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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Sócrates em Prisão Preventiva





Claro que os magistrados 
nunca teriam ordenado a detenção de Sócrates como fizeram se não tivessem provas irrefutáveis da sua culpabiliadade...e esta é a resposta para todos os ilustríssimos que vieram precipitadamente a público criticar estes magistrados que só nos fazem sentir orgulhosos.


Tem ainda muito tempo e meios o senhor Sócrates para provar a sua inocência. O que eu penso é que nunca o conseguirá fazer, porque sempre pensei que era culpado.

Já vi muito boa gente ir para a prisão por roubar meros tarecos... pessoas que já nasceram sem terem qualquer hipótese na vida, porque nunca foram amados, porque foram criados em bairros miseráveis onde as baratas ratos e degradação sobejam. 

Mas quem tem as hipóteses na vida como um Sócrates, que tudo teve e que só por ganância roubou e vigarizou um povo inteiro e o seu país, não merece nem perdão nem compaixão. 
Se for inocente que a justiça o absolva...se não...

sábado, 15 de novembro de 2014

O PORTUGAL DO OUTRO LADO DA CRISE....




Nas redes sociais, gostamos de revelar imagens que captamos das nossas terras das nossas gentes, imagens por vezes idílicas e maravilhosas, fazendo-nos sentir orgulhosos...ao menos disso... do nascer ou do por do sol da nossa janela, da limpidez das águas das nossas praias....das diferenças ainda existentes das nossas gentes....

Mas...há um novo captar de Portugal....também ele verdadeiro, também ele real, porém ingrato!

O português responsável por essas novas imagens é Mário Cruz http://www.mario-cruz.com/about/ que nos transporta para uma realidade com a qual convivemos todos os dias, mas que por ser tão desagradável, preferimos virar a cara para o lado....fingir que não a vemos.... 

Foto de Mário Cruz

O blog que o divulgou, pertence ao New York Times http://lens.blogs.nytimes.com/2014/11/14/an-elusive-roof-of-ones-own-in-lisbon/?smid=fb-share# e tomei dele conhecimento através do FB....Merece ser visto! Merece ser pensado!



quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

UM NATAL DE TEMPO DE CRISE

FELIZ NATAL, PARA TODOS OS QUE ME VISITAM...COM REGULARIDADE...OU NÃO.





Este é o primeiro ano da minha vida, que não faço a árvore de Natal ou enfeito a minha casa.

Parece que a recessão económica, provoca uma alteração no nosso comportamento, rejeitando o conforto e tradição, mesmo quando gratuitos.

Tenho pena de me sentir assim...mas na verdade, é mesmo o que sinto.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Soluções que o Governo está a preparar para ‘apanhar' quem foge ao fisco



Soluções que o Governo está a preparar para ‘apanhar' quem foge ao fisco


Paula Cravina de Sousa


23/11/11 00:05




om as medidas de combate à fraude e evasão fiscais, o Governo quer encaixar 90 milhões no próximo ano.


1- Os tipos de fraude e evasão mais comuns


O combate à fraude e evasão fiscais ao logo dos anos permitiram perceber qual o tipo de fraude competido mais vezes pelos contribuintes. Assim, nos contribuintes singulares a não entrega de declaração, as deduções indevidas de despesas de saúde ou educação, por exemplo ou a não declaração de rendimentos ao exterior são as mais comuns. Entre as empresas a estruturação de operações, irregularidades com preços de transferência ou o registo de gastos fictícios estão entre os mais frequentes.



2 - Manifestações de fortuna


O Fisco vai apertar o controlo sobre as manifestações de fortuna para detectar rendimentos que não tenham sido declarados pelos contribuintes. Debaixo da mira das Finanças vão estar os bens de luxo, como por exemplo, casas acima dos 250 mil euros ou carros acima de 50 mil euros. Mas a Administração Fiscal vai também agilizar o procedimento de avaliação dos rendimentos em caso de suspeitas de manifestações de fortuna.



3 - Reembolsos indevidos de IRS


O organismo liderado por Azevedo Pereira detectou uma nova forma de fraude que consiste na entrega de declarações modelo 3 (declaração anual de rendimento dos contribuintes singulares) com valores de retenção na fonte que coincidem com os indicados na modelo 10 entregue por uma empresa que se assume como pagadora de rendimentos àqueles contribuintes. O mecanismo origina por isso reembolsos de IRS indevidos, sem que tenha havido, na verdade, qualquer pagamento de rendimentos ou sem que tenham sido feitas retenções na fonte. Para conter este tipo de fraude, o Fisco vai reforçar tanto a validação das declarações entregues tantos pelos singulares como pelas empresas.


