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terça-feira, 13 de março de 2012

crescer




À medida que os meninos crescem, sinto que é cada vez mais difícil ser assertiva na sua educação.
Quando iam para o quarto pensar uns minutinhos, era bem mais fácil, para eles e para nós. Já se diz que o tempo é o melhor remédio e nestas ocasiões é melhor que qualquer ralhete ou uma surra bem aviada.
O tempo arrefece e refreia os ânimos e os estragos acabam por ser menores. Os problemas mingam e a consciência surge para distinguir o certo do errado.
Mas agora cresceram e mandá-los para o quarto "pensar" é coisa do passado. O isolamento, se alivia a tensão inicial, rapidamente se transforma em afastamento e alimenta o motivo que gerou o conflito. 
Se insistir, ainda me pedem que encoste a porta e ligue o rádio na RFM.
Mesmo com tão pequena diferença de idades, noto que o mais novo tem crescido com uma energia tal que toma vida própria do alto dos seus 8 anos. Cada contrariedade é um conflito aberto e cada repreensão uma batalha titânica. Quando me salta a tampa (e salta-me tantas vezes a tampa), ainda o aviso que está a perder a noção do perigo…
- Que perigo?-pergunta ele.
- O perigo de levares uma surra!
Mas é tempo perdido e energia desperdiçada, porque os irmãos não se educam pela mesma cartilha e o que era suficientemente persuasivo para uns, não roça os calcanhares do receio para outros.
Também o que se poderia esperar dos filhos quando os educamos para pensar e questionar, quando desenvolvemos o seu espírito crítico e os impedimos de aceitar um “porque sim”?! Há que ser criativo, sem deixar de ser determinado e o mais possível assertivo.
Com o G. tenho aprendido muito nesta nova abordagem da educação e da disciplina e esgoto todas as formas de disciplinar que a imaginação me permite.
Para já, vai funcionado e acabamos de sair gloriosamente de uma semana de castigo. Castigo não, “período de avaliação”, como lhe chamamos. Apesar da dificuldade em cumprir e das limitações que lhe foram impostas, ele mostrou ter percebido que tinha ultrapassado os limites e acatou pacientemente o decurso do tempo. É claro que tentou negociar e encurtar o tempo que ainda lhe restava sem direito a televisão, mas não desobedeceu nunca. É uma grande vitória!
Sobretudo, ganhamos tempo de qualidade, com jogos e histórias lidas a dois ao serão, passeios de bicicleta e jogos matraquilhos, onde me deu uma abada monumental. Faz-me pensar que, agora, sou eu que preciso de um “período de avaliação” e concluir que a televisão tem vindo a ser uma baby-sitter de péssima qualidade, enquanto me ocupo nos afazeres do fim de tarde.
No fim da semana, felizes com a forma que encontramos para resolver o problema, abraçamo-nos longamente.
- Parabéns filho, esta semana cresceste imenso!
- Pois foi, cresci no pensamento!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Zeca

Este é o Zeca, um urso, que faz companhia no sono do Gonçalo.


O Gonçalo queria um boneco novo para abraçar durante a noite e escolheu este urso polar, de focinho afiado e orelhas minúsculas. Quem o desenhou chamou-lhe Otto, nós chamamos-lhe Zeca.

Nas prateleiras da loja escolheu esta lã, que é "fofinha e branquinha" como queria o seu urso.



Foi levado num saco para a um fim de semana a dois, sem crianças, sem birras, sem zangas nem ralhetes, para retemperar energias e voltar a ter saudades de cada um deles.

Nas agulhas fui tecendo a tranquilidade que precisava de trazer no regresso.


O Zeca chegou a casa e aliviou a tensão das manhãs madrugadoras e tem ajudado o Gonçalo a despertar mais tranquilo, mais autónomo e muito mais animado para o dia que custa a começar.

É um amigalhaço, este Zeca!
Parece que resultou!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Presépio de bolacha

Para a escola do Gonçalo, um presépio de bolacha:




A proposta era a de fazer um presépio à mão, original e com a participação de todos.

