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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Rugas do Mar - Danse Serpentine (2014)




A dança primeiramente como ato pensativo (se assim pode ser chamado), pois a inquietação não vem do corpo. Durante o movimento, no primeiro instante consegue tecer conscientemente uma unidade de equilibro, em que todas as articulações de suas partes são geradas a partir das sensações e percepções do ambiente. Mexem-se os membros no ar, enche e esvaziam os pulmões, respirando em um compasso, um metrônomo inconsciente, o pensamento está em crise, não há como freia-lo, pelo contrario acelera-se junto, corpo e pensamento em um estímulo recíproco de igual para igual. O movimento até mesmo involuntário torna-se ambíguo, como um reflexo de vontades sobre incertezas. O que está parado é o corpo, quem se movimenta é o pensamento. O desconcerto é criado sobre as certezas, destoam, diferem, criam outra verdade e conectam-se simultaneamente.
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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Rugas do Mar - Sensibilia (2013)



Download: Sensibilia.zip
Tremor ao endireitar intensidades moduladas por botões de zero a dez. Bumbos a mais de caimbrãs de ansiedade. Suor e desvario nas palhetadas. Afinador com fina dor de hesitação. Baquetas içadas como sangue arterial. Toca! Destoca! Repete o timbre que o rec não captou. Ouve! Senta e escuta enquanto só se é sangue e veias na testa. Cala! Cai chuva lá fora que é forte, como o grave e o agudo silêncio do mar. Retoca! Repete! É isso ver o mar, sem ar, a mar: criar felicidade com 100 reais e um desejo. Rugas do mar.
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