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terça-feira, dezembro 18, 2007

Sobre as Claques

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Quer se goste ou não se goste as claques dos clubes podem e devem, se for esse o caso, manifestar as suas opiniões. Estas podem ser ou não concordantes com as direcções dos respectivos clubes.
Por princípio o importante é que exista cultura desportiva e democrática e que esta fomente a massa critica compatível com as necessidades.

O presidente do SCP disse recentemente e estava a referir-se às claques leoninas, que estas são apoiadas para apoiar e não para apupar. Estamos de acordo com a primeira parte, i/é, com o apoio, já não estamos totalmente de acordo com a segunda parte.

É evidente e desejável que a critica deve ser, sempre que possível, construtiva. No entanto e em algumas situações é compreensível e aceitável que ela seja também e ás vezes exclusivamente, destrutiva.

Por outro lado também sabemos que nas sociedades modernas e democráticas as instituições e as organizações em geral vivem permanentemente sob observação, sobretudo se estão obrigadas a apresentar resultados. Os seus órgãos representativos são amiúde questionadas e confrontadas com as realidades. Por isso são muitas vezes substituídos, são os preceitos do jogo, e por isso é tão importante que os princípios e as regras democráticas sejam, por todos, respeitados e cumpridos.

É também importante que não se confunda critica com insulto. O insulto é sempre reprovável e normalmente é proveniente de mentes covardes e não preparadas para aceitar os princípios e as regras democráticas. Normalmente não possuem a cultura cívica exigível.

Assim é compreensível e desejável que num Estado Democrático de Direito todas as organizações desportivas, onde as claques afectas aos clubes se incluem, estejam previstas na lei e que esta, por sua vez, tipifique e defina a sua constituição, funcionamento e representação.

Nesta conformidade é também fundamental que em Portugal as claques afectas aos clubes estejam organizadas e constituídas de acordo com a lei e que regularmente apresentem os resultados das suas actividades.


Notas: Em primeiro lugar para convidar os sportinguistas, sinceros, a terem calma, muita tranquilidade, e a posicionarem correctamente as suas atitudes. Os sportinguistas estão “condenados” a serem diferentes e para isso é importante definirem as estratégias convenientes. Em 2008 vamos a isso, juntos e sem atitudes divisionistas.
Em segundo lugar para deixar aqui, a todos, os votos de um BOM NATAL e UM BOM ANO DE 2008.
Por último – Um abraço especial e amigo ao António Gouveia e ao G
reenheart.


Pedro Vieira (pedro.vieira55@gmail.com)

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segunda-feira, novembro 26, 2007

Dossier Carlos Freitas

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Pretende-se com este post informar a massa Sportinguista do trabalho do administrador da SAD, Carlos Freitas, ex-jornalista do jornal O Jogo e, segundo que o conhece, torcedor do FC Porto.

Quais os benefícios financeiros e desportivos do Responsável da Gestão de Aquisição de Recursos Humanos do Sporting?

Em termos financeiros é NEGATIVA.
Se expurgarmos os negócios made in Alcochete, que só Sousa Cintra não conseguiria lucrar com eles, temos um prejuízo de cerca 10 milhões de euros. Foi isto que Carlos Freitas custou ao Sporting mais uns quanto flops no que respeita a empréstimos.

Ora não é isto que se quer de um gestor de activos, que no seu todo, não os consegue valorizar, antes pelo contrário. Há casos pontuais e mais mediáticos em que isso acontece. Mas muitos há, e fica aqui aberta a discussão também para os casos menos mediáticos.

Apresentamos desde já os jogadores que foram transaccionados pelo Sporting desde a época 1999/2000, altura em que iniciou funções:

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Nesta primeira época matou-se o borrego com as compras para três lugares necessitados.

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Neste defeso foi a "loucura total". Era preciso reforçar a equipa para a Liga dos Campeões. Desta lista, os que jogaram não se deram muito bem com os outros. João Pinto foi o que desportivamente foi mais rentável. Tello foi um activo quem nunca rendeu o valor da sua compra. Sá pinto foi um valor garantido no seu sportinguismo. Duscher foi um desperdício em termos desportivo pois foi para suplente do Deportivo.

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Aqui fizemos uma dobradinha com o ludibriado e posteriormente descaracterizado Jardel. Veiga enganou bem o Sporting e o excelente mas ingénuo ponta de lança brasileiro. Saí mais um produto de Alcochete - Hugo Viana. Niculae foi azarado.

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Nesta época de altruísmo para com Jardel os resultados foram sendo secundarizados, ainda para mais o agressivo abono de família João Pinto "tirou" uns meses de férias "ao soco". Mais dois produtos de Alcochete a brilhar e a sair após o defeso - Quaresma (2ª época como sénior) e Cristiano Ronaldo.

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Entrou Rochemback, Liedson, Ricaro e Polga. Quatro bons activos. Talvez a melhor época de Carlos Freitas. Entre outros flops - Elpídio Silva. Este homem como contratado e o posterior Bueno como emprestado são os expoentes máximos do desnorte de Carlos Freitas e de quem lhe avaliza as compras. João Pinto saiu mas deu o litro, como costuma dizer-se.

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Aqui a equipa é reforçada para chegarmos à final da Taça UEFA e sermos ingloriamente batidos na ponta final do campeonato. Nesta primeira época Douala ainda tinha o "turbo". Enakarhire foi um bom defesa.

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Entram Caneira, Romagnoli e Deivid como valores positivos. Saí Beto, outro produto de Alcochete. Wender e Edson são mais dois flops. O primeiro por opções técnicas. O segundo por má análise médica.

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Aqui podemos ver o razoável Alecssandro e o péssimo Bueno. Financeiramente custavam muito ao dia 30 e o rácio benefício custo era baixo em ambos os casos.

