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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Encontros Imediatos de 3º grau


Um brinde àquelas que conseguiram chegar ao 3º grau sem passar pelo 2º. A banca dá-te dinheiro extra e tens direito a lançar os dados outra vez:

1. Ir para casa dela?
Nunca sugira você mesma ir para a casa de uma pessoa. Não vai querer tornar-se rude, pois não? Se o convite partir dela e lhe agradar a ideia de conhecer um espaço novo, aceite-o sem hesitações.

2. Ir para a minha?
Conheces os cantos à casa, por isso estás em vantagem. No entanto há duas regras principais (há bem mais porque fazer as coisas com ética dá trabalho) que a anfitriã não pode descurar:
a) Uma casa arrumada e limpa é meio caminho andado para ela se sentir bem no teu espaço;
b) É cordial ofereceres uma bebida, se preferirem conversar mais um pouco a sós (quem é que quer conversar numa altura destas?) mas se a excitação for muita esquece a garrafeira e vai directamente para o quarto.

3. Ir para um hotel?
É a hipótese para quem está longe da sua cidade, partilha a casa com pais conservadores ou tem a casa num caos. Prepare a bolsa!

4. Não vamos para lado nenhum. Ficamos já aqui!
Vocês já ganharam o jogo. Divirtam-se!

As raparigas, regra geral, têm extrema dificuldade em se envolver por prazer. Acham que o prazer deve vir sempre atrelado a um suposto sentimento amoroso, por isso projectam amor a torto e a direito e a coisa normalmente dá para o torto. Há uma explicação para isto: somos mulheres e historicamente nunca fomos autorizadas a buscar nem a ter prazer.
Chegada a este ponto, é esperado que tenha deixado o lado emocional do lado de fora da porta. Só se põe na boca de uma lobinha má quando se quer ser engolida. Autorize-se a divertir-se sem cobrar nada nem a deixar que lho cobrem. Não espere mais do que simples prazer. São livres e não têm qualquer vínculo, estão juntas por um desejo comum. Satisfaçam-no!
Como ainda se estão a descobrir o objectivo é mesmo desfrutarem dessa descoberta. Para que isto resulte bem é bom que se dispa... de complexos, obviamente.
Nada de ser romântica se não busca romantismo. Não há nada pior do que induzir uma pessoa em erro porque há equívocos que custa muito a desfazer. Seja aquilo que pretende: sensual, se busca sensualidade, louca se busca loucura...
Palavras proibidíssimas: amor, relações, futuro.
Carpe diem (ou carpe noctem) é tudo o que se deseja. Seja uma verdadeira argonauta das sensações. Não pense. Sinta a sua própria natureza e o seu próprio corpo a comunicar com outro.



1. Condessa, acha que eu posso ser carinhosa com ela?

Pode. Não pode é dar a entender coisas que não sente.


2. Ai ai, ela está a fazer demasiadas perguntas às quais não sei como responder...

Eu não lhe disse para manterem as vossas bocas ocupadas? Allez!


3. Já amanheceu. devo convidá-la para tomar um duche ou servir-lhe o pequeno-almoço?

Seria muito cordial se o fizesse. É o mínimo que pode fazer com uma pessoa que a divertiu a noite toda. Não seja fria com uma pessoa que a tratou bem, mas atenção, ser cordial não implica ser romântica, ok?


4. Condessa X, e agora? Sinto-me responsável por ela. Se calhar ela é um bocado carente.

Livre-se de chantagens emocionais e veja se cresce. A única responsabilidade que tem é não enganar ninguém.


5. Acho que me arrependi. Sinto-me culpada. Parece que o meu corpo foi usado...

E você não usou o dela consentidamente? Se não tem maturidade suficiente para ser uma lésbica decente não seja lésbica e desapareça deste blog imediatamente que você dá mau nome à classe!


6. Foi muito divertido. Acho que vou querer repetir.

Vai querer repetir a experiência ou vai querer repetir a noite com ela específicamente? Se quer voltar a estar com ela específicamente, sugira isso sensualmente, mas esteja mentalizada que nem sempre as pessoas podem querer as mesmas coisas no mesmo momento. Se assim for, não dramatize nem se faça de vítima. Aprenda a respeitar a vontade e o timming dos outros.
7. Sinto-me vazia por dentro.

Isso é porque empregou muito bem as energias que tinha. Coma qualquer coisa entretanto.


8. Acho que a amo.

Não seja ridícula. Ninguém ama uma pessoa de um momento para o outro. O amor constrói-se no dia-dia não surge de imediato. Além disso, eu não lhe tinha dito já para abandonar este blog imediatamente?



A noite foi estonteante e você é uma mulher que se sabe divertir de forma responsável e está segura do que quer. Não imagina como isso é sensual.


Espero que tenha trazido os óculos de sol. Está um dia lindo, não está? Bom fim-de-semana!



Condessa X

P.S. - Se andas à nora com os graus recua 2 casas e fica 1 vez sem jogar porque vais parar na casa partida e depois vais descansar para a casa do after flirt.

terça-feira, 31 de março de 2009

As raparigas fáceis de se levar para a cama são - nova enquete

Não acredito que as boas intenções de uma pessoa se meçam pelo tempo que demoram a se envolver fisicamente com alguém. Fosse essa matemática assim tão simples e a melhor pessoa seria sempre aquela com a qual nunca iriamos para a cama.
"Só fomos para a cama passados 4 meses de namoro" - ouvi esta frase e similares (variava o número de semanas ou meses) durante "kini-entrevistas" que fui fazendo a algumas amigas.
Perante alguma incredulidade da minha parte a maioria explicava-me que "quando se vai logo para a cama com uma pessoa o mais provável é aquilo acabar só em sexo", rasgando possibilidades da relação evoluir no sentido afectivo/amoroso.
A minha questão prendia-se com o facto de não conseguir conceber uma relação afectiva/amorosa sem sexo. Parto do princípio de que quando estamos encantad@s/apaixonad@s/flashad@s por alguém queremos estar próximas dessa pessoa tanto a nível emocional como físico. Proximidade essa que tem a sua expressão máxima na comunicação dos corpos (porque eles falam). Próximo, mais próximo, mais ainda, o abraço, a nudez, o toque intímo, o cheiro, mais próximo, uma próximidade tal até que os corpos se sintam de facto unidos, misturados, dentro um do outro porque quando estamos encantad@s/apaixonad@s/flashad@s por alguém queremos toda a proximidade possível. E quando estamos verdadeiramente encantad@s/apaixonad@s/flashad@s queremos repetir outra vez e outra vez...
Inversamente, a opinião dessas "kini-entrevistadas" prende-se com o facto de considerarem que o sexo imediato conduz à anulação do "amor" (entendido da forma que quiserem). Elas próprias assumem desligar-se facilmente de uma pessoa que lhes dê sexo de imediato e por isso temem dar sexo imediato a alguém com quem pretendam projectar algo mais do que proximidade sexual.
Pensei na enquete como qualquer coisa do tipo: "As pessoas desinteressam-se facilmente se formos logo para a cama com elas?" ou na visão oposta "Desinteressas-te facilmente por uma pessoa que vá logo para a cama contigo?". Inicialmente achei que seria interessante comparar a visão em ambas as peles de "sedutora" a "seduzida", depois senti saudades das votações de escolha múltipla e voilà. ;-)

