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Defender a Europa implica defender o Natal

Maria João Marques Observador, 2015.11.24 Saber conviver com essas raízes cristãs – que até trouxeram coisas boas como a maior festa do ano, a do Natal – está, se se esforçarem, ao alcance de ateus totalitários e muçulmanos. Não falha: de cada vez que há um atentado terrorista há vozearia alertando para a necessidade de não deixar que o combate ao terrorismo cerceie as nossas liberdades nem ponham em causa o nosso modo de vida. As preocupações vão para os excessos de vigilância, a limitação (legal ou efetiva – pelo medo) da liberdade de expressão, a segurança cada vez mais apertada em aeroportos (e qualquer dia sabe-se lá onde). E fazemos bem em perceber que os ataques terroristas são acima de tudo um atentado ao nosso modo de vida ocidental. É corriqueiro viajarmos de avião, usarmos os transportes públicos (os alvos dos atentados de Madrid e Londres), irmos a um espetáculo e jantarmos fora ou tomarmos um café com amigos numa sexta-feira à noite. Matar infiéis é tanto um obj...

Tradição

Pedro Candeias Expresso curto, 2015.10.29 A política é um ponto de vista e quem disser o contrário está a ver mal.  É um bocadinho como no futebol, sobretudo, o nossso futebol. Pegue em dois lances iguais e ponha-se dos dois lados da barricada: quando é favor do nosso clube, é claro que é penálti, que só pode ser penálti, de certezinha absoluta que é penálti, e que quem não a vê é porque é cego ou não quer ver. E, quando a falta é contra, está mais do que visto que não é penálti, que nunca na vida pode ser penálti, de certezinha absoluta que não é penálti, e que quem a vê é porque anda a ver coisas a mais. Ora, vem isto a  propósito da palavra 'tradição' , que tem sido jogada de um lado para o outro desde 4 de outubro, conforme o efeito que se espera obter dela quando usada num argumento.  Lembra-se do que disse a direita sobre a possibilidade do PS/BE/PCP poderem formar Governo ? Era coisa pouco tradicional. Lembra-se do que disse a direita sobre a eleição do Preside...

Jaime Nogueira Pinto aos Forcados Amadores de Santarém

AosForcadosAmadoresdeSantarem by papinto

Cantar às Estrelas

José Maria C. S. André «Correio dos Açores»,   «Verdadeiro Olhar»,    «ABC Portuguese Canadian Newspaper»,    «Jornal da Boa Nova»,  1-II-2015   Faz este Domingo um ano, fui apanhado no meio de um ajuntamento em Ponta Delgada, fiquei a assitir e no fim enviei este «email» à família, para Lisboa: Venho de Cantar às Estrelas. É uma festa com tradição neste arquipélago, na véspera de Nossa Senhora das Candeias (referida na liturgia mais recente como Apresentação de Nosso Senhor no Templo). Todos dizem que aqui, em Ponta Delgada, esta tradição é mais simples do que na Ribeira Grande e noutras cidades. Não posso comparar, mas conto-vos o que vi. Grupos de populares cantam, no larguinho encantador da Câmara Municipal, umas canções com partes conhecidas e acrescentos improvisados. Alguns grupos usam trajes folclóricos, outros trazem apenas uma vara com uma estrela decorada ou arranjos com candeias com uma vela dentro. Na...

A morte do peru

VASCO PULIDO VALENTE   PÚBLICO 27/12/2013 - 00:10 No Natal o meu estado de espírito costumava ser como o do peru. Ia passar tormentos por causa de um ritual que não percebia e que, aliás, duvido que a maioria dos católicos perceba. Nem sempre foi assim. Quando era criança, e até adolescente, gostava do Natal. Por causa dos presentes, com certeza. Mas também – não é preciso muita subtileza sociológica – por causa da família. Nessa altura, ainda havia a família "extensa" do século XIX. Do lado da minha mãe (Pulido Valente), havia cinco irmãos (contando com ela) e 13 primos. Do lado do meu pai (Correia Guedes) sete irmãos (contando com ele) e 17 primos. Por tradição, o almoço de 25 era em casa dos Pulidos, porque o meu avô fazia anos (chegou aos 78); e o jantar dos Correia Guedes, menos formal, em casa da minha avó Elvira. O Natal servia para juntar esta gente toda, que durante o ano pouco se via. Depois da morte do meu avô Pulido e da minha avó Elvira, este costume acab...

