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domingo, 5 de abril de 2026

Storia - Revenant: A Righteous Revenge - 2026 - Download

 

Gênero: Power Metal, Progressive Metal

1.Memories Of
3.Rise of the Silver Knights
4.Insidious Pondering
5.It's Treason Then
6.Revenant
7.The Kaer Slaughter
8.A Glimpse of Myself
9.Late Confession
10.Meaning of a Non-Life
11.Like My Father Before Me
13.The Last to Rise

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domingo, 27 de julho de 2025

Edu Falaschi - Vera Cruz - Live In São Paulo - 2025 - Download

 

Gênero: Power Metal, Progressive Metal

1. Burden
3. Sea of Uncertainties
4. Skies in Your Eyes
5. Frol de La Mar
6. Crosse
7. Land Ahoy
8. Fire with Fire
9. Mirror of Delusion
10. Bonfire of the Vanities

Bonus Tracks:
14. Heroes of Sand
15. Spread Your Fire

Link 01 (CD)
Link 02 (DVD)

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quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Edu Falaschi - Eldorado - 2023 - Download


Gênero: Power Metal

1. Quetzalcóatl
2. Señores del mar
4. Caparazón vacío
7. Q'EQU'M
8. Reino de los huesos
9. De repente
10. Alas de luz
11. In Sorrow

Bonus Track
12. Ven A Mi
13. Rainha Do Luar (Acoustic)

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Todo cantor que fez sucesso como integrante de uma banda e parte para uma carreira solo pode enfrentar vários desafios únicos. Comparações constantes, expectativas elevadas, descrédito ou ceticismo por parte de alguns fãs e críticos. Numa banda, o sucesso e a atenção são compartilhados com outros membros; como artista solo, o cantor acaba tendo que lutar para que seu trabalho seja reconhecido como mérito individual.


Quando lançou “Vera Cruz” em maio de 2021, Edu Falaschi — que foi por mais de uma década a voz do Angra — recebeu, quase que em igual proporção, avaliações positivas e negativas. Não que qualquer aspecto do disco, o primeiro de uma trilogia conceitual ambientada no final do século 15, seja digno de repulsa ou soe aquém da capacidade do cara e sua equipe — os guitarristas Roberto Barros e Diogo Mafra, o baixista Raphael Dafras, o baterista Aquiles Priester e o tecladista Fabio Laguna. Contudo, a bola de segurança logo fez o disco ser tachado de “fan service”. A aposta na nostalgia cruzava a linha tênue entre a referência e o autoplágio


Dito isso, “Eldorado” desde seu anúncio oficial traz consigo dois tipos de pressão. Esperava-se que o segundo capítulo da saga de Jorge — o menino que carrega no peito uma marca em formato de cruz e que, de acordo com uma antiga profecia, irá liderar um exército na luta contra o mal — apresentasse algo tão impactante quanto o seu antecessor, mas também a expectativa de um Edu menos engessado nas estruturas do power metal e mais disposto a não pura e simplesmente tentar fazer uma parte 2 de “Temple of Shadows” (2004).


Tecnicamente, o trabalho beira o impecável. Tudo é muito bem-tocado, bem-posicionado e, diferentemente de “Vera Cruz”, mais bem-mixado, com o baixo de Dafras, merecidamente, na vanguarda. Mas é nessa impecabilidade que mora um dos perigos: o virtuosismo, sobretudo de Barros, é tanto que não raro seus solos soam como um mero sobe-e-desce de escalas em altíssima velocidade, e sua pegada, de tão precisa e uniforme, carece do fator orgânico comum aos deuses da guitarra. Chame de feeling, assinatura ou como quiser; o que sobra nele em competência, falta, ainda, em identidade.


Identidade essa que, no quesito vocal, Edu vem redescobrindo e, de certa forma, surpreendendo. Superados os problemas que o tiraram de cena e lhe renderam algum descrédito, ele ressurge cantando diferente, com um registro mais linear. Ciente de que seu alcance de hoje não se compara ao dos tempos de Angra, sobe o tom com cuidado e responsabilidade. Soa agradável e casa bem com o instrumental, sobretudo nas baladas; aliás, o cara manja do riscado na hora de compor canções mais emotivas. “Empty Shell” (que solo!), “Suddenly” e a derradeira “In Sorrow” — quase um cliffhanger em formato de música — são os mais recentes testemunhos dessa aptidão.