4 - Ocultação de transacções


A ocultação de transacções e de operações é também um dos tipos de fraude mais frequentes. A empresas que recorre a este tipo de instrumento não faz o registo contabilístico da transacção, encontrando-se muitas vezes operações de venda e prestação de serviços não declarados, refere o plano estratégico de combate à fraude e evasão fiscal e aduaneira. A Administração Tributária vai incentivar a partilha de dados com várias entidades de forma a garantir o aumento de trocas de informação e de cruzamento de dados.







 

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Mais de quatrocentos antigos políticos recebem subvenções vitalícias por terem exercido funções políticas...


São mais de quatrocentos os antigos políticos agora gestores de grandes empresas que recebem subvenções vitalícias pelo seu desempenho de funções no Estado. Só no próximo ano, os custos com estes pagamentos pesam cerca de oito milhões de euros aos cofres do Estado. O Governo de José Sócrates revogou esta lei, mas sem efeitos retroativos a 2009. Agora, o ministro das Finanças admite cortar 14 por cento deste rendimento mensal.





Carlos Melancia é o ex-político que mais recebe de subvenção vitalícia: 9150 euros por mês. Hoje empresário hoteleiro, recebe assim uma espécie de prémio por uma carreira pública iniciada em 1978 como ministro da Industria de Mário Soares até 1990, ano em que um escândalo de corrupção o forçou a deixar o cargo de governador de Macau.



Mais de 400 antigos políticos recebem estes rendimentos especiais, apenas válidos se não ocuparem cargos públicos. Ferreira do Amaral, antigo ministro de Cavaco Silva e hoje na administração da Lusoponte, recebe 3000 euros, o mesmo valor que a ex-deputada do PCP e depois do PSD Zita Seabra, agora administradora da Alêtheia Editores.



Jorge Coelho, antigo ministro de Guterres e hoje presidente da construtora Mota Engil, arrecada 2400 euros. Do mesmo executivo fez parte António Vitorino como ministro da Defesa, hoje advogado com uma pensão de 2000 euros, tal como Armando Vara, presidente da Camargo Corrêa. Duarte Lima, antigo líder parlamentar do PSD, hoje advogado na área de negócios e suspeito no caso Feteira, aufere 2200 euros. Dias Loureiro, envolvido no escândalo BPN, recebe 1700 euros.







Os documentos a que o Diário de Notícias teve acesso deixam em aberto a atualização dos valores pagos, um rendimento só revogado no primeiro Governo de José Sócrates, o que quer dizer que até 2009 todos aqueles que ocuparam cargos públicos após o 25 de abril durante 12 anos têm direito a 12 meses de pagamento.



À exceção do Bloco de Esquerda, criado apenas em 1998, há assim beneficiários de todos os quadrantes políticos: Bagão Félix, do CDS, recebe 1000 euros; os ex-líderes partidários Carlos Carvalhas (PCP) 2800 euros e Manuela Ferreira Leite (PSD) 2700.



A despesa acumulada com estas subvenções chega aos 90 milhões de euros em 2012, ano em que o Orçamento do Estado prevê verbas de quase oito milhões para estes pagamentos.



Esta semana o ministro das Finanças admitiu cortes nas subvenções de cerca de 14 por cento, semelhante ao corte dos subsídios de férias e de natal na função pública.



RTP1
23-11-2011

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Orçamento de Estado para 2012, corta em 8,7% nas verbas atribuídas à Justiça

Menos 8,7% que em 2011

Justiça sofre corte de 134,8 milhões de euros

por Lusa17 Outubro 2011
 
A despesa consolidada do Ministério da Justiça no Orçamento de Estado para 2012 é de 1.407 milhões de euros, representando uma diminuição de 8,7% (menos 134,8 milhões de euros) face a 2011, segundo a proposta de Governo.

No âmbito do Programa de Redução e Melhoria da Administração Central (PREMAC), o Ministério da Justiça reduzirá em 21% as suas estruturas orgânicas e em 33 por cento o número de dirigentes superiores e organismos.

Esta redução é enquadrada por uma nova orientação estrutural do MJ, assente numa reestruturação profunda dos respectivos serviços e organismos, refere a proposta de orçamento de Estado entregue hoje na Assembleia da República.

