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quinta-feira, 1 de junho de 2017

Georg Anton Benda (1722-1795) - Sinfonias

Mais um disco com a música Georg Anton Benda, compositor tcheco, que viveu em um período musical com muitas mudanças. Ou seja, Benda esteve presente naquele momento de transição do barroco para o clássico. Já em 1795, ano de sua morte, algumas inovações começaram a ser notadas na composição. Era a estética romântica que pedia passagem. A música de Benda é clássica por excelência. Trata-se de uma produção bastante elegante e clara. O compositor foi um virtuose do violino. Tocava muito bem. Este disco traz algumas de suas sinfonias que, também, são muito bonitas. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Georg Anton Benda (1722-1795) - 

01. Symphony No. 7 in D Major_ I. Allegro assai
02. Symphony No. 7 in D Major_ II. Larghetto
03. Symphony No. 7 in D Major_ III. Presto
04. Symphony No. 2 in G Major_ I. Allegro
05. Symphony No. 2 in G Major_ II. Andante
06. Symphony No. 2 in G Major_ III. Allegro
07. Symphony No. 8 in D Major_ I. Allegro
08. Symphony No. 8 in D Major_ II. Andante
09. Symphony No. 8 in D Major_ III. Spirituoso
10. Symphony No. 10 in G Major_ I. Allegro scherzando
11. Symphony No. 10 in G Major_ II. Andante
12. Symphony No. 10 in G Major_ III. Allegretto ma moderato
13. Symphony No. 5 in G Major_ I. Allegro
14. Symphony No. 5 in G Major_ II. Andante molto
15. Symphony No. 5 in G Major_ III. Tempo di menuetto
16. Symphony No. 3 in C Major_ I. Allegro
17. Symphony No. 3 in C Major_ II. Andante sempre piano
18. Symphony No. 3 in C Major_ III. Allegro

Prague Sinfonia Orchestra
Christian Benda, regente

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quarta-feira, 15 de março de 2017

Flute Sonatas - CPE Bach, Quantz & Kirnberger

Esta postagem foi feita às pressas na noite de ontem. Infelizmente, não tive tempo de elaborar um texto mais detalhado e com as características do disco. O que deve ser considerado em relação ao disco é que se trata de algo grandioso e belo. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

01. Flute Sonata in G Major_ I. Adagio
02. Flute Sonata in G Major_ II. Allegro ma non molto
03. Flute Sonata in G Major_ III. Allegro
04. Flute Sonata No. 273 in G Major, QV 1_109_ I. Presto ma fiero
05. Flute Sonata No. 273 in G Major, QV 1_109_ II. Grave -
06. Flute Sonata No. 273 in G Major, QV 1_109_ III. Vivace
07. Flute Sonata in A Minor, Wq. 128_ I. Andante
08. Flute Sonata in A Minor, Wq. 128_ II. Allegro
09. Flute Sonata in A Minor, Wq. 128_ III. Vivace
10. Flute Sonata in E Minor, L. 3.57_ I. Largo, ma un poco andante
11. Flute Sonata in E Minor, L. 3.57_ II. Arioso, un poco allegro
12. Flute Sonata in E Minor, L. 3.57_ III. Presto
13. Versuch einer Anweisung die Flöte traversiere zu spielen_ Adagio in C Major
14. Flute Sonata in D Major, Wq. 131_ I. Andante
15. Flute Sonata in D Major, Wq. 131_ II. Allegretto
16. Flute Sonata in D Major, Wq. 131_ III. Allegro

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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Franz Benda (1709-1786) - Concertos for Flute, Strings and Basso Continuo

Franz Benda foi um relevante compositor checo do período barroco, com transição para o período clássico. Desde a mais tenra idade, sempre demonstrou habilidades incomuns com instrumentos. Foi com o violino que ele se firmou como virtuose. Escreveu inúmeras obras, sobretudo para os seus alunos, como exercício musical. Este disco é muito bom! Musicalidade clara e elegante. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Franz Benda (1709-1786) -

01. Concerto in E minor - Allegro con brio
02. Concerto in E minor - Adagion, un poco Andante
03.  Concerto in E minor - Presto
04. Concerto in G major - Allegro
05. Concerto in G major - Largo
06.  Concerto in G major - Presto
07. Concerto in A major - Allegretto
08. Concerto in A major - Adagio
09. Concerto in A major - Vivace ma non troppo Presto

Camerata of the 18th Century
Konrad Hünteler, flute

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quarta-feira, 22 de abril de 2009

