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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Legislativas 2009: Um governo de iniciativa presidencial a caminho

Com um PS a ganhar as eleições com menos votos que em 2002 quando perdeu as eleições para o PSD, com um PSD escangalhado, com coligações impossíveis com o Bloco e o PCP, não me parecendo possível um acordo com o CDS, o Presidente da República, Cavaco Silva vai convidar uma personalidade "independente", do Bloco Central, para formar o novo Governo. É apenas um palpite: Cavaco Silva não vai tolerar um Governo minoritário de Sócrates sabendo que este vai governar em tensão para cair daqui a 2 anos, acusando de obstrução as restantes forças políticas e tirar proveito político. Cavaco Silva é demasiado amigo do PSD para entrar nesse jogo.

Legislativas 2009: Bloco e CDS os grandes vencedores

PS perde mais de 500 mil votos e perde mais de 20 deputados.
PSD consegue mais 7 mil votos e mais 6 deputados.
CDS consegue mais 175 mil votos e mais 9 deputados.
Bloco consegue mais 190 mil votos e mais 8 deputados.
CDU consegue mais 14 mil votos e mais 1 deputado.

O Bloco é o partido que mais cresce em número de votos e dobra o número de deputados. O CDS é o partido que elege mais deputados passando a terceira força política. O PCP aguenta-se mas passa a quinta força política. O PS e o PSD acabam por ser os grandes derrotados. O PS porque, não obstante ganhar as eleições, perde meio milhão de votos, perde a maioria absoluta e obtém piores resultados que em 2002 quando perdeu as eleições para Durão Barroso. O PSD porque tem resultados confrangedores ao nível dos de Santana Lopes em 2005.

domingo, 27 de setembro de 2009

Legislativas 2009: Bloco de Esquerda o grande vencedor

A confirmarem-se todas as previsões, um grande vencedor: o Bloco de Esquerda. Todos os objectivos cumpridos. O PS perde a maioria absoluta. O PSD não ganha as eleições. O Bloco de Esquerda mais que duplica o número de deputados. Apenas um lamento: o CDS não ficar em último lugar.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Isto vai amigos, isto vai!

Antes das eleições europeias, Sócrates e companhia, pensavam que as eleições legislativas seriam um passeio. Fiados nas fraquezas do PSD, a tradicional alternativa, e exibindo uma sobranceria grosseira com os outros partidos, do alto da sua absoluta arrogância, calcavam direitos, enxovalhavam todos; cegos e autistas para impor as suas políticas levaram tudo na frente, ao arrepio da convivência democrática, da negociação, do respeito, da dignidade das pessoas, dos direitos dos trabalhadores que dão o seu melhor, das famílias que exigem tempo, condições, tranquilidade para uma vida decente. O resultado das eleições europeias trouxe-os à terra. Apesar de a “alternância” à direita ser fraca e da alternativa à esquerda não ser clara, o PS teve a lição que merecia: a derrota. Estavam lançados os dados. Com as legislativas à porta o PS e Sócrates fizeram uma inflexão táctica. Moderou o discurso, a linguagem, a postura agressiva. Sócrates passou a ser delicado, doce e moderado nas observações sobre os adversários. Um estratagema para pessoas sem memória.

Mas há quem teime em não deixe cair o passado. Que o lembre todos os dias. Que lembre o código de trabalho. A retirada dos direitos sociais. Os negócios que beneficiam os amigos. As prioridades nas escolhas decisivas. A falta de rigor e transparência nas decisões executivas. E como isso incomoda, Sócrates e amigos.

O alvo agora é o Bloco. O Bloco é o horror! Uns radicais com propostas tenebrosas. Que querem acabar com a classe média. Suprimir os ricos. Retirar os benefícios fiscais. Nacionalizar os bancos, os seguros, a energia, oh horrores! São os jornais, as televisões, os comentadores políticos encartados, todos no mesmo tom. A imprensa que leva o Bloco ao colo onde está? Os comentadores que engraçam com o Bloco onde andam?

Tanta mentira! Tanto medo. Tanto incómodo. Tenham calma. A mentira montada sobre as propostas do Bloco podem criar dúvidas a alguns, atemorizar outros. Mas as propostas são públicas e claras. Foram discutidas na Internet. Estão na Internet. Foram publicadas em livro. E as que mais atemorizam são e foram afinal defendidas por figuras tão insuspeitas como Bagão Félix, Saldanha Sanchez e, imagine-se esse terrível esquerdista, deputado europeu pelo PS, Vital Moreira.