A reavaliação do modelo de mapa judiciário, assente em centralidades territoriais reconhecidas pelos cidadãos e numa nova matriz de distribuição da oferta judiciária é uma das medidas defendidas pelo Executivo.

A revisão do regulamento das Custas Processuais, com vista à uniformização e padronização do regime a todos os processos pendentes, deverá gerar um aumento de receitas na ordem dos 10 milhões de euros.

A revisão da política de ocupação de espaços do MJ, para minimizar os custos, incluindo a revisão dos contratos de arrendamento e a denúncia de contratos em espaços desnecessários, é outra das medidas emblemáticas do OE 2012 para o sector.








































quarta-feira, 29 de junho de 2011

Afinal depois de tudo o que fez a Almada...O METRO É UM FIASCO??



O Metro Sul do Tejo com menos 60% de passageiros do previsto

(Artigo de Dírcia Lopes publicado no Económico online)

"Concessão prevê 80 mil passageiros. Nesta fase, não ultrapassa os 40 mil utentes.


O Metro Sul do Tejo ainda não conseguiu atingir o número de passageiros previsto no contrato de concessão. José Luís Brandão, administrador da Metro Transportes do Sul (MTS), concessionária do metro de superfície da Margem Sul do Tejo, admite ao Diário Económico que, da rede que está em funcionamento, apenas "estão a ser transportados entre 35% a 40% do número de passageiros previsto no modelo financeiro".


De acordo com o administrador do Metro Sul do Tejo, no contrato de concessão assinado com o Estado o número de utentes deveria rondar os 80 mil. Mas, nesta fase, "só estamos com cerca de 35 a 40 mil passageiros", sublinha José Luís Brandão.

Perante este cenário, o administrador da concessionária lembra que a empresa continua a depender das subvenções do Estado, tal como ficou acordado com o anterior Governo. O valor referente às indemnizações compensatórias de 2010 ascendia a cerca de sete milhões de euros, montante que ainda não foi totalmente liquidado. José Luís Brandão esclarece: "Recebemos 5,5 milhões de euros, sendo que falta pagar o último trimestre de 2010 e o primeiro de 2011."


sábado, 11 de junho de 2011

Rever para aprender...


APELÁMOS Á FINLÂNDIA:



E DEPOIS VEIO A RESPOSTA...



DIVERSIDADE, INDEPENDÊNCIA, CARÁCTER, ORGULHO EM NÓS...É ISSO QUE NOS MOVE, É ISSO QUE TEMOS DE AGARRAR, TRABALHANDO, POUPANDO, COMPRANDO O QUE É NOSSO, JUNTOS, VENCERMOS O QUE AÍ VEM...

segunda-feira, 30 de maio de 2011

NEM TUDO É MAU NAS EXECUÇÕES EM PORTUGAL...FICAM PELO MENOS UMAS BELAS VISTAS.....


QUANDO FUI UM DESTES DIAS CONSULTAR UMA EXECUÇÃO AO CAMPUS DE JUSTIÇA,



IMPORTEI PARA O MEU BLOGUE UM POUCO DAS VISTAS....
DE FACTO AS RENDAS QUE PAGAMOS VALEM BEM O DINHEIRO.....

sexta-feira, 27 de maio de 2011

RECEBI ESTE E-MAIL: DOMINIQUE STRAUSS KAHN FOI ELIMINADO POR AMEAÇAR A ELITE FINANCEIRA MUNDIAL

Dominique Strauss Kahn foi eliminado por ameaçar a elite financeira mundial



Posted: 18 May 2011 10:57 AM PDT



Dominique Strauss Kahn foi vítima de uma conspiração construída ao mais alto nível por se ter tornado uma ameaça crescente aos grandes grupos financeiros mundiais. As suas recentes declarações como a necessidade de regular os mercados e as taxas de transacções financeiras, assim como uma distribuição mais equitativa da riqueza, assustaram os que manipulam, especulam e mandam na economia mundial.



Não vale a pena pronunciar-nos sobre a culpa ou inocência pelo crime sexual de que Dominique Strauss Kahn é acusado, os media já o lincharam. De qualquer maneira este caso criminal parece demasiado bem orquestrado para ser verdadeiro, as incongruências são muitas e é difícil acreditar nesta história.

