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terça-feira, 28 de abril de 2026

Ready To Be Hated - The Game Of Us - 2025 - Download

 

Gênero: Progressive Metal, Power Metal

1. The One
2. Something to Say
3. Forgettable
4. The Old Becomes the New
5. For the Truth!
6. The Game of Us
9. The Great Gift of Now

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Terra que se tornou ainda mais fértil nos últimos anos, o Shamangraverso rendeu mais uma banda: Ready to Be Hated, união que parecia improvável até pouco tempo atrás. De um jeito ou de outro, todos os integrantes — Thiago Bianchi (voz), Fernando Quesada (guitarra), Luís Mariutti (baixo) e Rodrigo Oliveira (bateria) — têm relação com o Shaman, banda formada na virada do século por dissidentes do Angra. Um deles, Luís, pertenceu à formação original, completa por seu irmão, o guitarrista Hugo Mariutti, e outra dupla recém-rompida do grupo anterior: o vocalista Andre Matos e o baterista Ricardo Confessori. O então novo projeto também se dissolveu em 2006, e no ano seguinte Confessori o retomou e o reformulou. Bianchi e Quesada, à época no baixo, foram trazidos para esta segunda fase, que durou até 2013.


O Shaman original se reuniu em 2018, mas Andre faleceu no ano seguinte. Confessori e os irmãos Mariutti seguiram com outro vocalista, Alírio Netto, até 2023, quando conflitos internos explodiram após o baterista desrespeitar um fã nas redes em meio a uma discussão sobre política. O último show, no Summer Breeze Brasil, aconteceu com Rodrigo na vaga deixada por Ricardo. Mais tarde naquele mesmo ano, Luís e Thiago, representantes de fases distintas do Shaman, se uniram em duas iniciativas: o acústico Finally Home, em que integrantes da segunda era do grupo contaram com a participação do baixista durante show acústico, e o revivalista Shamangra, que estrearia — e acabaria — em 2024. Paralelamente, o Sinistra, do baixista, e o Noturnall, do vocalista, se mantiveram ativos. Mas por que não unir duas pontas do mencionado Shamangraverso?


Nasceu daí o Ready to Be Hated, de nome sugestivo por seus integrantes terem convivido com diversas críticas online — Bianchi e Quesada em especial, visto que o Shaman “reborn” de 2007 a 2013 nunca foi unanimidade. Se a alcunha sugeria algo agressivo e disruptivo, o que se ouve no álbum de estreia “The Game of Us”, lançado nesta sexta-feira (30), segue por um caminho mais contemplativo da trajetória dos envolvidos; para o bem, na maioria do tempo, ou, de vez em quando, para o mal.


Quase todas as nove faixas do disco trazem algum tipo de referência à obra passada dos envolvidos: trecho de influência da chamada world music em “The One”, uma espécie de baião em “Something to Say” (cujo título inegavelmente brinca com “Nothing to Say”, do Angra, mas nada soa como ela), um instrumental à la Dream Theater no fim de “Forgettable”, um início vocal que chega a emular Andre Matos em “The Old Becomes the New”, a abertura meio folk/mística de “The Great Gift of Now”… tais menções às vezes parecem até premeditadas, como se estivessem ali para forçar uma conexão. Representam, no fim das contas, uma abordagem comedida, de um grupo que parece ainda receoso de mostrar mais de sua própria identidade.


Nem precisa ser assim. Os momentos mais interessantes do álbum chegam justamente quando o quarteto visa quebrar as correntes do Shamangraverso. A saber: A já citada “Forgettable”, por exemplo, agrada mais em seu miolo “reto”, ancorado em bons riffs e grooves; “For the Truth”, um dos destaques do tracklist, surpreende com seu desenvolvimento: começa balada, vira um power metal ao estilo Shaman — meio dark, mas com refrão “aberto” — e, após o solo, deságua em uma melodia orquestral desacelerada pra lá de surpreendente; A faixa-título “The Game of Us” contraria a estética power metal ao aderir desde guturais a guitarras com whammy, enquanto “Us Against Them”, letra rasa à parte, vai de uma introdução bluesy metal a versos que agregam uma espécie de órgão de igreja ao fundo — esta, diga-se, poderia estar até em algum disco do Sinistra; Até “Searching for Answers”, de longe a mais curta e “diferentona” do play, chama atenção por sua pegada quase inclinada ao rock alternativo — será uma cortesia de Hugo Mariutti, que coassina a produção?


