não é possível
beijar a perfeição
sem tocar a morte
(Fabio Rocha)
"Abrir o peito à força numa procura / Fugir às armadilhas da mata escura" (Eu caçador de mim - Luiz Carlos Sá e Sérgio Magrão)
Mostrando postagens com marcador morte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador morte. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
CISNE NEGRO
terça-feira, 9 de novembro de 2010
ARRUMAR O JARDIM
Marcadores:
melhores poemas,
morte,
osho,
poemas em paz e harmonia,
poesia,
rima,
zen
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
SÍNDROME DO PÂNICO?
certeza
da
finitude
(Fabio Rocha)
da
finitude
(Fabio Rocha)
domingo, 12 de setembro de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
SARA, MAGO
Sara sim.
Até a morte do pé
tem cura:
frutos.
(Fabio Rocha)
Até a morte do pé
tem cura:
frutos.
(Fabio Rocha)
quinta-feira, 10 de junho de 2010
MEUS TRINTA ANOS
a certeza insana
de não ter vivido nada
enquanto a decrepitude
decreta:
não viverás muito mais
(Fabio Rocha)
de não ter vivido nada
enquanto a decrepitude
decreta:
não viverás muito mais
(Fabio Rocha)
sábado, 6 de fevereiro de 2010
A MORTE, O FIM, A DESPEDIDA, A TRANSITORIEDADE E O MEDO NO INCONSCIENTE DO EU LÍRICO DORMENTE (UMA PSICO-ANÁLISE VIA POESIA)
A festa acabou
na casa antiga
e enorme.
É tarde.
Pessoas demais.
Não quero ler mais nada.
Apago as luzes acesas
tranco as portas escancaradas
que é noite ainda
madrugada.
Noite.
Vozes me acompanham
e um cão em ossos negros
morto
anda comigo.
No quarto antigo
e meu
uma paixão mal acabada fala mal de mim
a amada
deitada nos braços de outro cara
feio asqueroso filha da puta burro
e deixo minha cama bem grande e minha
para transarem em cima pela noite adentro
sem dizer nada
sem dizer
nada...
Enquanto isso
uma por vir
e outra iniciada.
Mudam os nomes
e datas
(às vezes, nem isso).
Pessoas demais.
Desço as escadas
trancando a apagando
e nunca parece bastar.
Pessoas demais.
Amando?
Amando quem, caralho?
A mando de quem, amar?
Quero uma só.
Quero uma só?
Quero uma só
que não me seja faca
só lâmina
no final...
Mas sem ser fraca
não perca o brilho
do metal.
Uma
só.
As vozes de fora
me falam de alguém me chamando
perto da máquina de lavar.
É minha irmã bem casada
no chão, sem queixo, machucada
tentando se proteger do cachorro sem plumas
maldito manco morto deformado e negro.
Alguém chama
uma ambulância?
Pessoas?
Vozes de fora?
Alguém?
Do cão
do fim
eu te protejo.
(Fabio Rocha)
na casa antiga
e enorme.
É tarde.
Pessoas demais.
Não quero ler mais nada.
Apago as luzes acesas
tranco as portas escancaradas
que é noite ainda
madrugada.
Noite.
Vozes me acompanham
e um cão em ossos negros
morto
anda comigo.
No quarto antigo
e meu
uma paixão mal acabada fala mal de mim
a amada
deitada nos braços de outro cara
feio asqueroso filha da puta burro
e deixo minha cama bem grande e minha
para transarem em cima pela noite adentro
sem dizer nada
sem dizer
nada...
Enquanto isso
uma por vir
e outra iniciada.
Mudam os nomes
e datas
(às vezes, nem isso).
Pessoas demais.
Desço as escadas
trancando a apagando
e nunca parece bastar.
Pessoas demais.
Amando?
Amando quem, caralho?
A mando de quem, amar?
Quero uma só.
Quero uma só?
Quero uma só
que não me seja faca
só lâmina
no final...
Mas sem ser fraca
não perca o brilho
do metal.
Uma
só.
As vozes de fora
me falam de alguém me chamando
perto da máquina de lavar.
É minha irmã bem casada
no chão, sem queixo, machucada
tentando se proteger do cachorro sem plumas
maldito manco morto deformado e negro.
Alguém chama
uma ambulância?
Pessoas?
Vozes de fora?
Alguém?
Do cão
do fim
eu te protejo.
(Fabio Rocha)
domingo, 20 de setembro de 2009
MAR FORTE (A)TEMPORAL
quinta-feira, 23 de julho de 2009
PARA O SEOMÁRIO
Menos um poeta azul
nesta noite cinza
que é o mundo.
(Fabio Rocha)
Só hoje soube do falecimento do Rodrigo de Souza Leão. Susto, tristeza, vazio... Tão jovem. Meu primeiro contato com ele foi também a minha primeira (e inexperiente) entrevista. Depois é que pude conhecer e admirar seu trabalho escrito, e me sentir um pouco como seu irmão na poesia e na lowcura que todos os que criam carregam consigo em algum grau. Noite triste...
P.S.: O último poema dele, que achei agora no blog:
Tudo é pequeno.
Tudo é pequeno
A fama
A lama
O lince hipnotizando a iguana
O que é grande
É a arte
Há vida em marte
Rodrigo de Souza Leão
nesta noite cinza
que é o mundo.
(Fabio Rocha)
Só hoje soube do falecimento do Rodrigo de Souza Leão. Susto, tristeza, vazio... Tão jovem. Meu primeiro contato com ele foi também a minha primeira (e inexperiente) entrevista. Depois é que pude conhecer e admirar seu trabalho escrito, e me sentir um pouco como seu irmão na poesia e na lowcura que todos os que criam carregam consigo em algum grau. Noite triste...
