco a qualidade da obra. Agora imaginem vocês se esse instrumental tivesse a voz de Max dos tempos de “Chaos A.D.“, seria ainda mais impiedoso.


O lado bom de se ter mais experiência é que, se não temos mais o mesmo vigor da juventude, a experiência nos ensina que pegando os atalhos, a gente consegue chegar no mesmo objetivo e muitas vezes com até melhores resultados, pois quando jovens temos o defeito de enfiar os pés pelas mãos e colocar as coisas a perder. Talvez essa falta de maturidade tenha impedido que todos encontrassem uma solução para que o Sepultura tivesse seguido com sua formação clássica, lá em 1996. Todavia, se não houvesse a separação, não estaríamos falando do relançamento de “Morbid Visions“.


A experiência de revisitar o passado fez de Max um riffmaker ainda mais letal. Seus riffs estão ainda mais insanos. E convenhamos que ele manda muito melhor quando toca mais extremo do que quando toca grooveado. Iggor Cavalera segue uma máquina destruidora, seus blastbeats são tão perturbadores quanto em 1985, com a diferença de que lá ele tinha um kit de bateria vagabundo. Tudo nesta regravação beira a perfeição. Mas vai ter o fã que vai encher a paciência dizendo que o original é melhor. Ok, nós somos democráticos e aceitaremos a sua opinião, mas negar que eles melhoraram muito uma pedra preciosa que só precisava ser lapidada, é no mínimo, não ser inteligente.


Se é um caça-níquel? Talvez. Se é um bom disco? Não, é excelente. Há os que vão criticar os irmãos dizendo que eles insistem em ficar no passado? Certamente. Mas eles cometeram algum crime? Obviamente que não. Esse “Morbid Visions” versão 2023 é a coisa mais maravilhosa que alguém em nome do Sepultura gravou desde “Roots“. Se você torceu o nariz, aceite que dói menos. E se você gosta de reviver o passado, prepare-se, pois este álbum é uma aula de Metal extremo. E pode ser utilizada como trilha sonora do fim do mundo.