O que interessa aqui salientar é: quem beneficia com a saída de cena de Strauss Kahn?

Convém lembrar que quando em 2007 ele foi designado para ser o patrão do FMI, foi eleito pelo o grupo do clube Bilderberg, do qual faz parte. Na altura, ele não representava qualquer "perigo" para as elites económicas e financeiras mundiais com as quais partilhava as mesmas ideias.


Em 2008, surge a crise financeira mundial e com ela, passados alguns meses, as vozes criticas quanto à culpa da banca mundial e à ao papel permissivo e até colaborante do governo norte-americano. Pouco a pouco, o director do FMI começou a demarcar-se da política seguida pelos seus antecessores e do domínio que os Estados Unidos sempre tiveram no seio da organização.





Ainda no início deste mês, passou despercebido nos media o discurso de Dominique Strauss Kahn. Ele estava agora bem longe do que sempre foi a orientação do FMI. Progressivamente o FMI estava a abandonar parte das suas grandes linhas de orientação: o controlo dos capitais e a flexibilização do emprego. A liberalização das finanças, dos capitais e dos mercados era cada vez mais, aos olhos de Strauss Kahn, a responsável pela proliferação da crise "made in America".



O patrão do FMI mostrava agora nos seus discursos uma via mais "suave" de "ajuda" financeira aos países que dela necessitavam, permitia um desemprego menor e um consumo sustentado, e que portanto não seria necessário recorrer às privatizações desenfreadas que só atrasavam a retoma económica. Claro que os banqueiros mundiais não viam com bons olhos esta mudança, achavam que esta tudo bem como sempre tinha estado, a saber: que a política seguida até então pelo FMI tinha tido os resultados esperados, isto é os lucros dos grandes grupos financeiros estavam garantidos.



Esta reviravolta era bem-vinda para economistas progressistas como Joseph Stiglitz que num recente discurso no Brooklings Institution, poderá ter dado a sentença de morte ao elogiar o trabalho do seu amigo Dominique Strauss Kahn. Nessa reunião Strauss Kahn concluiu dizendo: "Afinal, o emprego e a justiça são as bases da estabilidade e da prosperidade económica, de uma política de estabilidade e da paz. Isto são as bases do mandato do FMI. Esta é a base do nosso programa".


Era impensável o poder financeiro mundial aceitar um tal discurso, o FMI não podia transformar-se numa organização distribuidora de riqueza. Dominique Strauss Kahn tinha-se tornado num problema.

Recentemente tinha declarado: "Ainda só fizemos metade do caminho. temos que reforçar o controlo dos mercados pelos Estados, as políticas globais devem produzir uma melhor distribuição dos rendimentos, os bancos centrais devem limitar a expansão demasiado rápida dos créditos e dos preços imobiliários Progressivamente deve existir um regresso dos mercados ao estado".

A semana passada, Dominique Strauss Kahn, na George Washington University, foi mais longe nas suas declarações: "A mundialização conseguiu muitos resultados...mas ela também um lado sombrio: o fosso cavado entre os ricos e os pobres. Parece evidente que temos que criar uma nova forma de mundialização para impedir que a "mão invisível" dos mercados se torne num "punho invisível"".

Dominique Strauss Kahn assinou aqui a sua sentença de morte, pisou a alinha vermelha, por isso foi armadilhado e esmagado.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

O TRAVISTADO.

O TRAVISTADO.

Marinho e Pinto preocupado com as medidas ordenadas pela Troika na área da Justiça

Segundo a Troika, num período de 24 meses, o Estado Português tem de tomar as medidas necessárias para resolver o eterno problema da morosidade processual.
Fruto da vasta pendência de processos nos Tribunais, deve-se efectuar primeiro uma auditoria, com conclusão em Junho, a todos os tribunais onde se encontrem pendentes acções executivas, insolvências, dívidas fiscais, e laborais.

O Bastonário Marinho e Pinto, considera que esta auditoria não deveria incidir só sobre estas áreas, mas sim sobre todas, já que a Justiça, não serve apenas para proteger os interesses económicos, mas também a cidadania, os direitos humanos para a dignidade da pessoa humana e para o Estado de Direito.

Apesar de entender o ponto de vista do meu Bastonário, considero que nesta altura, o importante é criar condições para atingirmos uma situação económica minimamente estável, pois se tal não acontecer, não poderemos ter a pretensão de poder proteger os direitos humanos,  o direito á dignidade humana ou a autonomia nacional. 