Halloween and Catholicism

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October 31, 2013 By Father Steve Grunow http://www.ucatholic.com/blog/halloween-and-catholicism/ I always figured that Halloween had pagan roots, but you are telling me they are Catholic. Huh? How so? The origin and traditional customs associated with Halloween require no other explanation than that they are examples of the kinds of festivity that served as a means of celebrating the various holy days of the Catholic Liturgical Year. This includes everything from masquerades, feasting, and the associations of a given day of the year with supernatural or spiritual truths. I would draw a distinction between the violent, macabre imagery that characterizes the modern appropriation of Halloween as a kind of secular celebration and the more traditional customs that are characteristic of a Catholic cultural ethos. The descent of Halloween into the madness of an annual fright fest is a relatively recent development, but the true substance of Halloween belongs to the Church. Hallo...

Pão por Deus ou Halloween?

Em véspera de Todos-os-Santos, (All Hallows Eve, de onde derivou Halloween) vale a pena pensar no modo como educamos as nossas crianças, cedendo à globalização dos costumes e perdendo em troca a função educativa das nossas tradições. Em Pão por Deus ficamos a saber a história desta antiga tradição portuguesa que nalgumas paróquias foi retomada com um novo e solidário significado . Nos Açores, o bispo de Angra do Heroísmo, preocupado com a circunstância do dia de Todos os Santos, sendo dia de preceito, não ser dia feriado, apela a que se mantenha esta tradição Recordo, a propósito posts antigos do Povo onde se reflecte sobre esta descristianização subtil e aparentemente inocente em que vamos caindo, substituindo hábitos cristãos por folias pagãs: Europa trocou crucifixos por abóboras Cardeal Tarcísio Bertone O Halloween Halloween Aura Miguel Noite das bruxas Aura Miguel Últimos dias para: Votar na estátua de S. Nuno de Santa Maria no Orçamento Participativo da...

Açores: Bispo quer preservar «Pão por Deus»

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Nota pastoral destaca importância do dia de Todos os Santos, a 1 de novembro, que deixou de ser feriado civil Angra do Heroísmo, Açores, 21 out 2013 (Ecclesia) – O bispo de Angra, nos Açores, escreveu uma nota pastoral a respeito da celebração do dia de Todos os Santos, que deixou de ser feriado civil, apelando à cooperação das escolas para manter tradição do 'Pão por Deus'. "Como é um dia normal de trabalho isso vai dificultar a manutenção da linda tradição que é o Pão por Deus", refere D. António de Sousa Braga, numa mensagem divulgada pela página da diocese na internet. O prelado açoriano convida todas as paróquias para, "em diálogo com as escolas", não deixarem morrer esta tradição. "Nada impede que essa tradição, muito sentida e vivida nos Açores, passe para o domingo seguinte. É só experimentar", acrescenta . A Igreja celebra anualmente a solenidade litúrgica de Todos os Santos, na qual lembra conjuntamente "os eleitos que se en...

Homenagem ao forcado José Maria Cortes assassinado em Alcácer no Domingo passado

Pequeno vídeo de homenagem ao valoroso forcado José Maria Cortes (Amadores de Montemor) que faleceu hoje, e a quem toda a Afición presta assim uma merecida homenagem! Descansa em paz...