Andres Segovia (1893 - 1987) - Recital Intimo

Como o objetivo desse espaço é a publicação de grandes obras que gosto, julguei acertado postar a obra que se segue. Trata-se nada mais nada menos do que Andres Segovia. Ouvi 2 vezes o CD que vou postar. Segovia pode ser considerado como o homem que enobreceu o violão. Achei um excelente texto abordando os aspectos mais importantes da vida de Segovia e sua importante influência em músicos como Villa-Lobos, Turina, John Willians e outros:
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Pouquíssimas vezes podemos afirmar em toda a história da música que somente uma pessoa tenha impulsionado um instrumento até o ponto de resultar no desenvolvimento decisivo do mesmo.
Segóvia, aliás, enobreceu o violão, um instrumento mal visto no mundo da música séria e que quase não se cultivava dentro dele - estava mais limitado ao campo da música popular e do flamengo, e confinado portanto em festas e tavernas - convertendo-o em respeitável todas as partes, habitual e até imprescindível nos conservatórios e escolas de música do mundo inteiro. E, não bastando, impulsionou decisivamente a composição de peças pensadas expressamente para o violão, cuja literatura era muito escassa: Castelnuovo-Tedesco, Falla, Hindemith, Ibert, Jolivet, F. Martin, Milhaud, Moreno Torroba, Ponce, Rodrigo, Roussel, Tansman, Turina e Villa-Lobos são alguns dos grandes compositores que escreveram, graças ao estimulo de Segóvia, para o violão. Além disso, Segóvia transcreveu para o violão uma grande quantidade de obras compostas originalmente para alaúde, cravo e inclusive para piano (páginas de Chopin, Mendelssohn, Brahms, Grieg, Granados, Albéniz, Acriabin, Debussy, etc.). Andrés Segóvia nasceu em Linares (Jaén) em 21 de fevereiro de 1893. Aos 5 anos teve a ocasião de escutar pela primeira vez um violão, tocado por um músico flamengo; a primeira impressão que lhe produziu - ele mesmo contou - em um tosco rasgueado foi desagradável, mas logo seu canto o seduziu irremediavelmente. Em seus anos mais maduros, Segóvia afirmou:"Me gusta mucho el flamenco auténtico, que se toca com dedos fuertes, con brusquedad, pero desde dentro del alma", sin embargo, "la guitarra clásica y la flamenca son caras opuestas de la misma montaña, pero nunca se encuentram". Horrorizada, sua familia, frente à forte inclinação que o garoto sentia por um instrumento tão "vulgar", tentaram desviar sua atenção para o violino, o violoncelo ou o piano, mas tudo foi inútil. Aos 10 anos, e com a oposição familiar, mas com a absoluta determinação que sempre o caracterizaria, comprou seu primeiro violão e recebeu as primeiras lições: fora do Conservatório de Granada onde aprendia teoria musical, já que ali não se ensinava o violão. Lições que forçosamente foram muito breves, pois o pouco que podiam ensinar-lhe o aprendeu em poucas semanas. Assim, para seu bem, se viu forçado a ser autodidata, e conforme ele mesmo ressaltou, "no hubo serias desavenencias entre profesor y alumno". O único grande guitarrista que pode aprender algo diretamente, quando sua personalidade já estava bem formada, foi Miguel Llobet, discípulo de Tárrega. Em pouco tempo, Segóvia desenvolveu uma técnica incomparável; aos 16 anos deu seu primeiro recital em Granada, com tão grande êxito que pode apresentar-se sucessivamente em outras cidades espanholas, culminando o ano de 1912 em Madrid, e levando-o em 1916 a um giro pela América do Sul. Sua apresentação em Paris, em 1924, graças ao apoio de Pablo Casals, causou verdadeira sensação, inclusive nos assistentes tão ilustres e exigentes como Paul Dukas e Manuel de Falla: assombraram,sobretudo, suas reveladores interpretações de Bach (transcrições feitas por ele mesmo), um patriarca da música, embora até então não suficientemente conhecido. E o fizeram enveredar pelo amplíssimo campo do repertório barroco que potencialmente se abria para o violão, o que foi se tornando uma realidade nos anos seguintes. Nesse mesmo ano tocou pela primeira vez em Londres, logo por toda a Europa - Rússia incluída - e em 1928 fez sua estréia nos Estados Unidos. Os triunfos foram sucedendo-se e