Fantasioso, irreal ou pura e simplesmente lunático? (eu sei que estou atrasado neste post, mas não resisti)
O habitualmente prolixo Nelson Peralta brindou-nos com declarações - que não comento - e com um post no seu blog sobre o Centenário do Regicídio e a actividade da Câmara Municipal de Aveiro de reescrever a história.
Nelson Peralta deve ter recebido algum mandato da Direcção Nacional do BE, porque o conheço e acredito que pensa pela sua própria cabeça. Ora, nestas afirmações, o desnorte e o alinhamento pelas teorias do seu colega de partido são por demais evidentes.
Aliás, não percebo qual a lógica do Bloco de Esquerda que se agarrou aos monárquicos como se a própria dependência do partido fosse dependente da forma nojenta como tentaram provocar todos os que defendem um novo modelo de regime para Portugal. Mas enfim. Os cães ladram e a caravana passa.
Mas Nelson, diz-me claramente quais foram os erros que tinha o artigo de opinião do Museu da Cidade sobre o tema e que foi publicado no dia 01 de Fevereiro, no Diário de Aveiro.
Mas Nelson, explica-me quais as virulentas atoardas que a equipa do serviço educativo do Museu da Cidade disse às criancinhas?
Mas Nelson explica-me onde quais os erros da mini-exposição no Museu da Cidade, onde estavam todas as bandeiras do país, onde estavam recortes de Jornais Repúblicanos da época e de artigos de outros periódicos.
Mas Nelson, já agora explica porque é que os "anarquistas" que têm vergonha da cara que têm e por isso a tapam e que nos dia 1 tentaram perturbar um evento tinham FAIXAS do Bloco de Esquerda que todas as televisões viram.
Já agora explica porque é que o revisionista do teu partido, Fernando Rosas, conseguiu ao impedir a participação da Banda do Exército numa homenagem a um Chefe de Estado assassinado?
Já agora explica porque é que houve vândalos que tentaram estragar um Monumento Nacional - Igreja de São Vicente de Fora, com uma pichagem a dizer "Viva Buiça"... Seriam do BE?
Caro Nelson, a atitude do BE foi, essa sim, persecutória, revisionista e de baixo nível. Mas faz lá o teu número para os jornais. Faz lá o teu voto de protesto na Assembleia. Os monárquicos agradecem! E se não o fizeres, também agradecemos... a falta de nível e das promessas do BE.
Para saberem mais: artigo no JN, e mais artigos dos muitos da blogoesfera aqui, aqui e aqui. E sobre a vergonha do voto de pesar aqui e aqui.
Actualização: Nelson Peralta, respondeu-me, como seria de esperar. Esqueceu-se de argumentar de que forma é que o regicidio não foi "um crime como o Estado" [se eles eram chefes de Estado...] e para me responder lembrou a iniciativa da Câmara de Castro Verde. Caro Nelson, mas que raio de confusão é que faz. Eu se fosse de uma câmara do local de nascimento dos regicidas, talvez organizasse a homenagem, e não me lembraria de atacar os serviços como o BE o fez. Não confundas tu as coisas...
Queres mais factos históricos? É que o regicidio não foi "a" revolução. Não houve levantamento popular, militar, etc suficiente para os republicanos conseguirem o que poderiam crer. Aliás, os factos históricos mostram cada vez mais que o acto foi mais uma conjugação de factores do que propriamente um "ataque" republicano... mas enfim, há quem se lembre da palavra liberdade e democracia mas só para um lado.
Mas Nelson, no meio das coisas "idiotas e sem sentido" há muitas verdades e tu sabes a atitude do teu partido nesse dia, nos dias anteriores. Que não consegues defender, como imagino, porque pensas pela tua própria cabeça.
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Carta Aberta ao Presidente da República
Assunto: Sobre o Regicidio.
Exmo. Sr. Presidente da República
Prof. Dr. Cavaco Silva
Peço a sua compreensão para a esta missiva que lhe envio. Mas acredito que seja o destinatário certo.
Recentemente fez umas jornadas muito importantes sobre o Património, tendo visitado o túmulo do Primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques. Analisou e ouviu atentamente informação sobre o que tem sido feito para conhecer o nosso primeiro Rei.
O Presidente é o garante das instituições, e tem como função fundamental representar o País uno e integral, com o seu passado, presente e futuro.
O Senhor Presidente da República é também o Chefe de Estado Supremo das Forças Armadas e por essa razão afloro os factos abaixo.