A este propósito lembrei-me de Carmen (entre as Lwordianas mais cobiçadas), uma rapariga muito dada que teve sexo com Shane poucos minutos depois de se conhecerem. Enjoy ;-)



Ansiosa por ler as visitantes, o sexo alimenta um futuro relacionamento amoroso/afectivo ou destrói-o?

x-pressiongirl

P.S. - Os mais cordiais agradecimentos às amigas que gentilmente salvaram a minha falta de ideias nas opções para a votação. ;-)

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Masturbo-me - resultados enquete

Depois de ter visto os resultados da enquete compreendi que a melhor forma de analisá-los seria colocar as opções "solteira" e "envolvida" lado a lado. De facto pedia-se às votantes que assinalassem uma opção em ambos os contextos(e ainda assim houve meninas a votarem apenas numa das opções).
A maioria (20%) admite que quando está solteira masturba-se, em média, 1 x por dia e quando vinculada a alguém não se masturba (25%). Tentei acompanhar a evolução da votação e apercebi-me que o resultado não é assim tão linear, já que não nos permite dizer sem equívoco que a pessoa que votou numa opção tenha votado na outra.
É, de facto, erróneo, presumir-se que as pessoas masturbam-se mais quando estão solteiras.



Atente-se no facto de 9% das votantes admitirem que mesmo quando estão envolvidas com alguém se masturbam mais de 2 x por dia. Atribuo isso à ansiedade causada pela espera da pessoa desejada ("Apareço para ter sexo contigo às 5h. Se me atrasar começa sem mim", como dizia Tallulah Bankhead) ou à excitação que prevalece após a partida da amante.
Nada como atentarem na vossa própria experiência e nas das amigas que vos são mais próximas.

x-pressiongirl

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Estudo sobre Masturbação feminina e Orgasmo feminino

A sexóloga Vânia Beliz está a realizar um estudo sobre Masturbação feminina e Orgasmo feminino, no âmbito da conclusão do seu Mestrado. Quem quiser participar deverá fazê-lo através deste link.

Mais informações aqui.

Condessa X

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Quando estou (solteira/envolvida) masturbo-me


Apareço para ter sexo contigo às cinco. Se me atrasar, começa sem mim.
Tallulah Bankhead (1902-1968)

Na visão das "sex-positive feminists" a masturbação pode ser encarada como um acto de libertação, auto-descoberta e auto-prazer.
Alicia Gallotti escreveu no seu "Kama Sutra Lésbico - Para viver a sexualidade em liberdade" que "As mulheres que mais facilmente ingressam no mundo sensual da masturbação são mais libertas e as que gostam mais de si.
Se uma pessoa está bem com o seu corpo e com a sua sexualidade, desfruta intensamente ao acariciar-se".
Sendo um acto centrado na própria pessoa, como é que funciona quando estamos afectiva/sexualmente envolvidas com alguém?



A regularidade com que se masturbam as raparigas difere consoante uma porção de factores que não tenciono explorar agora. Pensei inicialmente fazer uma enquete sobre a frequência da masturbação, mas como creio haver uma maior percentagem de raparigas que se masturba menos quando se encontra envolvida com alguém presumi que a votação poderia diferir consoante @s votantes estivessem ou não envolvidos com alguém. É por este motivo que a votação encerra em si duas questões:

1. Com que frequência se masturbam quando estão solteiras;
2. Com que frequência se masturbam quando estão envolvidas com alguém;

Gostaria de verificar, com esta enquete se isso terá, porventura, algum fundamento ou se por outro lado se masturbam mais ou se com regularidade igual, independentemente de estarem ou não físicamente envolvidas com outra pessoa.
Para que os resultados finais da enquete façam sentido é necessário que votem em duas opções, sendo uma delas solteira e a outra envolvida.

x-pressiongirl

P.S. - A imagem pertence a uma campanha publicitária que foi banida da revista Glamour em 2005. Podem ler o artigo aqui.

sábado, 13 de dezembro de 2008

As minhas fantasias sexuais são - resultados enquete

A votação era de escolha múltipla e como continha duas questões, decidi parti-las em dois gráficos de melhor leitura. Esta semana participaram apenas 36 votantes. Os dados apresentam-se em %.



A maior parte dos votantes assume que as suas fantasias são sensuais (58%) e ousadas (47%).



Os 63% que fantasiam com mulheres mostram que este blog não é visitado somente por lésbicas ao contrário do que muita gente julga. Há bissexuais, heterossexuais e rapazes também. 33% fantasia com a namorada actual, o que revela bom gosto. Mensagem para os 11% que fantasiam com pessoas famosas: visitem menos o sembikini, deixem de ver televisão e saiam mais. ;-)

x-pressiongirl

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

As minhas fantasias sexuais são

As fantasias sexuais não são mais do que a expressão de um desejo sexual que normalmente pretendemos ver realizado. É a nossa imaginação que as desenha, consoante a autorizemos a flutuar livremente neste espaço que só a nós nos pertence até que decidamos partilhá-lo com outra pessoa.
Quanto tempo se leva do sonho ou do pensamento (idealização) à prática? As fantasias acabam sendo satisfeitas ou reprimidas?
Fantasiamos com desconhecidos, com pessoas que nos são próximas ou com gente famosa?
As vossas fantasias tendem a ser combinadas com coisas que querem repetir ou que querem experimentar? E que forma assumem elas normalmente: ternura, violência, ousadas, pervertidas...?
A votação é, naturalmente, de escolha múltipla.

x-pressiongirl

P.S. - A melhor forma de se satisfazer uma fantasia é partilhá-la (verbalmente ou não, isso é opcional). ;-)

domingo, 2 de novembro de 2008

Nova enquete: Já fingiste orgasmos?

