Mostrando postagens com marcador Segredos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Segredos. Mostrar todas as postagens

19/07/2012

Confissões














Confissões

.......... Perdoa-me amor 
.......... Se não sei dizer “eu te amo”
.......... Com as palavras que você, talvez, queria...


Talvez sejam os medos
Acumulados nos abandonos pretéritos,
Talvez os segredos 

Urdidos pra te provocar, 
Ou talvez apenas degredos
Inventados por meus erros.


Mas, sei dizer “eu te amo”,
Quando me perco embevecido
Na visão do teu rosto,

Dos teus seios
Ou no passeio matreiro
De meus toques
Em tuas coxas e ventre,
Ou ainda nas poesias
Que não te escrevo.


.......... Isso mesmo: as que não te escrevo!

Perdoa-me, então, amor,
Pois me falta o tempo,
(No tempo que me resta),
Para “fazer” poesias.


Prefiro vivê-las
Nos gestos que nascem em você,
No afago que te doo,
Apaixonado,


.......... E na certeza desse meu jeito de amar
.......... Aqui, ardentemente, confessado.



Anderson Fabiano


Imagem: Acervo do autor

14/11/2010

Duas ou três coisas que sei dela























Duas ou três coisas que sei dela

Sei de sua pele de Lua
Em madrugada de estrelas,
Quando entregue e nua,
Sorri criança
No corpo de mulher.

Sei que proclama em silêncios
Instantes singulares
De poesia pura,
Guardados por existências tantas
E revelados apenas
No palco secreto
Do Teatro dos Raros.

Sei que seu colo
Ancora meus segredos,
Seu toque me expande,
Abate meus medos
E seu olhar resgata
O cristal perdido de mim.

Mas, sei também,
Que nas noites,
Quando os comuns se recolhem
Em seus leitos sem cor,
Ela me chega e amansa
Qual onda mansa de fim de tarde...
E faz-me seu.

Anderson Fabiano

Imagem: Google

Desde os tempos de cinéfilo godardiano, amo esse título de Jean-Luc Godard, "Deux ou trois choses Que Je Sais d'Elle - 1967". Hoje, fiz dele minha poesia.