Defender a Europa implica defender o Natal
Maria João Marques Observador, 2015.11.24 Saber conviver com essas raízes cristãs – que até trouxeram coisas boas como a maior festa do ano, a do Natal – está, se se esforçarem, ao alcance de ateus totalitários e muçulmanos. Não falha: de cada vez que há um atentado terrorista há vozearia alertando para a necessidade de não deixar que o combate ao terrorismo cerceie as nossas liberdades nem ponham em causa o nosso modo de vida. As preocupações vão para os excessos de vigilância, a limitação (legal ou efetiva – pelo medo) da liberdade de expressão, a segurança cada vez mais apertada em aeroportos (e qualquer dia sabe-se lá onde). E fazemos bem em perceber que os ataques terroristas são acima de tudo um atentado ao nosso modo de vida ocidental. É corriqueiro viajarmos de avião, usarmos os transportes públicos (os alvos dos atentados de Madrid e Londres), irmos a um espetáculo e jantarmos fora ou tomarmos um café com amigos numa sexta-feira à noite. Matar infiéis é tanto um obj...