Embora a preocupação de Marinho e Pinto seja esta, a minha é essencialmente como é que vamos conseguir respeitar prazos ou as medidas ordenadas pela Troika. Afinal, há vinte e tal anos que sou Advogada, e nunca consegui ver uma ínfima hipótese do problema da acumulação de processos nos Tribunais ficar resolvida.

Nem estou a vislumbrar, como é que o Estado ou o povo português, têm capacidade para cumprir as orientações e prazos dos seus credores.

SE AS AS MINHAS EXPECTATIVAS ESTIVEREM CERTAS (oxalá não), ENTÃO QUE DEUS NOS AJUDE, POIS COMO DIZIA O OUTRO, QUANDO NOS PERGUNTAREM COMO É QUE LHES VAMOS PAGAR, RESPONDEMOS: " QUE DEUS LHE PAGUE.....QUE DEUS LHE PAGUE...."








domingo, 1 de maio de 2011

Islândia, um país diferente.


Artigo por Joana Azevedo Viana, Publicado em 26 de Março de 2011, publicado no Jornal "i":

" Os protestos populares, quando surgem, são para ser levados até ao fim. Quem o mostra são os islandeses, cuja acção popular sem precedentes levou à queda do governo conservador, à pressão por alterações à Constituição (já encaminhadas) e à ida às urnas em massa para chumbar o resgate dos bancos.



Desde a eclosão da crise, em 2008, os países europeus tentam desesperadamente encontrar soluções económicas para sair da recessão. A nacionalização de bancos privados que abriram bancarrota assim que os grandes bancos privados de investimento nos EUA (como o Lehman Brothers) entraram em colapso é um sonho que muitos europeus não se atrevem a ter. A Islândia não só o teve como o levou mais longe.

Assim que a banca entrou em incumprimento, o governo islandês decidiu nacionalizar os seus três bancos privados - Kaupthing, Landsbanki e Glitnir. Mas nem isto impediu que o país caísse na recessão. A Islândia foi à falência e o Fundo Monetário Internacional (FMI) entrou em acção, injectando 2,1 mil milhões de dólares no país, com um acrescento de 2,5 mil milhões de dólares pelos países nórdicos. O povo revoltou-se e saiu à rua.

Lição democrática n.º 1: Pacificamente, os islandeses começaram a concentrar-se, todos os dias, em frente ao Althingi [Parlamento] exigindo a renúncia do governo conservador de Geir H. Haarde em bloco. E conseguiram. Foram convocadas eleições antecipadas e, em Abril de 2009, foi eleita uma coligação formada pela Aliança Social-Democrata e o Movimento Esquerda Verde - chefiada por Johanna Sigurdardottir, actual primeira-ministra.
Durante esse ano, a economia manteve-se em situação precária, fechando o ano com uma queda de 7%. Porém, no terceiro trimestre de 2010 o país saiu da recessão - com o PIB real a registar, entre Julho e Setembro, um crescimento de 1,2%, comparado com o trimestre anterior. Mas os problemas continuaram.


Lição democrática n.º 2: Os clientes dos bancos privados islandeses eram sobretudo estrangeiros - na sua maioria dos EUA e do Reino Unido - e o Landsbanki o que acumulava a maior dívida dos três. Com o colapso do Landsbanki, os governos britânico e holandês entraram em acção, indemnizando os seus cidadãos com 5 mil milhões de dólares [cerca de 3,5 mil milhões de euros] e planeando a cobrança desses valores à Islândia."

Algum do dinheiro para pagar essa dívida virá directamente do Landsbanki, que está neste momento a vender os seus bens. Porém, o relatório de uma empresa de consultoria privada mostra que isso apenas cobrirá entre 200 mil e 2 mil milhões de dólares. O resto teria de ser pago pela Islândia, agora detentora do banco. Só que, mais uma vez, o povo saiu à rua. Os governos da Islândia, da Holanda e do Reino Unido tinham acordado que seria o governo a desembolsar o valor total das indemnizações - que corresponde a 6 mil dólares por cada um dos 320 mil habitantes do país, a ser pago mensalmente por cada família a 15 anos, com juros de 5,5%. A 16 de Fevereiro, o Parlamento aprovou a lei e fez renascer a revolta popular. Depois de vários dias em protesto na capital, Reiquiavique, o presidente islandês, Ólafur Ragnar Grímsson, recusou aprovar a lei e marcou novo referendo para 9 de Abril.


