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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Rodrigo Campos - 9 Sambas (2018)...




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Rodrigo Campos faz o caminho de volta no quarto álbum solo, 9 sambas, disponível no mercado fonográfico a partir de amanhã, 3 de agosto, em edição da gravadora YB Music.Após ter migrado do paulistano bairro natal de São Mateus (epicentro do primeiro disco solo lançado pelo artista em 2009) para uma Bahia de misticismo desconstruído em álbum de 2012 e depois para um Japão não tão longe assim, como mostrou em álbum de 2015, o cantor, compositor e músico paulistano retorna ao bairro onde foi criado através do samba... VIA
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sexta-feira, 7 de julho de 2017

Sambas do Absurdo - Sambas do Absurdo (2017)...




Sambas Do Absurdo é o resultado do encontro de três artistas centrais na música popular brasileira contemporânea, cada um deles, a seu modo, renovadores da linguagem da canção em nosso país. De modo esquemático, identificarei assim o papel de cada um neste trabalho: o compositor Rodrigo Campos, o produtor Gui Amabis e a intérprete Juçara Marçal. Criadores de muitos recursos, naturalmente seus papéis se cruzam e se misturam ao longo do disco, mas valho-me dessa classificação para melhor elencar as muitas conquistas deste Sambas do Absurdo. Começo pelo início, pelas composições. Pelo compositor. Se analisarmos sua trajetória até aqui, notamos que Rodrigo Campos vem construindo uma geografia própria – territorial e afetiva, que organiza e conduz o repertório de seus discos a partir de personagens e lugares que povoam seu cotidiano e sua imaginação. Foi assim logo em sua estreia com São Mateus Não É Um Lugar Assim Tão Longe (2009) em que lugares e personagens se confundiam com sua história pessoal, narrando passagens de sua vida no bairro da periferia paulistana onde viveu parte de sua infância e adolescência. Em seu segundo disco Bahia Fantástica (2011), essa geografia se dilui. A Bahia de Rodrigo é uma Bahia imaginária, povoada de escravos e seus senhores, de paisagens e personagens criados por ele, para refletir suas próprias aflições, misturando passado e presente, mitos e estórias reais, realidade e fantasia, vida e morte. Em Conversas com Toshiro (2015), seu terceiro disco, essa cartografia avança em duas direções. Ao mesmo tempo em que geograficamente se afasta cada vez mais de São Mateus, chegando ao Japão depois de ter passado pela Bahia, Rodrigo também realiza um mergulho profundo para dentro de si mesmo. Ele próprio explica esse mergulho em uma notável série de textos onde esmiuçou cada faixa de Conversas com Toshiro... VIA
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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Rodrigo Campos - Conversas com Toshiro (2015)...





O Japão de Rodrigo Campos é imagem, é o Japão cinematográfico aos olhos ocidentais. Em “Conversas com Toshiro”, terceiro disco solo do compositor e instrumentista, ele viaja pelo país oriental visitando a estética japonesa e apresentando personagens que tecem a narrativa do álbum. Com produção musical do próprio Rodrigo, direção artística de Rômulo Fróes e arranjos para cordas de Marcos Paiva, o disco é uma investigação sobre a consciência oriental, com interpretações sobre amor, sexo, vida e morte e sua influência no inconsciente da cidade cosmopolita de São Paulo - uma fusão entre oriente e ocidente... 
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terça-feira, 21 de julho de 2015

Passo Torto e Ná Ozzetti - Thiago França (2015)...




