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18.4.12

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Em SP e Recife, groove do Antibalas faz ponte entre afrobeat, jazz, funk e rock

(oblogblack na revista +Soma)

Projetos paralelos com TV on the Radio, The Roots, Vampire Weekend, musical na Broadway e disco novo saindo do forno: destaque da cena afrobeat de NY, o Antibalas faz essa semana sua primeira turnê no Brasil com dois shows em SP (dias 19, no Cine Joia, e 21, no Centro Cultural da Juventude), e um em Recife (dia 22, no Abril Pro Rock).

Fundador do Antibalas, o saxofonista Martín Perna conversou com o oblogblack por e-mail sobre a expectativa para as apresentações no país, analisou a atual fase do afrobeat no mundo e falou sobre o sexto disco de estúdio previsto para sair em setembro pela Daptone Records. Leia aqui matéria completa publicada na +Soma, de SP

E ainda esquenta para o show com faixas do Antibalas em mixtape só de afrobeat + playlist com os discos Soul Explosion (1998) e Who is this America? (2004) + mapa da nova cena afro em matéria do blog publicada no site do jornal O Globo.

Abaixo, ensaio do Antibalas já em SP, no estúdio Traquitana. Sonzeira!

4.4.12

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Blog já está em clima de regressiva para a turnê brasileira do Antibalas que fará pouso duplo em SP, dias 19 e 21, e depois parte para apresentação única no Abril Pro Rock, dia 22, em Recife – infelizmente, sem direito à escala no Rio. Dos grupos de ponta mais hypados do afrobeat mundial surgidos nos últimos anos com o revival do ritmo criado por Fela Kuti, o combo de NY é um dos mais importantes e o primeiro a desembarcar por aqui. Em maio, são esperados shows imperdíveis de Tony Allen e Ebo Taylor (confirmados em primeira mão ao blog, por e-mail, pelo saxofonista Ben Abarbanel-Wolff, do Afrobeat Academy, banda que acompanha Ebo), ambos também em SP. 

Criada a partir do seminal Daktaris, o Antibalas abandonou o sobrenome Afrobeat Orchestra desde seu segundo álbum, 'Talkatif', de 2002, mas a raiz africana continua lá firme e forte misturada a outros elementos black como o funk, o jazz e o soul. Segunda mixtape do blog dedicada ao afrobeat esquenta para o show do Antibalas misturando África com EUA e incorporando às batidas nervosas nigerianas tintas de funk, soul e ethio-jazz. A sequência abre com o Daktaris, segue em NY com Budos Band, passa pela França, com Akalé Wubé, Alemanha, com Whitefield Brothers, homenageia o clássico El Rego, com ‘Hessa’, volta a NY com Ikebe Shakedown, e fecha com mais duas dos dois últimos discos do Antibalas. Ouça, curta e compartilhe.

01 > The Daktaris - Eltsuhg Ibal Lasiti
02 > The Budos Band - Origin Of Man
03 > Akalé Wubé - Jawa Jawa
04 > Whitefield Brothers - Sad Nile
05 > Ikebe Shakedown - Tame Beats
06 > Woima - Marz
07 > El Rego - Hessa
08 > Antibalas - Pay Back Africa
09 > Antibalas - Sanctuary

1.9.11

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 >> playlist


  

Novo mapa do afrobeat

(oblogblack no Globo)

Ritmo criado na Nigéria por Fela Kuti vira referência para bandas nos EUA, Europa, Austrália e Brasil. Conheça os principais nomes da nova cena rock-afrobeat para ficar de olho: de Budos Band, Antibalas e Souljazz Orchestra até a australiana Liberators e a carioca Abayomy. 

Leia matéria completa no site do Globo. 

16.3.11

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Daktaris - Soul Explosion (1998)  

Antibalas - Who is this America? (2004) 

‘Soul Explosion’ é talvez o marco zero no renascimento do afrobeat em NY. Com metais nervosos e guitarras funkeadas impregnadas de sangue nigeriano até a alma, o álbum do Daktaris de 1998 inspirou toda uma nova geração de músicos locais e foi trilha sonora para festas black que bombavam na cidade como a Africalia. Nesse caldeirão de influências, referências e noitadas, o Daktaris juntou forças com Soul Providers e King Changó e renasceu ainda melhor como Antibalas para virar um dos destaques da hoje mais que estabelecida cena afrobeat de NY. ‘Who is this America’, de 2004, é o terceiro disco de estúdio do grupo e marca estreia na prestigiada gravadora Ropeadope. Com solos incendiários de sax e trombone, groove afiado e letras politizadas, o Antibalas mostra que os garotos brancos de NY (maioria na atual formação com 14 integrantes) querem muito mais do que ser uma releitura do mestre Fela Kuti. Os dois álbuns trazem um black funk intenso para bombar palcos e festas pelo mundo. Yeah, man, a África respira forte no Brooklyn.

Boubacar Traoré – Kongo Magni (2005)

Não conhece a música do Mali? Blues africano? Acha que é tudo world music? Pois Boubacar Traoré e os conterrâneos Ali Farka Touré e Toumani Diabaté são nomes indispensáveis e porta de entrada para um país riquíssimo na história da música. Damon Albarn (Blur e Gorilaz), inquieto e antenado, foi lá conferir, passou uma temporada no país e produziu o excelente e pouco divulgado álbum ‘Mali Music’, de 2002. Ali Farka e Toumani são hoje nomes estabelecidos fora da África e fazem turnês constantes por Europa e EUA. Já Boubacar, ou Kak Kar (que significa aquele que dribla muito), é um nome bem menos divulgado e foi para mim uma descoberta a partir do hit ‘Kar Kar Madison’ em uma coletânea. ‘Kongo Magni’, seu último álbum, de 2005, é daqueles discos para tocar inteiro, deixar no repeat, ouvir no dia seguinte, servir de trilha para festa, final de tarde, fim de noite, no carro, e depois correr atrás dos outros CDs. O guitarrista de 69 anos viveu  fase de ouro nos anos 60, foi um dos símbolos da independência no seu país com o hit 'Mali Twist', depois caiu no esquecimento, acabou ralando na construção civil na França até ser redescoberto e gravar seu primeiro CD oficial em 1994. Aí decolou. Hoje faz shows aclamados e tem agenda cheia em festivais pelo mundo. Seu som é uma mistura deliciosa de guitarra e gaita, com vocal ora potente ora minimalista, e uma cozinha instrumental requintada com gostinho meio África, meio Chicago, puro Mali.  

Wes Montgomery – Full House (1962)

Wes Montgomery é figura fácil em todas as listas de melhores guitarristas da história do jazz. Tem a técnica de Django Reinhardt e Kenny Burrell, o groove de Grant Green e toda a importância histórica do seu mestre Charlie Christian, primeiro grande solista do jazz ainda na década de 20. ‘Full House’ foi gravado ao vivo com o trio do pianista Wynton Kelly, em 1962, com nada menos que Paul Chambers no baixo e Jimmy Cobb na bateria, dupla com passagem pelos grupos de John Coltrane, Miles Davis, Sonny Rollins e Bud Powell. Montgomery apareceu para o mundo do jazz com o clássico ‘The incredible jazz guitar of Wes Montgomery’, de 1960, e brilhou nos anos seguintes no seu trio ou em duetos com o mestre do hammond Jimmy Smith. É daqueles músicos que fazem o complexo parecer simples. As notas fluem tranquilas como um grande solo onde as melodias vão se encaixando perfeitas.

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