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domingo, 13 de julho de 2025

Vulthum - The Tyrant Tale - 2025 - Download

 

Gênero: Black Metal

1. Intro
2. Hordes From Nocturnal Gates
3. Upon the Shores of Eternity
4. Through the Halls of Despair
5. Hate, Fire and Fog
6. Whispers in the Castle
7. Ad Thronum Tyranni
8. Skals av Satans Sol (Darkthrone Cover)

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domingo, 26 de dezembro de 2021

Vulthum - Shadowvoid - 2021 - Download

 

Gênero: Black Metal

1. Under the Icons of the Mighty
2. As the Ashes of Pyre
3. Shadowvoid
4. Visions of a Frozen Dawn
5. Throne of the Fallen
6. Horned Realms Rise
7. Enter the Spectral Gates
8. A Cold Moon Over Grim Kingdoms

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"Shadowvoid” é um trabalho de estreia, mas não um trabalho de estreia regido pelo trivial em meio a tantas cópias de cópias de cópias… Ele é o primeiro pergaminho sonoro da VULTHUM — a mais nova (ou nem tão nova assim) entidade a representar o Black Metal nacional. Sendo franco — talvez um pouco saudosista ou mesmo empolgado, tanto a banda quanto o álbum já nasceram clássicos!


O VULTHUM é um projeto criado 2019 por três grandes (e respeitadíssimos) expoentes do Undergound Brasileiro; o guitarrista Shammash (Mythological Cold Towers, Unholy Outlaw, Templum, ex-Guehenom), o vocalista Samej (Mythological Cold Towers, Templum, ex-Desmodus Rothundus) e o baixista/guitarrista Thorngreen (Templum, Unholy Outlaw, ex-Spell Forest, ex-Berzabum). Com uma formação dessas, nada menos que espetacular era esperado e posso afirmar com veemência que sim, o álbum é magnifico de um extremo ao outro. Dos ventos e sinos que pressagiam a primeira faixa até o eco do último riff na última.


Às formalidades: “Shadowvoid” foi gravado entre setembro de 2020 e maio desse ano, sendo produzido por Eric Cavalcante (Vazio, Creptum). E que bela produção o artefato exibe, nada polida ou cristalina, mas sensível à organicidade dos instrumentos, discerníveis até mesmo nos momentos de oratória do caos. A capa, assinada pelo sempre criativo Rodrigo Bueno (Lacrima Mortis, HellLight) é um afago nas retinas de quem aprecia uma arte simples, mas bem feita e conjugada à abordagem sonora que a traja — nada de pinturas clássicas, ilustrações do Gustave Doré, simbologia nonsense ou paisagens épicas à la Albert Bierstadt.


A sonoridade da VULTHUM não apresenta nada de novo, raro ou inovador e é justamente por se esquivar de modernices e experimentos desnecessários que todas as 08 faixas soam tão únicas, naturais e honestas. Não há apelos ao exótico, não há aventuras ou acolhimentos ao inusitado, no álbum todos os caminhos levam ao passado, a glória e ao frio primordial que suspirava nos sulcos das obras clássicas e majestosas dos anos 90.


Ventos gélidos por entre árvores e distantes sinos prenunciam “Under The Icons Of Mighty” e seu instrumental altamente poderoso e ríspido. Faixa veloz e de estética bruta, mas trabalhada e atmosférica na medida certa. “As The Ashes Of Pyre” consegue ser tão malévola quanto feroz em seus sucintos minutos, assim como a faixa título. Ambas com uma performance avassaladora de todos os músicos, mas, com uns centímetros a mais de destaque para o vocalista Samej. Que aula de como “cantar” Black Metal com fúria, intensidade e propriedade! As linhas de bateria de Jack Ferrante também são subliminares, seja nos violentos ataques que desfere ou nos intervalos, quando investe noutros andamentos e texturas — “Visions Of A Frozen Dawn” é um bom exemplo dessas mutações rítmicas.


"Throne Of The Fallen” é a manutenção do caos dentro do álbum; densa e repleta de feeling negro —, e nada mais precisa ser dito. A sétima faixa “Enter The Spectral Gates” segue o mesmo raciocínio; velocidade inumana e riffs obscuramente fantásticos! Potencia blasfema com o ponteiro no máximo! Contudo, vamos àquelas que, ao meu gosto, são os dois clássicos (mais clássicos) de “Shadowvoid”; a sexta faixa “Horned Realms Rise” e o ômega, aqui, denominado de “A Cold Moon Over Grim Kingdoms”. A primeira por se desenvolver em médio tempo e evidenciar os magníficos arranjos de teclado do produtor Eric Cavalcante; tal elevação tornou uma composição já excelente em algo simplesmente épico. Próximo ao fim a velocidade é novamente reduzida e o pandemônio cede espaço para melodias discretas de guitarra que culminam num final acústico grandioso. A segunda, por sua vez, representa toda a glória e majestade não só da VULTHUM, mas de como o Black Metal era em suas primeiras eras. Sinistra, maligna, devastadora e com alguns densos parênteses de melancolia enegrecida.


Diferente de tantas outras bandas que se autoproclamam “old school”, a VULTHUM realmente é. Não há emulações em sua música, tampouco tentativas de recriação. Tudo é muito puro, coeso e honesto, e é aí que está o segredo — quando a arte nasce e ganha fibras de maneira espontânea. “Shadowvoid” será lançado em CD pela Drakkar Productions Brazil (divisão sul-americana da gravadora francesa Drakkar Productions) e em versão K7 pelo selo Angel Of Cemetery Records, mas convenhamos, uma edição em LP seria mais que bem-vinda (fica a sugestão/apelo).


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