P.S.: O último poema dele, que achei agora no blog:
Tudo é pequeno.
Tudo é pequeno
A fama
A lama
O lince hipnotizando a iguana
O que é grande
É a arte
Há vida em marte
Rodrigo de Souza Leão
quinta-feira, 9 de julho de 2009
SIBILO
Marcadores:
finitude,
leminskiano,
morte,
poemas sobre poesia,
poesia
sexta-feira, 5 de junho de 2009
SAUDADE
Para Carmen Santos
Me preparo
pro funeral
de minha avó
sob o silêncio
de dez mil canções tristes.
O passado
abraça suave
e se despede arredio.
(Fabio Rocha)
Me preparo
pro funeral
de minha avó
sob o silêncio
de dez mil canções tristes.
O passado
abraça suave
e se despede arredio.
(Fabio Rocha)
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
SONHOS DE VOAR
Chove.
É tarde
ou talvez cedo:
a verdade
é o medo
da morte.
O que arde
no canto
das asas
abertas
atônitas
despreparadas
para a solidão do céu.
O fundo
do abismo
é o mundo.
Sonhar em voar
e cair
e morrer
a toda hora
morrer um segundo
morrer a criança
que sonha e não voa
é triste.
(Fabio Rocha)
É tarde
ou talvez cedo:
a verdade
é o medo
da morte.
O que arde
no canto
das asas
abertas
atônitas
despreparadas
para a solidão do céu.
O fundo
do abismo
é o mundo.
Sonhar em voar
e cair
e morrer
a toda hora
morrer um segundo
morrer a criança
que sonha e não voa
é triste.
(Fabio Rocha)
Marcadores:
infância,
melhores poemas,
morte,
pássaro,
poemas psi,
poesia,
sonhos
domingo, 2 de novembro de 2008
O TODO
Por muitos sonhos
do mar fugi.
Ondas gigantes me perseguiam
tubarões quase alcançavam...
Até que deito na areia.
E sinto a onda vindo
e deixo a onda vir.
Será noite ou era dia?
Estrelas ao lado,
os olhos fechados,
a onda chegando...
Paz.
Imóvel
coberto
tomado
pela imensidão
da eternidade azul.
(Fabio Rocha)
do mar fugi.
Ondas gigantes me perseguiam
tubarões quase alcançavam...
Até que deito na areia.
E sinto a onda vindo
e deixo a onda vir.
Será noite ou era dia?
Estrelas ao lado,
os olhos fechados,
a onda chegando...
Paz.
Imóvel
coberto
tomado
pela imensidão
da eternidade azul.
(Fabio Rocha)
terça-feira, 1 de julho de 2008
FIM DE PERÍODO
no meio fio da fala
a filosofia
me foge
no meio fio da noite
bordo aranhas
sem teias
nas linhas
(Fabio Rocha)
a filosofia
me foge
no meio fio da noite
bordo aranhas
sem teias
nas linhas
(Fabio Rocha)
segunda-feira, 26 de maio de 2008
TORRE DA TÉCNICA OU BABEL EM PAPEL
prosa não tem nexo
Poesia é o internexo
entre a dor do preso e o prazer do sexo
Disto isto, nobres senhores Doutores,
a quem interessar possa, nesta data
quero deixar aqui bem claro
que a poesia oficial atual mundial
é chata
mas seus prefácios mais ainda.
Por não falar nisso...
Segurança é racional
no entanto o animal
disto se sufoca mais e
mal
do pânico
(metodicamente comprovado)
(metodicamente comportado)
Para não perder a rima,
o jornal
é superficial
(boa noite)
E a certeza da noite
certa para todos
continua presa
na garganta
profunda
(mesmo para os que moram na superfície)
Assim sendo,
o desejo globalizado
troca o auto-conhecimento
pelo sucesso de um carro importado
(nunca suficiente)
Acho que sonho
mas não acho tempo
para achar o que sonhei
(Fabio Rocha)
Poesia é o internexo
entre a dor do preso e o prazer do sexo
Disto isto, nobres senhores Doutores,
a quem interessar possa, nesta data
quero deixar aqui bem claro
que a poesia oficial atual mundial
é chata
mas seus prefácios mais ainda.
Por não falar nisso...
Segurança é racional
no entanto o animal
disto se sufoca mais e
mal
do pânico
(metodicamente comprovado)
(metodicamente comportado)
Para não perder a rima,
o jornal
é superficial
(boa noite)
E a certeza da noite
certa para todos
continua presa
na garganta
profunda
(mesmo para os que moram na superfície)
Assim sendo,
o desejo globalizado
troca o auto-conhecimento
pelo sucesso de um carro importado
(nunca suficiente)
Acho que sonho
mas não acho tempo
para achar o que sonhei
(Fabio Rocha)
Marcadores:
anti-certeza-anti-ciência,
anti-consumismo,
anti-hermetismo,
anti-jornalismo de hoje,
anti-padrão,
crítica social,
melhores poemas,
morte,
poemas revoltados,
poesia
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
FUNERAL
depois da chuva fina
do dia cinza e lento
um piano abre
o sol
lá
si
e em algum tempo
alguém querido
sorri
(Fabio Rocha)
do dia cinza e lento
um piano abre
o sol
lá
si
e em algum tempo
alguém querido
sorri
(Fabio Rocha)
quarta-feira, 16 de agosto de 2006
EM SILÊNCIO
Marcadores:
loucura,
melhores poemas,
métrica,
morte,
poemas filosóficos,
poesia,
poesia curta,
rima,
ritmo
Assinar:
Postagens (Atom)