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quarta-feira, 4 de novembro de 2015
O grande Cáucaso russo
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
MUSEU MAIAKOVSKI, EM MOSCOU
O Museu Maiakovski, um dos mais diferentes e originais de Moscou, situado na praça da Lubianka, é um dos passeios obrigatórios que o turista que visita a capital russa deve fazer. Tanto pela importância histórica, quanto literária e cultural de Vladimir Maiakovski. Como diz a apresentadora do vídeo postado a seguir, "a excursão pelo Museu Maiakovski é parte de um processo educativo que nunca acaba". O museu apresenta as cartas, os desenhos, objetos pessoais do poeta, tudo numa disposição meio anárquica, refletindo o pensamento tumultuado de Vladimir Maiakovski.Em suma, este museu procura retratar o mundo, o pensamento e a época do poeta russo, homem sempre atual,de sentimentos intensos e coração ardente.
Me furto à tentação de colocar sua biografia neste post, salientando, apenas, que além de poeta, ele era um desenhista de primeira, assim como seus país e irmã.Durante os anos da guerra civil, se dedicou a fazer desenhos para cartazes de propagandas. Fez, também, mais tarde, campanhas institucionais e propagandas para divulgação da poesia. Muitos de seus desenhos eram de cunho satírico. Deixo alguns de exemplo neste espaço.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
NIKOLAI LESKOV: MUITO ALÉM DE LADY MACBETH DO DISTRITO DE MTZENSK
Graças a tal descaso editorial, Lescov é muito pouco conhecido entre a gente. Todos (ou quase todos, espero) sabem quem é Tolstoi, Dostoievski, Tchekhov, Gógol e, atualmente, Goncharov. Mas quem sabe quem foi Leskov? Considerado por alguns especialistas em literatura russa como um dos maiores expoentes entre os russos do século XIX, mas ofuscado por seus contemporâneos acima citados. Entretanto nem só de Dostoievski e Tolstoi vive a rica literatura russa, por mais fabulosos que sejam (já devo ter repetido isto inúmeras vezes, em outros posts)...
Leskov oferece ao leitor quadros mais ou menos inéditos da vida russa, em seus aspectos mais duros e ásperos, a partir da vivência obtida em seu trabalho, que o levava a viajar pelo país, retratando um mundo russo muito diverso daquele que os grandes titãs de sua época o fizeram.
Leskov oferece ao leitor quadros mais ou menos inéditos da vida russa, em seus aspectos mais duros e ásperos, a partir da vivência obtida em seu trabalho, que o levava a viajar pelo país, retratando um mundo russo muito diverso daquele que os grandes titãs de sua época o fizeram.
Natural de Oriol, cidade que nos legou grandes nomes da literatura russa, como Leonid Andreev (ver neste blog), Boris Zaitsev, além deIvan Turguêniev, entre outros tantos, bem como cineastas, cientistas e filósofos(como Bakhtin) (ver fotos da cidade no final desta postagem).
Viveu de 1831 a 1895. Foi um romancista polêmico, já que polêmica era sua personalidade. Sua obra de estréia, intitulada "Em lugar algum", foi um romance mal recebido pela crítica, que considerou seu autor 'retrógrado': ele era um anti-niilista,e o niilismo era a temática de então. Muitos dos grandes escritores seus contemporâneos abordavam temas niilistas, em especial Ivan Turguêniev, em seu romance Pais e Filhos.
De 1864 a 1890, escreveu oito romances,14 novelas, inúmeros contos e uma peça teatral. Entre seus romances, podemos citar " Gente da Catedral" (sobre o clero provinciano russo); anjo selado (sobre o fanatismo dos velhos crentes); " O peregrino encantado (aventuras de um servo que entra para um monastério); "Lady Macbeth do Distrito de Mtzensk" (história da danação e do pecado, da sedução e da fraqueza humana), entre outros.
Suas histórias são narradas em estilo rico e envolvente, sempre tendo a Rússia e Oriol como foco principal. Escreveu com ardor sobre as miseráveis condições da vida no campo.
Apesar de, inicialmente, ter se manifestado contra o movimento revolucionário clandestino, foi Maksim Gorki, um escritor comunista, quem mais se empenhou em valorizar Leskov que, a partir de então, passou a ser divulgado em edições bem produzidas, como a maioria das edições do período soviético.
