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sábado, 29 de junho de 2019

Remove Silence - RAW - 2019 - Download


Gênero: Alternative Rock

01 - RAW
02 - Laser Gun
03 - Middle Of Nowhere
04 - Fake It Till You Make It
05 - Nothing To Lose
06 - Color Blind Vision
07 - The Buzzer
08 - Never Ending Flow

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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Remove Silence - Irreversible - 2015 (EP) - Download

 

Gênero: Alternative Rock

1 The Waiting
2 Irreversible
3 Frequencies
4 Decline Of Modern Life
5 Miracle
6 Our Song

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Além de prover um espaço para anúncios publicitários e entretenimento que mistura competição, música, participação popular e habilidade com o playback, o programa Super Star da Rede Globo revelou a banda brasiliense Scalene, que mostrou que o rock nacional tem sim outras vertentes mais modernas, podendo se basear em experiências como a dos ingleses do Radiohead ou dos americanos do Queens Of The Stone Age. Não é preciso seguir a tradição do rock dos anos 80 ou necessariamente seguir uma vertente preocupada com o lado comercial.


Há algumas semanas, conheci a banda brasileira Remove Silence por meio do novo clipe, “Irreversible”. Eu sabia que havia experiências sonoras dentro do rock nacional que partilhavam influências muito mais raras dentro do cenário do país, mas poucas vezes vi um trabalho tão bem acabado quanto o deles. Música climática, envolvente, mistura o rock’n’roll das guitarras com aparatos eletrônicos de ponta (um dos instrumentos utilizados pela banda e que aparece no clipe eu só havia visto anteriormente sendo usado ao vivo pelo disc jockey da Björk). O resultado é uma música que tem um pouco do Garbage e muito de Depeche Mode e Nine Inch Nails.


O grupo paulistano tem dois discos completos (Fade, de 2010, e Stupid Human Atrocity, de 2012) e dois EPs, Little Piece Of Heaven (2013) e o recém-lançado Irreversible (2015), que já pode ser encontrado no iTunes (e todo o material deles está disponível de graça no Soundcloud). O grupo já teve Hugo Mariutti nos vocais e na guitarra, mas atualmente conta com Danilo Carpigiani (vocais e guitarra), Ale Souza (baixo e vocal), Leo Baeta (bateria) e Fabio Ribeiro nos teclados, um velho conhecido da cena metaleira que já tocou e gravou com Angra, Shaman e André Matos.


Embora tenha apenas seis faixas, o grupo trabalhou muito bem a sonoridade e a composição de cada faixa. “The Waiting”, a perfeita abertura, é um emaranhado de sons que captam sua atenção até direcioná-la para o piano de Ribeiro e para um clima pesado que contrasta com a suavidade dos vocais. Nada soa apressado ou gratuito, prova disso é que a faixa leva mais de 5 minutos para que soe o primeiro acorde de guitarra. “Irreversible” já é mais direta. A atmosfera já foi toda construída na faixa anterior, então chega mostrando como aliar linhas modernas de baixo e guitarra com efeitos eletrônicos. E há um solo eletrônico feito com iPad e sons extraído do Arp Odyssey, um moderno sintetizador que aparece no clipe da música. Assim como os trabalhos anteriores, Irreversible continua misturando a criação de climas por meio de inovações técnicas e estéticas com um estilo de composição mais direto, aproveitando a pegada de todos os músicos da banda. E assim temos a bela “Frequencies”, que destaca um primoroso trabalho de bateria de Baeta, conferindo uma percussão tribal/regional à boa parte da faixa. “Our Song”, que fecha o EP, lembra até um pouco do Rammstein, mas termina encontrando seu próprio caminho, resolvendo a composição de forma bastante melódica e até menos opressiva do que o resto do trabalho.


“Decline of Modern Life” segue coloca bateria, baixo e guitarra no comando da canção. Além do ótimo refrão, o timbre da guitarra é delicioso e não deixa de emular um ruído eletrônico. Assim como “Frequencies”, é uma faixa que lembra o projeto Chroma Key, comandada por Kevin Moore, ex-tecladista do Dream Theater que gravou os álbuns When Day And Dream Unite (1989), Images And Words (1992) e Awake (1994) antes de deixar o metal progressivo. “Miracle” completa o EP com mais uma introdução eletrônica, conduzindo a composição para mais um bom refrão e um andamento mais upbeat do que o inicial.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Remove Silence - Live On The Rocks - 2015 (Bootleg) - Download


Gênero: Alternative Rock

1 -Irreversible
2 -The End Has Begun
3 –Pressure
4 –Miracle

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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Remove Silence - Stupid Human Atrocity - 2012 - Download

