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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Consciente Colectivo

Sair do chuveiro cinco minutinhos mais cedo do que o de costume pode parecer uma atitude pequena. Mas não é, se somarmos esses cinco minutinhos com os de amanhã, e os de depois de amanhã, e de depois de depois de amanhã... Depois de quatro meses você já economizou 10 mil litros de água. O suficiente para abastecer um camião pipa!

Esta e outras "curiosidades", tão fundamentais para a formação cívica das crianças - e de todos nós - fazem parte da nova campanha Consciente Coletivo, produzida pelo Canal Futura, no Brasil.

Destinada essencialmente para o público infantil, esta iniciativa é composta por pequenos episódios de 2 minutos, produzidos com um curioso processo de animação com papel, que visam ensinar «o que é e por que é tão importante adoptar o consumo consciente no nosso dia a dia».

As peças são transmitidas nos intervalos da programação do Canal Futura. E para além da série audiovisual, esta campanha de sensibilização prevê também uma acção pedagógica em 1000 instituições por todo o Brasil, que irão receber kits educativos para crianças e professores.

Uma aposta que o Econsciência aplaude!

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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Brigada do Mar: um exemplo a seguir

Não esperaram que alguma entidade se lembrasse de fazê-lo: em 2009, um grupo de cidadãos arregaçou as mangas face ao problema da poluição nas praias e criou a Brigada do Mar.

Este ano, são cerca de 40 voluntários que até 23 de Maio irão percorrer 45km de costa, entre as praias de Tróia e Melides, no Concelho de Grândola. O objectivo é retirar os detritos do areal, que serão recolhidos pelas entidades responsáveis e devidamente seleccionadas para efeitos de reciclagem.

Ao longo dos últimos 10 dias de limpeza das praias da costa alentejana, foram já recolhidos electrodomésticos, uma botija de gás cheia, medicamentos e seringas, para além do lixo habitual.

Esta 2ª acção da Brigada do Mar na nossa frente atlântica tem como objectivo contribuir para a limpeza do areal, promovendo ao mesmo tempo a consciencialização para o nosso património natural. Engloba também demonstrações sócio-culturais, feiras de arte, tertúlias, debates e convívio, bem uma vertente de solidariedade.

O projecto conta com o apoio da Câmara Municipal de Grândola, responsável pelo transporte dos detritos recolhidos para os locais apropriados e pelo alojamento e alimentação dos voluntários.

O Econsciência aplaude a Brigada do Mar, que nos mostra como intervenções deste género podem depender apenas da nossa vontade.

Siga aqui a acção este grupo.

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Media unidos num só editorial

O desafio foi lançado pelo jornal britânico The Guardian: publicar um editorial comum, dirigido aos líderes que se reúnem a partir de hoje, e nos próximos 14 dias, na Cimeira de Copenhaga.


56 jornais, 20 línguas, 44 países aderiram.
O Econsciência publica o texto na íntegra, como pode ser lido no Público de hoje - o jornal português que aderiu a esta iniciativa.

Hoje, 56 jornais em 44 países dão o passo inédito de falar a uma só voz através de um editorial comum [sobre Copenhaga]. Fazemo-lo porque a Humanidade enfrenta uma terrível emergência.

Se não nos juntarmos para tomar uma acção decisiva, as alterações climáticas irão devastar o nosso planeta, e juntamente com ele a nossa prosperidade e a nossa segurança. Desde há uma geração que os perigos têm vindo a tornar-se evidentes. Agora, os factos já começaram a falar por si próprios: 11 dos últimos 14 anos foram os mais quentes desde que existem registos, a camada de gelo árctico está a derreter-se, e os elevados preços do petróleo e dos alimentos no ano passado permitiram-nos ter uma antevisão de futuras catástrofes.

Nas publicações científicas, a questão já não é se a culpa é dos seres humanos, mas sim quão pouco tempo ainda nos sobra para conseguirmos limitar os danos.

Mas, mesmo assim, até agora a resposta a nível mundial tem sido frouxa e sem grande convicção.