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Aqui temos mais duas saídas de Alcohete: Nani e Custódio. O primeiro saí para Manchester para trabalhar com Cristiano Ronaldo. O 2ºvai fazer pela vida par a Turquia. Das entrada Vukcevic é o que mais rende (mas não muito) a par com o, até agora, intermitente Stojkovic.

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Globalmente podemos ver os valores negativos de Carlos Freitas. Apesar de não dispormos de alguns dados, a verdade não andará longe disto - Prejuízo e entre 6 a 10 aquisições de valor positovo.

Qual é a vossa opinião?

Co-autoria de António Gouveia e GreenHeart.

sexta-feira, novembro 02, 2007

Outono Futebolístico

O Sporting mostrou pouco futebol neste mês de Outubro. O futebol jogado não foi grande coisa. Futebolisticamente falando parece que a estação climatérica afectou a equipa.

Digno de registo só o resultado em Kiev, a tardia primeira vitória fora na Champions League. O adversário, apesar de não ser fraco, não era nada demais. Depois, tendo a possibilidade de ganhar três pontos ao adversário directo na luta pelo 2º lugar no grupo - o Roma - perdeu ingloriamente esses três pontos em dois erros de palmatória. Foi uma derrota à Sporting. Daquelas inexplicáveis, que ninguém consegue perceber porque o potencial da equipa não foi explorado.

Na Taça da Liga perdemos com o Fátima no Restelo. Sabíamos que o Fátima era uma equipa motivada e aguerrida. O que não sabíamos era que, mantendo o mesmo esquema táctico de várias épocas, os suplentes eram tão fraquinhos, desmotivados e entrosados. Estes jogadores têm mais valor. Ficou dificultada a 2ª mão desta 4ª eliminatória, em que o 11 titular teve que dar o litro e ter a sorte do jogo para irmos para a fase final. Fomos abençoados.

Um à parte para a nossa relva. Segundo sei, no Verão a relva sofre temperaturas na ordem dos 50 a 60 graus com uma temperatura atmosférica de 30 graus. É um efeito estufa tremendo a que se alida uma fraca incidência directa da luz solar. Para obviar a queimadura da relva há que regá-la. Mas o efeito secundário do apodrecimento das raízes deixa-a ficar com esteve até agora. Como obviar isto? Talvez fazer uma plantação em Alcochete e transplantar com a frequência necessária.

No campeonato já estamos a 9 pontos do Porto. Há que lutar mas à formiguinha portista só lhe resta gerir esta imensa vantagem com a sua rápida, oleada e motivada equipa. Mas desistir de ganhar a prova, só quando for matematicamente impossível...

A Selecção cumpriu os requisitos mínimos para prosseguir a sua caminhada rumos às montanhas austríacas e helvéticas. Com um punhado de elementos formados nas escolas leoninas e que a dimensão da Liga portuguesa não permite manter, vencemos dois países asiáticos, imagine-se! "Resta-nos" ganhar à Arménia e empatar com a rival Finlândia.

Foi assim este mês de Outubro. Esperemos que Novembro nos traga mais motivação, entrosamento, qualidade de jogo e as consequentes vitórias.

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segunda-feira, outubro 01, 2007

Back to Basics

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Ainda a propósito do dérbi de Sábado e do dérbi minhoto venho falar da arbitragem portuguesa.

De tempos a tempos a asneirada intencional ou puramente fruto da incompetência desaparece. Vemos bom ou mau futebol, perdemos ou ganhamos, os nossos adversários são melhores ou piores. Tudo pode variar mas com o denominador comum que é o facto da arbitragem se remeter a sua virtuosa penembra anónina que só intervém quando o cumprimento das Leis a chamam.

Infelizmente esses períodos parecem um sonho. We are back to basics. Pois vá-se lá saber porquê, em favor de quem, a asneirada crónica e sistemática regressa. Sábado vimos um Pedro Henriques, que até prima pela competência e discrição, meter os pés pelas mãos três vezes. Não assinalou dois penátis nítidos a favor de cada um dois dois clubes. Para cúmulo, num lance onde tinha dúvidas, não acatou a opinião do seu auxiliar. Nem pelo sistema audio nem presencialmente. Neste lance que até nem era penalti... Duplo erro no mesmo lance.

Ontem em Braga, verdadeiro ou não, foi validado um golo aos vimaranenses. Parece-me que não foi golo. Segundo Jorge Costa, portista dos sete costados, já não é a primeira vez que é prejudicado esta época. Onde anda o seu antigo presidente Pinto da Costa e vice-presidente Reinaldo Teles? A favorecê-lo não será.

Assim vai a banda. Desafinada. Esta banda, leia-se Liga, poderia ser a melhor das pequenas bandas. Obviamente que não temos a dimensão de outros campeonatos. Mas podiamos ser o melhor dos pequenos. Assim é difícil e os adeptos cansam-se de tantas interferências. Mais vale uma equipa perder e saber-se o honesto motivo do que ganhar e também se saber o desonesto e descarado favorecimento.

Há que voltar a dizer, porque é sempre bom lembrà-lo, que um árbitro só tem dois olhos e tem um segundo para tomar a decisão. Poderia era ter um período de descanso após erros graves e/ou sucessivos.

Às vezes observo jogos ou resumos das ligas estrangeiras e não me parece existir tanto erro. Mas uma coisa também é ver um jogo na TV ou vê-lo no estádio. São realidades, por vezes, diferentes. À parte do Calciocaos e de todos os anteriores parece-me ser em Portugal o campeonato onde há mais polémica com o sistema dos homens de preto.

