Não sei se é possível escrever
Sem entrelaçar
intimidades entre o peito e as letras
Há alguns anos que me vejo aqui,
As paredes do quarto mudaram de cor,
Colei todas essas imagens nelas
para me sentir menos sozinha
Caminhando entre uma frase e outra
Ficam, ainda, palavras para não ter que dizer nada.
Não sei se é por teimosia
Ou por esperança,
Que vivo e escrevo,
Acordo às sete
Tomo café,
Pego o metrô às nove.
Toda banalidade é barulhenta.
Atravesso a cidade e o verso.
Nem por teimosa,
Nem por esperança
Vivo
para encontrar o poema.
[21:32, 30/06/2026] Mirtes Sales: Não sei se é possível escrever poemas
Sem entrelaçar
intimidades entre o peito e as letras
Há alguns anos que me vejo aqui,
As paredes do quarto mudaram de cor,
Colei todas essas imagens nelas
para me sentir menos sozinha
Caminhando entre uma frase e outra
Ficam, ainda, palavras para não ter que dizer nada.
Não sei se é por teimosia
Ou por esperança,
Que vivo e escrevo,
Acordo às sete
Tomo café,
Pego o metrô às nove.
Toda banalidade é barulhenta.
Atravesso a cidade e o verso.
Nem por teimosa,
Nem por esperança
Vivo. Para encontrar o poema.
[22:04, 30/06/2026] Mirtes Sales: Poemas de observação.
(Ou sobre a teimosa de seguir escrevendo)
Nem só de psicologia vive esse perfil.*
Não sei se é possível escrever
Sem entrelaçar
intimidades
entre o peito e a letra.
Há alguns anos me escrevo aqui...
As paredes do quarto mudaram de cor,
Colei todas essas imagens nelas,
para me sentir menos sozinha.
Caminhando entre uma frase e outra,
Ficam as palavras para não ter que dizer nada.
Me acompanha um livro
gasto de poesias
ainda mais gastas que ele.
Não sei se é por teimosia
Ou por esperança,
Que vivo e escrevo,
Acordo às sete
Tomo café,
Pego o metrô às nove.
Toda banalidade é barulhenta.
Atravesso a cidade e o verso.
Nem por teimosa,
Nem por esperança
Vivo para encontrar o poema.