Na sequência da última enquete em que observei que cerca de 3/4 das votantes nem sempre têm orgasmos, ocorre-me perguntar se esse facto é partilhável com a vossa namorada/amiga íntima.
A bola de neve é mais ou menos esta. Se não contam da primeira vez sentir-se-ão tentadas a fingir todas as outras vezes que não os tiverem, só para manter as aparências. Aqui arriscam-se a nunca mais ter um orgasmo verdadeiro.
Se contarem logo a rapariga pode sentir-se pressionada ou insultada e pode pressionar-vos e insultar-vos também. :-)
O orgasmo não é fundamental, a pessoa pode ter o triplo do prazer da outra mesmo sem escalar até ao nirvana. Quem é que não gosta de sentir-se responsável pelos orgasmos da outra? Ninguém anda a perguntar: "Tiveste um orgasmo?" Mas às vezes não dá vontade de perguntar?
Ou então a rapariga acaba de ter um orgasmo e diz:
- Foi tão intenso este orgasmo.
E quando ela diz isto vocês ainda não tinham chegado lá. Culpa vossa por estarem desconcentradas ou pouco excitadas ou culpa dela por não se ter esforçado mais?
O diálogo e a franqueza na relação é deveras importante. E se for uma relação ocasional, vale a pena abrir a boca? Sim, talvez tenham razão, mas e se a relação ocasional se transformar gradualmente numa relação formal que conjugue sexo e afectividade?




A Bette devia ter ficado caladinha ou fez bem em parar de fingir que tinha orgasmos?
Vamos votar, girls!

x-pressingirl

resultados enquete: Atinjo o orgasmo

A maioria das votantes, 30%, atinge o orgasmo quase sempre. Apenas 20% se incluem no grupo das mais sortudas que o atingem sempre, seja sozinhas, seja acompanhadas. Trago boas notícias para as 2 votantes que não conseguem atingir de nenhuma das formas (anorgasmia): É provável que seja uma situação passageira.
Há 3 tipos de anorgasmia:
1 - Anorgasmia permanente (pessoas que nunca tenham tido um orgasmo);
2 - Anorgasmia periódica (quando a pessoa só sente dificuldade em atingi-lo em determinadas alturas, sendo que habitualmente atinge-o facilmente);
3 - Anorgasmia situacional (ao contrário do anterior, a pessoa só raramente consegue atingi-lo).



Os estudiosos não são unânimes relativamente às causas da anorgasmia mas apesar do consumo de alguns fármacos ou substâncias serem susceptíveis de alterar o comportamento hormonal, as causas de foro psicológico ou social parecem ser mais determinantes na obtenção do orgasmo.
Os especialistas (note-se que são quase todos homens) incentivam as mulheres a contar ao amante.
E nós contamos? ;-)

x-pressiongirl

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Resultados da enquete: "O sexo tem de ser"

Chego à conclusão que para acabar com a raça d@s abstencionistas é necessário colocar uma enquete sobre sexo. Admita-se que um universo de 39 votantes é um marco na história do pequeno sembikini.
Na verdade havia 3 questões implícitas: o sexo deve ser, o que é que o sexo exprime e com quem se faz sexo.
A maior parte d@s votantes acha que o sexo deve ser: sensual (76%), intenso (74%), descomplexado (69%), orgásmico (61%), louco (58%), quente (58%), libertador (58%), e carinhoso (58%).
Como se encara o sexo: a x-pressão do desejo (53%), a x-pressão física das nossas fantasias (30%), a x-pressão física do amor (25%).
Com quem se faz sexo: com quem considere interessante (35%), apenas com a pessoa que amo (15%).

Divirtam-se com os resultados convertidos num gráfico de melhor leitura.



Se alguém gosta de sexo: silencioso (2%), baunilha (2%), espiritual (15%) ou estridente (15%) deverá ponderar melhor se quiser ter sucexo neste âmbito. É que certamente não encontrará muita gente com o mesmo gosto, pelo menos, entre @s visitantes do sembikini. ;-)

x-pressiongirl

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Bed Death

A comunicação dos corpos extinguiu-se porque já não há aquele apetite inicial? Tornaram-se mais amigas do que amantes? A vossa cama morreu, amigas? Em linguagem lésbica diz-se que estão a passar por uma Lesbian Bed Death, que em português soará mais ou menos como "morte de cama".



Vivemos tempos de comida e de dinheiro de plástico, por isso como acham que a sociedade de consumo nos educa a ver as pessoas? Exactamente. Nos tempos que correm, quando alguma coisa se avaria é, ridiculamente, mais fácil comprar-se a coisa nova do que mandar arranjar o objecto antigo. Da mesma forma, procurar uma nova pessoa que nos proporcione todas as emoções da loucura inicial parece mais simples mas já alguém aqui explicou, e muito bem, que isso é uma faca de dois (le)gumes. Aparentemente é mais fácil projectar um novo romance baseado no prazer da nova descoberta do que REdescobrir e REinventar uma RElação que parece não poder evoluir mais. A palavra relação significa precisamente a renovação de laços. E não, a experiência nem sempre é proporcional à maturidade, basta observarmos o escandaloso número de pessoas que têm tanto de experientes como de imaturas.
Passemos de nível neste próximo parágrafo, reciclado a partir de um post antigo que deixei na rede ex-aequo:
Creio que a Bed Death ocorre mais facilmente em casais cuja relação seja longa, por estes motivos que apresento e cujas propostas de REsolução descrevo de seguida:

Envelhecimento e consequente falta de identificação com o outro ou, até, com nós mesmos;

- Cultivar o nosso próprio bem-estar físico e emocional. Não deixar que o nosso físico atrapalhe a nossa performance enquanto amantes dedicadas (por exemplo, uma grande barriga dificulta manobras que se querem ágeis). Sem grandes exageros (é abominavel o tempo que as pessoas passam em ginásios em busca de um corpo perfeito), é importante termos ao nosso lado uma pessoa que se preocupa em ter uma imagem cuidada, não propriamente para mostrar aos outros mas, sobretudo, para se sentir bem consigo mesma.
Tentar conciliar horários entre ambas e fazer caminhada, andar de bicicleta (em Lisboa não é lá muito fácil, mas estes senhores e estes mostram que é possível), nadar e, claro, ter sexo a montes ajuda a queimar calorias e simultaneamente a promover a máxima "mens sana in corpore sano".
Para as pessoas que tenham dificuldades motoras, jogar xadrez, monopoly, ou brincar às barbies (não há melhor exercício criativo a duas). Não queima tantas calorias mas é divertido se passarem à prática as histórias que forem inventando com as bonecas. Imaginem-se a treinar com duas barbies aquilo que vão fazer a seguir uma com a outra. Nice, hein? ;-)

Falta de diálogo franco na relação;

- saber equilibrar as faltas de acordo com democracia e racionalidade, ora cedendo ora fazendo prevalecer a nossa vontade. Pessoas demasiado autoritárias ou demasiado permissivas tornam-se desagradáveis.

- ocultar coisas que se sente e acomular pequenas queixinhas só ajuda a aumentar a desconfiança e a criar inseguranças muitas vezes desnecessárias. Aprender a falar com franqueza e de forma educada tudo o que pensa e, do mesmo modo, estar preparada para ouvir é meio caminho andado para preservar o bom entendimento.

