Mostrar mensagens com a etiqueta America. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta America. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Marylin Monroe: POR CIMA DO MEU CADÀVER



Foram 2 571 fotografias tiradas em três dias, a última sessão fotográfica com a mulher mais bonita do planeta - já ela numa fase de caos auto-destrutivo. Quase 60 anos depois, Marylin ainda dá a volta ao mundo numa exposição itinerante. Ei-la agora: sem roupa e ... sem vesícula

marylin monroe




marylin monroe




Nos anos 80 surgiu um slogan provocador que inquiria: "As mulheres para entrarem no Metropolitan Museum of Arte têm de se despir?" Era mais do que uma pergunta retórica, baseava-se num facto: 85% dos quadros representam nus femininos. Faz parte da história da arte ocidental, esta sobre-exploração da mulher desnudada, criada à semelhança dos padrões dominantes masculinos. A cada época, o seu estereótipo de erotismo: ou a virgem da concha de Boticelli ou as senhoras obesas de Rubens. Ou as pin-ups ou as madonnas. Ou a sensualidade ou a maternidade. Em qualquer dos casos, sempre um ar complacente, submisso, sedutor, vencido, dominado, passivo... Só mais tarde vieram as mulheres reais, ou com buço (Frida Khalo), ou imersas em melancolia e nos seus pensamentos - afinal também pensavam (Edward Munch), ou murchas de desalento em quartos de hotel barato (Edward Hooper). Marylin Monroe, a estrela de cinema mais famosa do mundo, o ícone pop do século XX, a mulher mais bonita do planeta, e detentora de outros tantos superlativos absolutos analíticos, padecia desta trágica condição: não era uma mulher real. E no entanto tinha cabelo, e cabeça, e cérebro, e orelhas, e olhos e nariz, e fígado, como na música de Nina Simone. E apesar de já ser uma diva consagrada, de ter milhões de admiradores aos seus pés, de já ter entrado em trinta filmes, de já ter feito o seu percurso de calendários, papéis insignificantes e amantes, também teve de se despir, aos 36 anos, seis semanas antes da sua morte. Por isso é que a exposição de Bern Stern, A Última Sessão (de 4 de Junho a 17 de Julho, no Centro Cultural de Cascais), que anda em itinerâncias pelo mundo, desde 62 - altura em que estas fotos de Marylin foram postumamente publicadas na Vogue - tem qualquer coisa de sinistro ou de vampírico, se se quiser. Era a sua última gota de sangue que estava ali a ser sugada. O derradeiro estertor de vida daquela que já agoniava em depressão, caos e embriaguez. Seis semanas passadas e pronto, Marylin já podia voltar a ser o que sempre quiseram que ela fosse. Um ser irreal e mitificado, sem as turbações, os tumultos e os desarranjos que o ser que vive dentro da pele sempre transporta, a atrapalhar a lenda. Num livro que agora é editado (com apenas 1500 exemplares), a acompanhar a exposição, Stern explica com algum detalhe e de forma basicamente desinteressante, o estratagema de como um "atrevido fotógrafo de Brooklyn" conseguiu levar a mulher mais cobiçada do planeta para a cama. 
Admite-se a ligeireza da expressão, sobretudo quando se fala sobre um senhor, estimável fotógrafo, hoje com 82 anos e de uma lenda do cinema. Mas na verdade, foi disso que se tratou durante três dias de sessão, com mais de 2500 disparos. O intuito de Bert Stern sempre fora despir Marylin, fotografá-la nua. E sem colocar em causa a beleza das fotos, do modelo, a sua fotogenia única, da iluminação, da inspiração, Stern tinha estas intenções, quando propôs a sessão fotográfica à Vogue e ao agente de Marylin: "Apanhar Marilyn Monroe sozinha num quarto, sem mais ninguém por ali, e tirar-lhe a roupa toda". A partir daqui, Stern conta como concretizou os seus intentos na suite 261, no Hotel Bel-Air, "o mais isolado, privado e belo hotel de Los Angeles": "Um hotel sensual". Esta tinha sido uma das exigências de Marylin, que a sessão decorresse em Los Angeles - o relato é omisso quanto aos montantes em causa... A outra eram três garrafas de Dom Pérignon de 1953. "No problem", respondeu prontamente Stern. Estava "quase a realizar o sonho de todos os norte-americanos viris". E todo o relato se compõe de comentários de idêntica elegância... 