Tenham calma. Não será desta que o Bloco será Governo. Somos mais exigentes. Esta esquerda que não se rende ao neo-liberalismo, quer uma esquerda mais forte, uma nova força de esquerda se for o caso. Um grande partido da esquerda. Os tempos estão de feição.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Um debate esclarecedor

Ontem vi um debate esclarecedor: De um lado a esquerda de outro a direita. Sobre a economia, a segurança social, a saúde, a educação ficaram bem vincadas as diferenças. De um lado um Estado a não descuidar as pessoas. Do outro deixar tudo ao mercado. De um lado uma visão humanista, democrata, sobre as liberdades individuais e os direitos colectivos. Do outro uma visão condicionada e retrógada. De um lado uma pessoa segura, com propostas, ideias, uma visão clara sobre o país. Do outro, hesitações, indefinições, desconhecimento do seu próprio programa eleitoral. Em suma: um debate em que ficou claro ser Louçã o político mais bem preparado e mais competente.

Mas isto foi o que eu vi. Nos comentários que se seguiram nas televisões, SIC-Notícias, TVI24 e RTPN, todos os comentadores viram o contrário. Não podendo evitar a excelência da prestação de Louçã e incapazes de o contraditar, falam em propostas inviáveis sem contudo concretizarem esta afirmação. E elogiam Manuela Ferreira Leite apenas porque as perspectivas à partida eram baixas. Não há pachorra! A propósito não há comentadores de esquerda nas televisões? No fim de debate fica a interrogação: quem era o candidato a primeiro-ministro?

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Programas eleitorais: o rabo de fora com gato escondido

Há programas eleitorais públicos e há programas eleitorais ocultos. Há programas com imensas páginas e programas que podiam caber numa folha A4. Os programas são o compromisso público com os eleitores. Conhecer as propostas, os projectos e as ideias dos partidos são elementos fundamentais para sabermos o que os partidos pensam para o país. Sobre o progresso, os serviços públicos, o acesso à justiça, a economia solidária, os direitos do trabalho, da saúde e da educação, o emprego digno, a protecção social, as desigualdades sociais, o combate à pobreza, o equilíbrio ecológico. Contudo, não é isso que nos mostram os programas eleitorais. Os verdadeiros programas são programas secretos. São os programas que se revelam depois das eleições.

Dito isto são-me indiferentes os programas públicos do PS e PSD. Nas linhas fundamentais serão parecidos com enfoques diferentes porque a ocasião o dita, sobretudo em campanhas eleitorais. No que me toca conheço suficientemente os seus pensamentos políticos e conhecemos todos, em particular, como são quebrados os compromissos eleitorais quando chegam ao Governo, com as justificações estapafúrdias do costume: as contas públicas são pior do que a imaginavam. A herança política é pesada.

Conhecer o que cada partido pretende é indispensável para os eleitores, mais desinformados, mais incautos, menos atentos. Por isso o que é importante para o esclarecimento são os debates, olhos nos olhos, partido frente a partido, pondo em confronto, projectos, programas, práticas. Sem redes. Sem esquivas. Conduzido por entrevistadores competentes, isentos, acutilantes, provocadores, no bom sentido.

Neste ponto de vista a recusa de Sócrates a debates (e de Manuela Ferreira Leite mesmo que timidamente os aceite), diz muito sobre os programas escondidos desses partidos. Revela o medo de serem confrontados com as suas contradições, as suas mentiras, os interesses ocultos que protegem.

(A acabar este texto ouço que Sócrates acaba por aceitar as entrevistas a dois - caía muito mal a recusa. Uma boa notícia, pois. Assim as coisas poderão ser mais claras e as opções dos eleitores mais esclarecidas.)

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Tudo é preferível a Sócrates – e a Manuela Ferreira Leite também.


O Movimento Mobilização e Unidade dos Professores (MUP), lançou uma campanha de denúncia pública dos deputados do PS, professores, que se recandidatam, lembrando que na legislatura anterior votaram sempre ao lado do Governo, contra os professores.

Solidário com o movimento dos professores exibo a imagem acima, retirada do blogue do MUP, de ex-deputados e professores, novamente candidatos a deputados pelo PS no circulo de Viana do Castelo, apelando ao não voto no PS a que junto o PSD, ambos responsáveis pelo actual estado de coisas, no ensino e no país.

PS e PSD não!
 

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