Depois de folhear muitas revistas de trabalhos com papel, tintas e madeira, o Gonçalo fixou os olhos na revista de culinária, com a receita das bolachas de gengibre. Daí para o presépio, foi uma questão de forma.




Ainda sobrou massa para fazer dois bonecos de gengibre, que não duraram o suficiente para ficarem registados.




Amassamos, cortamos e cozemos num dia, montamos no outro. Está agora em exposição na escola, juntamente com outros presépios levamos por todos os meninos.
Ele e os amigos estão agora à espera que passe o Dia de Reis para lhe deitarem a unha a este e o levarem à boca. 

 

Que lhes saiba muito bem, que para o ano fazemos outro!

 

segunda-feira, 31 de maio de 2010

down town



Um bairro de cartão, construído a muitas mãos, pequenas e grandes, para se juntar a outros bairros e fazer uma cidade na escola do Gonçalo.
Tinha que ser quase igual ao projecto do livro e muito próxima da realidade, com casas e apartamentos, que é assim que os meninos vivem.

terça-feira, 14 de julho de 2009

enfaixado

No domingo houve festa na Floresta Mágica e o G. foi "enfaixado" como finalista da primeira escola.


Para os meninos da sala vermelha houve faixas, flores e palmas e o estatuto de finalista.


Acho curiosa a tradição da faixa nesta escola e vejo que para eles tem muito significado. Antes de ser pendurada no quarto, ele dormiu com a faixa, tomou o pequeno almoço sem a tirar e só a deixou no carro antes de ir para a praia porque para os amigos não seria novidade.


Durante a festa assistimos à representação de várias histórias infantis, em versão adaptada.

Na sala vermelha a adaptação da história da carochinha foi particularmente feliz, porque o João Ratão não caiu no caldeirão e o pretendentes rejeitados encontraram carochinhas bem catitas para cada um deles.


Quando a carochinha diz:

- Quem quer casar com a carochinha?
O galo (G.) responde assim:
- Quero eu, cócórócócó, quero eu, cócórócócó!
- E como te chamas?
- Eu sou o Galo Belchior, e como eu não há melhor!
- O que é que tu fazes?
- Eu não faço praticamente nada. Canto de manhã cedo para acordar toda a gente, cócórórócócóóó!!!



A bicharada acabou a história a dançar e a deixa virou mania.

Hoje perguntei-lhe o que é que queria para o pequeno almoço e ele responde:



- Não quero praticamente nada...





Depois do lanche houve jogos tradicionais, com pais e filhos aos saltos, numa gincana bem montada pelo grupo de pais.




Preparam-se assim para uma nova fase, a da primária (que isto ainda não vai lá com ciclos) com a perspectiva de aprender a ler e a contar a partir das 8h da manhã. Até dói!


Para já, vai deixando uns recados, em papéis mal amanhados e cheios de absolutamentes:



Este veio parar à minha carteira:




segunda-feira, 9 de março de 2009

pas de deux

Quando ainda sobram sextas-feiras sem trabalho, quando ainda falta um ano para fazer 6 anos, mãe e filho podem brincar a dois.
Só por um dia, os trabalhos esperam e o G. pode, de vez em quando, ser filho único!

Ele aprecia e eu também.
De vez em quando é bom ser mimado a sós, e esquecer que é um de muitos.
Jogamos as damas, a aldrabar as regras, porque nenhum dos dois se importa.
Com papel, tesoura e aguarelas desenhou-me numa flor e coloriu-a sem pressa.
- Pendura ali na parede, ao lado da minha.


E à tarde, já sente saudades dos irmãos.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Inverno


O Inverno bateu à porta
trouxe com ele chuva e frio.
As nuvens também vieram
e a água subiu no rio.
Os meninos já brincam em casa
já vestem roupas de lã
calçam galochas e luvas
quando saem de manhã.
A mãe arranja o casaco
o gorro e a camisola.
Num tempo tão frio
também é giro ir à escola.
Ouvi-o da boca do G., que o sabe de cor e salteado.

A ilustração é da autoria do J., com as folhas do jardim e as pedras do quintal.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

alfabeto




ABCDEFGHIJKL...são as letras do alfabeto que o G. já conhece e escreve, vezes sem conta, em todos os papéis e papelinhos que lhe aparecem pelo caminho.



