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sábado, 29 de dezembro de 2012

Abuso de menores e relativismo na Igreja - por Nuno Serras Pereira

1. Uma quantiosa parte de grandes meios de comunicação social, principalmente no ocidente, depois de durante anos ter uma atitude permissiva ou mesmo concordante com a pedofilia e, em geral, sexo de adultos com menores de repente fingiu-se escandalizada, e acomunada com os inimigos de Cristo e da Sua Igreja, e com gentes cobiçosas de riquezas, mesclada com quem genuinamente demandava justiça, desatou numa algazarra denunciando, a torto e a direito, sacerdotes, culpados e inocentes, vivos e defuntos, que alegadamente estariam implicados nesses crimes horrendos. O bombardeamento sistemático e prolongado no tempo provocou em alguns países um pavor tal em muitíssimos pais que quando lobrigavam um Padre enxotavam os filhos para trás de si e punham uma carranca ameaçadora, com olhares relampejando áscuas ferozes para qualquer Sacerdote. 

O facto do mesmo comportamento obsceno existir em ministros de outras confissões religiosas, bem como nas famílias, principalmente nas desestruturadas, nos professores e treinadores, em maior percentagem do que no clero católico foi largamente silenciado e ocultado. De modo que as crianças e adolescentes continuam, sem instinto protector por parte de seus pais ou mães, a aproximarem-se e a conviverem com essa gente.


Não sendo poucas as injustiças com que a Igreja foi assim acoimada, não se pode deixar de reconhecer que Deus na Sua Providência o permitiu para purificar muitos dos seus membros. De facto, não existia uma consciência por parte da maioria da alta Hierarquia da Igreja quer da extensão quer da gravidade dos abusos perpetrados. Esses desvios perversos do clero e de alguns prelados eram evidentemente gravíssimos e intoleráveis. E imensamente mais sérios dos que os realizados por outras pessoas, na medida em que o Sacerdote, ao ser embaixador de Deus, presença de Jesus Cristo Sumo-sacerdote e Cabeça da Igreja, em vez de O comunicar se tornava um anti-sacramento, um veículo do Maligno. As consequências tamanhas quer naturais quer sobrenaturais nas vítimas não se podem exprimir adequadamente, pelo menos em texto tão breve como este.


E tudo isto é tanto mais para espantar não só por existir na Igreja uma Tradição de padecimento do martírio por parte de crianças e adolescentes que rejeitaram todas as ameaças de tormentos cruéis e de morte por repugnaram as concupiscências lúbricas de pagãos e infiéis, como de implacabilidade do Papado, altos hierarcas e Santos para com esse tipo de abusos da parte de sacerdotes, frades e monges.


É preciso acrescentar que a enorme maioria dos abusos passados (em muito menor número) e presentes não foram exercidos sobre crianças pré-púberes mas sobre adolescentes masculinos entre os 14 e 17 anos. Importa muito frisar isto porque assim fica claro aquilo que quase ninguém, quer fora quer dentro da Igreja, quer que se saiba: que o problema de fundo responsável por esta abjecção são os comportamentos homossexuais, nestes casos, na forma de efebofilia.


Tudo isto foi possível nas décadas passadas em virtude de uma dissolução doutrinal, um abandono da Verdade substituída por ideologias, que teve consequências na disciplina e na formação que deveria ser ministrada nos Seminários e Conventos, potenciada pela mentalidade triunfante e omnipresente no ar do tempo. Isso permitiu ou facilitou uma muito significativa infiltração de “comandos ‘gay’ ” que nalgumas nações e Dioceses alcançaram lugares de alta prelatura dominando Seminários, Ordens Religiosas e outra instituições eclesiais, recrutando outros contaminados pela mesma ideologia, pervertendo inocentes e expulsando os que resistiam aos seus avanços e se mostravam imunes ao contágio. Não surpreendente, por isso, que ainda haja bolsas de resistência constituída por gente poderosa e muito dissimulada intentando combater as reformas de João Paulo II e Bento XVI.


2. Estes crimes e pecados horrorosos a que temos feito referência, apesar de serem apresentados pela generalidade dos descrentes e mesmo por grande parte dos membros da Igreja, como os mais hediondos entre todos, não o são verdadeiramente. Há pior, muito pior. 