Quanto ao campeonato we are also back to basics tal como nos 30 anos mais recentes - o Porto distancia-se e se não escorrega terá mais uma Liga.

terça-feira, setembro 25, 2007

José Mourinho - Uma marca portuguesa

O treinador mais mediático do mundo está no desemprego dourado. Ao que parece e transparece existiam interferências na esfera de competências de José Mourinho. E quanto a isto defendo a posição de Mourinho. Se é ele o responsável não pode nem deve sofrer inteferências. Caso contrário de que são as responsabilidades? Cingindo-se ele ao princípio "Máxima Liberdade, Máxima Responsabilidade" nunca poderia sofrer interferências por muito tempo.

Independentemente de ter a possibilidade de escolher a maior parte dos jogadores com quem trabalha - asssim aconteceu no Porto e em Stamford Bridge - há que dar-lhe o mérito de fazer excelentes omeletes com estes ovos de classe 1. Muitas das vezes estão disfarçados mas são de classe 1. Quando assim não é é difícil trabalhar. Quando esteve no Benfica queria adquirir Nuno Valente para defesa esquerdo e esta escolha foi vetada. Veja-se depois o rendimento deste jogador no Porto...

Há aqui duas situações distintas:

  1. Fazer uma equipa com o que se tem. Aqui há que maximizar os recursos disponíveis;
  2. Escolher novos elementos. Sendo o treinador o responsável técnico, é ele quem sabe os ovos que quer comprar. Então, e em função do orçamento disponível, o comprador (leia-se empresário) adquire o que o cliente (leia-se treinador e nunca outra função num clube) quer. Muitas das vezes não é isto que acontece e os resultados são os que se sabem.

Ora quando Mourinho vê interferências na sua esfera de competências prefere sair. E, com o seu perfil, eu faria o mesmo. É aborrecido ter umelemento que não é ao seu gosto. E num futebol que é uma indústria em que há um sistema e um conjunto de engrenagens se algum elemento falha a máquina não funciona bem.

Foi o que aconteceu em Chelsea. Shevchenko e Ballack não me parece ter sido escolha do treinador luso. O sadino prefere "make zeros in heroes". Quem eram Maniche, Derlei, Paulo Ferreira, Drogba, Joe Cole, Arien Robben, Frank Lampard, Ricardo Carvalho antes de passarem sob o comando técnico de Mourinho? Certamente estavam uns furos abaixo e com holofotes a menos.

Mourinho foi bafejado pela sorte. Foi sim senhor. Foi para um Porto e um Chelsea cujos presidentes lhe fizeram as vontades das compras. Foi. Mas maximizou ao máximo (passe a redundância) os recursos existentes. Ganhou cartel. Ganhou títulos. Agora é treinador para não ficar senão nos 8 melhores clubes da Europa ou para lá colocar um clube com capacidade de gerar recursos financeiros para lá estar.

Com tudos os defeitos que tem, incluindo a sua arrogância, é uma bandeira portuguesa para onde quer que vá. Só espero que lhe dêm as condições que pretende para fazer mais uma máquina ganahdora.

domingo, julho 15, 2007

Quais objectivos?

Com o aproximar de uma nova temporada com:

  • cinco provas oficiais para dois clubes;
  • quatro para os restantes europeus e
  • três para todos os clubes que jogam futebol profissional

colocam-se as seguintes questões:

  1. Os três grandes querem ganhar tudo?
  2. Podem fazê-lo?
  3. Se não, quais as prioridades a defenir?

A resposta à primiera questão tem uma resposta unívoca - Sim. Mesmo que perspectivem uma época com tudo o que seja mau dirão que sempre que sim. Só quando procurarem estruturar uma equipa de longo prazo, partindo do nada eventualmente dirão que não. Como fez Roquete quando tinha Jovic como treinador. Mesmo assim um gerande é sempre tido em atenção.

Quanto à segunda questão a resposta é não. Eventualmente o Porto com um plantel mais extenso poderá fazer o pleno intermo mas pouco provável. A nível externo parece-me pouco plausível uma vitória na Champions League. O Sporting tem o plantel que tem e o Benfica idem aspas. Fácil seria ter jogadores extra a dispensar em Janeiro, depois da fase de grupo da Taça da Liga. Pode acontecer mas os jogadores não são fraldas descartáveis.

Neste momento o mais prioritário para os três grandes será o equilibrio financeiro. Naturalmente que o Porto está mais desafogado com tanto encaixe financeiro desde 2004. Mas segundo se sabe o dinheiro tem "desaparecido"... Mas facilmente pode contratar, talvez por empréstimo, os tais jogadores descartáveis... Ou então valorizá-los para os vender em Janeiro...

O Sporting tem pouco dinheiro para gastar e muito para amortizar. Para mim deve apostar na Champios League em detrimento da Taça da Liga. As receitas são inegavelmente superiores tal como o prestígio e palmarés. Noutros anos com calendários mais desafogados esta prova será mais disputada pelos grandes. Ou talvez me engane pois também há sorteio...

Quanto ao Benfica parece-me que a postura de Luís Vieira em relação à nova prova disse tudo - é a última das prioridades. O que não deixa de ser acertado neste momento para os encarnados (e também para nós)

Termino dizendo que em Inglaterra deve ser raro o ano em que um clube vença as três provas. Mourinho esteve perto o ano passado mas faltou o Campeonato. Em Portugal para já também me parece ser difícil. Apesar de tudo continuo a ser um defensor da nova rpova.

domingo, julho 01, 2007

Seja bem vinda a Carlsberg Cup

João Loureiro pode ganhar uma Taça nova...


Seja benvinda a Taça da Liga com o patrocinador Carlsberg. Para mim é mais uma prova que se pode ganhar. Para João Loureiro e o seu Boavista, se chegar aos quartos de final, são mais quatro jogos que pode fazer, e o campeonato já não precisa de ter 18 clubes em vez dos actuais 16.