Outra faceta deveras interessante presente em “Eldorado” são as infusões latinas. Já na abertura “Señores del Mar (Wield the Sword)”, parcialmente cantada em espanhol, ouvem-se violões que parecem acenar aos finados Andrés Segovia e Paco de Lucía. O instrumento colore partes da faixa-título que, reconheça-se, está entre as melhores ofertas de Falaschi solo. O mesmo não se aplica, porém, a “Reign of Bones”, genérica até dizer chega. Já “Wings of Light” se distingue por carregar o estandarte do supracitado autoplágio, pois as semelhanças estruturais com “Running Alone”, do Angra, são tão notórias quanto as de “Land Ahoy”, carro-chefe do “Vera Cruz”, com “The Shadow Hunter”. Fan service, sim, mas os fãs agradecem.


Como em “Vera Cruz”, o teste definitivo de “Eldorado” se dará na estrada, quando a turnê tiver início. Só Quetzacóatl sabe se os percalços do giro passado se repetirão e se o desempenho do sexteto ao vivo será a contento, fazendo jus às dificuldades autoimpostas do material a ser executado. Fica também o questionamento se Fábio Caldeira escreverá um novo livro, levando a missão de Jorge dos alto-falantes para as páginas outra vez.

terça-feira, 11 de maio de 2021

Edu Falaschi - Vera Cruz - 2021 - Download

 

Gênero: Power Metal

1 – Burden
3 – Sea Of Uncertainties
4 – Skies In Your Eyes
5 – Frol De La Mar
6 – Crosses
8 – Fire With Fire
9 – Mirror Of Delusion
10 – Bonfire Of The Vanities
11 – Face Of The Storm – feat. Max Cavalera
12 – Rainha do Luar – feat. Elba Ramalho
13 - Skies In Your Eyes (Bonus Track)
14 - Bonfire of The Valentines (Demo) (Bonus Track)

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Três longos anos após o lançamento do seu primeiro EP em carreira solo, "The Glory Of The Sacred Truth", o vocalista EDU FALASCHI regressa aos holofotes do cenário mundial, com a disponibilização do ambicioso álbum "Vera Cruz". Com um retorno ao direcionamento musical dos seus tempos de Symbols e Angra, principalmente no quesito de técnica vocal e composição, o cara não se furtou de utilizar um verdadeiro arsenal de referências, que vão desde a MPB, passando pelo Power/Prog Metal e, inovando, ao modernizar toda essa salada com inserções de ritmos étnicos, temas celtas e até orientais (árabes).


Sim, o "Vera Cruz" é um álbum extremamente complexo e riquíssimo, porém, ao mesmo tempo, é extremamente palatável. Afinal de contas, estamos aqui falando de um dos maiores compositores da história do Metal brasileiro, que já nos presenteou com clássicas como "Heroes of Sand", "Nova Era", Angels And Demons" e "Spread Your Fire", apenas para citar algumas. Partido desta premissa, não esperem a reinvenção da roda, até porque a proposta aqui visivelmente não é essa, principalmente pela celebração dos seus 30 anos de carreira. A mensagem que esse disco me transmitiu, enxergando ele por completo, é a de continuidade de um trabalho que ele ajudou a desenvolver no início dos anos 2.000, e que foi interrompido por questões que não precisam ser apontadas ou aprofundadas neste texto.


Então, caro leitor, se você busca um material que enaltece o estilo que o EDU FALASCHI ajudou a criar e desenvolver nos seus tempos de Symbols, Angra e Almah, principalmente, você está no lugar certo. Caso contrário, se você procura ideias fora da caixinha, invencionices e a eterna e utópica busca por algo original em pleno 2021, recomendo outros trabalhos.