Medo de desiludir ou de perder a companhia;

- promover uma relação plena de novidades (o que a cada dia que passa é mais dificil). Obviamente é mais fácil surpreender uma pessoa com quem estamos há seis meses do que uma que já nos conheça por mais de 5 anos. Mas se a surpresa foi agradável há 5 anos atrás, por que não repeti-la? Flores, bonbons, cartões de crédito (esta é só a brincar, não façam isso!), livros, cd's, pequenas ofertas que sugiram consideração pela pessoa costumam ajudar, mas isto não é nada se não for acompanhado com pequenas atitudes também!!!!
Um banhinho de espuma antes do jantar, uma sobremesa especial, uma ida ao teatro para uma peça que ela realmente desejasse ver, um filme especial, um pic-nic com amigos em comum. É fulcral que não se fechem em quatro paredes, mas que convivam com amigos comuns e privados (até porque são estes que te vão emprestar os ombros se alguma coisa correr mal depois), é importante que os elementos do casal possam dar espaço um ao outro para que se encontrem com amigos particulares sem que haja desconfianças. Todas essas pequenas atitudes, mesmo que já tenham sido tomadas são sempre bem vindas, não importa se já foram repetidas porque quando é delicioso desejamos sempre repetir.

Rotina;

- Só se consegue inovar quando temos a mente aberta. Não creio que haja nenhum truque particular para se fugir à rotina, ela existe sempre, temos é de saber encará-la não como rotina no mau sentido, mas como lucro. Quanto melhor conhecermos uma pessoa melhor saberemos como surpreendê-la e agradá-la agradando-nos ao mesmo tempo. Abrindo o baú mental, libertando-se de preconceitos, lendo, visitando sítios, falando com amigas... há-de encontrar SEMPRE boas novidades, por mais anos que viva.

- Massagens ajudam muito. Não tendo uma banheira de hidromassagem, poupam um dinheirinho para um fim de semana de pequenos caprichos num hotel. Compra um bom óleo de massagem (sobretudo quando não somos especialistas um bom óleo ajuda - especial atenção para os comestiveis, ou melhor, lembíveis), uns massajadores para o efeito, mas atenção que é preciso ter cuidado com as massagens intensivas quando não se sabe muito bem o que é que se está a fazer. Simples brincadeiras como pintura corporal - também com tinta comestivel - é sempre bom, há que lembrar que depois de sujar alguém vai ter de limpar, portanto mudem logo de lençois e tenham atenção às paredes! :-) E por que não experimentar fantasias sado-maso, brincar com chicotes, algemas e dildos?

- Regra de ouro: Não se desleixar em NADA. Ser sempre bonitinha e sorridente, doce como nos primeiros tempos, ser gentil como quando andava a tentar cativar a sua atenção, tudo como no início. Não descurar a depilação ou a apresentação física só por achar que já não tem de impressioná-la. Tem. Sempre. Nada mais desagradável do que sentirmos que a pessoa já não se esforça para nos agradar como no início. Se isto acontece contigo, amiga, oferece-lhe um belo par de patins porque o par de cornos está completamente fora de moda!!!

Stress, cansaço, falta de motivação, problemas profissionais ou familiares;

- Nada de ir a correr para o professor Mustafah porque vai acomular mais dois problemas: o financeiro e o de debilitada saúde mental.

- quando a motivação ou a estima de uma pessoa está em baixo há que reunir todos os soldadinhos e combater arduamente contra esses inimigos perigosos. O diálogo, na tentativa de perceber o problema, é bom porque ajuda à reflexão conjunta e, como se sabe, o problema de um dos elementos significa, na verdade, um problema do casal. Além disso, os especialistas dizem que o sexo é o melhor anti-stress.

Desejo físico ou emocional por outra pessoa;

- as pessoas não escolhem por quem se sentem apaixonar mas escolhem a forma de lidar com isso e escolhem as atitudes que tomam perante essa situação porque são seres dotados de racionalidade. Não há formas simpáticas de se assumir isto à outra pessoa, mas há formas HONESTAS de fazê-lo. A ditadura da monogamia diz-nos que para nos autorizarmos a estar com uma pessoa temos de nos desapaixonar imediatamente da outra. A maior parte de nós sabe, ainda que não goste de admitir, que os nossos nobres corações podem, em determinados momentos, sentir-se divididos porque os sentimentos não são automáticos nem fáceis de catalogar. Erro sobre erro até descobrirmos que afinal não há uma única pessoa perfeita e que, sendo todas imperfeitas, temos a capacidade de aperfeiçoá-las com o nosso olhar que nelas projecta beleza. Se acredita que só há um único amor verdadeiro compreenda o ridículo da teoria: Se Romeu vivesse no outro canto da terra e nem soubesse da existência de uma Julieta, não teriam cada um deles se autorizado a amar mais ninguém?


- se o desejo físico ou emocional recai sobre outra pessoa é importante que haja abertura suficiente para contar isso ao cônjuge/companheira/amiga/amante/namorada, o que quiserem. Naturalmente, se o cônjuge for demasiado ciumento ou inseguro não vai tolerar bem a partilha dessa informação, daí que as pessoas prefiram não dizer nada e fazer as coisas pela calada. Nada melhor do que estar disposto a ouvir tudo, tanto as coisas boas como as más, pelo menos se algo correr mal somos os primeiros a saber! E nada melhor do que estar disposto a contar tudo, mesmo sabendo que essa informação pode ferir a pessoa é melhor dá-la, pois pior mesmo é a pessoa sentir-se enganada depois de feita a asneira!
Caso o cônjuge tenha inteligência suficiente para ouvir tal desabafo sem desatar aos gritos, ameaças ou chantagens psicológicas, há que tentar perceber qual o problema (se é que existe) que só depois de identificado poderá ser resolvido. Se o problema está em si mesmo ou no outro, se a atracção é meramente sexual, se esse factor é por si só suficiente para colocar a relação em causa, entre outros. Há que tentar agir sempre com a máxima diplomacia.

Considerar que já sabe tudo sobre sexo e não há qualquer novidade;

- se uma pessoa acha que já sabe tudo sobre sexo e que isso já não consiste numa grande novidade, então tem um grande problema: ou foi gulosa demais ou tem falta de criatividade. Para isto, creio não haver cura! Há um ditado marroquino que diz qualquer coisa como: "Se o teu mais que tudo é mel, não o lambas todo!" Isto é, guarda uma novidade para amanhã, a gula é um dos pecados capitais.

Discussões constantes ou falta de acordo em questões vitais para a relação;

- a falta de acordo entre o casal pode dar origem a essa Bed Death, como disse anteriormente, às vezes é preciso saber ceder em algumas coisas para se conseguirem outras. As discussões podem ter origem nas mais diversas áreas, daí que o diálogo diplomático seja essencial. Se considerarmos que a pessoa nos desagradou de alguma forma ou às vezes tem atitudes de que não gostamos, nada melhor do que alertá-la logo no início da relação e não deixar isso arrastar-se ao longo dos tempos. Se a pessoa deixa a roupa espalhada pela casa, gasta imenso ao telefone, não é asseada, vasculha as nossas coisas (se faz isto é porque não tem confiança no outro e isto gera instabilidade), ou nunca cozinha para nós é lógico que isso torna a relação frágil, daí a importância de respeitar a convivência e esforçar-se ao máximo para assegurar o bom entendimento. O desrespeito pelo outro é motivo suficiente para que as pessoas não procurem a outra sexualmente e isso deve ser combatido. Portanto um bom banhinho, uma casa arrumada, o respeito pelo espaço do outro, uma atençãozinha especial, são vitais para manter o sexo em ordem.