As alterações climáticas estão a ocorrer desde há séculos, têm consequências que durarão para sempre, e as nossas perspectivas de as limitarmos serão determinadas nas próximas duas semanas. Exortamos os representantes dos 192 países reunidos em Copenhaga a não hesitarem, a não caírem em disputas, a não se acusarem mutuamente, mas sim a resgatarem uma oportunidade do maior fracasso político das últimas décadas. Não deverá ser uma luta entre os países ricos e os países pobres, ou entre o Oriente e o Ocidente. O clima afecta-nos a todos, e deve ser solucionado por todos.

A ciência é complexa mas os factos são claros. O mundo precisa de dar passos em direcção a limitar o aumento de temperatura a apenas dois graus centígrados, um objectivo que exigirá que as emissões de gases a nível global alcancem o seu máximo e comecem a diminuir durante os próximos cinco a dez anos. Um aumento superior, na casa dos três ou quatro graus centígrados – a subida mais pequena que podemos realisticamente esperar se ficarmos pela inacção –, secaria os continentes, transformando terra arável em desertos. Metade de todas as espécies animais extinguir-se-ia, muitos milhões de pessoas ficariam desalojadas, nações inteiras afundar-se-iam no mar. A polémica sobre os e-mails de investigadores britânicos, sugerindo que eles terão tentado suprimir dados incómodos, tem agitado o ambiente mas não causou mossa na pilha de provas em que estas previsões se baseiam.

Poucos acreditam que Copenhaga ainda consiga produzir um acordo completamente definido – progressos efectivos em direcção a um tal acordo apenas se poderiam iniciar com a chegada do Presidente Barack Obama à Casa Branca e a inversão de anos de obstrução por parte dos Estados Unidos. Mesmo hoje, o mundo vê-se à mercê da política interna norte-americana, pois o Presidente não se pode comprometer com as acções necessárias até o Congresso fazer o mesmo.

Mas os políticos presentes em Copenhaga podem, e devem, chegar a um acordo sobre os elementos essenciais de uma solução justa e eficaz e, ainda mais importante, um calendário claro para a transformar num tratado. O encontro das Nações Unidas sobre alterações climáticas do próximo mês de Junho em Bona (Alemanha) deverá ser a data-limite. Segundo um dos negociadores: “Podemos ir a prolongamento, mas não nos podemos dar ao luxo de uma repetição do jogo.”

No centro do acordo deverá constar um arranjo entre os países ricos e os países em desenvolvimento, determinando como serão divididos os encargos da luta contra as alterações climáticas – e como iremos partilhar um recurso novo e precioso: os milhões de milhões de toneladas de gases de carbono que podemos emitir antes que o mercúrio dos termómetros alcance níveis perigosos.

As nações ricas gostam de fazer notar a verdade aritmética de que não poderá haver solução até que gigantes em desenvolvimento como a China tomem medidas mais radicais do que têm feito até agora. Mas os países ricos são responsáveis pela maioria dos gases de carbono acumulados na atmosfera – três quartos de todo o dióxido de carbono emitido desde 1850. São eles que agora devem dar o exemplo, e cada país desenvolvido deve comprometer-se com cortes maiores, que dentro de uma década reduzirão as suas emissões para substancialmente menos que o seu nível de 1990.

Os países em desenvolvimento podem argumentar que não foram eles que criaram a maior parte do problema, e também que as regiões mais pobres do globo serão as mais duramente atingidas. Mas vão cada vez mais contribuir para o aquecimento, e por isso devem comprometer-se com as suas próprias medidas significativas e quantificáveis. Apesar de ambos não terem chegado tão longe quanto alguns esperavam, os recentes compromissos de objectivos de emissões de gases dos maiores poluidores do mundo – os Estados Unidos e a China – constituíram passos importantes na direcção certa.

A justiça social exige que os países industrializados ponham a mão mais fundo nos seus bolsos e garantam verbas para ajudar os países mais pobres a adaptarem-se às mudanças climáticas, e tecnologias limpas que lhes permitam crescer a nível económico sem com isso aumentarem as suas emissões. A arquitectura de um futuro tratado deve também ser definida – com um rigoroso acompanhamento multilateral, compensações justas pela protecção de florestas, e uma aceitável taxa de “emissões exportadas”, de modo que o peso possa ser partilhado mais equitativamente entre os que produzem produtos poluentes e os que os consomem. E a equidade requer também que a carga colocada sobre determinados países desenvolvidos tenha em conta a sua capacidade para a suportar: por exemplo, novos membros da União Europeia, muitas vezes mais pobres do que a “Velha Europa”, não devem sofrer mais do que os seus parceiros mais ricos.