 

Gênero: Alternative Rock

1 Admirable
2 Wormstation
3 So Wrong
4 The Curse
5 Real World
6 How Long Is The Street
7 Spellbound
8 Last Days
9 Drop By Drop
10 Taste Of Iron
11 The Train
12 The Sound Of The Horns
13 Dancing For The Sun Guitar [Additional Guitars] – Fabio Ribeiro

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Apesar do que o currículo dos músicos sugere, Stupid Human Atrocity não é um álbum de heavy metal. Formado por Hugo Mariutti (vocal e guitarra - Andre Matos, Viper, Shaman), Fábio Ribeiro (teclado - Angra, Shaman, Andre Matos), Alê Souza (vocal e baixo) e Edu Cominato (vocal e bateria - Jeff Scott Soto), o Remove Silence chega ao seu segundo disco executando uma sonoridade ampla, que tem no metal apenas um de seus elementos.


As treze faixas do disco vão para diversos caminhos. Há canções com características mais progressivas, outras que flertam com o rock alternativo e até mesmo uma surpreendente influência de pós-punk. Isso tudo faz de Stupid Human Atrocity não apenas um trabalho diferenciado, mas, principalmente, um disco ousado, que confronta o ouvinte e arranca-o de sua zona de conforto.


Momentos de grande beleza permeiam o álbum. A abertura com “Admirable” é o primeiro deles. Provavelmente a faixa mais prog do play, tem uma inspirada participação de Fábio Ribeiro e linha vocais muito bonitas. “Real World” mostra a maturidade do quarteto, pouco preocupado em se limitar a rótulos e mais focado em produzir canções que saciem suas aspirações artísticas. “How Long is the Street” mostra o quão vasto é o universo musical do grupo, e soa como uma amálgama entre Joy Division e New Order. “The Train” é outra que vai nessa caminho, com direito a bateria eletrônica e ecos de The Cure.


O Remove Silence aproxima-se bastante do rock alternativo em diversas faixas de Stupid Human Atrocity. Há composições mais raivosas como “Wormstation” (com um ótimo refrão) e “Spellbound” (que me trouxe à mente as aventuras mal compreendidas de Bruce Dickinson em Skunkworks), assim como faixas com fartos elementos pop, como é o caso de “Drop by Drop” e a excelente “So Wrong” - essa última bem U2.


Quando decide focar no metal, o quarteto soa moderno e atual como poucas bandas brasileiras são capazes de soar. Basta ouvir faixas como “The Curse” para perceber isso com grande facilidade.


A divisão dos vocais entre Hugo Mariutti, Alê Souza e Edu Cominato faz o disco ficar ainda mais variado, com cada faixa trazendo um diferente tom. A ótima produção torna toda essa multiplicidade mais forte, apresentando um leque de timbres muito bem escolhidos e de acordo com o que cada canção pede.


A identidade do Remove Silence está na imprevisibilidade, em ser sempre surpreendente. A banda demonstra sabedoria ao explorar a sua criatividade sem preconceito, levando a música pelos caminhos que seus sentimentos apontam. Essa é uma qualidade rara e merecedora dos mais rasgados elogios.


Sinceramente, rotular o Remove Silence dentro do heavy metal seria uma injustiça. O grupo vai muito além do gênero em seu segundo disco, um trabalho extremamente bem feito, com excelentes composições e muito acima do que se produz, de maneira geral, no rock brasileiro como um todo. A música aqui é inteligente, desafiadora, adulta, provocativa - e tudo isso sempre com muita qualidade.


Corajoso e destemido, o Remove Silence acertou em cheio em Stupid Human Atrocity. Ouça e comprove!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Remove Silence - Fade - 2011 - Download


Gênero: Alternative Rock

01 - The End Has Begun
02 - Fade
03 - Pressure
04 - Dirty Ashtrays
05 - Fast Turnover
06 - Where Will The Children Live
07 - Ministry Of Ghostland
08 - Black Again
09 - When The Madness Fills The Space
10 - Out Of Time
11 - Dream Brother


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Fade é o primeiro álbum da recém formada banda Remove Silence ( afinal eles se agruparam em 2007 ) que é composta de Hugo Mariutti ( ex-Shaman, atualmente no Henceforth e também na banda solo de André Matos ) comanda os vocais e guitarra, Fábio Ribeiro ( ex-Shaman e Angra e também na banda de André Matos ) nos teclados, Alexandre Souza no baixo e vocais, sendo completado por Edu Cominato ( ex-Tempestt e que também integra a banda solo de Jeff Scott Soto ) na bateria e vocais. Como já deu para perceber, mesmo sendo uma banda com suas atividades iniciadas há menos de dois anos, temos músicos com muitos e importantes serviços prestados ao heavy metal nacional, e porque não dizer mundial. O resultado da química que será encontrada em Fade é um som muito diferente do que normalmente você imaginaria ao ler os nomes envolvidos no projeto. A produção ficou a cargo dos membros da banda e a masterização do israelense Appel Baum.