Para que tudo isto resulte há sempre dois factores exteriores a nós que são deveras importantes: dinheiro (sem isso não podes levá-la a jantar, por exemplo), e tempo, uma pessoa com dois empregos terá problemas em conseguir dedicar-se como gostaria à relação.

Aqui de presente, especialmente para as visitantes góticas, uma belíssima música com um vídeo deveras polémico do grupo Lesbian Bed Death



Desejos de uma óptima Living Bed

x-pressiongirl ;-)

P.S. - Gostaria de sugerir duas visitas:
1. Sobre a durabilidade dos relacionamentos e a sua explicação fisiológica, o blogue Azinhaga da Cidade. A este propósito um delicioso ensaio de Denis Rougemont que, noutro momento, gostaria de divulgar: "O amor e o Ocidente" sobre a forma como encaramos as relações no Ocidente, Tristão e Isolda, Romeu e Julieta, D. Pedro e Inês de Castro, todos parecem amores perfeitos porque morreram antes de se fartarem uns dos outros. Para tornar a coisa mais bonita ainda, tendem a morrer ao mesmo tempo. :-)
2. Sobre a decadência do "amor romântico", o blogue Cuscas das Gajas.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Da Literatura

Sempre como n’Areia é o nome do primeiro livro de Patrícia Cruz.

Confesso não ter lido este livro ainda. Gostaria apenas de divulgá-lo e de aproveitar a boleia para reflectir sobre a literatura e outras formas de expressão artística de temática lésbica.
Normalmente os livros de uma prateleira podem estar agrupados por temática, por género literário ou por autor. Isto nas livrarias porque já vi casas com prateleiras agrupando livros pela sua dimensão (assim em escadinha) ou pelas cores das lombadas.

Secção Gay & Lesbian na Fnac

É curioso notar que a Fnac do Chiado era a única Fnac em Portugal que tinha uma secção Gay & Lesbian. A Fnac do Chiado sabe que o “bichiedo” saltita muito por aquelas bandas, daí a inteligência de criar um espaço com essa designação. Esse espaço de vez em quando desaparece. Agora os livros que anteriormente se encontravam nessa secção Gay & Lesbian poderão ser encontados na secção Erótica. Porquê? Quando falamos de homossexualidade (poderiamos falar de homo-erotismo, seria apenas uma questão de nomenclatura) estamos a falar de sexualidade, e num sentido mais restrito, de sexo, tout court. E esse sexo pode ser apenas desejo sexual ou a materialização, em carne, desse mesmo desejo. Sexo e erotismo unidos levaram os livros a viajar para a prateleira Erótica. Não sei se será um erro, mas compreendo o raciocínio de quem tomou tal decisão. Na verdade ainda não há decisão definitiva sobre a designação para aqueles livros. Um livro pode ser de temática LGBT sem que seja propriamente erótico e há milhões de livros eróticos que não abordam a temática LGBT. Descobri que os funcionários da Fnac têm ordem para alternar entre uma etiqueta e a outra. A resposta foi simples: É, de facto, a única prateleira com esta particularidade porque os livros eróticos estão misturados com os de temática LGBT por serem ambos em escassa quantidade. Como não há espaço para se colocar duas plaquinhas informativas nessa prateleira, optaram por alterná-las de vez em quando.
Vejamos, é importante agrupar os livros por categorias, criar labels, para que as pessoas saibam melhor encontrar aquilo que procuram. Toda a nossa vida fazemos isso, etiquetamos lugares, ideias, e, verdade seja dita, pessoas. Nem sempre a catalogação é justa porque normalmente a catalogação pede apenas um critério que muitas vezes é difícil de definir, precisamente, porque há muitas categorias e sub-categorias.


A escassez


Foquemo-nos num livro de temática lésbica. Ele pode ser uma simples obra de ficção, um diário, um ensaio, uma compilação de contos, uma compilação de entrevistas, uma biografia, um kamasutra… Ainda é fácil arrumar estes livros nas prateleiras de uma Fnac qualquer porque a quantidade ainda permanece pouca.
É precisamente por este motivo que temos tendência para gostar de qualquer coisa que venha com o label “temática lésbica”. Se um filme relata a história de duas protagonistas lésbicas, ele é uma maravilha. Se um livro fala de lésbicas, então ele é muito bom. Falta-nos mais oferta para podermos filtrar aquilo que nos vai chegando, isto é, separar o trigo do joio. Sinto-me tentada a denunciar maus livros e maus filmes, mas terei o bom senso de não o fazer através da escrita porque a x-pression disse que as Divas não fazem essas coisas.
É, de facto, imprudente avaliar a temática, o autor, ou o género sem se avaliar a qualidade. Não há literatura lgbt da mesma forma que não há literatura negra, ou literatura light. Há apenas “Literatura” e “não literatura” independentemente da temática, do autor ou do género.
Nem tudo o que é lésbico é bom. Não temos de gostar de um bar só porque ele é “lésbico”, de um livro, de um filme, do L Word, de uma cantora, de uma actriz ou de uma rapariga só por ela ser lésbica. E é sempre este o meu receio quando surge um filme, um bar, um livro, uma festa lésbica (produto que tem pouco mais de dois anos - lançado no mercado com a extinta Festa da Mulher Aranha e agora com a Lesboa a comemorar dois anos de existência), ou quando uma actriz ou cantora se assume. As coisas podem ficar piores quando se assumem como heterossexuais porque nós, lésbicas, temos tendência para penalizar tamanha ousadia. Assumir-se como heterosseuxal depois de dizer que era lésbica?
Lembram-se das Tatu antes tão amadas pelas lésbicas e agora tão esquecidas porque afinal parece que o seu lesbianismo era apenas fruto de uma estratégia de marketing?



"Ya soshla s uma" significará qualquer coisa como "eu enlouqueci por causa dela" e não "all the things she said".
Um amigo russo apresentou-me às suas músicas (cantadas em russo, que era muito mais giro) muito antes de chegarem a Portugal atreladas à língua inglesa. Pouco me importa com quem dormem as miúdas, continuo a gostar das suas músicas meio pirosas, sofridas e dramáticas de amores proibidos e impossiveis. Mas na música temos mais variedade do que na literatura.