A transformação será dispendiosa, mas muito menos do que a conta que se pagou para salvar o sistema financeiro internacional – e ainda muito mais barata do que as consequências de não fazer nada.

Muitos de nós, particularmente nos países desenvolvidos, teremos que alterar os nossos estilos de vida. A época dos voos de avião que custam menos do que a viagem de táxi para o aeroporto está a chegar ao fim. Teremos que comprar, comer e viajar de forma mais inteligente. Teremos que pagar mais pela nossa energia, e usar menos dessa mesma energia.

Mas a mudança para uma sociedade com reduzidas emissões de gases de carbono alberga a perspectiva de mais oportunidades do que sacrifícios. Alguns países já reconheceram que aceitar as transformações pode trazer crescimento, empregos e melhor qualidade de vida. Os fluxos de capitais contam a sua própria história: em 2008, pela primeira vez foi investido mais dinheiro em formas de energia renováveis do que para produzir electricidade de combustíveis fósseis.

Abandonar o nosso “vício de carbono” dentro de poucas décadas irá exigir um feito de engenharia e inovação que iguale qualquer outro da nossa História. Mas se a viagem de um homem à Lua ou a cisão do átomo nasceram do conflito e da competição, a “corrida do carbono” que se aproxima deverá ser norteada por um esforço de colaboração, de forma a alcançarmos a salvação colectiva.

Superar as mudanças climáticas exigirá o triunfo do optimismo sobre o pessimismo, da visão a longo prazo sobre as vistas curtas, daquilo a que Abraham Lincoln chamou “os melhores anjos da nossa natureza”.

É dentro desse espírito que 56 jornais de todo o mundo se uniram sob este editorial. Se nós, com tão diferentes perspectivas nacionais e políticas, conseguimos concordar sobre o que deve ser feito, então certamente os nossos líderes também o conseguirão.

Os políticos em Copenhaga têm o poder de moldar a opinião da História sobre esta geração: uma geração que encontrou um desafio e esteve à altura dele, ou uma geração tão estúpida que viu a calamidade a chegar, mas não fez nada para a evitar. Imploramos-lhes que façam a escolha certa.

Lista de jornais que aderiram a esta iniciativa:

“Süddeutsche Zeitung” - Alemanha,“Gazeta Wyborcza” – Polónia,“Der Standard” - Áustria,“Delo” - Eslovénia,“Vecer” – Eslovénia,“Dagbladet Information” - Dinamarca,“Politiken” - Dinamarca,“Dagbladet” - Noruega,“The Guardian” – Reino Unido,“Le Monde” - França,“Liberation” - França,“La Reppublica” - Itália,“El Pais” - Espanha,“De Volkskrant” – Holanda,“Kathimerini” - Grécia,“Público” - Portugal,“Hurriyet” - Turquia,“Novaya Gazeta” - Rússia,“Irish Times” - Irlanda,“Le Temps” - Suíça, “Economic Observer” - China,“Southern Metropolitan” - China,“CommonWealth Magazine” - Taiwan,“Joongang Ilbo” - Coreia do Sul,“Tuoitre” - Vietname,“Brunei Times” - Brunei,“Jakarta Globe” - Indonésia,“Cambodia Daily” – Camboja,“The Hindu” - Índia,“The Daily Star” - Bangladesh,“The News” - Paquistão,“The Daily Times” - Paquistão,“Gulf News” - Dubai,“An Nahar” – Líbano,“Gulf Times” - Qatar,“Maariv” - Israel,“The Star” – Quénia,“Daily Monitor” - Uganda,“The New Vision” - Uganda,“Zimbabwe Independent” – Zimbabwe,“The New Times” - Ruanda,“The Citizen” - Tanzânia,“Al Shorouk” - Egipto,“Botswana Guardian” – Botswana,“Mail & Guardian” - África do Sul, “Business Day” - África do Sul, “Cape Argus” - África do Sul,“Toronto Star” - Canadá,“Miami Herald” – Estados Unidos,“El Nuevo Herald” – Estados Unidos, “Jamaica Observer” – Jamaica, “La Brujula Semanal” - Nicarágua,“El Universal” - México, “Zero Hora” - Brasil, “Diário Catarinense” - Brasil, “Diario Clarin” - Argentina

Texto publicado em Público.pt

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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Comissão Europeia lança site que informa cidadãos sobre emissões industriais poluentes

«Contribuir para a transparência e a participação pública no processo de tomada de decisão ambiental.»


