É basicamente isto.

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31 de julho de 2013

As mulheres são umas eternas sonhadoras. Ou então tontas, só.


A maior desgraça que pode acontecer na vida de uma mulher, é amar um homem.  Calma...Eu já sei que o Amor é lindo, que é a melhor coisa do mundo, que nos faz andar nas nuvens, que faz esta vida valer a pena. Tudo muito certo. Mas isto é assim, quando se dá a sorte de amarmos a pessoa certa. Porque amar a pessoa errada, aquela que nos deixa a marinar, que não sabe o que quer da vida, é coisa para ser a maior desgraça que nos pode acontecer. Sobretudo a nós, mulheres, sonhadoras desde o nascimento, e crentes desde que nos disseram que todas as histórias podem ter um final feliz.

Quando uma mulher ama um homem, vai conseguir arranjar todo o tipo de justificação para as maiores sacanices ele lhe faça. Ela consegue. Desenvolve uma imaginação fora de série.Vai acreditar no que sempre disse que não acreditaria, vai buscar esperança e paciência a sítios que desconhecia ter, vai buscar burrice a outros tantos sítios, quando até é, e sempre foi, uma pessoa inteligente. Se não telefona é porque não tem rede, se não enviou uma sms é porque ficou sem bateria, se não consegue estar com ela há duas semanas é porque está cheio de trabalho. Se arranja tempo para tudo menos para ela, é porque o coitado anda stressado e precisa de espairecer. Às vezes, no limite, se é apanhado com outra, se é infiel, a culpa é dela. Dela que talvez não tenha sido compreensiva o suficiente, dela que não lhe deu atenção suficiente, que não realizou as fantasias dele, ou dela que exigiu demasiada atenção. Mas ele vai mudar porque, afinal de contas, ele gosta dela.

Quando uma mulher ama um homem, é capaz de se submeter a tudo. Ou a quase tudo. É capaz de acreditar em tudo. Na sua cabeça, está a passar em câmara lenta o filme do casamento que vão ter, dos filhos que vão trazer ao mundo e da vida maravilhosa, completamente oposta a esta, que o futuro lhes reserva. Quem não conhece mulheres que se tornaram completamente burras, cegas, perante as evidências da falta de interesse de um homem?

Nem todas as mulheres são assim ,é um facto. Há aquelas que os topam à distância e fogem como o diabo da cruz. Com as quais eles não fazem farinha. Que não aceitam "nins", que não aceitam meios termos, que seguem as suas vidas na certeza que tomaram a decisão certa. Mas há tanta mulher que ainda fica tonta na presença destes homens que nunca irão retribuir o que elas sentem. Que são inteligentes, que são independentes e que, depois, perante um homem que amem, vergam quase até quebrar. Ou até quebrar. Posso confessar, sem motivos de orgulho, que eu própria já arranjei justificações para o comportamento masculino, que hoje em dia me fazem abanar a cabeça e pensar "Mas tu estavas drogada, ou quê CM??". Portanto, dizia eu ontem a uma Amiga, que amar a pessoa errada é das coisas mais perigosas desta vida. É uma desgraça. A maior desgraça que pode acontecer na vida de uma mulher, é amar o homem errado.

20 de julho de 2013

Das definições do Amor.

"Amo o chão debaixo dos seus pés, e o ar sobre a sua cabeça e tudo o que toca, e cada palavra que pronuncia. Amo todos os seus olhares, todas as suas acções, amo-to todo inteiro e em todas as coisas."
 
Catherine Earnshaw, Monte dos Vendavais

17 de abril de 2013

Eu sei que o Amor existe.

