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quarta-feira, 26 de março de 2008

Cartilha


"Deixe suas mãos visíveis e não faça nenhum movimento brusco..."


"Não discuta com o (!) nem toque nele..."

Em um país com os níveis de violência que o Brasil enfrenta, as frases acima caberiam bem em uma cartilha para orientar a população como se comportar quando se defrontar com um assaltante.
Não é bem o caso. A Secretaria Especial de Direitos Humanos, órgão da Presidêndia do Brasil, lançou uma campanha denominada “A Polícia me parou. E agora?”, onde um milhão de folhetos já começaram a ser distribuídos, em molde de cartilha com frases como as citadas acima, para orientar a população, em especial os jovens, como se comportar quando receber uma abordagem policial.
Tem algo muito errado cá no sítio, pois isto é muito pela truculência policial mal preparada.
Há que assumir, mas espero que mais folhetos para treinar os policiais sejam feitos, e que melhores condições de trabalho lhes sejam dadas para que possam trabalhar em situações emocionais mais adequadas.

terça-feira, 25 de março de 2008

'Faça o que quiser, mas faça com camisinha'



No início do ano comentei a hipócrita postura da Associação de Profissionais por uma Publicidade Responsável, na França, por esta ter “censurado” um cartaz de uma campanha contra a AIDS (SIDA) naquele país, onde apareciam dois homens sem roupa, em uma cama.
Hoje é dia de aplaudir o Ministério da Saúde do Brasil pela coragem de enfrentar, sem preconceitos e sem melindres, a preocupação com o aumento de contagiados com a “maldita” e outras doenças sexualmente transmissíveis entre gays e travestis.
Com uma campanha com o slogan 'Faça o que quiser, mas faça com camisinha', com material como o cartaz adesivo aqui reproduzido, e folhetos a serem distribuídos em bares, boates e festas onde o público alvo tenha presença, o Ministério da Saúde demonstra que para enfrentar problemas graves há que começar por atacar o primeiro deles, o mix do preconceito com a hipocrisia.