A respeito de sua personalidade, transcrevo um trecho do livro "Pelo Prisma Russo", de Joseph Frank:
"Leskov era uma personalidade orgulhosa, apaixonada e frequentemente irascível; no decorrer de sua vida ele conseguiu indispor-se com quase todo mundo que conhecia, como também com todas as tendências e movimentos correntes na literatura russa. Isso também nos diz algo sobre sua impetuosa independência, sua recusa a reverenciar os lemas ideológicos do momento. Sua briga mais conhecida, causa do virtual ostracismo que os radicais lhe impuseram durante a maior parte de sua vida, envolvia os famosos incêndios de São Petersburgo, de 1862, que coincidiram aproximadamente com a circulação das proclamações sanguinárias do Rússia Jovem, que proclamavam pelo extermínio da família real e de todos os seus partidários. A maioria acreditava que os radicais tinham começado o incêndio, e o populacho suspeitava de que a população estudantil em geral fosse simpática aos supostos incendiários. Leskov, com a intenção de proteger os estudantes, publicou um artigo onde pedia à polícia que, se houvesse qualquer prova de incêndio culposo, nomeasse os culpados para que a suspeita pudesse ser retirada das costas dos inocentes. À primeira vista, nada pareceria mais inofensivo do que tal pedido, mas o fato de Leskov ter dado algum crédito à hipótese de incêndio culposo e ter, aparentemente, apelado à polícia contra os radicais, foi o suficiente para torná-lo um homem marcado".Pelo trecho acima pode-se ter uma ideia de que, assim como sua obra, sua biografia, também, merece ser traduzida para o português e esta biografia existe, em inglês, tendo sido escrita por Hugh Mac Lean, da Universidade de Cambridge. Espero que nossas editoras resolvam dar a Leskov o espaço que ele merece e que nós, leitores, merecemos também.
Fotos do autor (mais ou menos em ordem cronológica):
Fotos da cidade onde o escritor nasceu:
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
O último homemda vida de Anna Akhmátova
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
LIVRO DA VEZ: PAVILHÃO DOS CANCEROSOS (ALEXANDR SOLJENITSYN)
A obra é uma análise da sociedade soviética e podemos interpretar seu título como se referindo não apenas ao local onde se passa a ação - ambientada em um hospital do Uzbequistão, nos anos 50- mas- também, á sociedade soviética.
O autor escreveu esta obra entre os anos de 1963 e 1966, retratando as memórias de seu tratamento no setor de oncologia do hospital de Tashkent, em 1954.
O autor escreveu esta obra entre os anos de 1963 e 1966, retratando as memórias de seu tratamento no setor de oncologia do hospital de Tashkent, em 1954.
Sua narrativa, feita em 669 páginas magistrais, gira em torno da rotina de um grupo de cancerosos internados naquilo que, mais do que um hospital, - sujo e lotado, - é um verdadeiro inferno para todos que ali estão, inclusive para os médicos. A impressão que fica é ade que todos stão em processo de expiação de pecados. Existe aí uma alegoria ao Calvário de Cristo.
No decorrer da história vão surgindo os antagonismos,entre os sentimentos humanos e os pensamentos de uma regra coercitiva social puramente materialista, com brilhantes manifestações (algumas concretas, outras simbólicas) do conflito entre liberais e conservadores, existentes na Rússia, até os nossos dias, com discussões que abordam os princípios básicos do socialismo soviético, sempre através da visão humanista de Soljenitsyn.
Aos personagens reais, Soljenitzine acrescentou personagens fictícios, tais como Chaly, um personagem de muita vulgaridade contrabalançada por muito bom humor, dando um sopro de vida ao pavilhão e Shulubin - um velho bolchevique, que substitui seus ideais de toda uma vida por um conceito de socialismo mais humano, nascido de seu próprio sofrimento. . O personagem Oleg seria um reflexo do próprio autor.
A princípio, Soljenitsyn publicou o livro, em capítulos, no periódico "Novo Mundo", não sendo, no entanto, publicado em forma de livro na URSS. O editor Twardovski tentou,por diversas vezes, publica-lo, sem sucesso. Aos poucos, seus capítulos começaram a se espalhar, dispersando-se pela URSS como Samysdát (publicação clandestina, informal, que passava ao largo da censura). Logo a seguir, foi publicado no ocidente, junto com outro livro de Soljenitsin - O Primeiro Círculo, um evento literário internacional e uma dar razões da outorga do Nobel ao autor, em 1970.
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Casa onde o escritor passou a infância
Agora, imagens de Soljenitsin em vídeo:
Солженицын, как он есть
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domingo, 18 de julho de 2010
VISITANDO TULA
fonte foto acima:http://cityduma.tula.ru/
Tula é um centro administrativo da Rússia, localizado aproximadamente 180 km a sul de Moscou. Sua população é de cerca de 481.216 habitantes, sendo uma das cidades mais antigas da Rússia, tendo sido citada pela primeira vez em crônicas do séc.XVI. No entanto, a data exata de sua fundação é ainda desconhecida e alguns historiadores acreditam que Tula seria Taidula, um local citado em crônicas do ano 1.146 d.C.
Na Idade Média esta cidade era uma fortaleza fronteiriça a Ryazan. Foi palco de importantes acontecimentos históricos russos: em 1552 resistiu a um cerco tártaro, em 1607 resistiu a nsurretos liderados por Ivan Bolotnikov, num cerco que durou 4 meses; no século 18 teve algumas partes das muralhas de seu Kremlin demolidas.
Esta cidade foi visitada, em 1712, pelo imperador Pedro, o Grande, que resolveu construir nela a primeira fábrica de armamentos da Rússia. Também lá foi criada a primeira fábrica a produzir o famoso 'samovar'em escala industrial, no sec.18; com isto, ela foi se tornando um centro daindústria pesada russa, principalmente de indústria de material bélico.