Um destes dias, à noite, pegou na "professora de bolso" e foram os dois ler e escrever letras no quadro branco.



Não tardou muito até haver discussão...

- uva, diz lá, que letra é esta? uvA!
- Não sei, não aprendi essas letras.
- Tu não percebes?! UVA! U-V-A!
- Não precisas de gritar comigo, já disse que não sei essa!



Por falar mais alto, a L. achou que o irmão ía aprender melhor.

Esta fez-me lembrar uma história de um primo que, para se fazer entender com uns parentes franceses, lhes falava em português, aos berros, não fosse às vezes escapar-se alguma palavra na conversa.


Antes assim, do que outros que dizem que "la chaminé bote fumo" ou mandam andar "sempre en frent", num francês genuíno e de pronúncia refinada.
;)


quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

zero euros

O G. perguntou:
- Se eu estivesse à venda numa prateleira tu compravas-me?
- Claro que sim!!!
- E quanto dinheiro davas mim?
- Todo!
O pai provoca:
- E tu, compravas a mãe?
- Sim! E pagava zero euros.


Como dizia o meu avô, o G. "deu-me um bigode". Não se pode dar um preço a alguém que se gosta tanto assim.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Choro


Regressa o frio e as birras voltam.


Chora porque a meia está torta, porque a água é fria, porque dói o pé a caminhar, porque não quer que olhem para ele, porque o sofá não está direito.

Chora porque ainda não quer dizer o que vai tomar para o pequeno almoço, porque não quer que ninguém decida por ele.

Chora porque lhe digo que está mal disposto e que, se não parar de chorar, eu não posso entender o que ele diz nem o que ele quer.


- Porque choras agora?
- Porque não consigo pôr o choro para dentro!!!



À noite, já nos ríamos os dois por causa do choro...

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

a ver a bola


Com equipamento completo e chuteiras à maneira, não há quem pare este mago da bola, ou ele não fosse meu filho e não saísse à mãe!


Quer dizer, a do "meu filho" é verdade, a de "sair à mãe" é que nem por isso, pois eu vivo a meia dúzia de metros de um estádio de futebol há mais de 20 anos e só lá entrei uma vez para ver um concerto...


O meu futebol é outro e só me sento numa bancada para aguentar 45minutos+15minutos+45minutos+insultos+encontrões+gritos+buzinas se puder levar um livro atrás e uns auscultadores nos ouvidos. Talvez por isso o R. nunca insistiu na minha companhia..


E porque tudo se paga neste mundo, esta semana fui eu que levei o G. ao treino (até já falo como eles) e fiquei o tempo quase todo sentada na bancada a assistir, ou melhor, preparada para assistir às esmurradelas e esborrachanços da criança no chão. E foram alguns!!! Eu não tenho coração para estas coisas!


Ao fim da tarde, deixamos as lulas à espera de ser cozinhadas e lá fomos nós, a pé pr'ó treino, de chuteiras na mão.


Pelo caminho, o G. explica a mim e à irmã que tem que se equipar no balneário e calçar as chuteiras para treinar e que o treino é de dia e o jogo é só de noite...


Ele só não sabe que não é o Mister que decide em parte do dia é que se joga, mas é o sol que se põe no entretanto.


O rapaz tem jeitinho e eu desconfio que um dia ainda vamos viver à custa dele!!!

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

oração da noite




- Avé Maria,


- Avé Maria


- cheia de graça


- cheia de graça


(...)


-
agora


- agora



- e na hora da nossa morte...


- Vamos morrer agora? Nós só morremos quando Jesus nos chamar, não é? E quando é que ele nos chama?


- Ainda falta muito tempo, não é para já. Só quando formos muito velhinhos.


- Fixe!


Preocupações do G., que antes de adormecer ainda diz:



Obrigado Jesus por este dia.


Prometo que amanhã me vou portar melhor.


Vou obedecer à mãe, ao pai, à avó, ao avô e à Dina.


Prometo que não vou bater aos manos.


Já acabei.


Até amanhã Jesus!



sexta-feira, 8 de agosto de 2008

G.