É desta forma que a Agência Europeia para o Ambiente apresenta o novo site E-PRTR (The European Pollutant Release and Transfer Register), lançado ontem.

Com este novo site, qualquer cidadão europeu pode saber que substâncias poluentes são emitidas pelas indústrias instaladas na sua região.

O E-PRTR funciona como uma base de dados à escala europeia, abarcando mais de 24 mil instalações industriais de 65 sectores de produção, situados em todos os Estados-membros da UE e na Islândia, Liechtenstein e Noruega.

Reúne informação sobre as emissões para o ar, água e terra, a partir de uma lista de 91 substâncias poluentes - incluindo metais pesados, pesticidas, gases com efeito de estufa e dioxinas.

Para já, estão disponíveis dados relativos a 2007, mas a informação será actualizada anualmente, em Abril.

Na região de Lisboa, por exemplo, o principal poluente emitido em 2007 foi o gás metano (CH4), que provém de aterros sanitários - Setúbal (668t) e Mato da Cruz (2010t) - e centros de tratamento de resíduos sólidos - Trajouce (3140t), Palmela (2640t) e Seixal (1940t), num total de 10398 toneladas.

Fonte: Agência Lusa

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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Projecto EcoFamílias (2ª edição): inscrições abertas

O projecto "Eco Famílias" está de volta para reduzir os consumos energéticos dos portugueses.

Entre Novembro de 2009 e finais de 2010, serão acompanhadas 1000 famílias residentes em Portugal Continental, numa acção que compreende três fases:

1) Visita dos técnicos EcoFamílias II às habitações das famílias inscritas, para avaliação dos hábitos de consumo energético (consumos em standby e off-mode, desempenho dos electrodomésticos) e levantamento dos aspectos construtivos da habitação;

2) Identificação dos potenciais de poupança: na eliminação dos consumos em modo de vigilância; nos hábitos de utilização de equipamentos de entretenimento, informática e climatização; na substituição de iluminação e grandes electrodomésticos. Serão também projectadas possíveis formas de melhorar o conforto higrotérmico da habitação;

3) Criação de uma Ficha de Recomendação personalizada, entregue a cada família, com instruções para actuar nos níveis identificados na 2ª fase.

A participação é gratuita e simples: basta enviar um e-mail com o nome, morada e telefone de contacto para ppec@edp.pt ou ecofamilias@quercus.pt; ou ligar para o 213462210.

O EcoFamílias II é promovido pela EDP Distribuição, em parceria com a Quercus e financiado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos.

Mais informações em EcoCasa.pt.

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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Escolas recebem kits pedagógicos para o ensino da sustentabilidade

A organização não governamental Oikos vai distribuir 2 mil kits pedagógicos nas escolas portuguesas, com o objectivo de sensibilizar os alunos para o conceito de sustentabilidade.


Segundo a Agência Lusa, os primeiros kits foram distribuídos ontem a 150 professores.

«A ideia é entusiasmar alunos e professores para os oito Objectivos do Milénio e perceberem como seria tão importante chegar a 2015 com a missão quase cumprida», comentou Cristina Peixinho, coordenadora da Educação da Oikos. «São os actuais jovens que dentro de pouco tempo vão tomar as decisões que gostaríamos que fossem condizentes com os objectivos», acrescentou.

Os kits incluem jogos, simulações, fichas de trabalho e DVDs, adaptados a cada nível de ensino. Mil kits serão distribuídos pelos 1º e 2º ciclos e os outros mil ao 3º ciclo e secundário. Vão ainda ser distribuídos mais 2 mil kits a empresas e autarquias.

Esta iniciativa é apoiada pelo Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento e fortemente aplaudida pelo Econsciência.

