Amigos e amigas do ®DOUG BLOG, diante desta catástrofe que aflige o povo gaúcho, nesta enchente que resiste em deixar triste esta até então “Porto Alegre” e seu povo igualmente alegre... Assistimos todos perplexos aos resgates da população e de seus animais de estimação e criação, sendo um destes animais em especial, um cavalo, que se viu totalmente isolado, ilhado em cima de uma pequena faixa de telhado, resistindo bravamente por longos cinco dias, faminto e desidratado, mesmo estando diante de tanta água e ironicamente, tendo sido salvo em um barco (bote dos Bombeiros), na cidade de nome “Canoas”, na manhã da quinta-feira, (9 de maio de 2024).
O “cavalo Caramelo”, representa a força deste povo aguerrido do “Sul do Brasil”, que desde a época das “Revoluções Farroupilha”¹ utiliza cavalos para montaria no ato de travar suas batalhas.
Agora resta esperar que as águas escoem para ter a certeza de que as cidades submersas (incluindo a capital), terão de ressurgir, não das cinzas (como a mitológica ave “Fênix”), mas, do lixo e da lama, onde tudo precisará ser reconstruído, à medida que os nossos governos continuam a prosseguir nas políticas de reconstrução e não de prevenção de tragédias previamente anunciadas.
As catástrofes climáticas, os conflitos, as guerras, as misérias, etc..., não são estabelecidas pela geografia do Mundo ou pelos sinistros da natureza, mas sim, pela falta de expertise dos indivíduos para compreender que a natureza não fere ninguém voluntariamente, ela apenas se defende dos abusos e absurdos da humanidade extrativista.
O “El Niño” (fenômeno natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do “Oceano Pacífico” na sua porção equatorial, que evapora em ventos ciclônicos, transformando-se em chuvas torrenciais); os “Tsunamis” (ondas oceânicas gigantescas que possuem, em média, 30 metros de altura, formados por fatores como tectonismo, erupções vulcânicas ou impactos ambientais) e as inundações, estão relacionados com o aquecimento global e com o derretimento progressivo do “continente Ártico” e, se nada for feito a respeito de políticas ambientais, infelizmente continuaremos a assistir a cenas como estas da região “Sul do Brasil”, que vitimiza toda a população, que saiu da literatura, da fictícia cidade grega submersa “Atlântida”² e caiu nesta dura realidade que desaba do Céu em chuvas intermitentes fora de época.
O triste é aprender da pior maneira possível o significado do ditado popular: “Pode tirar o cavalinho da chuva!” - “cavalinho” este, que simboliza a fé, a força e a resiliência dos “irmãos e irmãs do Rio Grande do Sul”. De contrapartida, é emocionante observar a movimentação de todo o povo brasileiro que se solidariza dia a dia, na tentativa de minimizar a dor e o desespero do povo gaúcho, diante desta supressão de quase um Estado inteiro do país que naufragou.
Como diz a expressão sulista, indicando persistência, mesmo diante das dificuldades: “Não está morto quem peleia!” - espero que o corajoso povo gaúcho e os migrantes que moram no “Sul do Brasil” se recuperem o mais rápido possível.
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[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹ As “Revoluções Farroupilha”, ou “Guerra dos Farrapos”, ou ainda, “Revolta Farroupilha”, foi como ocorreu a revolução, guerra ou revolta regional, de caráter republicano, contra o governo imperial do Brasil, entre (20 de setembro de 1835 a 1º de março de 1845), no “Rio Grande do Sul”.
² “Atlantis - Atlântida” - em grego: “Ἀτλαντὶς νῆσος - tradução: ilha de Atlas”, mencionada nas obras: “Timeu e Crítias”, do filósofo grego “Platão - em grego antigo: Πλάτων” (228/427 a.C. - 348/247 a.C.).