Num país futebolístico dominado por três clubes, em que a sua prova principal só foi conquistada ao longo de décadas por duas vezes por clubes diferentes de Benfica, Porto e Sporting parece-me salutar a existência de uma terceira prova. Se olharmos para o panorama futebolístico de terras de Sua Majestade, desde 1960 que existem as 3 provas. E com a seguinte listas de vencedores e quantidades:

Vencedores em Inglaterra

Como se pode observar, se a nível do campeonato há 3 clubes que se destacam e muitos outros têm mais que um título, a nível das Taças há uma grande diversidade de vencedores, mesmo na Taça da Liga a mais recente.

A ideia chave a reter é que com um total de 6 jogos desde a 1ª ronda até à final, é uma excelente perspectiva para clubes de dimensão média ganharem mais um troféu. Têm consequentemente mais receitas e, finalmente, a sua imagem fica reforçada.

Apostar num campeonato longo e com jogos sem interesse parece-me má ideia. Para reforçar a competitividade do actual deveria subir e descer mais uma equipa para a segunda metade da tabela classificativa não ser um marasmo.

segunda-feira, junho 04, 2007

Plantel 06/07 - Analise Individual

Do Plantel do Sporting CP de 06/07 fizeram parte:
Guarda Redes:
Ricardo - Época que confirmou o bom Mundial que tinha feito. Confirmou credenciais e disse que estava para continuar. Titular indescutivel;
Tiago - Chamado apenas para a Taça e para 1 jogo do campeonato. Está em fim de carreira e vai fazer mais uma época. Figura importante do Balneario;
Rui Patricio - Deixou-nos com agua na boca. 1 jogo a titular e logo fez figura com uma vitoria e um penalty defendido, para alem da maturidade revelada. Tem futuro...
Defesas:
Anderson Polga - Que grande época fez o nosso 'Campeão do Mundo'. Foi pilar da defesa menos batida do campeonato. Está com contrato renovado e espero que seja chamado ao escrete, já o merece;
Ronny - É um jovem que tacticamente é muito mediocre mas fisicamente e tecnicamente até é bem acima da média. Para mim não tem lugar no plantel mas como tem muita margem de progressão...
Caneira - Foi muito importante neste Sporting. A sua polivalencia rendeu muito este ano. Jogou a defesa direito, esquerdo e acabou a época em grande plano a defesa central. Muito util no esquema tactico seria bom que continuasse, este homem da casa;
Tonel - Titular indiscutivel até se lesionar com o Estrela da Amadora. Depois perdeu um pouco o comboio mas nunca a confiança quer do treinador quer dos sócios que sabem o que Tonel vale;
Miguel Garcia - O 'Heroi de Alkmaar' terá feito a sua ultima época no Sporting. Não evoluiu. Tem a mais valia da sua polivalencia mas pouco serviu. Vai para Italia para a Regginna. Boa sorte;
Miguel Veloso - Outra descoberta da Academia. Este jogador é de muita qualidade e faz uma segunda volta quem nem parecia ter 20 anos. Foi fundamental na manobra da equipa e já é um dos indispensáveis do Sporting. Uma joia muito mas muito valiosa;
Abel - Epoca com altos e baixos acabou por ter mais altos que baixos. Começou de fora do onze mas com a lesão de Tonel foi o principal beneficiado e agarrou a titularidade com unhas e dentes. Acaba a época em boa forma;
Medios:
Carlos Martins - Uma das maiores desilusões da época. Não sei se se exigiu de mais ao CM, ou se então o CM não joga tanto quanto se lhe pede. Para mim pessoalmente é a grande perda de Sporting. Que pena ser tão indisciplinado penso que é um jogador com grande potencial e que particularmente aprecio, mas tenho de dar razão ao Paulo Bento, é muito talento deitado ao lixo!;
Rodrigo Tello - Depois de 6 anos em Alvalade o sair pela porta pequena para um jogador que só esta época mostrou algum valor (o suficiente para renovar?). Saiu com pré acordo com a SAD e a assinar pelo Besiktas. Não mereciamos tamanha falta de consideração...;
Nani - Ano da explosão valeu-lhe a ida para o Manchester United por 25,5 milhões de Euros. Vai merecer todas a libras ganhas. Boa Sorte!;
Farnerud - Ano de adaptação. Acho que o sueco ainda vai mostrar futebol em Alvalade.;
Bruno Pereirinha - Repescado em Janeiro este produto da cantera (mais um) fechou o campeonato com chave de ouro - 1 golo - merecido. Teve muitas chamadas à equipa principal e apesar de não ser um fora de serie pode ser um jogsdor muito interessante;
Custódio - Ano negro do Capitão. Falhou quando não podia falhar no jogo da primeira volta com o rival Benfica. Desde aí psicologicamente veio por aí abaixo. Vai para Moscovo jogar no Dinamo. Felicidades!;
João Moutino - Este tambem esteve em grande destaque. A confirmação de jogador de muitos recursos. Excelente Tactica e Tecnicamente apenas falha no remate final mas isso está a mudar. O 'pequeno genial' é o coração deste Sporting;
Romagnoli - Duas epocas distintas até Janeiro de 07 e apos Janeiro. Até janeiro um jogador acumudado sem grande ritmo e motivação. Depois de Janeiro um diabo á solta. Fino recorte tecnico um verdadeiro numero 10, que rapidamente conquistou o coração da massa associativa que quer que este argentino renove com o Sporting para as proximas épocas;
João Alves - Confirmou o que eu já dizia. Um bluff. Não aguentou a pressão de jogar num grande. Está com guia de marcha;
Carlos Paredes - Outra grande desilusão. Longe do jogador que esteve no FCP e longe do jogador que é idolo no seu pais. Paulo Bento conta com ele, eu nem tanto;
Avançados:
Alecsandro - Apesar do balanço da sua época não ser negativo não sei se ficava com ele no plantel da proxima época. Tem garra só as vezes e tem uma movimentação muito lenta. A seu favor a forma fisica que apresenta;
Yannick Djaló - Correspondeu a chamada a equipa titular com muita garra. Um credito de futuro, onde tem muita margem de progressão para rectificar a sua maior pecha a finalização;
Liedson - Iniciou a época a adaptar-se aos colegas de ataque, demorou a marcar mas acabou não só por ser o melhor da liga como tambem resolveu a Taça de Portugal, o seu primeiro titulo;
Carlos Bueno - Mais em força que em jeito. È um avançado muito caro para o que vale na realidade. Já o mandamos de volta para o PSG.