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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Este Sábado: mega-concentração contra a pobreza, no Museu da Electricidade








Este Sábado, 17 de Outubro, comemora-se o Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza.


Para assinalar este dia, a campanha Pobreza Zero está a organizar uma concentração no Museu da Electricidade, em Lisboa, a partir das 10:00.

No âmbito do projecto "Levanta-te e Actua", que conta com apoio da Oikos, a iniciativa contará para o Guinness World Records, na tentativa de quebrar o record mundial do maior número de pessoas que se levantam por uma causa.

No entanto, segundo comunicado da organização, o objectivo não é simplesmente contar para um record, mas sim mobilizar a sociedade civil. Atrair atenções, alertar consciências, manifestar que estamos contra os números que não param de aumentar: mais de 50 mil pessoas morrem de pobreza extrema diariamente!
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A meta será exigir que os governos cumpram com as promessas de acabar com a pobreza extrema e que se alcancem os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) até 2015.
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Clique aqui para saber mais.

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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Dia Sem Carros

Mais de 60 localidades portuguesas juntam-se hoje às 1.300 cidades europeias que decidiram banir por um dia o trânsito, cortando o acesso aos automóveis durante o "Dia sem Carros".


Em Lisboa, toda a Baixa, entre o Cais do Sodré e a Praça do Comércio, estará vedada ao trânsito das 08h00 às 22h00, com a polícia a controlar vários pontos-chave de acesso. A zona vedada estende-se até ao Príncipe Real e até ao cruzamento da avenida da Liberdade com a rua Alexandre Herculano. No Terreiro do Paço não se pode andar hoje de carro, mas pode subir-se de balão e ter uma perspectiva diferente da cidade. No mesmo espaço há também ioga, passeios pedestres, rastreio de doenças cardiovasculares e tiro com arco.

De norte a sul do país, outras localidades promovem iniciativas de sensibilização para transportes alternativos, ambiente e saúde, como Almeirim, que apostou na venda de bicicletas a preço reduzido.

No Algarve, uma mostra de veículos amigos do ambiente, de carros solares a trotinetes, vai desfilar entre Faro e Quarteira, antes de um almoço confeccionado em fornos aquecidos pelo Sol.

Por toda a região, várias cidades como Alcoutim, Silves ou Lagos celebram também o Dia sem Carros, promovendo exposições de veículos não poluentes, sessões de cinema ou jogos de rua.

Barcelos, no distrito de Braga, proíbe a circulação automóvel na Avenida da Liberdade, para simbolicamente devolver o espaço aos peões, que ali poderão aderir a várias actividades de animação.

Por toda a Europa, mais de 1.300 cidades aderem ao Dia sem Carros, que será assinalado também por comunidades no Brasil, Canadá, Croácia, Equador e Tailândia.

Agência Lusa / Público, 22.09.09

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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

EcoCasa

"Sensibilizar para uma melhor gestão do consumo de energia no sector doméstico", é o principal objectivo do projecto EcoCasa, desenvolvido pela Quercus e agora lançado como site.


Dividido em 4 grandes temas (Energia, Água, Mobilidade e Construção Sustentável), o site reúne um conjunto de informações úteis para «consciencializar o cidadão comum e persuadi-lo a mudar comportamentos» - nomeadamente, consumos mais eficientes e práticas mais sustentáveis. São também divulgadas acções, campanhas e outros eventos dirigidos ao grande público.

«Conhecer os problemas, ponderar alternativas e ajustar hábitos no quotidiano é o caminho para uma utilização mais racional dos recursos em todas estas áreas do quotidiano.»

O Econsciência convida-o a visitar o EcoCasa.

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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Condomínio da Terra

Este será talvez maior desafio que se colocou até hoje à humanidade. Ao descobrirmos que entre a crosta terrestre, o mar, a atmosfera e os seres vivos, existe uma rede complexa de interligações permanentes que sustentam a vida no planeta, temos de adaptar o nosso modo de vida e organização a este funcionamento global da Biosfera. Somos todos vizinhos, todos dependemos de todos e problemas globais não se resolvem de forma isolada.