Antes de entrarmos na parte musical da obra, propriamente dita, vale ressaltar o massivo trabalho de marketing encabeçado pela gravadora MS Metal Records e pela equipe da Agência Artística, talvez algo inédito no país. São notícias relevantes todas as semanas que antecederam o lançamento do disco, disponibilização de uma web série online, lives, trailer contendo o início da estória, promoções envolvendo fãs nos grupos do artista e, principalmente, o acabamento luxuoso dos produtos físicos, e para falar deles, vamos precisar de um novo parágrafo.


O "Vera Cruz" já nasce com toda a pompa de clássico, e isso já começa a ficar claro com o extremo carinho e dedicação aos seus produtos físicos. A versão regular do álbum é um belíssimo livro de vinte páginas, totalmente em português, com capa dura envernizada, o CD completo e um DVD exclusivo para o mercado brasileiro. Confesso que tive acesso ao produto e tive pena de deslacrar, tamanha é a qualidade dele. Mas não para por aí, com a finalização da produção deste, a gravadora anunciou um digipack que contém luva com letras em prateado, oito painéis, vinte páginas de encarte contabilizando cinco lâminas, uma faixa adicional para o público brasileiro, e um pop-up que é inédito em produções nacionais. Acredite, eu nunca vi algo assim lançado em terras brasileiras, para um artista brasileiro. É de se levantar da cadeira e aplaudir de pé!


Eis que é chegado o momento principal desta análise e, para facilitar a leitura e seu entendimento, vou organizar minhas ideias abaixo dentro de um formato "faixa a faixa", para que nada seja esquecido ou escanteado. Sendo assim, me acompanhem na sequência...


BURDEN - Eis aqui uma bela e teatral faixa de abertura, que já apresenta o trabalho do primeiro convidado especial na obra, Pablo Greg. O cara foi responsável por todas as orquestrações do disco, e nesta em específico tem sua assinatura registrada com louvor. "Burden" foi lançada como primeiro single, dentro de um novo formato (mais um ponto pro pessoal do marketing), como Graphic Trailer no YouTube. Quem não conferiu, confira, pois o resultado ficou belíssimo e nos faz mergulhar de cabeça na narrativa do álbum. Já imagino os shows da próxima tour com a "Burden" rolando nos PAs, e o vídeo sendo exibido em um telão de LED. Será uma experiência de fato emocionante! Essa introdução nos faz pensar que estamos dentro de um filme! É muito emocionante!


THE ANCESTRY - Essa é de fato a primeira música do álbum, e que certamente abrirá os shows da próxima turnê. Aqui EDU FALASCHI e ROBERTO BARROS assinam juntos, e já demonstram logo de cara o que o ouvinte encontrará pela frente: Power Metal, com requintes de virtuose, melodias marcantes e inserções de elementos extraídos do Progressivo. "The Ancestry" exigiu, certamente, 101% de todos os músicos da banda. Ela é rápida, ao mesmo tempo que, muito variada em sua estrutura. É bem provável que o Edu a usou pra passar um recado muito claro, de que voltou à velha forma, usando e abusando de tons altíssimos usando voz de peito como fazia no tempos de Symbols por exemplo! Sempre com muita qualidade, soando encorpado o tempo todo. "The Ancestry" é um verdadeiro soco no estômago, e para os que gostam de comparações, imaginem uma "Spread Your Fire" mais violenta, técnica e melodiosa!


SEA OF UNCERTAINTIES - A "Sea Of Uncertainties" vem na sequência mantendo o ouvinte conectado com a narrativa. Ela tem mais elementos progressivos, contendo muitas mudanças de andamento e um refrão muito marcante. Destaque para o trabalho coeso da cozinha formada por RAPHAEL DAFRAS e AQUILES PRIESTER. Ela soa mais moderna, principalmente se compararmos com a sua antecessora, porém carrega consigo muitos elementos do estilo de composição que o Edu empregou nas suas fases de Angra e Almah, dos álbuns "Temple of Shadows" e "Fragile Equality", respectivamente. O segredo desta, e que a torna atrativa, é justamente a miscelânea do Power/Prog raiz com texturas mais vanguarda.