Santos populares

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Gonçalo Portocarrero de Almada ionline 15 Jun 2013 Portugal festeja, neste mês, os seus santos populares: S. António, S. João Baptista e S. Pedro, a 13, 24 e 29 de Junho, respectivamente. São a excepção à nova regra, que expurgou do calendário a memória dos santos, para o preencher com as mais abstrusas efemérides, como o primeiro sábado de Julho, dia mundial das cooperativas e, a 30 de Setembro, o dia internacional do direito à blasfémia. Nestes dias dos santos populares, as ruas dos bairros típicos dos velhos burgos enchem-se de animação, e improvisam-se altares numas esconsas escadinhas, ou nas portas das tascas, onde o único incenso é o cheiro a vinho e a sardinhas. Alguns severos liturgistas não acharão graça a esta profanação do culto, mas estou certo que os nossos santos, lá no céu, não levam a mal a sem-cerimónia, nem que o seu nome seja invocado para introduzir uma chalaça atrevida, para justificar um inocente beijo mais arrojado, ou até para desculpar mais um copo de sa...

Dia da Espiga

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  Serpa - Terra Forte O Dia da Espiga é uma celebração portuguesa que ocorre no dia da Quinta-feira da Ascensão com um passeio matinal, em que se colhe espigas de vários cereais, flores campestres e raminhos de oliveira para formar um ramo, a que se chama de espiga. Segundo a tradição o ramo deve ser colocado por detrás da porta de entrada, e só deve ser substituído por um novo no dia da espiga do ano seguinte. As várias plantas que compõem a espiga têm um valor simbólico profano e um valor religioso. Crê-se que esta celebração tenha origem nas antigas tradições pagãs e esteja ligada à tradição dos Maios e das Maias. O dia da espiga era também o "dia da hora" e considerado "o dia mais santo do ano", um dia em que não se devia trabalhar. Era chamado o dia da hora porque havia uma hora, o meio-dia, em que tudo parava, "as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e as folhas se cruzam". Era nessa hora que ...

Quinta-feira da Espiga: tradição e espiritualidade

J. da Silva Lima In Communio, 2/2011 SNPC, 08.05.13 «O fenómeno da revitalização vegetativa, em que a natureza após a longa letargia invernal acorda, desabrochando numa sinfonia de vida, constituiu sempre para as populações arcaicas, um momento mágico e determinante da visão cósmica da existência. Momento aguardado com ansiedade das perspectivas (perspetivas) de novas colheitas, mas igualmente espoletador da sua efectiva (efetiva) realização, este é o tempo em que chega a Primavera». Procuraremos, com brevidade, olhar para a Quinta-feira da Espiga na sua origem, no rito que a fez chegar até nós, na coreografia que suporta o seu significado e na possível atualidade, que faz sentir a sua miragem. 1. A origem da tradição não é conhecida por todos. Até pode parecer estranha para muitos. É, entretanto, uma tradição bastante comum no Centro e Sul do país, tendo no Norte uma outra com a mesma origem, mas que se centrou no Maio ou na Maia, flor amarela ou branca que embeleza os ramos da...

Dia da Mãe

A Minha Mãe As ilusões semelham-se a um colar De pérolas alvíssimas, de espuma. Se o fio que as segura se quebrar, Caem no chão, dispersas, uma a uma. Caem no chão, dispersas, uma a uma. Se o fio que as segura se quebrar; Mas entre tantas sempre fica alguma, Sempre alguma suspensa há-de ficar. Das minhas ilusões, dos meus afectos, Longo colar de amores predilectos, Muitos rolaram já no pó também. Um só dentre eles não cairá jamais:             Aquele que eu mais prezo entre os demais, — O teu amor santíssimo de mãe. AUGUSTO GIL In Musa Cérula Gostava mais de celebrar o dia da Mãe quando coincidia com o dia da Imaculada Conceição. Era ainda um tempo onde havia poucos "dias de". Que me lembre apenas o dia da mãe e o dia do pai, a 8 de Dezembro e a 19 de Março, respectivamente. A proliferação de dias de quase tudo banalizou estes dias de honrar pai e mãe. Em honra de todas as mãe aqui fica este lindo poema de August...