Eu sei que com aquilo que vou afirmar deixarei boquiabertos ou mesmo estuporados a grande maioria dos leitores: a heresia, por exemplo, é um crime e um pecado muito mais graves do que o abuso de menores, o qual como sugeri brota da negação de uma verdade racional confirmada pela Revelação positiva Sobrenatural, a saber, o único lugar adequado e lícito do exercício da sexualidade é o amor, ou seja, a entrega total corpóreo-espiritual, exclusiva, fiel e permanente de um homem e de uma mulher, até que a morte os separe. 


Isto que afirmei não é uma invenção minha mas é e sempre uma verdade doutrinal reconhecida e anunciada pela Igreja. No entanto, convenho, que não o parece. Creio que há várias razões para tal. Uma é, sem sombra de dúvida, a “ditadura do relativismo” em que estamos mergulhados, senão mesmo afogados. O mais estranho, todavia, é que os efeitos funestos desta mentalidade parecem em parte controlar, creio que inconscientemente, muitos daqueles que a reconhecem e combatem. De facto, que outra explicação se poderá encontrar para a circunstância de ela ser largamente tolerada ou mesmo admitida e icentivada em Universidades Católicas, em sacerdotes que escrevem em jornais, que estão à frente de paróquias e peroram nas rádios e nas televisões, em Leigos católicos apontados como exemplos e referências, e mesmo nos mais altos prelados? Qual a razão de não existir, no mínimo, igual rigor por parte da Igreja para com este crime como para com o anterior? Será por não existir indignação social? Por a comunicação social não só o não apontar como tal como advogar os que a proclamam? Mas então, perguntar-se-á, a Igreja anda a toque de caixa da mentalidade reinante? Porventura, ou desventura…, quem a comanda não é a Verdade, o seu Senhor, mas sim a opinião do vulgo? Quererá isto dizer que caso o abuso de menores deixe de ser considerado infame pela sociedade a Igreja encolherá os ombros? Não será necessário fazermos um exame de consciência e perguntarmo-nos, diante de Deus, o que se passa connosco? 


3. Quando interrogamos um esposo e sua esposa sobre que reacções teriam na eventualidade de saberem que um filho tivesse sido abusado por um adulto, padre ou não, as suas respostas geralmente são prontas e viscerais: um espancamento brutal ou um homicídio sumário do criminoso. Se, no decorrer da conversa, perguntarmos se “preferiam” que um filho tivesse sido abusado, por sedução ou violência, ou assassinado, não obstante a forte detestação da primeira hipótese todos acabam por reconhecer que antes os queriam vivos, apesar do enorme traumatismo, do que destruídos pelo extermínio. Estas reacções são concordes com a Lei Moral Natural, isto é, com a Lei da Recta Razão, que vê no homicídio de um ser humano um pecado e um crime ainda mais graves do que o abuso, mesmo de um menor.


É verdade, o aborto provocado é um crime maior e ainda mais monstruoso que o abuso de um menor. E no entanto, o primeiro é legalizado, publicitado, financiado, elogiado, enquanto o segundo é criminalizado, sendo que há uma substancial variação, quanto a este último, no que diz respeito à idade da penalização, de país para país. Pelo que aquilo que num é odioso noutro é considerado normal e fazendo parte da vida privada…


Importa ainda sublinhar que a injustiça e ilicitude moral da matança deliberada e directa de qualquer pessoa humana inocente em qualquer fase da sua existência, desde a sua concepção, ou seu início, até à morte natural, é não só uma verdade do Direito Natural mas também uma Verdade Revelada, de Fé Divina e Católica, pelo que a sua negação obstinada, ou, por outras palavras, a advocacia da sua legalização ou liberalização constitui, sem dúvida alguma, uma heresia.


De modo que podemos afirmar que o aborto provocado é mais grave que o abuso de menores quer a título natural quer a Sobrenatural. E no entanto aí temos o seus fautores ou mesmo realizadores a pregar nos órgãos de comunicação, mesmo os da Igreja, contractados para ensinar, mesmo nas instituições da Igreja, para dar formação pastoral em Fátima e em outros lugares Sagrados, enaltecidos e aclamados pelos mais graúdos prelados. E ninguém se choca, nem se ofende, nem se melindra; ninguém se indigna nem mobiliza; tudo amocha, tudo se retrai, tudo conclama ámen, ámen; todos censuram quem se atreve a denunciar a cegueira, o pecado, a malignidade atroz destas infâmias.  

