31.8.26

Catedrais

Em avistando uma catedral, torno-me peregrino, nem que seja de cinquenta metros a peregrinação. Tragam outros das viagens malas carregadas de minudências em jeito de recordações. Nas minhas, trago toneladas — toneladas! — de pedras seculares, quantidades desmesuradas de vitrais. Não sei como me deixam embarcar no avião. O que me vale, acredito, é que a subir, todos os santos ajudam — o ditado não é bem assim, mas no meu caso é, leitora, no meu caso é.

4 comentários:

  1. Ao invés do turista convencional, que se limita a coligir despojos materiais («minudências»), o narrador capta a mundividência e a primeva essência dos lugares — a densidade histórica que emana das pedras seculares e a fulgência mística dos vitrais.
    A majestosa Catedral de Colónia saúda e reverencia quem assim se comporta.

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    1. Impossível visitar o Kölner Dom e não o trazer no coração.

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  2. Sou menos exigente, gosto de igrejas e um bocadinho mais das que dão pelo nome de catedral.
    Boa semana, Xilre

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  3. Apesar de achar belas as pedras e os vitrais, fico ainda mais presa nos arranjos florais e nos rostos das pessoas que lá estão, sobretudo as que rezam, não as que passeiam como nós:) Coisas também impossíveis de trazer num avião...

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