Passa os dias a colher flores do jardim, e corta-as com o pé pequenino, do tamanho da sua mão. Chama por mim para me oferecer a flor e em troca eu dou-lhe um beijo e ponho-a atrás da orelha.
Hoje trouxe-me uma hortênsia cor de rosa. Eu dei-lhe um beijinho e agradeci.
- Não a pões no cabelo, mãe?!
- É muito grande, não vês?! Ela cai se eu não a segurar.
- Então segura-a um bocadinho para eu te tirar uma fotografia.



- (flash) ... Já está, ficaste bonita!





O G. também gosta de costurar à máquina, e fica mais atento ao movimento da linha do que ao andamento da costura.
Com 4 anos de rebeldia e personalidade vincada, sabe bem o que quer e não se deixa convencer facilmente.
Mas ao mesmo tempo, cresce em sensibilidade e em meiguice, que nos surpreende constantemente.
Há dias, para lá de lá da hora de jantar, o pai, animado (?) por ser o cozinheiro, perguntou ao G.:
- Estás ansioso por comer o hambúrguer que vou fazer para ti?
- Não, estou ansioso por ver os avós...
Se não fosse tão fora de mão, levava-o num instante à Turquia, para ele lhes dar um abraço.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

andar de mãos




- Olha mãe, o que eu consigo fazer, andar de mãos!


Esta calor dá para tudo, põe-nos de pernas para o ar e a andar de mãos...






Vou ver se passa a gracinha, para ele não ter que andar de pontos...





quarta-feira, 25 de junho de 2008

Serão de música


Às vezes a L. toca piano só para nós.


-Faz de conta que é uma audição! - diz ela.

Com cadeiras em forma de plateia e disfarce a condizer (com o apetite do momento!)


O programa é distribuído à assistência, que aplaude fervorosamente e pede bis, bis.


Registado o momento, é hora de dormir e o mais pequeno adormece ao som do Oceano Pacífico...

As lembranças avivam-se e a história recomeça...


Só falta agora acordar ao som do Clair de Lune de Debussy ou mesmo das escalas, as maiores e as menores... Tenho saudades de ouvir o meu irmão ao piano...

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Atópicos/Atípicos

Para além da mesma cor nos olhos e do mesmo temperamento irascível, os três padecem da chamada "bronquite dérmica", legado da mãe alérgica, que lhes podia ter passado coisa bem melhor e, já agora, mais económica.




Desde pequenos que tomam anti alérgicos, anti estaminicos, e todos os anti comichões que lhes infernizavam as noites e os dias de calor, sobretudo nas mudanças de estação (já se vê porque é que eu me lembrei disto...)


Quando chegamos à conclusão que eram os xaropes que os mantinham acordados longas horas da noite, os mesmos que põem muitos adultos a dormitar o dia inteiro, fomos experimentando outras marcas até acertar num que por acaso ainda não estava à venda no mercado...



E como a atopia não se trata sem cremes, também estou em condições de avaliar todas as características das várias marcas de creme, composição, quantidade e sobretudo, se têm ou não cartão de fidelidade...para receber um frasquinho grátis passados aí uns 6 meses.




Com o sol vêm os protectores solares, em factor XXL, porque as crianças são branquelas, tal e qual a desconsolada da mãe. Só não entendo que não haja ainda embalagens em tamanho familiar, que nos poupem o espaço na mala (e aumentem na bolsa).




Mas com o tempo que tem feito eu não me entendo, baralha-me o ritmo e as rotinas. E com esta brincadeira, foi ao terceiro filho que me vi perante o primeiro escaldão.


Enquanto eu descansei na sombra (que é como quem diz, andei a tratar da minha vida), o G. queimou-se ao sol e agora não há quem me alivie a consciência.


Eles já se vestem sozinhos, despem-se sozinhos, preparam o seu pequeno almoço e põem protector solar uns aos outros, mas talvez esteja tudo a acontecer depressa demais...



A mais atópica das peles é a da L., que é também a mais atípica das meninas.