Durante a 2ª guerra mundial, Tula foi alvo de uma ofensiva alemã, em 1941. Ironia do destino, esta cidade ser especializada em material bélico: ela foi berço do maior pregador do pacifismo e não violência, o gênio da literatura universal Liev Tolstoi. Exatamente: a famosa propriedade do escritor "Yasnaya Polyana" fica localizada em Tula, sendo ela sua principal atração turística. Lá viveu e foi enterrado Liev NIkolaievitch. A exatos 14 km a sudoeste do centro da cidade.
Nem só de material bélico vive a terra de Tolstoi, que é também um centro de fabricação de instrumentos musicais, principalmente o acordeon, tanto para uso interno, quanto para exportação.
PARA VER MAIS FOTOS DE TULA:
- Fotogaleria: http://www.phototula.ru/
terça-feira, 29 de junho de 2010
SÃO PETERSBURGO DE DOSTOIEVSKI: A CASA DE RASKÓLNIKOV EXISTE OU NÂO?
TRADUÇÃO DA RESPOSTA: Re: casa de Raskolnikov
Аксинья, добрый день, Существуют разные точки зрения по поводу адреса Дома Раскольникова - в Петербурге есть несколько домов, которые подходят под описание дома Раскольникова в романе. Условно принято считать "домом Раскольникова" дом на углу Гражданской улицы и улицы Пржевальского, 19/5. Этот дом находится в районе Сенной площади - в этом районе очень много адресов, связанных с Ф.М.Достоевским. Это центр города, 20-30 минут пешком от Музея Достоевского. В Музее Достоевского можно заказать экскурсию по местам Ф.М.Достоевского в Петербурге, можно купить аудиогид "Петербург Достоевского". С уважением, Анастасия Князева Музей Достоевского
Aksinia, bom dia,
Existem diferentes pontos de vista em relação ao endereço da Casa de Raskolnikov - em Petersburgo existem algumas casas que se aproximam da descrição da casa de Raskolnikov no romance. É convencional considerar a aceitação, como "casa de Raskolnikov,", a casa na esquina da rua Grajdanski com rua Prjevalski(*), 19/5. Esta casa se situa na região da praça Sennoi , região onde muitos endereços estão ligados a F.M.Dostoievski. É o centro da cidade, a 20 ou 30 minutos a pé do Museu de Dostoievski. No mMuseu de Dostoievski é possível encomendar excursões pelos locais de F.M.Dostoievski em Peterburge é possível comprar o áudio livro"A Peterburgo de Dostoievski" Respeitos amente, Anastácia Knyazeva Museu de dostoievski
Com base no que Anastácia Knyazeva escreveu, posto algumas fotos da referida casa (a mesma casa da foto inicial deste post):

clique na foto Foto antiga do local(ligado ao canal Griboedova, pela Ponte Kokuchkin)
Continuando com mais fotos desta mesma casa: notem o detalhe da foto abaixo, que confirma o que Anastácia Knyzeva escreveu em seu e-mail, ou seja, de que é convencional a aceitação desta como a casa do personagem: nela há uma placa onde se lê "casa de Raskolnikov e a estátua de Dostoievski:
Detalhe da placa: 

Para Dostoievski a Praça Sennaya era um lugar especial, simbólico, talvez o mais importante em São Petersburgo. É exatamente aí e nas suas imediações que se desenvolvem as cenas culminantes de alguns de seus romances, tais como"Crime e Castigo" "Gente Pobre" e "Noites Brancas". Estudiosos de sua obra concluíram,(de acordo com informações contidas no site http://www.ddspb.ru) que a casa da velha usurária fica no Canal Griboedova, n.104, a de Sonya Mameladova é bem pertinho, no n.73 deste mesmo Canal ea de Raskolnikov, no n.19 da Rua Grazhdanskaya. Atualmente a raça Sennaya fica no centro de Petersburgo, com desenvolvimento e infraestrutura de uma grande capital: é um grande centro comercial, com restaurantes, bares, e um sem-número de boutiques, tudo muito diferente dos tempos do escritor, quando era um dos mais desagradáveis locais da então capital, face a concentração de marginais, perdendo apenas para o Cana Obvodniy e Praça Likovski. Aqui existia um importante mercado que vendia tudo super barato, os mais baratos da cidade e a multidão se atropelava na disputa dos produtos aí vendidos. Estava sempre emporcalhada, repleta de lixo, , cheirando à podridão.
casa da velha usurária
casa de Sonya
Набережная канала Грибоедова,73 fonte: http://www.panphoto.spb.ru/files/pages/page0051.htm|
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Resta acresentar que, nesta casa de Raskolnikov, tudo corresponde ao descrito no romance:a casa situada na esquina da antiga rua Machenskaya com a Stolyarny, o pátio, o número de andares, o trajeto até a casa da usurária e, sobretudo, a escada de 13 degraus, conforme fotos a seguir:
o pátio
Agradeço as informações prestadas pelo Museu do autor e lembro ao nosso visitante que o site do museu possui muitas informações adicionais pra lá de interessantes.
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