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terça-feira, 19 de abril de 2011

Análises e Discussões Técnicas


Já que o Presidente da República está numa onda de acarinhar as "análises e discussões técnicas da situação portuguesa" e se escusa a especular, e não querendo ir mais longe, era desejável que pedisse explicações a quem de direito, pelo facto de continuar a aumentar a diferença entre os números de desempregados inscritos nos centros de emprego e as estatísticas oficiais elaboradas pelo Instituto Nacional de Estatística. O facto de o Governo ser apenas de gestão, não quer dizer que não tenha que dar explicações dos mistérios que periodicamente andam associados com a redução de pessoas na situação de desemprego. É que isto acontece sempre que nos aproximamos de um período eleitoral, onde as boas notícias, mesmo que falsas ou cirúrgicamente trabalhadas, acabam por ter alguma eficácia.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

PARA ACABAR DE VEZ COM O DESEMPREGO.


Chama-nos o Fernando a atenção neste post que da alteração do método de recolha de informação para as estatísticas do emprego, que passará a ser feita por telefone, resultará uma inevitável diminuição do número de desempregados periodicamente apresentados pelo INE.

Concordando com todos os que consideram ser o desemprego uma questão prioritária, para a qual devem ser canalizados os melhores recursos e energias do país, vem este escriba apresentar a sua modesta contribuição para a resolução do problema, propondo que, a partir de agora, só passem a ser consideradas as respostas ao Inquérito de Desemprego do INE feitas através do ultimo modelo do telemóvel IPHONE.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Da Crise Real à Crise Virtual

O INSTITUTO Nacional de Estatística (INE), com o argumento de que pretende "acompanhar os padrões europeus" e adoptar as sugestões do Eurostat, vai passar a utilizar o contacto telefónico para recolher dados sobre a situação do desemprego. A adopção deste método, impossibilita que se façam comparações dos novos indicadores, com os obtidos entre 1998 e 2010. Ao alterar o modelo de recolha de dados, num momento particularmente agudo da crise económica e social, quando o desemprego atinge máximos históricos, esta iniciativa pode ser entendida como uma operação destinada a “cegar” e dissimular a real situação do desemprego, comparativamente com períodos anteriores.
Eugénio Rosa, economista da CGTP, afirma que há o risco de as entrevistas efectuadas por telefone irem enviesar a amostragem, devido ao facto de haver muitos desempregados que não têm telefone fixo, e que o Governo tudo tem feito para desacreditar os números do desemprego divulgados pelo INE, seja ignorando esses dados, seja utilizando os dados divulgados pelo IEFP (Instituto de Emprego e Formação Profissional), que são facilmente manipuláveis, já que não são conhecidas publicamente as regras para a sua construção.
Para o governo vale tudo e não olha a meios, nem que para isso tenha que socorrer-se de truques e magia, para que o desemprego se torne uma coisa irrelevante. Com Sócrates e seus compinchas, seja a bem ou a mal, esta crise há-de passar de real a virtual.