SKIES IN YOUR EYES - É sabido por todos que acompanham a carreira do EDU FALASCHI, que ele domina a arte de compor baladas, sejam elas mais emocionais ou românticas. Exemplos não faltam, e poderíamos citar "Bleeding Heart", "Heroes of Sand", "Wishing Well", "Breathe" e muitas outras. "Skies In Your Eyes" é, provavelmente, uma das melhores neste formato que esse cara já escreveu. Ela é mais emocional e fica em algum lugar entre "Bleeding Heart" e "Wishing Well". Nela encontramos diversos elementos de música celta, o que acabou enriquecendo mais ainda o resultado final obtivo. Canção linda, que pode vir a ser um novo sucesso do Edu, e que, como ocorreu com "Bleeding Heart" no passado, pode vir a romper as barreiras do segmento.


FROL DE LA MAR – Mais uma faixa assinada pelo Pablo Greg e que serve como prelúdio para "Crosses", que vem na sequência. Mais um trabalho incrível, e que torna a audição do álbum com a leitura do livro simultaneamente, meio que obrigatória. Foi neste momento que me senti mais conectado com a estória, e me importando de fato com alguns personagens. Incrível um trabalho fonográfico conseguir isso! A impressão que tive, é que eles conseguiram musicar um filme ou uma peça de teatro.


CROSSES - "Crosses" é um Power Metal old school e é uma das que mais me remeteu ao passado do Edu com o Angra. Bumbos duplos em profusão, temas e dobras de guitarra bem melodiosos, refrão marcante, inserções de elementos da música brasileira e o vocalista conduzindo tudo isso com personalidade, alternando tons mais altos e graves em toda a duração da faixa. Espero que ela ganhe espaço nos shows, assim como "Winds Of Destination" e "Running Alone" ganharam nas últimas turnês solo do cara.


LAND AHOY - Mais uma composição assinada por EDU FALASCHI e ROBERTO BARROS. Neste momento a experiência com a audição vai lá pra cima. "Land Ahoy" é uma música étnica, com duração de quase dez minutos, e que traz diversos elementos em sua estrutura. Acredito que esse tenha sido o melhor desempenho do Edu em muitos anos como cantor. Da pra sentir sua emoção nessa gravação!


A emoção que senti ouvindo o seu refrão, foi meio que similar quando ouvi "Heroes of Sand" pela primeira vez. Porém entenda, "Heroes of Sand" não conversa em nada com "Land Ahoy", mas o sentimento é tão forte quanto. Nesta constatamos ainda um solo incrível de Roberto ao violão, algo que pode levar facilmente os fãs às lágrimas, e a participação mais que especial do pianista Tiago Mineiro. Sem medo de errar, "Land Ahoy"é uma das composições mais emblemáticas da carreira de EDU FALASCHI, englobando aí tudo que ele fez de mais relevante no Symbols, Angra e Almah. Incrível! Ouso dizer que essa música é a "Bohemian Rhapsody" do Edu.


FIRE WITH FIRE - "Fire With Fire" é mais voltada para o progressivo, "Mid tempo" e ganha uma conotação interessante com algumas inserções de música árabe, que torna o resultado inusitado, e eleva o fator da imprevisibilidade artística vários níveis acima. Orquestrações são mais acentuadas aqui, e um refrão bem grudento gera no ouvinte (pelo menos comigo foi assim), um sorriso de orelha a orelha. Ela tem certamente uma influência da música clássica do período romântico iniciada por Beethoven!


MIRROR OF DELUSION - A minha preferida dentre todas. Power Metal na pegada do Angra, com um dos refrães mais bem compostos pelo EDU FALASCHI em sua carreira. Quando eu estava ouvindo o álbum, e essa música terminou, me peguei voltando ela três vezes, antes de seguir para a próxima. Obrigatória nos shows! É meio que improvável um cara ser fã da fase do Edu no Angra e não gostar dessa música. Vale ressaltar o qualidade técnica dos violōes executados pelo Edu nessa música! Aliás, fora do solo da Land Ahoy, Edu Falaschi gravou todos os violões do álbum!


BONFIRE OF THE VANITIES - Segunda balada do álbum e é a faixa de menor duração do disco. Essa aqui é peça chave e introduz o terceiro ato da narrativa, e que ainda contou com um solo de Tito Falaschi e a participação do violoncelista Federico Puppi. A interpretação do Edu me remeteu MUITO aos seus melhores momentos no Angra. É tão evidente isso que se você fechar os olhos e imaginar aquele cara de vinte anos atrás, vai ficar boquiaberto. O que fica em "Bonfire of the Vanities" são as mensagens do total resgate e da continuidade da carreira de Falaschi, iniciada na primeira metade dos anos 2.000.