29. 12. 2012

domingo, 4 de novembro de 2012

“Omomafia” nella Chiesa? - di Marco Tosati

In CR

(di Marco Tosatti su blog “San Pietro e dintorni”, La Stampa.it) Riportiamo alcuni brani di un lungo articolo di don Dariusz Oko, Dottore di ricerca del Dipartimento di Filosofia dell’Università Pontificia Giovanni Paolo II di Cracovia, su un tema scottante: e cioè l’omosessualità nella Chiesa.

Il suo testo è stato pubblicato su varie riviste, per ultima sulla prestigiosa rivista teologica tedesca “Theologisches”. “Da molte settimane in Polonia ha luogo un’accesa discussione sulla “omosessualità clandestina nella Chiesa” causata dalle dichiarazioni di don Tadeusz Isakowicz-Zaleski nel suo ultimo libro “Mi importa della verità”. Alcuni negano l’esistenza di questo mondo sommerso e divulgano tesi del tutto contrarie all’insegnamento della Chiesa; in entrambi i casi ciò non corrisponde al vero .

Vista la serietà del problema, mi sento in dovere di prendere la parola, perché anch’io vorrei la verità; ma soprattutto vorrei il bene, il bene fondamentale dell’uomo e della Chiesa, la comunione fondamentale della sua vita”. Scrive Oko : “Il dovere di prendere posizione sul problema dell’omosessualità clandestina nella Chiesa è legato al mio impegno nella critica filosofica dell’ideologia e della propaganda omosessuale (in breve omoideologia e omopropaganda), della quale mi occupo da tanti anni su richiesta e con l’incoraggiamento di molti cardinali e vescovi”. “Ho iniziato il mio lavoro come una lotta contro una mortale minaccia esterna al cristianesimo, ma poco, a poco ho scoperto che la divisione fra esterno ed interno non è così facile.

L’avversario non è soltanto all’esterno della Chiesa, ma è anche già ben radicato al suo interno, pur se spesso dissimulato come un “cavallo di Troia”. Il problema dell’omoideologia e dell’omolobby non esiste soltanto all’esterno della Chiesa, ma è ben presente anche al suo all’interno, dove l’omoideologia diventa omoeresia”. E continua: “Per prima cosa bisogna denunciare una menzogna generalizzata da parte dei mass media che parlano continuamente della pedofilia del clero, mentre il più delle volte si tratta di efebofilia, cioè una degenerazione che non consiste nella attrazione sessuale da parte di maturi maschi omosessuali per i bambini, ma per ragazzi adolescenti in età puberale. È una tipica deviazione legata all’omosessualità.

Le conoscenze principali su questo argomento derivano dal fatto che più dell’80% dei casi di abusi sessuali del clero scoperti negli Stati Uniti sono costituiti da efebofilia, e non da pedofilia. Eppure tutto questo non sarebbe successo senza l’esistenza di quel mondo sommerso del quale i pubblici ministeri hanno svelato soltanto la punta dell’iceberg”. L’autore ricorda alcuni casi eccellenti: quello di mons. Julius Paez in Polonia, di mons. Magee in Irlanda, di Rembert Weakland negli Stati Uniti, oltre al bisessuale fondatore dei Legionari di Cristo. “La condotta di Rembert Weakland, un arcivescovo particolarmente ‘liberale’ e ‘aperto’, che negli anni 1977-2002 ha diretto la diocesi di Milwaukee negli Stati Uniti, dimostra fino a che punto possono spingersi i combattenti preti gay in abito talare. Lui stesso ha ammesso di essere gay e di aver avuto rapporti sessuali continuativi con molti partner.

Nel corso di tutti i 25 anni del suo ufficio, si è sempre opposto al papa ed alla Santa Sede in molte questioni, ed ha particolarmente criticato e respinto l’insegnamento del Magistero della Chiesa cattolica sull’omosessualità. Per di più ha appoggiato e protetto gli omosessuali attivi nella sua diocesi, aiutandoli a sottrarsi alla responsabilità per i reati di carattere sessuale ripetutamente da loro commessi. Alla fine del suo esercizio ha anche attuato una malversazione gigantesca, sottraendo circa mezzo milione di dollari dalla cassa della diocesi per mantenere il suo ex-partner”. Tutti e quattro per molto tempo sono rimasti impuniti, nonostante insistenti voci e ripetute accuse, pervenute a Roma nel corso di molti anni.

