Mostrando postagens com marcador Rua. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rua. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Rua do Absurdo - Queda (2020)...




Quando maratonamos uma série, instauramos outra temporalidade. Assistimos meia dúzia de episódios em modo contínuo, no fluxo. As horas avançam e em certos momentos até percebemos isso — quando o sol se vai e somos levados a acender a luz, por exemplo —, mas ao final da maratona não nos sentimos cansados. “Nem senti o tempo passar”, descobrimos, com certa felicidade. A cineasta Chantal Akerman orientava-se pelo princípio oposto. “Eu quero que as pessoas sintam o tempo passar”, dizia ela. A sensação de claustrofobia e a névoa de estresse opressivo que pairam durante as 3 horas e 45 minutos do filme Jeanne Dielman (1975), por exemplo, parecem durar e nos cansar muito mais do que quatro horas de episódios de uma série da Netflix precisamente para nos fazer sentir o peso do tempo. Queda, o terceiro álbum da banda pernambucana Rua, materializa o peso do tempo em um contexto de crítica à modernidade. O tempo se arrasta lenta e pesadamente, como uma expressão psicológica da catástrofe promovida pela modernidade e seu extermínio sistemático de outras possibilidades de vida. Há anos ouvimos falar sobre o aquecimento global, vemos reportagens na televisão sobre a elevação do nível dos oceanos e o extermínio de povos indígenas e da população negra. Ainda assim, todos são apresentados como problemas abstratos, quase como uma condição hipotética a se confirmar ou não como ameaça em um futuro distante — e não fossem emergências do agora. Como observou Mark Fisher, as catástrofes sócio-ambientais e psicológicas provocadas pelo neoliberalismo não são nem iminentes e tampouco já aconteceram. Ao invés disso, estão sendo vividas. Nas músicas de Queda, a experiência agonizante do tempo é o retrato desse acontecimento presente... Leia a entrevista no Volume Morto

Tags:  , , , , ,          

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Caio Lima & Mateus Alves - Canto-Maquina (2019)...




Os compositores recifenses Caio Lima, vocalista e letrista do grupo Rua do Absurdo, e Mateus Alves, autor de trilhas sonoras de filmes como Bacurau e Brasil S/A, lançam juntos o disco “Canto-Máquina”. O novo projeto estará disponível em todas as plataformas de streaming a partir do dia 01 de Dezembro.Produzido entre os anos de 2015 e 2018, Canto-Máquina apresenta-se em quatro faixas musicais arranjadas por Mateus Alves, sendo três canções (“Canto-Máquina”, “Demiragens” e “A uma Voz”), todas com letras compostas por Caio Lima, e uma música instrumental (“Sem Título”), em parceria com Henrique Vaz. Durante um pouco mais de 13 minutos, Canto-Máquina propõe aos ouvintes a audição de quatro músicas que incorporam a sutileza enquanto desdobram-se com engenhosidade através dos arranjos para instrumentos de orquestra (como o Clarinete e o Clarone de Gueber Santos, a Flauta de Eltony Nascimento, o Saxofone de Luciano Emerson, o Trompete de Josias Adolfo, a Trompa de Esdras Campos, o Violoncelo de Fabiano Menezes e o contrabaixo de João Pimenta) costurados à bateria de Hugo Medeiros (Rua do Absurdo e Amaro Freitas Trio), o violão e a guitarra de Rodrigo Samico (Saracotia), o baixo elétrico de Mateus Alves e a voz de Caio Lima... VIA
Tags:  , , , , , , ,          

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Rua - Limbo (2014)




Download: Absurdo.zip

"Do ponto culminante do planeta aos limites do universo observável e de volta em 46 minutos. Ao fim, é bom olhar ao redor e ver a loucura do consumo, a violência, o fanatismo dos confortos materiais e morais. A minúscula e efêmera existência, coroada pela falta de grandeza. Fractais do universo ou buracos negros de si próprios? Ao fim, é bom ver a armadilha da formalidade artística, do regionalismo asfixiante, da forja fordística de talentos (e de “gostos”) musicais. A maiúscula e densa “indústria” cultural, coroada pela falta de grandeza. Fractais da sociedade ou caricaturas de si próprios? Ao fim, é bom olhar a saudade e dar-se o direito de negá-la, pisar no velho espectro de Maat, saudar o de desejo das folhas. A vetusta e esplêndida inspiração, coroada pela falta de certeza. Fractais do zunido do universo, ou deuses de si próprios? Para apreciar, um naraka, um limbo, uma crença, uma promessa, uma maldade, uma meticulosa garoa de acordes, meticulosos silêncios, uma agudeza fina sobre a música, de volta, em 46 minutos, do ponto culminante do universo aos limites das profundezas observáveis de si próprio".
Tags:  , , , , , ,          

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Rua - Ao Vivo na Rua da Moeda (2012)...



www.ruadoabsurdo.com.br

Download: Rua - Ao Vivo na Rua da Moeda (2012).rar

Eis o audio do show da boa banda pernambucana Rua realizado na Rua da Moeda durante a Expoidea 2012. Este registro foi disponibilizado no site do Iteia (como o audio de alguns outros shows e videos), nos so pegamos por lá, taggeamos e melhoramos a qualidade das Mp3. São 9 faixas na ordem do show, com faixas do primeiro disco do grupo lançando em 2011 e com direito a música inéditas que vão aparecer no novo EP do grupo, provavelmente ainda nesse ano...
Tags:  , , , , ,          

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Rua - Do Absurdo (2011)...


www.myspace.com/rua

Download: Rua - Do Absurdo (2011).rar

A banda recifense Rua lançou o seu primeiro álbum, intitulado “Do Absurdo”. Composta por Caio Lima (voz e sintetizador), Hugo Medeiros (bateria e marimba de vidro), Nelson Brederode (cavaco e bandolim) e Yuri Pimentel (baixo e baixo acústico), a banda Rua apresenta um repertório repleto de influências e estéticas musicais. A identidade do grupo é o resultado de uma combinação de sons, com aspecto minimalista e elementos de free jazz, samba e trip rock. “Do Absurdo” contou com incentivo do Funcultura e foi gravado e mixado no estúdio Carranca, no Recife, e no estúdio O Quarto, no Rio de Janeiro...
Tags:  , , , , , ,