O drama


Não me recordo de ler um único livro de temática lésbica que tivesse uma história apaziguadora, um enredo que não tivesse excessivo sabor a drama. Penso que se tivesse de agrupar todos os livros lésbicos que conheço em prateleiras, a secção de narrativas deprimentes teria de roubar espaço a todas as outras. Observa-se todo esse drama nos guiões de teatro e de cinema e até na generalidade dos blogues de temática lésbica. Há um défice de escrita positiva e isto não ocorre somente nos livros de temática lésbica, isto é global.
Pensemos nos filmes de temática lésbica. Quantos deles são depressivos e quantos não são? Quantos deles têm um final feliz e quantos acabam mal? Quantos encaram o sexo de forma natural e descomplexada e quantos o encaram como uma expressão tristonha de um amor sofrido? Por que é que os grandes amores têm de nos parecer sempre sofridos? Não podem ser alegres e descomplexados e ainda assim serem grandes amores? Teremos nós vidas assim tão penosas que até a fazer sexo somos descritas de forma triste?
É o drama que me faz estalar o verniz. O excesso de drama. Somos um povo fadisticamente dramático, nunca estamos contentes com nada e, subitamente, contentamo-nos com pouco. É este olhar de dentro que uma lésbica reflecte na sua obra que me interessa aqui. Como nos vemos? Como nos descrevemos? E como gostaríamos de nos ver? Como gostaríamos de nos descrever? É isso que estou ansiosa por descobrir neste livro de Patricia Cruz, porque é raro sair um livro de temática lésbica escrito com o olhar de uma portuguesa. Escrevam bikinis se já o leram!
Já aqui bikinei sobre Lisa Gornick (entre nós no Festival Queer do ano passado) que penso ser um exemplo muito sóbrio de que se pode fazer um bom filme lésbico sem se cair na flagrante armadilha da vitimização.
As lésbicas são um povo dramático, não são? Não sejamos que isso faz mal à pele, cria rugas e envelhece-nos por dentro.

Condessa X

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Nova enquete: Ejaculação feminina

Admirada com a votação? Não me diga que não sabia... nós também temos ejaculação! Ok, não fiquem muito animadas com a notícia porque ao que parece isto não é para todas. Há raparigas que nunca chegam a ter (ou pelo menos a reconhecê-la como ejaculação feminina), há raparigas que têm esporadicamente e há outras que deixaram de ter. Em breve será bikinado um post decente sobre isto.
Vamos deixar de ser totós e votar, está bem?

x-pressiongirl

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Resultados da enquete: Já usaste um Femidom?

Não ando muito satisfeita com as votações... nota-se mesmo que Portugal é um país de abstencionistas. Que raio de amostra poderemos ter apenas com 18 votos? Vamos lá, é só uma cruz e não, eu não envio choques eléctricos a quem não votar, mas rezo por vocês... e quando eu rezo as coisas acontecem.
Parte das votantes não sabia da existência destes preservativos e as que sabiam desconheciam onde poderiam adquiri-los. 22% das votantes (ou seja, 4 pessoas, é ridícula esta amostra) não pratica sexo seguro porque considera estar numa relação estável. Supõe-se então que quando a relação ainda não era "estável" os usassem. Ninguém afirmou usá-los regularmente. Percebe-se o porquê.
As opções eram: Já experimentei mas não gostei; Já experimentei mas são difíceis de adquirir; Já experimentei mas são muito caros; Sim, mas agora não uso porque estou numa relação estável; Sim e uso regularmente mesmo estando numa relação estável; Sim e uso sempre em relações sexuais esporádicas; Sim, mas achei inviável; Sim, mas entre raparigas não faz muito sentido; Não porque estou numa relação estável; Não porque não sei onde adquirir; Não porque são muito caros; Não porque não me parece viável; Não porque entre duas raparigas não faz sentido; Uau! Existem preservativos femininos?



Durante um animado serão sobre preservativos femininos um amigo ajudou-me a encontrar o prazo de validade do preservativo feminino. Estava mesmo muito escondido o prazo, mas eu digo-vos onde está: na parte lateral do plástico que envolve o Femidom. Foi muito difícil abrir esse plástico, tivemos de ir buscar uma faca. Por isso tenham cuidado para não assustar a rapariga que estiver convosco na altura de abrir o Femidom.

Onde ir buscar o Femidoms e Oral Dams?
Na Ilga. Consta que têm quilos de Femidoms e Oral Dams gratuitos para todas.

O Femidom protege em que aspecto?

O Femidom é usado como alternativa ao preservativo masculino. Ou seja, é um preservativo interior que protege na penetração.

Posso usá-lo nos meus dildos?
Não, darling, o Femidom é para ser introduzido dentro de si e não no objecto. Se quiser envolver os seus brinquedos creio que será mais prático o preservativo masculino.

Então e para cunnilingus e anilingus?
Já diversas associações sugeriram que se opte por cortar um preservativo masculino ao meio e aplicar um dos quadradinhos na vagina da rapariga em questão. Outra opção é usar película Glad. Há também uma coisa a que se dá o nome de dental dams ou oral dams que podem ser encomendados através da internet.

Onde posso encontrar oral dams/dental dams?
Além da Ilga tê-los para distribuição gratuita, várias sex shops portuguesas disponibilizam-nos online, mas são muito caros. Antidote teve a gentileza de partilhar um site alemão que vende dental dams com sabor a morango ou baunilha por €0,99 cada unidade. Se encomendarem 30 unidades os portes de envio não serão cobrados. Obrigada pela partilha, antidote! Se não souberem alemão não se preocupem que há muitas amigas alemãs a passar férias por cá e que terão todo o gosto em traduzir-vos isso.

E relativamente ao contacto entre genitais?
Esta foi uma questão interessante que surgiu no fórum da rede ex-aequo. De facto, parece-me ser dos aspectos menos abordados apesar de ter a ideia de que será uma fonte de riscos no que toca a doenças infecciosas. De facto não tenho resposta para isto, se alguém tiver que as bikine, por gentileza.


x-pressiongirl

terça-feira, 12 de agosto de 2008

resultado enquete: Brinquedos sexuais

É bom saber que entre as votantes não há ninguém que não saiba o que é um dildo. É bom saber também que não há nenhuma que já tivesse usado um e que não tenha gostado. Mais de metade das votantes já usou e recomenda. Cerca de 1/4 das votantes afirmou querer experimentar estes brinquedinhos. Apenas uma menina disse que nunca usou nem tenciona usar. Quanto às meninas que votaram na última opção: Não, acho que um homem não conta! ;-)




x-pressiongirl

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Nova enquete: Brinquedos sexuais (dildos)

Entende-se por brinquedos sexuais todos os acessórios usados para diversão sexual (e também sensual), seja sozinh@, ou acompahad@. Cock rings, bonec@s dos mais diversos materiais (e cada vez mais sofisticad@s), algemas, lingerie, chicotes, dildos... tudo encontrado nas mais diversas sex shop plantadas em cada esquina portuguesa. Quem tiver vergonha de ser vista a entrar numa sex shop pode sempre ver e comprar online.
Esta votação refere-se apenas a dildos. Algumas raparigas acham tenebrosa a perspectiva de experimentar brincar com um dildo, simplesmente porque lhes faz lembrar um pénis real (e é essa a ideia).