terça-feira, maio 15, 2007

A Nova Época

Vou focalizar este texto agora no que vai ser a próxima época com duas Taças e o Campeonato. Digo desde já que sou apoiante da Taça da Liga. Mesmo que não dê acesso directo à Taça UEFA é uma competição que pode ser ganha por outros clubes que não os três grandes. Desde Agosto até Março e jogando-se maioritariamente a meio da semana talvez esta prova não seja prioritária para os três grandes que investem mais esforços neste período de tempo nas competições europeias. A Taça da Liga é ainda uma competição que serve para "encher" a época, nomeadamente daqueles que advogam que a época natalícia ficou despovoada de jogos.

Quanto ao Campeonato digo que a versão mais curta evita mais quatro jogos enfadonhos com equipas de baixo nível. Mas podia ser melhorado pois ao descerem duas equipas não há competitividade no fundo da tabela. Na 2ª Liga temos o inverso - ao subirem só dois há um grande poço até à zona de despromoção. Duas possibilidades de solução: 1. - Passam a descer e subir três clubes; 2 - Cria-se uma competição entre o 13º, 14º da 1ª Liga e o 3º e o 4º da 2ª Liga. Esta segunda hipótese é sem dúvida mais penosa. Para aligeirá-la devia ser feita no formato taça a duas mãos.

Quanto à Taça de Portugal digo que foi benéfico ser feita ao fim de semana para merecer a atenção necessária. Seguramente que os valores médios de espectadores subiram de uma época para a outra.

P. S. - Quem diria que o campeonato seria decidido na 30ª e última jornada. Depois de o Sporting ter estado em 3º lugar a 9 pontos do 1º FC Porto. Quem também diria que os três estariam separados por dois pontos. O Sporting tem o adversário teoricamente mais difícil - o Belenenses 4º classificado e finalista da Taça de Portugal. Duas vitórias dar-nos-ão (pelo menos) o 2º lugar e a 14ª Taça de Portugal. Deixem-nos Sonhar como disse José Torres em Outubro de 1986.

segunda-feira, abril 30, 2007

Continuidades

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Soares Franco disse que "Paulo Bento será o Alex Ferguson do Sporting". A análise mais rápida e emotiva levou-me a responder a um portista meu amigo "Olha ainda bem.Temos um treinador para 20 anos e ganhou vários títulos, nomeadamente uma Liga dos Campeões".

Esta afirmação leva-nos a escrever sobre a permanência dos treinadores à frente dos clubes. O último treinador a ser despedido foi Ulisses Morais porque houve desentendimentos no balneário do Marítimo. Várias vezes acontecem situações semelhantes. Parece dizer que é por incompetência dos treinadores e das direcções. Talvez por falta de diálogo no caso vertente. Às vezes até é.

Mas o que dizer do seguinte exemplo que muitas vezes acontece – determinado treinador tem como objectivo evitar a despromoção. Conseguiu fazer a equipa jogar o melhor que pode face aos recursos existentes. No entanto, a concorrência ou porque tem mais sorte e/ou sabedoria, passa-lhe à frente e essa equipa desce. Se calhar o treinador em causa até fez tudo o que pode e vai ser despedido contra a sua vontade. Muitas vezes isto acontece. E quem diz este caso cujo o objectivo era a despromoção diz outros casos com objectivos diferentes.

Assumo-me como um adepto da permanência prolongada dos treinadores nos clubes. Uma visão de longo prazo só trás benefícios em termos de planeamento estratégico de aquisições e dispensas de jogadores e de renovação de sectores. Para isto ser feito o líder deve estar alguns anos no leme.

Isto acontece com frequência em vários apíses da Europa. Vários clubes espanhóis, alemães ou franceses têm treinadores por 3, 4, 5 anos ou eventualmente períodos maiores. Como expoente máximo temos Guy Roux esteve à frente do Auxerre por mais de 3 décadas. Alex Ferguson está a frente do Manchester United desde 1986. Arséne Wenger lidera o Arsenal há mais de 10 anos. Se visitarmos www.lfp.es poderemos encontrar outros exemplos de longevidade (não necessariamente nos clubes de topo).

Falando de Wenger tenho a dizer que nestes 10 anos não cumpriu o seu objectivo principal que seria ficar à frente do Machester de Sir Alex Ferguson. Este foi-lhe superior. No entanto ganhou uma série de títulos que os arsenalistas perseguiram durante vários anos. E não foi despedido.

Em Portugal temos o exemplo de Manuela José. Ele já treinou o Boavista durante seis anos na década de 90. Sistemas e Apitos Dourados à parte foi ele que consolidou a dimensão europeia do Boavista. Que Jaime Pacheco transformou em Campeão Nacional. Jaime Pacheco que já saiu e voltou a entrar no Boavista e agora não sabe bem porquê parece que sairá novamente.