Por se tratar de um quarteto, cada integrante conseguiu destaque de modo mais orgânico. Thiago Bianchi mostrou seguir como uma das vozes de maior alcance da música pesada brasileira, indo desde seus agudos já conhecidos até uma espécie de gutural na faixa-título, mas adotou — e acertou ao seguir o caminho de — uma abordagem mais direta em comparação aos trabalhos recentes com o Noturnall. Fernando Quesada, talvez a grande surpresa por pouco se saber de sua performance na guitarra, tem desempenho similar: deixa de fritar para privilegiar linhas mais simplificadas, com foco em riffs pesados e uso de solos não como obrigação, mas sim recurso para engrandecer as músicas. Luís Mariutti tem, talvez, a performance de maior destaque em sua carreira, pois frequentemente assume a dianteira para solar e confirmar sua posição como um gigante, por vezes até subestimado, do instrumento. Como cereja do bolo, Rodrigo Oliveira oferece o que as canções pedem, e às vezes não é pouco, tendo em vista a variedade de ritmos explorada ao longo do tracklist.


Se não tem o que dizer da performance de cada integrante, há ressalvas em relação ao trabalho de produção. Por vezes, os vocais ficam soterrados na mix — como no refrão de “Something to Say” e em “Searching for Answers” —, que também privilegia os médios até em faixas onde os graves deveriam ser mais proeminentes. Nada, contudo, que atrapalhe a experiência de modo destacado, especialmente porque esta mesma produção também elevou várias passagens instrumentais complexas.


Se estava pronto para ser odiado, o Ready to Be Hated provavelmente receberá admiração de quem parar e ouvir “The Game of Us” com a devida atenção. Mesmo com a vasta experiência dos envolvidos, ainda se trata de uma banda em maturação. Quando — ou se — desgarrar-se dos dilemas estéticos do Shamangraverso para brilhar de modo mais autônomo, privilegiando uma originalidade que começou a surgir neste álbum de estreia, pode oferecer algo ainda mais interessante ao heavy metal brasileiro. Por ora, contudo, temos à disposição um bom disco.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Ready To Be Hated - Ready To Be Hated - 2024 (EP) - Download

 

Gênero: Progressive Metal, Power Metal

3. The Old Becomes The New

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O baixista Luis Mariutti anunciou a fundação do Ready To Be Hated. A nova banda conta com o vocalista Thiago Bianchi, o guitarrista Fernando Quesada e o baterista Rodrigo Oliveira, com co-produção de Hugo Mariutti. É a primeira vez em que ex-integrantes de duas fases distintas do Shaman se unem em um projeto autoral. Luis também se notabilizou pelo trabalho com o Angra na década de 1990 e projetos como Sinistra, About2Crash, entre outros. Assim como o irmão Hugo, integrou o Shaman da fundação até 2006, participando também da reunião entre 2018 e 2023.


Thiago Bianchi e Fernando Quesada, como baixista, estiveram envolvidos com a segunda formação do último grupo mencionado, entre 2007 e 2013. Ambos conceberam o Noturnall na sequência, com Bianchi permanecendo no grupo enquanto Quesada saiu em 2019. Por sua vez, Rodrigo Oliveira é conhecido em especial pelo trabalho com o Korzus, mas até ele esteve relacionado ao Shaman: o baterista substituiu Ricardo Confessori durante o show final da banda, como atração do Summer Breeze Brasil 2023.


O anúncio do Ready To Be Hated vem acompanhado pela estreia de um EP composto por três faixas e também pelo lançamento do videoclipe para a música “Something To Say”. As novas faixas antecipam o primeiro álbum completo do quarteto, previsto para o primeiro semestre de 2025. O grupo também será uma das atrações do Bangers Open Air 2025, que acontece em São Paulo nos dias 2, 3 e 4 de maio de 2025. Abaixo, você confere o videoclipe de “Something to Say” e o EP.


O nome Ready To Be Hated
Em nota, os integrantes do Ready To Be Hated explicam que o nome dab anda “incita uma reflexão sobre a aceitação e rejeição social, incentivando discussões sobre autenticidade e a coragem de ser diferente”. O comunicado destaca:


“Em uma época onde o ‘hate’ é absolutamente comum e muitas vezes devastador, a banda mostra desde o seu nome que não apenas aceita as críticas, mas as transforma em combustível para seguir em frente. […] O Ready To Be Hated não tem medo de ser controverso ou polarizador, pelo contrário, abraça essas reações como parte de sua identidade, afinal, em um mundo onde a conformidade muitas vezes reina, ser odiado pode ser um sinal de verdadeira inovação e coragem artística.” “Essa banda não diz apenas sobre mim ou seus integrantes, é sobre você, sobre persistência e atitude, sobre a capacidade de preservar a própria identidade. Num mundo onde as opiniões e críticas são amplificadas, a verdadeira liberdade está em ser capaz de ouvir, refletir e seguir em frente.”