"Um dildo? Você está boa? Se é para usar um pénis, ando com um homem!"
Pois é darling, mas pense na vantagem de ser penetrada pela sua namorada e tê-la com as mãos livres.

Alexandra Lencastre tentou explicar a coisa:




Mas as bichas do demónio deram cabo da explicação:

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x-pressiongirl

P.S. - Quem não participar na votação vai receber uma descarga eléctrica virtual!

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Encontros Imediatos de 3º grau

Um brinde às meninas que conseguiram chegar ao 3º grau sem passar pelo 2º. A banca dá-te dinheiro extra e tens direito a lançar os dados outra vez:

1. Ir para casa dela?
Nunca sugira você mesma ir para a casa de uma pessoa. Não vai querer tornar-se rude, pois não? Se o convite partir dela e lhe agradar a ideia de conhecer um espaço novo, aceite-o sem hesitações.

2. Ir para a minha?
Conheces os cantos à casa, por isso estás em vantagem. No entanto há duas regras principais (há bem mais porque fazer as coisas com ética dá trabalho) que a anfitriã não pode descurar:
a) Uma casa arrumada e limpa é meio caminho andado para ela se sentir bem no teu espaço;
b) É cordial ofereceres uma bebida, se preferirem conversar mais um pouco a sós (quem é que quer conversar numa altura destas?) mas se a excitação for muita esquece a garrafeira e vai directamente para o quarto.

3. Ir para um hotel?
É a hipótese para quem está longe da sua cidade, partilha a casa com pais conservadores ou tem a casa num caos. Prepare a bolsa!

4. Não vamos para lado nenhum. Ficamos já aqui!
Vocês já ganharam o jogo. Divirtam-se!

As raparigas, regra geral, têm extrema dificuldade em se envolver por prazer. Acham que o prazer deve vir sempre atrelado a um suposto sentimento amoroso, por isso projectam amor a torto e a direito e a coisa normalmente dá para o torto. Há uma explicação para isto: somos mulheres e historicamente nunca fomos autorizadas a ter prazer.
Chegada a este ponto, é esperado que tenha deixado o lado emocional do lado de fora da porta. Só se põe na boca de uma lobinha má quando se quer ser engolida. Autorize-se a divertir-se sem cobrar nada nem a deixar que lho cobrem. Não espere mais do que simples prazer. São livres e não têm qualquer vínculo, estão juntas por um desejo comum. Satisfaçam-no!
Como ainda estão a descobrir-se o objectivo é mesmo desfrutarem dessa descoberta. Para que isto resulte bem é bom que se dispa... de complexos, obviamente.
Nada de ser romântica se não busca romantismo. Não há nada pior do que induzir uma pessoa em erro porque há equívocos que custa muito a desfazer. Seja aquilo que pretende: sensual, se busca sensualidade, louca se busca loucura...
Palavras proibidíssimas: amor, relações, futuro.
Carpe diem (ou carpe noctem) é tudo o que se deseja. Seja uma verdadeira argonauta das sensações. Não pense. Sinta a sua própria natureza e o seu próprio corpo a comunicar com outro.


Condessa, acha que eu posso ser carinhosa com ela?
Pode. Não pode é dar a entender coisas que não sente.

Ai ai, ela está a fazer demasiadas perguntas às quais não sei como responder...
Eu não lhe disse para manterem as vossas bocas ocupadas? Allez!

Já amanheceu. devo convidá-la para tomar um duche ou servir-lhe o pequeno-almoço?
Seria muito cordial se o fizesse. É o mínimo que pode fazer com uma pessoa que a divertiu a noite toda. Não seja fria com uma pessoa que a tratou bem, mas atenção, ser cordial não implica ser romântica, ok?

Condessa X, e agora? Sinto-me responsável por ela. Se calhar ela é um bocado carente.
Livre-se de chantagens emocionais e veja se cresce. A única responsabilidade que tem é não enganar ninguém.

Acho que me arrependi. Sinto-me culpada. Parece que o meu corpo foi usado...
E você não usou o dela consentidamente? Se não tem maturidade suficiente para ser uma lésbica decente não seja lésbica e desapareça deste blog imediatamente que você dá mau nome à classe!

Foi muito divertido. Acho que vou querer repetir.
Vai querer repetir a experiência ou vai querer repetir a noite com ela específicamente? Se quer voltar a estar com ela específicamente, sugira isso sensualmente, mas esteja mentalizada que nem sempre as pessoas podem querer as mesmas coisas no mesmo momento. Se assim for, não dramatize nem se faça de vítima. Aprenda a respeitar a vontade e o timming dos outros.

Sinto-me vazia por dentro.
Isso é porque empregou muito bem as energias que tinha. Coma qualquer coisa entretanto.

Acho que a amo.
Não seja ridícula. Ninguém ama uma pessoa de um momento para o outro. O amor constrói-se no dia-dia não surge de imediato. Além disso, eu não lhe tinha dito já para abandonar este blog imediatamente?

A noite foi estonteante e você é uma mulher que sabe divertir-se de forma responsável e sabe o que quer. Não imagina como isso é sensual.
Espero que tenha trazido os óculos de sol. Está um dia lindo, não está?Bom fim-de-semana!

Condessa X

P.S. - Se andas à nora com os graus recua 17 casas (isso mesmo 17!) e ficas 2 vezes sem jogar porque vais parar na casa partida e depois ficar a descansar na casa do after flirt.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Encontros Imediatos de 2º grau

Há várias formas de se ter um:
1. - Amiga 1 apresenta amiga 2;
2. - Depois de um flirt animado;
3. - Depois de marcado um date, virtualmente (o pré-flirt).

Mais uma vez, urge ter bem definido aquilo que se quer. Pode parecer menos romântico mas evita equívocos desnecessários. Apenas boa conversa com alguém giro e bem disposto? Um novo encontro? Sexo? Uma relação? Nada de precipitações, o mais importante de tudo é ter bom gosto e bom senso. A pressa não costuma ajudar muito. Não há nada mais infeliz do que se arrepender de ter conhecido ou de ter estado com alguém.

1. - Se a amiga 1 acaba de te apresentar a outra amiga (a 2), é indelicado manteres conversa só com ela na presença de outras pessoas. Ah, é PROÍBIDO, e devia dar direito a prisão, fazer conversa com segundas intenções se se tratar de uma "amiga" mais especial da tua amiga 1. Podes não escolher por quem te sentes atraída mas como ser racional escolhes a atitude a tomar e, certamente, a atitude correcta não é tentar captar as atenções de alguém que é especial à tua amiga 1. Esse é o primeiro passo para envenenvar uma amizade.
Lembram-se destas meninas?