O que reter do que disse atrás? Que os clubes portugueses devem olhar para estes exemplos. Devem tentar copiá-los para terem equipas mais consistentes e com uma identidade mais vincada no longo prazo. Para mim só trás benefícios. Trocas e trocas a toda a hora e a meia das épocas são negativas.

Espero então que Paulo Bento se consiga manter por vários anos em Alcochete e Alvalade. Para já, se ficar até ao fim da próxima época será um recorde desde que me lembre. Carlos Queirós esteve cerca de dois anos consecutivos no Sporting. Parece-me um técnico competente e bem assessorado. Se olharmos para as suas prestações nas salas de imprensa, diria que consegue passar todas as mensagens que quer e a quem quer. Nomeadamente jogadores, adeptos e dissuadir ataques da imprensa.

Uma nota final para o sistema de jogo do Sporting. Embora eu preferisse outro, o 4-4-2 losango já não muda desde Fernando Santos, portantto desde 2003/04. O que é bom pois que está dentro do campo já sabe muito bem o que fazer nas mais diversas posições. Esperemos então agora que o treinador competente não mude.

sexta-feira, abril 13, 2007

Ainda sobre o Relatório Arnaut

NOTAS ADICIONAIS

Foi realizada recentemente (30-01-07) em lisboa uma conferência sobre o assunto em referência. As entidades convidadas foram o Britsh Concil, a Federação Portuguesa de Futebol e a Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra.


Da referida conferência destacamos os seguintes tópicos:

1. A EUROPA representa no contexto Mundial:

60% do Desporto;
80% do Futebol;


(Nota: Em termos do PIB Europeu as industrias associadas ao desporto assumem, no seu conjunto, um peso significativo)

2. No âmbito da Presidência Britânica de 2005 foi criada uma Comissão Independente do Desporto Europeu – resultante da necessidade, sentida pelos políticos, de dar um conjunto de respostas ao clima de incertezas vividas no Desporto em geral e no futebol em particular.

3. PRINCÍPIOS DA DECLARAÇÃO DE NICE, ver (www.independentsportreview.com);

4. TERMOS DE REFERÊNCIA, ver (
www.independentsportreview.com) ;

5. O MODELO EUROPEU DE DESPORTO – Pirâmide Estrutural

(no topo as Federações Europeias, na base o Desporto Amador)


5.1 PRINCIPIOS CHAVE


Organização Nacional Princípios de Federação Única
Do Desporto Governando toda a Estrutura


5.2 PRINCIPIOS HISTÓRICOS


Estruturas Abertas Princípios de Solidariedade
(Princípios, promoção Financeira – Redistribuição
e relegação)............................ Desenvolvimento das Bases

6. A ESPECIFICIDADE DO DESPORTO – Conceito subjacente a diversos
documentos da EU.

5 Princípios Fundamentais:

- Educativa;
- Saúde Pública;
- Social;
- Cultural;
- Recreativa.

6.1 - A especificidade do desporto significa que este tem que ser
tratado de acordo com as suas características particulares:

Funcionamento adequado – regularidade das competições;
Integridade do desporto – boa gestão dos clubes (regra),
LICENCIAMENTO DOS CLUBES, outras regras referentes à
Propriedade / controlo / agentes dos jovens;

Equilíbrio competitivo – regras quanto a jogadores formados
Localmente, regras de marketing, direitos comerciais,
controlo de custos, etc.

7. RECOMENDAÇÕES

7.1 – A Autoridade Europeia do Futebol (UEFA) deve
autoavaliar-se e verificar os níveis próprios (internos) de
democraticidade.

7.2 – Que a UEFA reconheça e aceite o estabelecimento do
Diálogo múltiplo.

7.3 – A criação de um Conselho Estratégico – UEFA / Ligas /
Clubes.

Estratégico na perspectiva de se estabelecerem processos
de consulta em matérias essenciais.

7.4 – Principio da Solidariedade – justamente na distribuição das
receitas pelas bases.

7.5 – Implementação de Testes de Idoneidade – para todos
Aqueles que estão envolvidos, designadamente os
Proprietários, treinadores e árbitros.

7.6 – Estabelecimento de um Código de Organização e Gestão dos
Clubes.

7.7 – Fixar requisitos mínimos de Boa Gestão.

7.8 – Criar uma Central de Transferências – por ex: todas as
transferências europeias de jogadores de futebol.

7.9 – Criar um Organismo Europeu dos Adeptos.

7.10 - Normalizar e criar os instrumentos necessários relativos aos
agentes dos jogadores – evitando situações de dupla
representação.

7.11 – Fixar regras para o financiamento do desporto.

7.12 – A criação de uma Agência Europeia da Desporto,

garantindo o principio da subsidiariedade, de modo a
constituir num centro de monitorização informação
especializada sobre desporto na Europa a fornecer a
quem dela necessite.

7.13 – Fixação de regras próprias com vista a libertar,
adequadamente e com segurança, os atletas para as
selecções.

7.14 – Fixar regras para combater o holiganismo, racismo e a
Xenofobia – garantindo para o efeito a cooperação entre
autoridades policiais.

7.15 – Estabelecimento de um acordo formal entre a UEFA e a EU,
como garantia dos enquadramentos, relações bilaterais,etc.

7.16 – Garantir a cooperação entre as entidades e autoridades
competentes de forma a garantir níveis elevados de
segurança do público.

7.17 – Combater o tráfego dos jovens atletas.

7.18 – Combater as fraudes, branqueamento de capitais no
Desporto.