Depois de me deparar com o estado em que ela deixa as calças, a fulminante durabilidade das sapatilhas (pois, a minha filha não tem sapatos) e a quantidade de nódoas negras que lhe invadem as pernas, tenho que admitir que ela caminha com os joelhos e não com os pés.


Esta foi a solução que nós as duas encontramos para esconder os estragos: ela a desenhar, eu a coser!














terça-feira, 3 de junho de 2008

bugalhos





No fim da tarde correu pelo quintal do avô à procura de bugalhos.

Apanhou os que podia e tencionava fazer um "bombardeamento amigável" com os irmãos...


A avó teve uma ideia melhor e ajudou o G. a montar um boneco com palitos, a lembrar os seus brinquedos de pequena.


Ele diz que é um macaco, mesmo que tenha só três pernas, o nariz de Pinóquio e as orelhas do Shrek.







sábado, 3 de maio de 2008

sem rodinhas



Deixou de vez as rodinhas da bicicleta. À primeira!

E a L. acha que este não é um pormenor de pouca importância, pois ela só deixou "à terceira"!!!

Passamos mais uma fase da pequena infância (se é que isso existe, ou ainda existe) e depois de tirar fraldas, chupeta e biberão, também tiramos as rodinhas da bicicleta e já andam todos sobre duas rodas!

Já caiu algumas vezes e levanta-se sempre despeitado pela humilhação de se ver no chão. Se se magoou ou não, isso depois vê-se, o que não pode é parar...

Não é que as rodinhas antes o impedissem de cair, mas agora vai ser mais difícil dar tempo às feridas para curar!

quarta-feira, 9 de abril de 2008

aos polícias e ladrões

Chega da escola cheio de novidades:
- Hoje foi um polícia à sala azul. Um polícia dos bons!!!
- Tinha uma pistola "à séria", mas não podia mexer, só mostrar dentro do bolso.
- E quando os ladrões maus estão a fazer a guerra ele tem uma "algendas" e aperta as mãos deles assim, atrás das costas, vês? Que é para eles não fugirem.
- E ele tem muitos colegas e fala com eles pelo rádio. Nós tivemos que ficar caladinhos para ele ouvir.
-Tinha uma água para arder nos olhos dos ladrões, mas não faz mal, depois passa, é só para os acalmar...
- Nas botas tinha umas coisas assim que rodavam para fazer cociguinhas ao cavalos.
Mas não, não disse que queria ser polícia e até se fingiu de ladrão para poder ser "algendado" nas brincadeiras com os amigos...

segunda-feira, 31 de março de 2008

rapper


O G. é o mais radical dos meus filhos.

Por ter dois "mestres do saber" sempre a puxar por ele, o G. vive a um ritmo alucinante que às vezes nem eles o conseguem acompanhar.

Já levou mais pontos na cara que os irmãos juntos no corpo todo.

Partiu um tornozelo a um Domingo e queixou-se só na 4ª feira...e isto tudo ainda só tinha dois anos de idade.

É raro fazer queixas dos outros, porque responde de imediato da mesma forma (ou até pior...)

Está quase sempre em liberdade condicional no infantário, por ser um menino um bocadinho endiabrado...

A última que fez foi em sociedade com um amigo, às escondidas da educadora, em que colocaram uns papelinhos dentro dos ouvidos. Só ao tomar banho é que vi tal proeza e ele diz que sim, que foi ele que pôs lá os papelinhos mas a ideia não, essa não foi dele, foi do outro.

Depois de "pescar" os ditos, ainda fizemos uma visita ao nosso amigo já passava das 22h, que me sossegou com uma limpeza extra aos ditos buraquinhos.


Mas o G. tem tanto de rebeldia como de meiguice e dá os beijinhos mais doces do mundo!!!
Não adormece sem um abraço e um beijo e mais um abraço e outro beijo.
Levanta-se uma média de 5 vezes para saber se eu estou, se estou bem, o que é que estou a fazer, se ainda estou a trabalhar, porque é que não vou dormir...


uns tempos que anda numa onda rap...yooo...e às vezes entra no infantário a dar os bons dias...yooo....a dizer "Olá pessoal"...yooo...


Na semana passada, em que o fim de tarde deu tempo para usar as tintas, pintou este "mano".


yoooo....