FACE OF THE STORM - Épica! Não tem outro adjetivo que se aplique melhor em "Face Of The Storm". Só o Metal mesmo para unir três monstros sagrados em uma composição: MAX CAVALERA, EDU FALASCHI e AQUILES PRIESTER. É aqui onde a magia de fato acontece. Elementos do Thrash Metal se fundem ao Power Metal com um dueto que conversa o tempo todo, de forma natural e, por incrível que possa parecer, se complementam. Nela, que também tem a assinatura de ROBERTO BARROS, podemos conferir o melhor solo do cara em todo o material. Enfim, quem é fã do Sepultura da época dos irmãos Cavalera, vai se sentir homenageado com essa composição. Parabéns aos envolvidos, e espero que esse encontro também aconteça nos palcos.


RAINHA DO LUAR – "Rainha do Luar" é endereçada para os nordestinos, com direito até a melodias de sanfona do músico Rafael Meninão e as participações do violoncelista Federico Puppi e do pianista Tiago Mineiro. Nela temos também a presença mais que especial de Elba Ramalho, e como canta essa mulher! Voz forte e emocional, trazendo assim um grau de dramaticidade elevadíssimo para a canção. Se você, querido leitor do Whiplash, conseguiu não se emocionar até aqui (o que eu acho bem difícil), a sua hora de se render ao álbum é essa! Grand Finale simplesmente apoteótico! Emocionante ao extremo, mesmo!!!!!!! E meus amigos, durante o disco todo eu parecia estar ouvindo o Edu Falaschi de 20 anos atrás! Maravilhoso esse rejuvenescimento!


"Vera Cruz" foi produzido por EDU FALASCHI e ROBERTO BARROS, co-produzido por Thiago Bianchi e contou com a mixagem e masterização do renomado Dennis Ward, que já assinou trabalhos como "Temple of Shadows" e "Rebirth" do Angra. Então, por tudo que já foi mencionado, acredito que estamos diante de um trabalho que elevou uns três sarrafos acima, o que o Edu e os seus ex-companheiros de Angra conseguiram no início dos anos 2.000, quando lançaram o "Temple Of Shadows", por exemplo.


Este é um disco que merece alcançar o maior número de pessoas que curtem boa música, mas não se enganem! "Vera Cruz" é um material muito detalhado e rico. Recomendo várias audições, para que mais e mais camadas sejam gradativamente percebidas e, se possível, que seja apreciado com o livro em mãos, acompanhando a narrativa! Clássico!


NOTA DO REDATOR: O digibook do álbum "Vera Cruz" conta com um DVD exclusivo para o mercado brasileiro, que traz os depoimentos de todos os envolvidos no projeto. Além dos músicos, participações especiais, gravadora, equipe de produção, marketing, estão presentes. O material contém pouco mais de uma hora e deve ser assistido após uma primeira audição, por conter diversos spoilers.

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Estação 12 - Abra-Te - 2013 - Download


Gênero: Christian Metal, Heavy Metal, Alternative Metal

01 - Primeiro Amor
02 - Sangue Derramado
03 - Tesouro Maior
04 - Tua Promessa
05 - Sopra Sobre Mim
06 - Ao Olhar Em Teus Olhos
07 - Soldado Do Senhor
08 - Levante As Mãos Pro Céu
09 - Maravilhoso Deus

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sexta-feira, 8 de maio de 2020

Ceremonya - Ceremonya - 2010 - Download


Gênero: Christian Metal, Alternative Metal

1 Igreja É O Lugar Da Mulekada
2 Vem Como O Vento
3 Contigo Sou Capaz
4 Ceremonya
5 Por Onde Eu For
6 Saudade De Ti
7 A Vitória Virá
8 O Tempo É Agora
9 Dream Of Forever
10 Eu Tomo Posse
11 Onde Não Errei
12 Olhos Da Fé
13 Na Língua Dos Anjos
14 Our Lifes