Pedro Vieira (pedro.vieira55@gmail.com)

domingo, abril 01, 2007

Março

Neste mês que agora termina destaco os seguintes acontecimentos:


  • Jogos da Selecção 1 - Portugal amealhou quatro pontos para o seu pecúlio rumo ao Euro 2008. Isto era o que pretendia Scolari. Esperemos que ganhemos todos os jogos em casa e aqueles fora em que os adversários"teoricamente" mais fáceis já derrotaram candidatos à Qualificação;
  • Jogos da Selecção 2 - A academia de Alcochete esteve presente com Caneira, Moutinho, Nani, Hugo Viana, Quaresma e Criataino Ronaldo já para não falar em Simão. Com uma Liga Europeia a duas poules o Sporting poderia ser Campeão Europeu. As receitas permitiriam pagar salários mais altos e manter as nossas estrelas;
  • Rugby - Parabéns aos nossos amadores que se qualificaram para o Mundial deste desporto pela primeira vez. Agora é esperar que percam por poucos pois somos amadores e poucos encorpados;
  • Vitória no Porto dez anos depois - Se o Sporting jogasse sempre assim não estaria tão distanciado dos dois primeiros lugares. A vitória foi curta mais a exibição concludente. Os azuis e brancos não esboçaram reação visível ao livre magistral de Rodrigo Tello. Se ganharmos ao Beira Mar acredito que ainda poderemos ser campeões - deixem-nos sonhar;
  • Braga e Porto foram para casa nas competições europeias e Benfica permanece na Taça UEFA - Tudo normal face aos adversários defrontados. De referir as boas exibições de todos dentro das possibilidades de cada um. Parece-me possível o Benfica suplantar o Espanyol de Barcelona;
  • Naide Gomes - Mais uma medalha para o atletismo português e verde e branco. Parabéns por mais esta prova superada.

E pronto. É tudo o que tenho a dizer sobre Março. Em Abril espero a qualificação para a final da Taça bem como o aproximar aos 1º e 2º lugar, a começar já na 2ª feira.

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sexta-feira, março 16, 2007

Decisão do Supremo Tribunal de Justiça sobre Contratos de Jogadores de Futebol

Sou da opinião que os jogadores devem ser livres e jogarem onde lhes apetecer por esse mundo fora. Como trabalhadores que são, tal como eu, podem por exemplo ir trabalhar para outro Estado Membro da União Europeia. Sendo assim, e ao contrário de mim, não faz sentido só irem para onde seja conveniente para a sua entidade patronal – que acciona a sua clausula de rescisão ou acorda um valor pelo passe de futebolista.

Veio o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) comunicar a sua opinião sobre os contratos acima referidos. O STJ é da opinião que o jogador deve indemnizar o seu clube anterior pagando-lhe os ordenados vincendos. O que no caso de Nani, se resumiria a “meros” 11 mil euros mensais. Um valor substancialmente melhor do que o seu passe de futebolista.

Há aqui 3 questões que geram polémica:

Formação – a entidade formadora seria obrigada, para “segurar” os seus talentos a pagar-lhes salários de verbas astronómicas. Ora no caso vertente, que é o Português, isso é incomportável seja qual for a entidade formadora;
Geografia – a ter força de Lei esta opinião do STJ vai criar um gueto a nível europeu, semelhante a um País que liberaliza o consumo de droga sem que isso tenha acontecido no resto do mundo. No caso do futebol passaremos a ver “sacadas 2 vilipendiadas as melhores entidades formadoras, para logo a seguir os criminosos “venderem o ouro roubado” aos clubes de campeonatos mais competitivos onde ainda impera a “Lei do Passe”;
Estabilidade – A nível nacional e europeu ou mundial, se a decisão fosse transposta para estas dimensões, a estabilidade das carreiras dos jogadores seria posta em causa pois os mercenários saltariam de clube “por dá cá aquela palha”. Outros não o fariam. Mas nem tudo ficaria na mesma.

Estando eu contra a falta de mobilidade imposta por uma Lei que ainda impõe uma carta de alforria temporária, sou da opinião que as entidades formadoras e também as entidades patronais devem ser compensadas pelo êxito dos seus atletas. O investimento feito em Alcochete, no Olival e no Seixal não deve ser escamoteado. O bolo gerado deve ser minimamente bem dividido tal como as carreiras e estabilidade não devem serem substancialmente alteradas.

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terça-feira, março 13, 2007

Relatório Arnault - breve comentário (Parte II)


No seguimento da primeira parte, já aqui publicada, passamos a apresentar a ultima parte do trabalho realizado.

Recentemente foi divulgado um extenso, complexo e completo relatório sobre o qual alinhavámos algumas notas, entre muitas outras possíveis, que se julga, no contexto conturbado em que o futebol português se encontra, serem oportunas mencionar:

1ª nota - A necessidade de uma ampla abordagem política, a nível europeu, sobre o Modelo de Desporto;
2ª nota – Avaliar o reconhecimento e a especificidade do desporto no velho continente;
3ª nota – Fornecer um quadro legal compreensível e sólido para o desporto em geral e o futebol em particular e de acordo com a interpretação da jurisprudência existente e com os princípios políticos assentes em Nice;
4ª nota –O significado da especificidade desportiva e nessa perspectiva a estrutura em pirâmide será o elo forte entre as bases e o desporto profissional ao mais alto nível;
5ª nota – O facto e em função da situação difícil e problemática instalada, de se constatar que é possível no futuro actuar e naturalmente corrigir as situações anómalas,
6ª nota – O facto de uma das características futuras no modelo europeu do desporto ser a solidariedade financeira (financiamento das bases) e a “promoção e relegação (sistema aberto)”;
7ª nota – A incerteza jurídica criada pelo aumento significativo da litigação, tendo esta sido instigada por via de o vértice superior do desporto, o futebol, se ter transformado num fortíssimo negócio (ex. o “Acórdão Bosman” e à nossa escala o “Caso Mateus”);
8ª nota – A imprescindibilidade de que seja criado um ambiente legislativo mais estável como suporte adequado de um desporto que se pretende digno, moderno e próspero;
9ª nota – O facto também importante (“aspecto - chave do Desporto”), é a de se garantir de que para a gestão atempada existam níveis adequados de autonomia das entidades responsáveis pelo governo desportivo. Claro, defendendo sempre o principio que o desporto não pode estar acima da lei. O direito de recurso para um Tribunal Arbitral do Desporto será sempre uma garantia adicional. De referir ainda que a declaração de Nice e sobre este assunto, reconhece já a especificidade do desporto.