Oko denuncia una vera e propria “lobby” interna alla Chiesa: “Per riuscire a nascondere ed a far tollerare un Male del genere bisogna avere uomini nelle cariche importanti, bisogna formare non più soltanto una omolobby, ma una potente congrega, perfino una omomafia. Era d’accordo in tal senso anche Jarosław Gowin, attuale ministro della giustizia polacco, quando, ancora da senatore, parlava dello scandalo degli abusi omosessuali, dei reati di molestie sessuali su giovani e seminaristi, nonché dell’occultamento di questi fatti, commessi da sacerdoti della diocesi di Płock.

Il ministro Gowin ha rivelato che in un suo intervento in Chiesa, durante la causa contro il vescovo Paetz, ha avuto l’impressione di avere a che fare con una sorta di mafia, che, a difesa del proprio interesse, arrivava a negare brutalmente fatti e principi, perfino quelli più evidenti”. Don Oko afferma che “Tutto inizia dal fatto che per un seminarista, con tendenze o con orientamento omosessuale profondamente radicato, è molto più difficile diventare un buon prete”. E per l’omosessuale seminarista o prete le difficoltà sono molte: “Si viene a trovare in una situazione analoga a quella in cui si troverebbe un uomo normale, che per alcuni anni (oppure anche per tutta la vita) ogni giorno dovesse vivere con molte donne attraenti sotto lo stesso tetto, nelle stesse camere da letto e negli stessi bagni. La probabilità di perseverare nella castità diminuirebbe sensibilmente. Bisogna comprendere e cercare di rispettare nel miglior modo possibile i nostri fratelli omosessuali, come ogni persona umana. Essi molte volte provano con tutte le forze a resistere alle loro tentazioni, ed alcuni ci riescono anche, e vivono in modo onesto e perfino santo”.

Per la Chiesa il problema è grandissimo: “Comunque sanno molto bene di rischiare lo smascheramento e il discredito, e perciò si supportano a vicenda. Formano dei gruppi informali, delle combriccole, e perfino una specie di mafia, cercando di dominare soprattutto i luoghi dove albergano potere e denaro. Una volta raggiunta una carica decisionale, cercano di appoggiare e di promuovere prima di tutto le persone dalla natura simile alla loro oppure almeno quelle di cui sono certi che non si opporranno mai per il loro debole carattere.

In tal modo può avvenire che la Chiesa si trovi ad avere in posizioni direttive persone profondamente corrotte, persone molto lontane dal livello spirituale degno di una carica importante, persone false e particolarmente esposte ai ricatti degli avversari del cristianesimo”. E la situazione per chi all’interno della Chiesa tenta di opporsi può essere difficilissima. “Altre volte, quando un vicario tenta di difendere i giovani dalle molestie sessuali di un parroco è proprio lui, e non il parroco, ad essere richiamato all’ordine, vessato ed infine trasferito. Per aver svolto con coraggio il proprio dovere costui si ritrova a vivere esperienze dolorose. Succede che, con un’azione organizzata, egli venga ricattato, umiliato e diffamato sia nell’ambiente parrocchiale che sacerdotale. Inoltre, quando un prete o un frate subiscono loro stessi delle molestie sessuali da altri colleghi e superiori e cercano di chiedere aiuto e difesa ai livelli più alti, può accadere che incontrino un omosessuale ancora più importante”. Don Oko parla dell’esperienza personale nel caso del vescovo Paez, e di altri casi ancora.

Benedetto XVI conduce una lotta serrata contro questo male, e ribadisce che un prete deve essere eterosessuale; altirmenti la rinuncia al matrimonio e la scelta celibataria non avrebbero senso. ”L’insegnamento del papa incontra opposizioni: la comunità omosessuale della Chiesa si difende ed attacca. Ha bisogno anche di strumenti intellettuali, di giustificazioni e perciò l’omoideologia assume, nei suoi ragionamenti, discorsi e scritti, la forma di omoeresia. La ribellione più aperta contro il papa e contro la Chiesa è diretta da alcuni gesuiti statunitensi che si oppongono apertamente e dichiarano che, in contrasto con i principi sopracitati, accetteranno ugualmente seminaristi con tendenze omosessuali, invitandoli perfino di proposito”.