É assim que se apresenta o Condomínio da Terra, uma iniciativa recentemente lançada pela Quercus, que tem como objectivo conciliar a necessidade humana de existência de um espaço vital - delimitada por fronteiras, zonas económicas exclusivas e espaços aéreos - com uma unidade global, composta por partes insusceptíveis de divisão jurídica - atmosfera, hidrosfera e biodiversidade - e das quais todos os povos são funcionalmente dependentes.

Mais do que um mero conceito teórico, o Condomínio da Terra pretende desenvolver um modelo de actuação, tanto a nível local - por exemplo, através de programas de reflorestação ou de protecção da Biodiversidade - como a nível global - tendo já decorrido o 1º Forum Internacional do Condomínio da Terra (a 5 de Julho em Gaia, Porto), que reuniu personalidades de diferentes países, entre ambientalistas, economistas, especialistas em direito internacional, professores universitários e dirigentes de organizações de defesa do património natural da Terra.

O Econsciência junta-se ao Condomínio da Terra, para que este movimento marque o início de uma nova etapa de consciência e, acima de tudo, de acção.

Fontes:
Uma Forma Humana de Habitar o Planeta, Paulo Magalhães, Quercus Ambiente nº 24
Condomínio da Terra: Organizar a Vizinhança Global, Paulo Magalhães, Quercus

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quinta-feira, 9 de julho de 2009

Sacos de plástico: uma ameaça à larga escala

Os factos

Embora já todos saibamos, parece que ainda não sabemos o suficiente: os sacos de plástico constituem um dos grandes factores actuais de poluição.

Compostos por resinas tóxicas derivadas do petróleo, os sacos de plástico levam em média 500 anos a decompor-se.

De acordo com estatísticas recentes, consome-se diariamente 500 biliões de sacos de plástico no mundo inteiro.
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Embora estes possam ser separados para reciclagem, apenas uma ínfima parte chega a este fim - estima-se que menos de 2%. Os restantes 98% são enviados para aterros, ou andam literalmente à solta, constituindo um risco para a vida selvagem - aves e animais marinhos são as grandes vítimas dos resíduos plásticos que vão parar aos oceanos.
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As medidas

Em Portugal, a questão do consumo descontrolado de sacos de plástico ganhou maior visibilidade, desde que algumas superfícies comerciais passaram a cobrar por cada saco usado. No caso do Pingo Doce, no primeiro trimestre de 2007, a medida permitiu reduzir o consumo para metade, o que equivaleu a uma diminuição de 100 toneladas de resíduos plásticos.

Um exemplo interessante aconteceu recentemente no Brasil: no passado dia 24 de Junho, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou um projecto-lei que obriga todos os comerciantes, ao longo dos próximos 3 anos, a substituir os sacos de plástico por bolsas feitas de um material mais resistente, menos poluente e reutilizável. A mesma lei sugere aos comerciantes a criação de incentivos, como a recompra de sacos de plástico aos consumidores, ou até mesmo a sua troca por bens alimentares (ex: 50 sacos por 1kg de arroz ou feijão).

Um problema ainda sem solução

Mesmo com o incentivo à redução do consumo, coloca-se aqui outro problema: o da utilização dos sacos para acondicionar lixo orgânico. Face a esta questão, fala-se já nos sacos biodegradáveis.

Existem dois tipos de sacos biodegradávais: os que são produzidos a partir do milho e os que, embora fabricados a partir de derivados de petróleo, contêm um aditivo químico que permite uma desintegração mais rápida - estes últimos são actualmente distribuídos pela cadeia Modelo e Continente. Para ambos os casos, a decomposição processa-se em apenas alguns meses.

Contudo, colocam-se aqui novas questões, que se prendem com a produção sustentável de milho, ou a própria acção das substâncias químicas utilizadas nos sacos degradáveis.

O que podemos fazer

Acima de tudo, será importante estarmos conscientes deste problema e adoptarmos os hábitos que estão ao nosso alcance:

- REUTILIZAR os sacos para as compras / utilizar sacos de pano;
- SEPARAR os sacos em excesso para reciclagem;
- REJEITAR os sacos que são oferecidos nas lojas, sempre que possível;
- utilizar sacos DEGRADÁVEIS para acondicionar o lixo orgânico.


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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Portugal aposta nos carros eléctricos

O Primeiro Ministro e o Ministro da Economia apresentaram hoje o programa para a mobilidade eléctrica em Portugal.