Nessa altura, Marylin já vivia em estado de desordem. Tornara-se uma actriz incómoda, até para os estúdios que a apresentavam como atracção de cartaz. O próprio Billy Wilder, que com ela realizou os clássicos O Pecado Mora ao Lado (1955) ou o Quanto Mais Quente Melhor (1959), já não tolerava o seu total descontrolo, ausência de profissionalismo, caprichos e tanta película e paciência com ela desperdiçadas.
Marylin chegou atrasada ao encontro 5 horas. Nada de especial, achou Stern. Com os artifícios de uns lenços, de umas transparências e de muitos copos de champanhe, Stern lá ia conseguindo despir Marylin. Primeiro sem camisola, depois sem calças e lá pela madrugada... sem nada porque ela já estava por tudo. Nas sessões seguintes, o predador da máquina conseguiu que toda a equipa da Vogue os deixasse novamente a sós. Fechou a porta do quarto à chave: "Aquilo era só para nós. A nossa cena...". E foi aí que, conta, levou Marylin literalmente para a cama. Há uma foto, em que o autor não resiste ao auto-retrato com o seu troféu. Vêem-se em primeiro plano, uma garrafa e uma copo já meio bebido, ao lado de um sapato abandonado - o perfeito cliché. Projectados no espelho lá está Marylin nua, entre os lençóis e o fotógrafo sentado ao seu lado ergue a mão, algo maquiavélica, sobre a cabeça loura e desalinhada da actriz, como dantes os caçadores punham o sinistro pé em cima do animal abatido. "Não havia nada a não ser um lençol entre mim e o fogo". "Pás". E segue a descrever como a captou em diversas poses, enquanto ela rebolava e rastejava pela cama. "Pás". Mas queria mais, "um belo nu imaculado - sem roupa, sem nada entre ela e eu, a não ser o ar": "Quando se deseja muito alguém, e ela está exactamente ali à nossa frente, há algo de muito especial em não tocar e deixar que apenas a luz a acaricie. E a máquina fotográfica desempenha em tudo isto um papel muito forte". A certa altura Stern reconsidera, ela estava vulnerável e bêbada, a equipa trancada do lado de fora, "era a maior oportunidade com que um homem alguma vez podia sonhar"... A actriz tinha um poder de atracção, como um grande planeta. Podia-se ficar esmagado pela força de gravidade. Mas Stern não se esborrachou contra a superfície-Marylin, ficou-se por um beijo, era um profissional, parece. Ela já estava adormecida, num transe de alcool e exaustão. E talvez de algum tédio, admita-se. Quando o fotógrafo saiu, a actriz já não dava acordo (nem aos clicks de Stern nem de si), e mesmo a dormir foi fotografada contra a almofada. A decadência das estrelas são muitas vezes a glória de outros. São as leis de Hollywood. Tudo isto pode parecer um pouco indigno, mas estávamos nos anos 60, o star-system da época admitia ainda muita coisa, e a Marylin, nesta fase, era menos uma pessoa e mais um conjunto de coordenadas: 94 centímetros de busto, 61 cm de cintura e 89 cm de anca. E honra seja feita a Bert Stern, em nenhuma das fotos a imagem de Marylin Monroe sai maculada. Nem quando exibe uma cicatriz desproporcionada no abdómen. Tinha sido operada, retiraram-lhe a vesícula, pouco tempo antes. O fotógrafo ainda sugeriu que retocaria depois a imperfeição, não o fez. E eis a Marylin: agora sem vesícula. 
De tanto bater o seu coração parou. Norma Jean Baker (1926-1962), filha de pai incógnito e mãe louca, foi encontrada morta em casa pela enfermeira particular, nua na cama (novamente, o maldito cliché), com altos teores de barbitúricos no sangue - confirmaram depois os exames de toxicologia. Mesmo assim, teorias de uma conspiração que envolve a CIA e os Kennedy ainda pairam sobre o cadáver, como varejeiras insinuantes. Certo é que pelos seus escritos (revelados o ano passado) - a Marylin continua a render e deve ter um baú tão profundo quanto o de Fernando Pessoa - a morte era um dos seus pensamentos consoladores. Viver sempre também cansa, já se sabe. Ser sempre bonita e desejável, também. 