Pois é, elas costumavam ser amigas... Moral da história: "Não deixem que uma Carmen qualquer vos estrague as amizades, por mais linda que a rapariga possa ser!" AH, e tentem escolher melhores amigas do que a Shane, já que parece ser uma das preferidas (acabo de ter ideia para a próxima votação, não sobre a vossa preferida porque eu já sei a resposta, mas qual delas seria a vossa melhor amiga).
Ter amigos que servem de pombos-correio pode dar jeito, mas nada melhor do que mostrar uma postura mais adulta e dispensar intermediários.

2. - Depois de toda aquela troca de olhares e sorrisos estão próximas e frente-a-frente. Hey, não vá a correr agora, um bom flirt nunca é nervoso!
A maioria opta por se cumprimentar e dizer o nome. É simpático, mas quem é que quer saber o teu nome agora? Se queres elogiá-la, evita elogiar a aparência. É óbvio demais. Opta por elogiar a atitude, o bom gosto (se estiverem a admirar o mesmo quadro numa exposição), o sorriso ou a forma de dançar, se se encontrarem numa discoteca. Se o elogio partir dela aceita-o com naturalidade. Nada de falsas modéstias. Falar do espaço onde estão também é boa ideia, melhor ainda será se surgir, em conversa, um novo espaço para onde queiram ir.
O que correu bem com estas raparigas? Tinham o poker em comum, gostavam de sexo na mesma medida e Catherine propôs logo um encontro imediato de 2º grau (na grande sala de poker).

O que correu mal? Helena jogou alto de mais para a sua empobrecida bolsa.
Nada de revelar informações pessoais ou iniciar tópicos de conversa depressivos ou demasiado polémicos. Apedrejar a pessoa com perguntas (sobretudo se forem perguntas demasiado pessoais) é um turn-off. Uma simples troca de ideias animadas sobre tópicos que se revelem ser de interesse comum é o suficiente.
Pedir lume é um antigo truque que funciona se a pessoa fumar também (mais saudável mesmo é ninguém fumar), permite observar a delicadeza da pessoa, a cortesia no trato, se o olhar é seguro ou tímido e, eventualmente, proporcionar um ligeiro toque de dedinhos enquanto mergulhas no olhar dela. Pedir lume é ok, mas pedir tabaco é out. A primeira impressão que vão ter de ti é de uma simples crava armada em esperta.

3. - Se o primeiro contacto que travaram foi de forma virtual, é possivel (e desejável) que já tenhas umas ideias sobre a pessoa em questão. Ir às cegas para um blind date não é grande ideia, sob pena de se gerarem equívocos. Quanto mais blind for o blind date, mas divertido ele será, contudo, é importante saberes em que medida a pessoa te interessará. Conversas animadas sobre questões de interesse comum é sempre boa ideia. Ter sempre em mente a tal regra que costuma ajudar: Nada de coisas demasiado polémicas ou depressivas.

Se o interesse se mantiver, apela-se para o contacto físico e para a leve sugestão (é bom estudar a receptividade da rapariga com pequenos "choquinhos verbais" porque as que são menos desinibidas costumam preferir enigmas e quebra-cabeças a propostas mais directas). Se a rapariga se revelar demasiado burra ou inocente aconselho a apelar ao choque directo ou a largá-la de vez. No Pátio das cantigas, Vasco Santana fez-nos ver que chapéus há muitos. A absolutamente fabulosa Patsy Stone arrisca mais: "You can never have enough hats, gloves and shoes".
Pequenos toques delicados durante a conversa e pensamentos mais intímos sussurrados de perto ajudam a perceber o grau de interesse. Obviamente, a postura da pessoa com quem se interage também. Por isso, mais vale ter o gaydar bem ligado.
A maior parte das vezes as pessoas querem o mesmo, por isso a inibição não nos leva a lado algum. Há receptividade? Avança! Se for ela a avançar primeiro nada de se armar em púdica, está completamente fora de moda e é um turn-off daqueles.
Sê aquilo que procuras. Se procuras gentileza sê gentil, se procuras amor, sê amorosa, se procuras educação, sê educada, se procuras sexo, sê sensual.

Ela propôs-me um novo encontro. O que devo fazer?
Sela a proposta dela com um beijo. Isso fará com que ela se apresse, se assim o desejares. O novo encontro que ela acabou de te propôr é, na realidade, o de 3º grau. Se te apetece aceita. Mas se queres fazê-lo agora... não deixes para amanhã o que te apetece fazer hoje. A vida é muito breve e nos tempos que correm é muito fácil haver desencontros. Não acredites no acaso, faz tu mesma... o acaso.
Se, por outro lado, concordares que o econtro imediato de 3º grau se deva desenhar apenas no próximo rendez-vous (ok, não trouxeste a tua lingerie preferida ou estás com o período e achas que é um bocado inconveniente) sela a proposta dela com um brinde soft touch entre os vossos copos, a metáfora são os vossos próprios corpos a brindar. Cheers!

Depois disto o mais provável é acabarem a noite a trocar mais uns beijinhos, que além de fazer bem à pele é um dos passatempos preferidos da maior parte das pessoas. Melhor mesmo só o encontro imediato de 3º grau (a ser bikinado em breve).

Condessa X

P.S. - Se andas à nora com os graus, recua 6 casas. Ficas uma vez sem jogar porque aterras na casa de partida.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Já experimentaste...

Eis os resultados da mais recente votação.

Não houve muitas visitantes a participar na votação e isso deixou-me fula. O sembikini foi atrás de algumas das poucas votantes e atreveu-se:
"Hey, só dois minutos, não quer falar um pouco mais da sua (in)experiência?"

apenas sexo 1-1:

- Não percebo que raio de perguntas andam vocês a fazer no sembikini. Eu não falo da minha vida pessoal, mas pronto depois de receber estes €50 posso afirmar que só fiz sexo 1-1.
- Por acaso gostava de experimentar um mènage ou assim, mas a minha namorada é um bocado esquisita com essas coisas, sabe?

sexo 1-1 e mènage:

- Ah, é sempre divertido se as pessoas estiverem todas "na mesma onda". Tenho por princípio nunca fazer mènages com namoradas ou amigas mais íntimas.

- Até não desgostei de ter feito aquele mènage, mas nada como sexo 1-1 preferencialmente com a pessoa de quem se gosta.

sexo 1-1 mènage e orgia

- Não me diga que fui a única a votar nesta opção. Ganhei algum prémio?

nenhuma das opções anteriores

- O quê? Também fui a única a votar nesta opção? Posso juntar-me com a rapariga que deu a resposta anterior?

Seja de que forma for ou com quem for, o importante é que o resultado seja divertido para todas sem constrangimentos e, claro, com alguma segurança (quase uma utopia falar-se de sexo seguro entre lésbicas, mas há quem o pratique).
Boas experiências!

x-pressiongirl