Lição democrática n.º 3: As últimas sondagens mostram que as intenções de votar contra a lei aumentam de dia para dia, com entre 52% e 63% da população a declarar que vai rejeitar a lei n.o 13/2011. Enquanto o país se prepara para mais um exercício de verdadeira democracia, os responsáveis pelas dívidas que entalaram a Islândia começam a ser responsabilizados - muito à conta da pressão popular sobre o novo governo de coligação, que parece o único do mundo disposto a investigar estes crimes sem rosto (até agora).

Na semana passada, a Interpol abriu uma caça a Sigurdur Einarsson, ex-presidente-executivo do Kaupthing. Einarsson é suspeito de fraude e de falsificação de documentos e, segundo a imprensa islandesa, terá dito ao procurador-geral do país que está disposto a regressar à Islândia para ajudar nas investigações se lhe for prometido que não é preso.


Para as mudanças constitucionais, outra vitória popular: a coligação aceitou criar uma assembleia de 25 islandeses sem filiação partidária, eleitos entre 500 advogados, estudantes, jornalistas, agricultores, representantes sindicais, etc. A nova Constituição será inspirada na da Dinamarca e, entre outras coisas, incluirá um novo projecto de lei, o Initiative Media - que visa tornar o país porto seguro para jornalistas de investigação e de fontes e criar, entre outras coisas, provedores de internet. É a lição número 4 ao mundo, de uma lista que não parece dar tréguas: é que toda a revolução islandesa está a passar despercebida nos media internacionais.


quinta-feira, 31 de março de 2011

O défice de 2009 foi de 10% e no ano passado de 8,6%, em ambos os casos bem acima das metas do Governo, anunciou hoje o INE.




quarta-feira, 30 de março de 2011

CONCORDO PLENAMENTE COM O PONTO DE VISTA DO LIDER DO PSD

Passos Coelho diz que défice para 2011 poderá superar os 5%


30 Março 2011  08:28

Artigo de Diogo Cavaleiro

O líder do PSD escreveu um artigo ao "The Wall Street Journal" intitulado "O Nosso Plano Para Endireitar Portugal" onde admite que Portugal não vai cumprir o défice acordado com Bruxelas para 2011.

Passos Coelho defendeu que o défice orçamental para 2011 não deverá cumprir o objectivo imposto por Bruxelas, devido à “falta de vontade ou incapacidade do Governo [agora demissionário] de realmente enfrentar os problemas de Portugal”.

O défice esperado para as contas públicas portuguesas em 2011 é de 4,6% do Produto Interno Bruto (PIB) mas o líder dos sociais democratas diz, num artigo de opinião que assina no “The Wall Street Journal”, que o mesmo deverá ultrapassar os 5%, afirmando que usa como base dados da Comissão Europeia.


Sobre o défice orçamental de 2010, cuja meta comunitária era de 7,3%, Passos Coelho comenta que o mesmo deverá ter ficado “talvez” pelos 7%. O Governo tinha admitido que havia uma margem de manobra abaixo do objectivo da União Europeia, embora nos últimos dias se tenha falado que o défice deverá, afinal, ser mais alto, com a incorporação das contas do BPN e de empresas de transportes. Ontem, o INE confirmou que iria proceder a uma “série de alterações contabilísticas” ao défice de 2010.

No artigo intitulado “O Nosso Plano Para Endireitar Portugal” (tradução literal de “Our Plan to Fix Portugal”), Passos Coelho escreve que a incapacidade governamental para implementar as medidas necessárias para combater o défice conduziu a uma crise de liquidez, retirou Portugal dos mercados financeiros e colocou o país “dependente do financiamento do Banco Central Europeu”.
O social democrata criticou ainda o Executivo de José Sócrates porque, depois dos acordos conjuntos para a subida de receitas e para o corte de despesas, “os aumentos de impostos são rapidamente implementados enquanto os cortes de despesas e as reformas associadas orientadas para o crescimento são sistematicamente adiadas”.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Pensões acima de 1.500€ vão pagar "contribuição especial"


Artigo de Vitor Costa 11/03/11 10:10


.O ministro das Finanças revelou hoje que as pensões acima de 1.500 euros vão pagar uma "contribuição especial".