Como é do seu conhecimento público, a Fundação D. Manuel II irá realizar no próximo dia 1 de Fevereiro uma cerimónia pública de evocação do Regicidio de 1908, que provocou a morte do Rei de Portugal, D. Carlos e do seu filho, D. Luis Filipe. D. Carlos foi chefe de Estado, e independentemente do regime em questão, foi Rei, logo, com um estatuto de defesa do país, respeitando uma Constituição.
Nessa cerimónia pública, estavam convidados a Fanfarra do Exército e do Regimento de Lanceiros até ao momento em que o Ministro da Defesa, desrespeitando o sentido de Estado que o devia guiar e o respeito por um ex-chefe de Estado como foi o Rei D. Carlos proibiu essa participação, como pode verificar pela noticia do SOl, disponível neste link. http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=78185
Esta atitude deveria ter de si o máximo repúdio pelo insulto público, pela falta de dignidade e pela atitude mesquinha do senhor Ministro da Defesa para com cidadãos que nada mais pretendem do que demonstrar o seu orgulho por um chefe de Estado ASSASSINADO nas suas funções.
O senhor Ministro da Defesa envergonhou o Pais e sendo o Senhor o Chefe de Estado Supremo das Forças Armadas devia por cobro a esta atitude pedindo a demissão do senhor Ministro da Defesa.
Tenho a si a maior consideração, como chefe de Estado e como político. E entendo que as instituições soberanas, como o Governo e a Presidência, devem ter como máximo basilador o Respeito pelo País, pelo seu passado, presente e futuro. Quando um grupo de cidadãos faz uma homenagem que deveria ser da responsabilidade do Estado, esse mesmo Estado deve no minímo respeitar-se a si próprio.
Caro Presidente da República, se tudo continuar na mesma, como quer que um conjunto de cidadãos encara as comemorações do Centenário da República? Como uma manifestação legítima ou as actividades de um grupo de clandestinos como o dinheiro do cidadão?
Com os melhores cumprimentos
João Manuel Oliveira
Exmo. Sr. Presidente da República
Prof. Dr. Cavaco Silva
Peço a sua compreensão para a esta missiva que lhe envio. Mas acredito que seja o destinatário certo.
Recentemente fez umas jornadas muito importantes sobre o Património, tendo visitado o túmulo do Primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques. Analisou e ouviu atentamente informação sobre o que tem sido feito para conhecer o nosso primeiro Rei.
O Presidente é o garante das instituições, e tem como função fundamental representar o País uno e integral, com o seu passado, presente e futuro.
O Senhor Presidente da República é também o Chefe de Estado Supremo das Forças Armadas e por essa razão afloro os factos abaixo.
Como é do seu conhecimento público, a Fundação D. Manuel II irá realizar no próximo dia 1 de Fevereiro uma cerimónia pública de evocação do Regicidio de 1908, que provocou a morte do Rei de Portugal, D. Carlos e do seu filho, D. Luis Filipe. D. Carlos foi chefe de Estado, e independentemente do regime em questão, foi Rei, logo, com um estatuto de defesa do país, respeitando uma Constituição.
Nessa cerimónia pública, estavam convidados a Fanfarra do Exército e do Regimento de Lanceiros até ao momento em que o Ministro da Defesa, desrespeitando o sentido de Estado que o devia guiar e o respeito por um ex-chefe de Estado como foi o Rei D. Carlos proibiu essa participação, como pode verificar pela noticia do SOl, disponível neste link. http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=78185
Esta atitude deveria ter de si o máximo repúdio pelo insulto público, pela falta de dignidade e pela atitude mesquinha do senhor Ministro da Defesa para com cidadãos que nada mais pretendem do que demonstrar o seu orgulho por um chefe de Estado ASSASSINADO nas suas funções.
O senhor Ministro da Defesa envergonhou o Pais e sendo o Senhor o Chefe de Estado Supremo das Forças Armadas devia por cobro a esta atitude pedindo a demissão do senhor Ministro da Defesa.
Tenho a si a maior consideração, como chefe de Estado e como político. E entendo que as instituições soberanas, como o Governo e a Presidência, devem ter como máximo basilador o Respeito pelo País, pelo seu passado, presente e futuro. Quando um grupo de cidadãos faz uma homenagem que deveria ser da responsabilidade do Estado, esse mesmo Estado deve no minímo respeitar-se a si próprio.
Caro Presidente da República, se tudo continuar na mesma, como quer que um conjunto de cidadãos encara as comemorações do Centenário da República? Como uma manifestação legítima ou as actividades de um grupo de clandestinos como o dinheiro do cidadão?
Com os melhores cumprimentos
João Manuel Oliveira
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