Apesar de me considerar uma pessoa sensível, até mesmo a roçar a lamechas de quando em vez, não tenho por hábito falar deste assunto. Disfarço bem portanto, digamos assim. Vamos ver, então, se consigo explicar um dos meus pontos de vista sobre este tema tão vasto.
Acredito no Amor. Não só no seu poder, na sua grandeza, mas também na sua existência. Acredito no Amor que resulta das Amizades e dos laços de Família. Acredito até no Amor de um homem por uma mulher e vice-versa. No Amor romântico, chamemos-lhe assim. Mas não acredito que exista em quantidades tão elevadas como parece. Acredito até que seja raro, e imensamente difícil de encontrar.
Já gostei de várias pessoas, gostar é simples. É fácil. Basta-nos algumas afinidades, algumas coisas em comum, atracção física e psíquica e, voilá, gostamos. Queremos passar tempo, queremos estar perto, sentimo-nos bem na companhia um do outro. Está tudo certo, no sítio onde deveria estar. Mas Amar? Amar não é isto. É muito mais do que isto. É, com o tempo, conhecer os defeitos, as coisas que nos enlouquecem, o menos positivo, as fragilidades e fraquezas, os segredos, os handicaps e, ainda assim, querer ficar por perto. Dia após dia, mês após mês, ano após ano, e ter certeza que estamos no sítio certo. É querer sempre conhecer mais, partilhar mais, viver mais. É uma admiração constante pelo outro, orgulho na pessoa que é, mesmo com os defeitos que já encontrámos. Gostar não tem a mesma força, o mesmo poder. Gostar é tão fácil.
Amar é raro. É raríssimo, se me permitem. Não tenho dúvidas que as pessoas que estão juntas, na sua maioria, gostam umas das outras. Gostam muito, até, talvez. Mas não sei quantas amarão de facto a pessoa com quem estão. Estão porque há o hábito, há amizade, há pontos em comum, há a companhia. Há o gostar. E isso vai chegando...
Se me perguntarem, terei amado duas pessoas apenas até hoje. E talvez esta noção que tenho entre o que é gostar e o que é amar, noção que nem sempre tive, explique o facto de não ter companheiro neste momento. Os meus namoros de adolescência, foram longos. Daqueles que levam a nossa família a achar que vem para aí casamento. Depois, e à medida que o tempo passou e que os anos passaram com ele, esta diferença começou a ter consequências. Rapidamente percebo se gosto apenas ou se há ali Amor. Rapidamente percebo se devo apostar ou não. E, infelizmente, Amor não é sentimento que veja em abundância por aí. Vejo algum, claro que sim. Fico verdadeiramente espantada quando percebo que duas conseguiram encontrar-se nesta loucura de Mundo, e amar-se à séria. Mas vejo mais pessoas que gostam. Que se gostam. E, para mim que já me conheço, gostar nunca será o suficiente.
Eu sei que o Amor existe, mas não está aí ao virar de cada esquina. O Amor é raro. Se já o encontraram, sabem do que falo.

27 de março de 2013

O Amor à Primeira Vista (ou como eu estou tão lixada...)

Dizem os entendidos nestas coisas, que "55 % das pessoas que sentiram Amor à primeira vista, casa com a pessoa em causa e apenas 25% acaba por se divorciar". Parece também que "precisamos apenas de 30 segundos para nos apaixonarmos por alguém ou para percebermos se uma pessoa nos atrai, e se é um possível parceiro".
Aqui chegada, a minha cabeça já deu o nó do costume. Vejam, eu nunca acreditei em Amor à primeira vista. Como assim, Amor? Amor, aquilo tudo que o Amor implica e significa e faz sentir? Eu, à primeira vista, só consigo perceber se me agrada visualmente, se me faz virar a cabeça e olhar duas vezes. Mais do que isto, é demasiado para mim. E agora dizem-me que são estas relações que têm maiores possibilidades de vingar? A sério que há quem ame à primeira vista? Se há, pensado bem, isto é capaz de explicar muita coisa. E se há, pensando melhor, eu também quero! Adiante.
Ainda assim, e admitindo que estamos perante uma realidade, eu pergunto : 30 segundos?? A sério? Peço desculpa, 30 segundos para nos apaixonarmos e percebermos se está ali um possível parceiro? C'um real caneco! Como é que alguém faz isso tudo em 30 segundos? Eu às vezes nem em anos, quanto mais à primeira vista e em 30 segundos.
Honestamente, não sei o que pensar. Se isto é mesmo tudo possível e até acontece a pessoas de carne e osso, está oficialmente provado que eu não percebo nada do assunto. Cada um é para o que nasce, sempre ouvi dizer.