sua fama se estendeu por todo o mundo. Em 1927 gravou em Londres seus primeiros discos - o primeiro violonista clássico que o fazia. Exatamente 50 anos depois gravaria em Madrid os últimos. cultivava o repertório, em boa parta esquecido, de seus predecessores espanhóis, virtuosos do violão de celebridade efêmera, e acertou em absorver suas técnicas, até então irreconciliáveis: Dionísio Aguado usava somente as unhas da mão direita, enquanto que Fernando Sor e Francisco Tárrega a ponta dos dedos. Segóvia compreendeu que, para obter toda a gama de sonoridades que o violão escondia, não podia limitar-se a uma ou a outra, senão combina-las. Assim, a riqueza de seu som, "de ferro e de veludo", como foi descrito, e com todos os graus e tonalidade de cor entre um e outro, foi algo sem precedentes...e é preciso reconhecer que nenhum de seus discípulos ou seguidores tem conseguido iguala-se neste aspecto. Para a plena realização deste alcance, também compreendeu Segóvia que seria preciso trabalhar estreitamente com os mais competentes construtores de violão (como Ramirez e Hauser), estimulando-lhes e aconselhando-lhes até conseguir violões capazes de uma maior suavidade ao invés de uma voz rotunda. A partir da Segunda Guerra Mundial, aprovou o uso, adotando ele mesmo, das cordas de nylon. Em seus inumeráveis recitais ao longo de todos os continentes, Segovia tocava não somente em salas reduzidas, mas também em grandes auditórios, nos quais conseguia um clima de recolhimento e atenção que foi batizado como "o silêncio Segovia". Mas sempre se negou a amplificar seu som; em realidade, e diferentemente de outros, não necessitava. "La guitarra no suena poco, sino lejos", costumava dizer. Seu primeiro casamento foi com Paquita Madriguera, pianista discipula de Granados, tiveram dois filhos, Andrés e Beatriz. Mais de meio século depois, aos 77 anos de idade, Segovia engendrou seu terceiro filho, Carlos Andrés, com sua segunda esposa, Emilia del Corral. Em 3 de junho de 1987, Andrés Segóvia morria em Madrid depois de ter conseguido do mundo musical um reconhecimento tão alto e tão unanime como muito poucas vezes alguem tenha obtido. Basta somente um testemunho, de um dos maiores violinistas da primeira metade do século 20. Fritz Kreisler, quem afirmou que no século XX soube somente de dois interpretés verdadeiramente grandes, Pablo Casals e Andrés Segóvia (ambos espanhóis, curiosamente). De uma lucidez fora do comum até os seus últimos anos, Segovia continuou até o final ativo como concertista - sua última aparição publica foi em Miami, na primavera de 1978 (78 anos dando concertos) - e como pedagogo: as últimas aulas que ministrou foram em Nova York somente 3 meses antes de morrer. Quando, em uma ocasião, um amigo lhe perguntou porque não diminuia sua intensa atividade em uma idade tão avançada, respondeu: "Terei toda uma eternidade para descansar..." Distantes de terem perdido sua referencia depois de seu desaparecimento, permanece viva e extraordinariamente ativa em seus discípulos - Laurindo Almeida, Siegfried Behrend, Ernesto Bitetti, Carlos Bonell, Julian Bream, Leo Brouwer, Alirio Díaz, Eduardo Fernándz, Eliot Fisk, Oscar Ghiglia, Sharon Isbin, Alexandre Lagoya, Christopher Parkening, Ida Presti, Konrad Ragossnig, Pepe e Ángel Romero, John Williams, Kazukito Yamashita, Narciso Yepes... - e indiretos todos os demais, pois não há violonista clássico que não parta dele; inclusive no campo da música "ligeira" não lhe faltam alunos triunfantes como Chet Atkins e Charlie Byrd; até os Beatles disseram uma vez que "Segovia foi nosso papa". O inquestionável é que, graças a Segovia, o violão é hoje um instrumento popular e respeitado em todo o mundo.

Extraído DAQUI

Andres Segovia (1893 - 1987) - Recital Intimo

01 - Weiss – Bourre
02 - Benda - Sonatina en Re Mayor
03 - Benda - Sonatina en Re Mayor
04 - Bach - Tres movimientos Suite Nº1 para cello
05 - Scarlatti - Dos Sonatas
06 - Sor - Andante Largo en Do Menor
07 - Sor - Minueto en La Mayor
08 - Sor - Minueto en Do Mayor
09 - Asencio – Dipso
10 - Ponce - Preludio en Mi Mayor
 

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