Sobre a aludida especificidade, aponta-se para 3 agrupamentos :

– Regularidade e funcionamento adequado das competições;
- Integridade do desporto;
- Equilibro competitivo.

Quanto ao primeiro agrupamento é importante conquistar equilíbrios competitivos e de funcionamento adequados e que tem a ver com: (a) fixação dos prazos razoáveis para as transferências dos jogadores; (b) estimular a assistência de espectadores nos jogos; (c) conseguir que as melhores equipas estejam sempre disponíveis e operacionais para disputar as competições com maior prestigio (por ex. ao nível de selecções) e com isso garantir, “à priori”, a participação dos seus melhores atletas; (d) conseguir efectuar com regularidade o controlo antidoping.

Quanto ao segundo agrupamento é importante desenvolver o sistema de licenciamento dos clubes de forma a melhorar os níveis de gestão, transparência e integridade financeira.
É importante também desenvolver um sistema próprio de regulação da actividade dos agentes dos jogadores.

No que se refere ao terceiro agrupamento é necessário tomar medidas para proteger e promover a competição de forma equilibrada e equitativa e não ceder às “pressões normais do mercado” i/é sujeitas, apenas, ao poder do dinheiro, a saber: (i) proteger os jogadores e as entidades locais responsáveis pela sua formação; (ii) garantir a redistribuição financeira do negócio e assim reforçar as capacidades competitivas dos intervenientes; (iii) controlar os custos salariais – criando por exemplo a obrigatoriedade de os clubes pagarem uma taxa de redistribuição sempre que se excedessem os limites aplicáveis;

10ª nota – Tendo como exemplo o futebol, o modelo europeu de desporto baseia-se numa estrutura piramidal, a saber (por ordem decrescente i/é do topo para a base):

-Federações Europeias;

-Federações Nacionais;

-Ligas Nacionais;

-Associações Regionais e Locais;

-Clubes;

-Desporto Amador;

11ª nota – A necessidade de os adeptos estarem convenientemente representados no que diz respeito à defesa dos seus direitos e pontos de vista;
12ª nota – Importante também é a transparência e a responsabilização quanto á forma como o dinheiro redistribuído é gasto;
13ª nota – A UEFA como entidade governativa desportiva não deve, no contexto da sua actividade, ser um actor interessado, mas antes uma instituição encarregada de conciliar os vários interesses concorrentes e assim satisfazer os interesses globais do desporto ao nível europeu;
14ª nota – Para garantir o funcionamento eficiente da globalidade do sistema é necessário abordar e tratar alguns aspectos críticos, designadamente:

· A questão da propriedade que não está uniformizada, existindo actualmente vários modelos a operar com as respectivas vantagens e desvantagens inerentes. A uniformização, porventura, até não será aconselhável. Antes será preferível adoptar os sólidos princípios de gestão financeira e transparência nos clubes;

· Um maior envolvimento organizado dos adeptos de forma a estimular a sua participação activa;

· O licenciamento dos clubes de forma a introduzir maior disciplina financeira na gestão dos clubes de futebol;

· A questão do controlo de custos salariais como forma, essencial, para garantir a boa saúde financeira dos clubes;

· A par dos clubes a necessidade de controlar e organizar mais eficientemente a gestão e a actividade das autoridades desportivas. Tanto as nacionais como as internacionais devem ser, nos seus exemplos quotidianos, permanentemente exemplares;

· Combater implacavelmente o tráfego de jogadores jovens;

· Combater também implacavelmente o racismo e a xenofobia;

· Intensificar o combate a todas as formas de violência, melhorando as questões de segurança e a integridade dos estádios,

· Serem criados os instrumentos reguladores necessários de forma a controlar-se eficazmente as matérias de concorrência, o
marketing centralizado de direitos televisivos, a formação dos jovens, a libertação dos atletas para as selecções nacionais, tectos salariais, e sistemas de licenciamento dos clubes;
15ª nota – A proposta para que seja criada uma Agência Europeia de Desportos a qual poderá e deverá actuar como entidade de ligação entre as entidades governativas desportivas na Europa. Esta agência terá, exclusivamente, uma função de repositório de informação;
16ª nota – Várias recomendações: (a) às Instituições da União Europeia e aos seus estados membros (quanto ás regras desportivas compatíveis com a legislação comunitária); (b) às Autoridades Europeias do Futebol; (c) ás instituições da UE e às Autoridades Europeias do Futebol (para que funcionem em cooperação);
17ª nota – À laia de conclusão final referir a necessidade de se estabelecer uma estrutura formal de relacionamento entre as instituições pertencentes à UE e a entidade governativa do futebol e agir rapidamente no sentido de combater: a corrupção; a falência financeira de muitos clubes; a violência e o doping.

Por último e à laia de convite para dizer, atendendo aos dias difíceis porque passa o desporto português e em particular o futebol, que é urgente “agarrar” nestes importantes contributos e procedermos com a celeridade possível à sua discussão participada e qualificada com vista à implementação das reformas necessárias.
Vamos a isso, o tempo urge.


Pedro Vieira (pedro.vieira55@gmail.com)