20 de março de 2013

Are you Happy?

Que hoje é o dia Internacional da Felicidade, já todos sabemos. Que é impossível ser feliz todos os dias, em todos os momentos, também não é novidade. Mas há um truque que é capaz de fazer com que os nossos momentos ou dias felizes existam em quantidades superiores ao outros. E é tão simples : praticar o que nos faz sentir felizes. É mesmo só isso. É parar para pensar quais foram os momentos em que nos sentimos felizes antes. E com quem. E repeti-los, ou replicá-los o quanto possível e o maior número de vezes. Se nos rodearmos por quem nos aquece a alma e nos faz sorrir, estamos no caminho certo. Se pensarmos com que estavamos nos melhores momentos da nossa vida, sabemos perfeitamente quem nos faz falta. E o quê.
Para mim, a felicidade não tem grande ciência. Sou feliz com as minhas pessoas por perto. Fico feliz quando os dias são grandes e solarengos. Sou feliz de consciência tranquila e com noites bem dormidas. Sinto-me feliz quando sei que faço a diferença no dia de alguém. Sou feliz quando a minha família está reunida. Sou feliz com uma tarde passada numa esplanada de frente para o Mar. Sinto-me feliz a ouvir boa música em boa companhia. Sou feliz com boas conversas. Fico feliz quando estou com a pequena Mary, a miúda mais gira que conheço. Sinto-me feliz quando chego a casa, o meu porto de abrigo. Sou feliz a escrever.

Sei perfeitamente o que me faz feliz. E sei que não é possível chegar lá todos os dias. Sei que há factores externos a tudo isto, que me impedem de entrar neste espírito diariamente. Mas faço o melhor que posso, todos os dias. E talvez por ter percebido que o valor está, de facto, nas mais pequenas coisas, sou hoje bem mais feliz do que há uns anos atrás.




19 de março de 2013

Pai, hoje cozinho eu.

Todos os anos, eu e o mano compramos um presente do dia do Pai. Todos os anos, à semelhança do que acontece com o dia de aniversário e o Natal, o Pai diz que não devíamos ter comprado nada. Que não quer nada, que não precisa de nada. E se isto costuma ser uma frase feita para muita gente, neste caso sei que não é.
O meu Pai é a pessoa menos materialista que conheço. Os bens materiais dizem-lhe muito pouco e sempre disse só precisar dos estritamente essenciais. Durante a minha infância e adolescência, fases em que queremos tudo, lembro-me de achá-lo um forreta de primeira. À medida que fui crescendo, fui ganhando uma admiração cada vez maior por esta sua veia. Não é uma pessoa forreta, é uma pessoa responsável e não encontra a felicidade nas coisas materiais. Dele herdei o sentido de organização e responsabilidade. Aprendi a não dar passos maiores do que a perna. A assumir apenas os compromissos que sei que posso honrar. A não comprar tudo o que vejo pela frente e me apetece. A não cobiçar o que é dos outros. A não ser preconceituosa. Enquanto que meio mundo vive para e de aparências, nunca o vi invejar o que quer que seja ou a avaliar alguém com base no que tem ou no que faz. É um verdadeiro homem de trabalho. Talvez até exageradamente. É Agricultor de profissão, e trabalha, literalmente, de Sol a Sol. Quando alguém lhe diz que já não tem idade para o esforço físico que a profissão lhe exige, diz que quem lhe tira a terra tira tudo.
Acresce a tudo isto, que é um  cozinheiro de mão cheia. E bom garfo, claro, que aqui a moça teve que sair a alguém. Invariavelmente, era quem fazia o jantar lá em casa,  com verdadeiro gosto e sucesso. Diria que se não fosse Agricultor, seria cozinheiro. Hoje, espero que as expectativas não estejam muito elevadas, porque não herdei grandemente essa veia. Não chego aos calcanhares do cozinheiro que é, mas...
Pai, hoje cozinho eu. É o teu presente.

14 de março de 2013

Tonight's mood.

"All along it was a fever
A cold sweat hot-headed believer
I threw my hands in the air, said show me something
He said, if you dare come a little closer"