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sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Paulão - Special Power EP (2019)...




Eu não conhecia o trabalho de Paulão até a chegada de um e-mail do próprio, enviado para o endereço de contato da Célula Pop. Nele Paulão dizia sobre seu trabalho São Luís, capital do Maranhão. Um trabalho musical urbano, moderno, cheio de sons da rua e de entendimento da ancestralidade como uma forma de resistência. Vocês sabem, viver no Brasil hoje é sinônimo de resistir, porém, há gente que resiste há mais tempo por conta de inúmeras injustiças na nossa terrível história. E Paulão provavelmente é parte desses resistentes de nascença. Seu EP, “Special Power”, é uma pequena amostra de como a arte pode significar muitas coisas além do prazer estético. Paulão é Paulo César Linhares, músico e produtor da cena do bairro Cohatrac, em São Luís. Após passar por algumas bandas, ele decidiu ingressar numa carreira solo em “Faz escuro, mas eu canto”, de 2016. Este EP é seu segundo trabalho e aponta para vários rumos dentro de vários caminhos dentro da “música nordestina”. Além da vida como músico, produtor, Paulão também é agitador cultural e mantém rodando as engrenagens de artistas, espaços e meios de expressão artística por lá. Não por acaso, “Special Power” surge como uma arejada resposta à mesmice musical que impera no país... VIA
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Paulão - Faz escuro, mas eu canto (2016)...




Música negra, groove e lirismo marcam o disco solo do cantor e compositor Paulo Cesar Linhares, 25, o Paulão. Faz escuro, mas eu canto mostra, em nove canções um lado menos solar, mais sóbrio do artista, que surgiu no cenário musical maranhense como compositor, guitarrista e cantor da banda Pedeginja. Faz escuro, mas eu canto foi composto e gravado durante o hiato do grupo, em 2015.Contrastando com a alegria de Contos Cotidianos (2013), álbum da Pedeginja, Faz escuro, mas eu canto revela um compositor mais maduro, concentrado em desnudar intimidades de fases delicadas de sua vida, com temas como a separação (Dia D, Penélope) e o próprio fazer artístico (Canto das Sereias, Música do Sereno). Poeticamente, o disco se situa entre uma noite e outra, recurso do qual Paulão se utiliza para transitar desde sonoridades introspectivas (Grilos) até a euforia da sexta-feira boêmia (Faz teu nome). Música do Sereno e Grilos, canções que já haviam sido gravadas anteriormente pela cantora Nathalia Ferro, ganham aqui sua primeira versão na voz de seu compositor.O álbum remete aos seus contemporâneos da música popular, mas se destaca por uma escrita cuidadosa e menos atenta a maneirismos. Talvez por isso tenha conseguido dar vazão à musicalidade negra que acompanha Paulão, flertando com o soul, o samba, afoxé e até com o afrobeat, sem perder a naturalidade...
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