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domingo, 21 de abril de 2019

Edu Falaschi - The Glory Of The Sacred Truth - 2019 (EP) (Brazilian Edition) - Download


Gênero: Melodic Metal, Power Metal

1. The Glory Of The Sacred Truth
2. Streets Of Florence
3. The Glory Of The Sacred Truth (Live In Japan)
4. Streets Of Florence (XVIII Century)


Link 01 (MP3)
Link 02 (FLAC)

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Edu Falaschi conquistou o Brasil e o mundo quando se uniu ao Angra em 2001. A cobrança era alta. O Angra havia se tornado um dos maiores nomes da cena metálica brasileira e o rapaz tinha que substituir ninguém mais, ninguém menos do que Andre Matos. Naquela época, André era a grande referência quando o assunto era ‘cantor de heavy metal brasileiro’. Edu começava a se tornar um nome falado por conta do seu trabalho com o Symbols, grupo que estava em ascensão na época, mesmo assim tomou bastante pedrada. Afinal, tinha outro estilo de cantar.


Aos poucos, Falaschi foi formando seu time de seguidores. Embora não tivesse o mesmo alcance de Andre, também era um excelente cantor. Tinha um timbre de voz que se encaixava no estilo do grupo, boa presença de palco e boa técnica vocal. Os primeiros álbuns que fez ao lado da banda – Rebirth e Temple of Shadows – foram fortes e hoje figuram entre os preferidos dos fãs. Pensando nisso, o cantor decidiu cair na estrada relembrando seus dias de Angra. Aquela velha história… Um jeito de reviver aquele material junto aos velhos fãs e dar um pequeno aperitivo aos seus novos admiradores do que era uma apresentação do conjunto naquela época.


Tive a oportunidade de assistir o Edu Falaschi com o Angra 2 vezes. Uma em 2005 quando dividiram o palco com Whitesnake e Judas Priest no Anhembi. E outra, no Via Funchal, no ano seguinte, quando estavam lançando o (bom) Aurora Consurgens. Além de marcar o lançamento do álbum, o show celebrava os 15 anos de banda e havia a promessa de um DVD dessa apresentação, que nunca saiu. Uma pena, o show foi bem bacana…


Comecei a acompanhar o Angra bem no início. Cheguei a assisti-los em 1994, no Monsters of Rock, com o Andre Matos ainda, mas nunca torci contra. Pelo contrário, continuava acompanhando a banda e os projetos paralelos de seus integrantes e ex-integrantes. Gostei bastante do trabalho que Edu realizou ao lado do grupo, portanto o anuncio da turnê me deixou bem contente. Infelizmente, o músico teve dor de cabeça para fazer com que as apresentações saíssem do papel.


Assim que anunciou que cairia na estrada com esse projeto, o músico teve problemas legais com o nome que havia escolhido. Inicialmente, a gira atenderia pelo nome de Edu Falaschi – The Angra Years, mas conforme o músico explicou em uma live, houve um desentendimento com seus ex-companheiros de banda e surgiu a ameaça de barrarem seus shows pelo uso do nome Angra. Com isso, Edu criou um novo nome para o projeto: Rebirth of Shadows Tour. Ou seja, uma mistura dos nomes dos álbuns mais famosos do seu período. (Para ser honesto, acho esse segundo nome mais legal). E foi justamente com o intuito de promover a tour, e também de presentear seus fãs, que foi criado o EP Glory Of The Sacred Truth.


Não é de hoje que os músicos do Angra possuem uma relação mais próxima com o mercado japonês. Mesmo na época de André, saíam álbuns em edições limitadas, EP´s exclusivos, CD´s com faixas adicionais. O primeiro álbum solo de Andre Matos teve bônus exclusivo para o Japão. Portanto, a ideia de lançar um EP por lá não é errada. Ainda mais sabendo que as músicas apresentadas aqui remetem ao seu período de Angra.


O disco é formado por 6 faixas. A inédita “The Glory Of The Sacred Truth” abre o álbum. Power metal de primeira relembrando os dias de ouro do gênero. Edu, que vem sendo crucificado nos últimos anos por suas performances, faz uma de suas melhores interpretações. O trabalho de falsete do refrão me remeteu bastante ao Michael Kiske. A faixa é forte. Conta com as famosas orquestrações, um bom refrão, além do trabalho matador de Aquiles Priester.