Ficam as fotos e as macabras coincidências muito à Hollywood, no que foi o seu último filme, Os Indaptados (1961), de John Huston, com guião daquele que foi o seu terceiro marido, Arthur Miller (de quem também se divorciou). Se a de Bert Ster foi a última sessão fotográfica, a de Houston foi a última impressão de Marylin em película, num filme completo. Curiosamente, também foi a despedida de Clark Gable. A certa altura, numa fala do filme, este diz-lhe que ela é a mulher mais triste que alguma vez conheceu. Ao que ela reponde: "Mas todos pensam que eu sou alegre". Gable retorque: "Isso é porque qualquer homem se sente feliz ao ver-te".











Ela foi uma das principais e mais populares estrelas dos anos 1950, além de ser uma pin up legítima. E pra quem não sabe Marylin Monroe era uma das curvy’s da época, como uma boa parte das divas de 1950 que tinham curvas e usavam aquelas calças cigarrete de cintura alta – ou melhor… de cintura literalmente na altura da cintura né – com os seios sempre em pé, cinturinha de pilão e quadris bem marcados além da postura que naquela época era outra né gente!





quinta-feira, 26 de maio de 2011

América



América: O mundo ali ao lado
A América que se descobre no filme de João Nuno Pinto também é uma terra de sonhos num país de imigrantes. Mas é uma terra de sonhos perdidos, num cenário de claustrofobia à beira-mar, no bairro da Cova do Vapor, na margem Sul do Tejo. A ideia de um país encurralado entre o mar e o seu destino. Uma brilhante primeira obra, escrita a meias com Luísa Costa Gomes. Grandes interpretações de Fernando Luís, Dinarte Branco, Chulpan Khamatova e a última prestação no cinema de Raul Solnado. O filme dramático, que junta sem perder realismo comédia e tragédia. Porque também faz falta rirmo-nos de nós próprios.





Manuel Halpern

A América que se descobre no filme de João Nuno Pinto também é uma terra de sonhos num país de imigrantes. Mas é uma terra de sonhos perdidos, num cenário de claustrofobia à beira-mar, no bairro da Cova do Vapor, na margem Sul do Tejo. A ideia de um país encurralado entre o mar e o seu destino. Uma brilhante primeira obra, escrita a meias com Luísa Costa Gomes. Grandes interpretações de Fernando Luís, Dinarte Branco, Chulpan Khamatova e a última prestação no cinema de Raul Solnado. O filme dramático, que junta sem perder realismo comédia e tragédia. Porque também faz falta rirmo-nos de nós próprios. 





O seu filme tem a habilidade juntar sentimentos e perspetivas antagónicos. Tudo é trágico e tudo é cómico, sem perder o realismo. Como conseguiu esse equilíbrio? 


Há uma comédia na tragédia. O argumento original da Luísa era uma comédia. Eu fui introduzindo o lado da tragédia. O mais interessante para mim era o drama destas personagens e destas histórias. O que me atraiu desde início foi o lado mais burlesco que a Luísa faz bem. Quis manter o drama e a densidade desta história, sem perder um determinado humor, mais mordaz, que também faz parte da vida. 





Consegue isso em parte através da personagem central, a russa, que é totalmente trágica. Ela vem de um país hostil e descobre-se no meio de uma espécie de Kusturika à portuguesa... 


O lado interessante é o contraste entre uma seriedade e certos valores humanos que ela tem perante a vida e a estupidez, a incompetência, que é o lado mais português da coisa. Esse contraste tem a ver com as diferenças culturais, das várias nacionalidades que se cruzam ali. Sem dúvida que a Lisa é uma personagem muito sofrida. O drama dela é estar num mundo em que as regras são outras. É um papel muito difícil, está sempre prestes a explodir, no limite do desespero. Isso é contrabalançado com os outros, porque não queria fazer um filme completamente negro. Quis jogar com as emoções, a angústia e o riso. 





O lado burlesco é dado pelas outras personagens, que são uma espécie de 'cromos', mas são 'cromos' que facilmente reconhecemos. 


Sim, mas também eles vivem os seus próprios dramas. Explorados e exploradores estão perdidos naquele espaço, não há ninguém que veja uma luz. Até o personagem mais rocambolesco, que tem o papel do comic relief, que é o Matias, o brasileiro, no fim também está completamente encostado. 





Há ali uma outra personagem que força constantemente a saída, que é o Armando, o empreendedor. Serve como retrato de quanto é difícil criar coisa novas em Portugal? 


As personagens portuguesas acabam por estar tipificadas em certos comportamentos que têm a ver connosco. Desde o Vítor, que é o Chico Esperto, com muito pouca ética que acha que só os otários não enganam os outros. O Armando é empreendedor sem bases nenhumas. Ele nunca está satisfeito: quando enganam as velhinhas quer passar para os passaportes, depois quer passar para as burlas na Internet, mas obviamente nenhum tem a noção do que é a tecnologia. A ideia surgiu quando se dizia que o choque tecnológico iria salvar Portugal. O Melo representa o Portugal que está a morrer, o tipo que tem valores, que é um bom artesão... A avó Eulália, por seu lado, é o Portugal em agonia, que quer morrer, mas não lhe deixam. 