Passo Torto e Ná Ozzetti é cinema. É música e palavra em curto-circuito, desencadeando a imaginação do ouvinte: imagem e ação, imagem em movimento... é cinema, na sua sugestão de ambientes e espaços, planos e enquadramentos, de climas e texturas quase palpáveis... aquele cinema do cinema novo, da nouvelle vague e do cinema marginal... por vezes aquele ar de um radical desenho animado para adultos ou de uma antiga e agridoce comédia italiana... é também um cinema de guerrilha, feito com enorme economia de recursos e abundância de ideias... música pode ser tudo isto. Passo Torto e Ná Ozzetti é canção. Mas não exatamente a canção do samba-canção, a canção com refrão, a canção de amor e dor-de-cotovelo... canções que contam pequenas estórias, mas estórias sem grandes heróis nem moral da estória... estórias nem sempre lineares, estórias tortas cantadas em poesia, mas conduzidas também pela montagem inusitada dos arranjos, pelos cortes bruscos e secos, pelo contraste entre timbres saturados e cristalinos, pela alternância entre a estática do ruído e do quase-silêncio e a vertigem das intricadas texturas polifônicas... tudo isto pode ser canção. Mas, não... não é só isso... Passo Torto e Ná Ozzetti fazem cinema-canção... sim, cinema-canção. É um cinema-canção com locações em São Paulo. Mas não estamos propriamente na São Paulo dos personagens de Adoniran e de Vanzolini... não uma São Paulo explícita nos nomes de ruas e bairros... mas uma São Paulo arrancada do juízo de cada uma das cinco cabeças que se encontram nesse disco... é a São Paulo da urgência e da densidade, do sexo e da falta de sexo, da morte e do carnaval... mas é, antes de tudo, a São Paulo transfigurada em um estado mental. Passo Torto e Ná Ozzetti é vanguarda mas também é tradição. Passo Torto sempre soou como banda coesa e não como um mero aglomerado de trabalhos individuais, e a presença-parceria de Ná Ozzetti felizmente se dá com grande naturalidade... é raro uma artista se manter na vanguarda durante toda sua vida (afinal a vanguarda é o pelotão de frente de um exército, reservado aos mais jovens, ainda enérgicos e entusiasmados), e também são raros os encontros entre duas gerações de artistas que resultem em frutos tão maduros e homogêneos... pois aqui Ná Ozzetti alcança essas duas virtudes com muita leveza... e assim presenciamos algo digno de nota: a vanguarda nascendo de novo e se transformando em tradição que alimentará futuras vanguardas e outras tantas tradições. E por que “Thiago França”? como diriam aqueles ilustres baianos-paulistanos, Tom Zé e Vicente Barreto (vanguardistas à sua maneira e tão atentos à música dos mais jovens quanto a própria Ná): “Hein?” “Thiago França” é o Passo Torto e Ná Ozzetti mantendo a tradição de confundir para esclarecer...
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sábado, 1 de junho de 2013

Passo Torto - Passo Elétrico (2013)



Os músicos e compositores Kiko Dinucci, Marcelo Cabral, Rodrigo Campos e Romulo Fróes lançam o segundo disco do projeto Passo Torto, intitulado Passo Elétrico. Se no primeiro álbum, privilegiou-se os instrumentos  acústicos, agora, como o próprio título parece anunciar, o novo disco parte de uma busca por novas sonoridades. A nova formação inclui guitarras, conduzidas por Kiko Dinucci e por Rodrigo Campos, que mantém o cavaquinho, mas dessa vez processado por pedais de efeitos. Pedais, que também foram incorporados ao baixo acústico de Marcelo Cabral. Novamente há a ausência de instrumentos de percussão, substituídos pela arquitetura rítmica dos instrumentos de corda. Outra característica do trabalho do Passo Torto se manteve e se desenvolveu ainda mais com este novo disco, a construção harmônica, que se dá pelas diferentes vozes melódicas de cada instrumento, produzindo uma teia polifônica que dificulta a identificação dos acordes de cada canção. Essa polifonia, produz uma tensão rítmica que faz com que a canção por muitas vezes flutue, sobre uma pulsação não muito clara, camuflada por distorções, texturas e ruídos, incorporados aos arranjos. Como no disco anterior, as letras das canções do Passo Torto continuam a flertar com São Paulo e seus personagens, mas com Passo Elétrico, essa relação se mostra de maneira crítica e inconformada, questionando a transformação desordenada da cidade e seus desdobramentos na vida do cidadão paulistano. 
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sábado, 12 de maio de 2012

Rodrigo Campos - Bahia Fantástica (2012)



Desde o pri­meiro CD — São Mateus Não É Um Lugar Assim Tão Longe — Rodrigo Campos já se mos­trava um ótimo cro­nista, de afi­nada voz entre uma turma pro­lí­fica da MPB. Até então, o can­tor era um homem de samba, banhado pela urba­ni­dade da peri­fe­ria de São Paulo. Em Bahia Fantástica, seu novo tra­ba­lho, no entanto, o can­tor trans­fere sua poe­sia dos cam­pos de terra batida para a terra de todos os santos. “Cinco Doces” abre as por­tas numa apo­te­ose. A voz doce de Rodrigo entra num cho­que espe­ta­cu­lar com um sax em alto e bom som. As crô­ni­cas con­ti­nuam sendo um ponto alto nas com­po­si­ções de Rodrigo. “Princesa do Mar” com­bina Iemanjá e maré com a “maluca” Andreza. Em “Ribeirão”, Criolo – um dos mui­tos par­cei­ros de Rodrigo neste segundo tra­ba­lho — canta um romance de escra­vos. Ainda sur­gem Beto, Alexandre, Ana. Histórias de vida, de morte e de fé (“Sete Velas”). No meio do cami­nho, batu­ca­das e a linda voz da esposa de Rodrigo, a can­tora Luisa Maita, fazem de “Morte na Bahia” uma intro­du­ção à segunda metade do CD. Muitas can­ções são fei­tas de pou­cos ver­sos que, a cada repe­ti­ção, cres­cem com arran­jos ins­tru­men­tais dife­ren­tes e sur­pre­en­den­tes. Ao longo de “Aninha”, feita de qua­tro ver­sos, se alter­nam flauta e gui­tarra, ora tími­das, ora caóticas. (continue lendo na Revista o Grito!)

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