"Iremos estabelecer uma contribuição especial aplicável a todas as pensões acima de 1.500 euros, com impactos semelhantes aos definidos no âmbito dos salários da administração pública em 2011", revelou hoje Teixeira dos Santos, ao falar numa conferência de imprensa no Ministério das Finanças.


As novas medidas anunciadas pelo ministro das Finanças resultam, assim, na prática numa redução das pensões mais elevadas em 2012.
O corte seguirá o mesmo figurino da redução dos salários na função pública em vigor desde 1 de Janeiro deste ano. Assim, apenas serão afectadas de forma progressiva as pensões de valor superior a 1.500 euros. Ou seja, com taxas de redução mais baixas para as pensões de 1500 euros e de valor superior para as de valor maior. Recorde-se que no caso dos cortes salariais na função pública, as taxas de redução chegavam aos 10% e tinham por objectivo um corte salarial médio de 5%.


A par destas medidas, Teixeira dos Santos anunciou ainda novos cortes do lado da despesa, designadamente, o congelamento das pensões, e medidas de redução de custos na área da saúde, da educação (racionalização da rede escolar), maior eficiência de compras públicas, redução dos custos do sector empresarial do Estado, redução de transferências para as autarquias, entre outras.
As medidas anunciadas pelo ministro das Finanças já deverão ser hoje apresentadas por José Sócrates aos líderes dos países da zona euro na cimeira que hoje se realiza e que tem por objectivo discutir um novo pacto de competitividade para a zona euro, mas onde a situação portuguesa estará em particular destaque dadas as dificuldades de financiamento que Portugal tem vindo a sentir."

"SUBSÍDIO DE DESEMPREGO VAI DURAR MENOS TEMPO"

"SUBSÍDIO DE DESEMPREGO VAI DURAR MENOS TEMPO"
 ...Prazos longos para trabalhadores mais velhos serão reduzidos...

Este é um dos títulos da primeira página do Jornal Negócios.
O artigo refere que:
 "...Prazos longos para trabalhadores mais velhos serão reduzidos..."

Tem vindo a crescer o número de trabalhadores, que se conformam com situações inadmissíveis de despedimento, porque acreditam que vão ficar a receber..."em casa"...o subsídio de desemprego.

Conformam-se e encostam-se a uma ideia ilusória de férias prolongadas, esperando aquela receita mensal vinda do Estado para irem sobrevivendo.
Se há aqueles que de imediato procuram um emprego, outros rejeitam ofertas de trabalho.
E pior ainda, são aqueles, e não são poucos, que enquanto recebem o dito subsídio fazem trabalhos extras, "por baixo da mesa" acumulando desta forma dois rendimentos, "á nossa conta"...

Tenho alertado  algumas pessoas que me procuram, que isto vai acabar, não porque o Estado comece finalmente a supervisionar as inúmeras situações irregulares existentes, mas porque "NÃO TEM DINHEIRO", e portanto "CORTA".

E nesse sentido veja-se:

No dia 11 do corrente mês, o Governo anunciou que o subsídio de desemprego seria reavaliado durante este ano.

Segundo o JN de 11 de Março,"a omissão de detalhes" de Teixeira dos Santos" é propositada e visa evitar um aumento do descontentamento social em véspera da realização da manifestação da geração à rasca".

Já no ano de 2010 verificou-se uma profunda alteração quanto ás condições de atribuição deste tipo de subsídios.
Segundo ainda o JN, "Questionada, fonte oficial do Ministério do Trabalho afirma que “o que está em causa é avaliar as últimas alterações ao subsídio de desemprego e saber se os objectivos de empregabilidade estão a ter efeito”. Em vigor desde Agosto, as últimas alterações às regras do subsídio de desemprego reduzem o valor das prestações e obrigam os beneficiários a aceitar trabalhos com salários mais baixos.

A redução do valor dos subsídios é feita por via da nova regra que determina que a prestação de desemprego não pode, em qualquer caso, ser superior a 75% da remuneração líquida de referência – que a pessoa recebia quando estava a trabalhar.

Por outro lado, os beneficiários passam a ter de aceitar propostas de emprego cujo salário seja 10% superior ao valor do subsídio no primeiro ano e igual ao valor do subsídio a partir do 13º mês. O Governo restringiu ainda as regras de acesso ao subsídio social de desemprego, uma prestação não contributiva destinada a desempregados de famílias consideradas pobres."