A rede nacional de mobilidade eléctrica (Mobi-e), uma das primeiras da Europa, prevê 320 locais de abastecimento de carros eléctricos em 2010 e 1300 em 2011.

A rede será compatível com todas as marcas de veículos eléctricos e estará disponível em parques de estacionamento público, centros comerciais, bombas de gasolina, hotéis, aeroportos, garagens particulares e nas vias públicas dos municípios.

Para José Sócrates, esta escolha permite tornar Portugal menos dependente do petróleo e contribui para a redução das emissões de gases com efeito de estufa.

"Não tenho dúvidas, as coisas vão mudar no mundo. Resta saber se estamos na primeira linha dessas mudanças tecnológicas ou se esperamos, como esperámos tantas vezes que essa mudança venha ter connosco. Nós queremos estar no grupo da frente dos países que querem liderar a mudança", afirmou hoje o primeiro-ministro na cerimónia de lançamento da rede, no Parque das Nações em Lisboa.

Os municípios envolvidos são: Guarda, Faro, Braga, Viana do Castelo, Guimarães, Sintra, Évora, Castelo Branco, Loures, Porto, Lisboa, Almada, Leiria, Coimbra, Setúbal, Beja, Aveiro, Torres Vedras, Santarém, Cascais e Gaia.

A Mobi-e vai contar com pontos de carregamento lento (com duração de 6 a 8 horas) que permite o aproveitamento da energia eólica produzida durante a noite, e pontos de carregamento rápido (entre 20 a 30 minutos) para carregamentos feitos durante o dia.

O posto de carregamento foi desenvolvido e concebido por um consórcio de empresas nacionais liderado pela Efacec e envolvendo também a EDP Inovação, a Novabase, a Critical Software e o CEIIA (Centro para a Excelência e Inovação na Indústria Automóvel).

Fonte: SIC

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terça-feira, 23 de junho de 2009

EDP informa sobre consumo de CO2 nas facturas

As facturas da EDP passam agora a incluir a quantidade de CO2 emitido pelo titular do contrato, com o consumo desse mês.

No canto superior da factura, encontram-se também as fontes de energia a partir das quais essa electricidade foi produzida, em termos percentuais.

Esta é uma medida que permite tornar os consumidores mais conscientes do impacto que os seus hábitos diários produzem sobre o meio ambiente.

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sábado, 20 de junho de 2009

Lixo eléctrico /electrónico: Depositrão agora também na FNAC

Em Janeiro deste ano, a European Recycling Platform (ERP) Portugal lançou o projecto Geração Depositrão, que permitiu alargar a rede de recolhas de Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos (REEE) a 500 estabelecimentos de ensino, integrados na rede das Eco-Escolas.


Agora, o Depositrão - contentor para recolha de pequenos electrodomésticos em fim de vida - chega também às lojas da FNAC, estando, assim, mais acessível ao grande público.

Nestes contentores podem ser depositados os seguintes REEE:
Telefones e telemóveis / Aparelhos de rádio / Câmaras de vídeo / Amplificadores de áudio / Instrumentos musicais / Ferramentas de jardinagem / Jogos de vídeo / Calculadoras / Conjuntos de comboios eléctricos ou de pistas de carros de corrida / Consolas de jogos de vídeo /Equipamentos desportivos com componentes eléctricos ou electrónicos / Ferros de engomar / Torradeiras / Fritadeiras / Máquinas de café / Secadores de cabelo / Escovas de dentes eléctricas / Máquinas de barbear / Relógios de sala / Balanças de cozinha / Pequenos domésticos / Computadores pessoais / Computadores portáteis / Impressoras / Máquinas de escrever eléctricas e electrónicas
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Dados divulgados pela União Europeia revelam que milhões de equipamentos inutilizados, como torradeiras, computadores, fogões, rádios e televisores, formam o tipo de resíduos em mais rápida expansão na UE. Tanto os dispositivos eléctricos como os equipamentos electrónicos contêm metais pesados (incluindo o cádmio e o chumbo) altamente poluentes, devido ao seu elevado grau de toxicidade.

Mais informações sobre o programa Geração Depositrão e os REEE em ERP Portugal

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