Os efeitos sombrios e estranhos de The End Has Begun abrem o  CD e, rapidamente transformam-se em um som mais caótico e progressivo cheio de uma percussão envolvente, momento ao qual, pela primeira vez já me rendo ao talento de Edu Cominato. A  voz de Hugo Mariutti é ouvida em meio à uma grande distorção de guitarra e muitos solos de teclados sendo aplicados no decorrer de The End Has Begun. Em seguida é a vez de Fade, música alternativa e de certa forma, mais dançante, que intitula a primeira incursão do Remove Silence no formato de CD. Fade evidencia o baixo de Alexandre Souza, mas não pense que o peso é esquecido, pois num clima apocalíptico que lembra Paradise Lost, o que se ouve é muita percussão e muitos solos de guitarra. Com Pressure já ouve-se uma ótima seqüência na bateria de Edu Comunitato, os gritos de Alexandre Souza e Hugo Mariutti realizando competentes riffs em sua guitarra. Estes fatos somados causam andamento cheio de grooves que pode ser considerado como " uma das trilhas sonoras do final do mundo ", pela cara diferenciada de Pressure.


Os acordes tristes do piano de Fábio Ribeiro elevam à superfície Dirty Ashtrays, que após um mergulho na melancolia recebe uma dose de ânimo com os vocais, lembrando um pouco de Alice Cooper em uma letra onde se diz que para suportar os dias se faz necessário pírulas, cigarros e realizar questionamentos sobre a existência. As inversões de ritmos, dão a Dirty Ashtrays os pontos necessários para ser considerada uma das melhores de Fade. Em Fast Turnover são exibidos efeitos que mais parecem que acontece uma oscilação na energia para em seguida Hugo Mariutti e Alê Souza cantarem juntos de uma forma mais calma os versos que evoluem para uma música muito mais pesada e caótica. A seguinte é Where Will The Children Live e a linha seguida pelo Remove Silence é de uma balada bem desoladora, mas, após os primeiros versos, sons de conversas são ouvidos e aí o batera Edu Cominato solta a voz e aplica outra dose emocionante ao continuar a cantar. Além disso, ele é responsável junto com Fábio Ribeiro na concretização da triste viagem que culmina em um momento pesado, questionando o destino das crianças e encerra Where Will The Children Live em clima de trilha de filme sem encontrar uma resposta plausível.


A pesada Ministry Of Ghostland é dotada de muitas variações de ritmos que sobem ao apogeu mesmo quando a sessão de efeitos sonoros são comprimidos pelo poderio da guitarra de Hugo Mariutti que não ataca sozinho, pois o baixo e a bateria vem fortemente intensos. A seguinte é Black Again, que apresenta efeitos espaciais bem 'pinkfloydianos', tanto que com uma melodia bem viajante encontramos versos emocionantes. Com Edu Cominato fazendo os vocais principais de When The Madness Fills The Space, o Remove Silence quis ao final deste CD continuar com a jornada progressiva, para confirmar basta observar atentamente o violão e a guitarra que ditam o sensacional ritmo desta nona faixa de Fade. A maneira que os riffs são realizados tornam esta música ainda melhor e outro destaque vai para a atuação de Fábio Ribeiro que deixa sua marca nos solos de teclados.


O início melancólico, progressivo e cheio de violinhos de Out Of Time prepara o ambiente para que o baterista Edu Cominato possa trazer o peso de uma forma que o som fique acima de rótulos conhecidos. A combinação final de bateria, guitarras e teclados, fazem Out Of Time também chegar ao nível das melhores do disco. Dream Brother foi escrita por Jeff Buckley e vem para encerrar Fade com uma sonoridade mais sinistra e diferente de quase tudo que já foi ouvido anteriormente, mas com muito peso, seja na bateria ou nos solos de guitarra.


Em suma, Fade apresenta sonoridades mais alternativas, peso tipicamente heavy metal, influências de rock progressivo e até um pouco de doom, com toda essa mistura realizada competentemente pelos integrantes, Fade não é rotulado facilmente, e como também não sou adepto de rotulações, afirmo aqui que é um álbum que merece ser ouvido com atenção e várias vezes, pois é necessário digerir a arte em várias sessões de audição, e fazendo isso, caro leitor(a) você irá com certeza captar a mensagem e apreciar ainda mais o Remove Silence.