Sobre as eventuais alterações ao subsídio de desemprego a ministra do Trabalho e da Segurança Social, Helena André, afirmou que o que está “em cima da mesa” é uma avaliação do impacto das alterações que entraram em vigor em Agosto, não adiantando mais nada sobre o assunto."

É pois fácil concluir, que se anuncia o corte ao subsídio de desemprego, e se não for através das medidas Governamentais será por imposição do FMI, cujo recurso parece inevitável, "fome do povo tornar-se-á então uma realidade". 









terça-feira, 15 de março de 2011

Colapso Econômico, Fome e Miséria Programados e Iminentes.

VALE MESMO A PENA VER E OUVIR ESTE VIDEO.
TUDO O QUE ALEX JONES DIZ FAZ SENTIDO.


QUANDO VI ESTE VIDEO, LEMBREI-ME DA SOLUÇÃO ENCONTRADA POR FILIPE IV REI DE FRANÇA EM 1312 COM OS TEMPLÁRIOS....

A FRANÇA, APESAR DE PODEROSA, ENCONTRAVA-SE EXTREMAMENTE ENDIVIDADA POR EMPRESTIMOS CONTRAÍDOS Á ORDEM DOS TEMPLÁRIOS.
O REI SABIA QUE ERA IMPOSSIVEL LIQUIDAR A DÍVIDA...PORTANTO, EM VEZ DE CONTINUAR A PEDIR AJUDA MONETÁRIA AOS TEMPLÁRIOS, DECIDIU "MATAR" A SUA FINANCIADORA. COMO?

MANIPULANDO O PAPA CLEMENTE V, CONSEGUIU QUE ESTE TOMASSE AS MEDIDAS NECESSÁRIAS PARA EXTINGUIR AQUELA ORDEM RELIGIOSA QUE TINHA MAIS PODER QUE  OS PRÓPRIOS ESTADOS.


REFORMAS NA SUIÇA COM MÁXIMO DE 1700€

LIMITAÇÃO DE TECTOS MÁXIMOS, DIREITO SÓ A UMA REFORMA, AVALIAÇÃO DAS DESPESAS DO APOSENTADO, QUEM NÃO DESCONTOU POR RAZÕES FAMILIARES TEM DIREITO Á REFORMA, AS CONTRIBUIÇÕES EFECTUADAS DURANTE O CASAMENTO POR AMBOS OS CONJUGES SÃO DIVIDIDAS PELOS DOIS...

O IMPORTANTE, É GARANTIR QUE OS MAIS CARENCIADOS TENHAM DIREITO A UMA VIDA CONDIGNA.



POR OUTRO LADO OS PPR SÃO OBRIGATÓRIO. E AFINAL O QUE SÃO OS PPRs?
"O princípio do investimento em PPR é simples. O aforrador apenas tem de entregar uma determinada quantia, periodicamente ou não, a uma companhia seguradora ou a uma sociedade gestora de fundos de pensões ou de fundos de investimento mobiliário (entidades que podem gerir os PPR). Regra geral, o montante mínimo para a subscrição é baixo (actualmente, na maioria dos casos, é inferior a 500 euros).

Os montantes entregues são investidos de acordo com determinadas regras, como veremos adiante. No reembolso, o subscritor receberá as quantias acumuladas (a soma das entregas), mais o rendimento originado pelos investimentos efectuados pela entidade que geriu o dinheiro." QUEM PUDER E QUISER, QUANTO MAIS DESPENDER NESTES TÍTULOS MAIS RECEBE...Na Suíça é assim...

domingo, 13 de março de 2011

AFINAL FOI DE 9.0 A MAGNITUDE DO TERRAMOTO JAPONÊS

O PRIMEIRO-MINISTRO JAPONÊS DISSE QUE É A MAIOR CRISE DO PAÍS DESDE A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL...E APESAR DE TUDO O QUE JÁ ACONTECEU TEMEM-SE NOVAS EXPLOSÕES NUCLEARES...

UM PAÍS QUE TEM REVELADO UM CIVISMO INCOMPARAVEL, MAS QUE TEVE A OUSADIA DE CONSTRUIR NUMEROSAS CENTRAIS NUCLEARES NUM SÍTIO TÃO SENSÍVEL, COMO SE PODE VERIFICAR.

PODE SER...QUEM SABE...QUE ESTA TRAGÉDIA TENHA ALGUM SENTIDO, SIRVA PARA O HOMEM REFLECTIR QUANTO Á UTILIZAÇÃO DA ENERGIA NUCLEAR.