A letra é inspirada em um assunto bem atual, as tão faladas fake news. Em comunicado oficial, o cantor explica a letra da canção. “Nesse mundo de internet, esse mundo digital, tudo é muito rápido e todas as mentiras se transformam em verdade facilmente, o que faz com que a verdade que valia ouro, seja sagrada nos dias atuais”, diz. “É muito comum hoje em dia quando as pessoas, covardemente, tentam destruir outras vidas usando mentiras e falsas informações, é uma coisa horrível de se fazer especialmente quando você não tem a chance de se defender”.


Embora sejam conhecidos por serem uma banda de heavy metal, o Angra sempre nos brindou com boas baladas. E na fase Edu Falaschi não foi diferente. (Dois grandes exemplos são “Heroes of Sand” e “Wishing Well”). Portanto, não me surpreende que a segunda inédita desse álbum seja uma balada. “Streets of Florence” não é uma balada melosa, pelo contrário, é pra cima e contém todos os elementos do gênero. Quebrada de tempo, distorção… Outra faixa super bem construída e bem marcante. O refrão dessa, por algum motivo, me remeteu a “For Tomorrow” do Shaman.


“A letra conta uma história triste que aconteceu em Florença. É baseada em uma lenda de amor entre uma mulher e um homem separados para sempre pela guerra. A mulher passa todos os dias do resto de sua vida na janela esperando pelo retorno do amor de sua vida”, explica Edu. “Quando ela morreu, a janela foi fechada, mas fenômenos estranhos começaram a acontecer e então passaram a deixar a janela sempre aberta. É uma letra um tanto espiritual”.


Essas duas músicas são muito especiais para os fãs porque se trata do primeiro registro de inéditas entre Edu, Aquiles e Fábio Laguna há mais de uma década. Completam o time aqui; os guitarristas Roberto Barros e Diogo Mafra, além do baixista Raphael Dantas. O EP termina com 4 registros ao vivo de canções de seus tempos de Angra, já realizados com esse time.


As faixas são executadas de maneira bem fiel e a voz de Edu Falaschi está muito boa. Mesmo nas canções ao vivo. A primeira a marcar presença é a clássica “Nova Era”, do álbum Rebirth. A seguir, temos 3 canções pinçadas de Temple of Shadows. “Temple of Hate” mostra um trabalho de guitarra com bastante influência de Yngwie Malmsteen. “Angels and Demons”, vem na sequencia, e traz um trabalho destruidor por parte de Aquiles. É impressionante as quebradas de tempo desse cara!!! O disco se encerra com “Spread Your Fire”. Outra grande faixa no melhor estilo power metal, que conta com uma ótima performance de Edu.


A capa é uma criação de Carlos Fides. Esse rapaz já fez capa para artistas do porte de Scalene, Oficina G3, Noturnall, além de já ter trabalhado com o Edu no Almah. Ou seja, o cara tem a manha. A imagem ficou bem bacana e está bem no estilo das ilustrações utilizadas pelos artistas que fazem esse tipo de som. O encarte traz todas as letras e uma foto do grupo que gravou o CD. Há ainda um segundo encarte com a tradução das letras em japonês (sim, comprei o CD original) e um pequeno texto introdutório. Não falo japonês, mas pela citação do nome das bandas, dos discos e das músicas, acredito que estejam explicando o projeto e as novas faixas. No Brasil, existe uma edição digipak de 4 faixas. As 2 canções inéditas em formato estúdio e ao vivo. As regravações do Angra são exclusividade da edição japonesa.


O trabalho é de altíssima qualidade. As composições inéditas são excelentes e resgatam o espírito dos dias de Angra. As versões ao vivo estão muito bem executadas. A qualidade de gravação é impecável. E, como já foi dito, Edu está cantando muito bem. Para quem é fã do rapaz e/ou de sua antiga banda, trata-se de um item obrigatório na sua coleção. Fica a dica…

segunda-feira, 17 de setembro de 2018