Os atores são muito bons. Parecem encaixar perfeitamente nas personagens, talvez por as personagens não serem demasiado abertas. Como fez? 


O grande segredo foi o casting, encontrar o ator certo para cada personagem. Todos eles fazem aquilo de forma muito orgânica. Mas houve uma grande preparação antes. Também tive sorte, porque aqueles atores fabulosos aceitaram trabalhar com um realizador desconhecido. A Chulpan é das atrizes mais conceituadas na Rússia. 






E foi a última participação de Raul Solnado no cinema... 


Para mim o Raul era o único ator que poderia fazer o papel do Melo. O que me atraiu foi ter o Raul num papel mais trágico. Se fosse um papel de comédia iria ser o Raul, assim é aquele personagem. Isso é que funciona. Ele acabou por não ver o filme. O filme ficou pronto em setembro e ele faleceu em agosto. E não foi o único, o ator espanhol, o Paco Meyer também faleceu entretanto. 





Este Portugal acaba por se transformar numa América de sonhos perdidos. 


É isso que está acontecer. Nós tínhamos uma população heterogénea, luso-descendente, com muita imigração africana. Hoje temos algo completamente diferente, pessoas que vêm do Brasil, Europa de Leste, Índia, China, Espanha... Era um retrato que queria fazer, Portugal está a ficar parecido com a América, um país formado por imigrantes. Há escolas em que metade dos alunos são filhos de imigrantes. Mas aqui quis colocar o ponto de vista numa imigrante. 





Assim rimo-nos de nós próprios. 


O que é importante. E verifica-se que, apesar de todo o tempo que passou, o filme está mais atual do que nunca. Porque fala de um país encalhado, em que as pessoas que estão não têm perspetivas. Que é que se passa hoje em dia, há uma depressão latente... e o filme ganhou ainda mais atualidade. 





A Cova do Vapor fica à beira mar, tem tudo para ser um sítio bonito, mas ali torna-se uma prisão, o que aumenta a ironia... 


A beleza daquela paisagem... Este mar que é tão belo e poderoso é também o que nos aprisiona. O mar representa a nossa glória passada, mas ali é ao contrário. Porque essa glória está ligada ao sair daqui, mas ali obriga-nos a ficar. Ela comparta-se como se estivesse numa ilha. No filme o espaço físico é uma representação do espaço psicológico das personagens. E cada vez que sai de casa está num labirinto de ruas e nunca consegue chegar. 





Quando finalmente encontra uma saída acaba por ficar presa por tudo o que não queria deixar para trás. 


É o que a prende o filme todo. Ela não é uma heroína, no sentido de fazer grandes feitos, a única coisa que ela quer é uma vida normal com a sua família. A criança de início não fala, mas é a personagem mais manipuladora. Se há personagem que sai vitoriosa do filme é mesmo a criança. 




fonte

sábado, 10 de julho de 2010

Só porque tenho um fascínio pela Route 66


A

Route 66 foi estendida a Cascais graças à estreia exemplar de Chris Isaak em palcos nacionais. Não foram vistas panquecas de frutos silvestres, nem cherry colas em nenhuma ementa; a estrada não era infindável, e não tinha a meio-caminho hamburguerias com aquelas jukeboxes; não havia quiosques de venda de bolacha americana; e a gentinha não vestia aquelas camisas havaianas tão vivas. Havia Chris Isaak e a encarnação do velho imaginário americano em todos os segundos das duas horas de concerto no Parque Marechal Carmona.



Com uma popa de cabelo à Elvis (ainda impecável), um fato de lantejoulas à Elvis, abanões de ancas à Elvis, colocação de voz à Elvis, Chris Isaak desafiou a sua aparência mostrando ser algo mais do que apenas uma sombra pálida do seu mestre ou que um cromo de um rock quase pacóvio. Apesar da discrição, Isaak é muito mais que isso. Ele e o seu quinteto trouxeram uma bagagem musical do tamanho da América. Dava para tudo. Tocaram baladas ao melhor estilo oldies ('You Don't Cry Like I Do' é o melhor exemplo); apresentaram ora um rock mastigado de country, ora um rock avermelhado pelos acordes do diabo; picaram no blues mais puro; e ainda fizeram um número de gospel.


A interpretação de 'Wicked Game', perfumada por aqueles acordes de guitarra surf-music em slow motion, expôs a elasticidade da voz enorme de Chris Isaak; o possuído 'Baby Did a Bad, Bad Thing' atraiu miúdas giras ao palco; e, já num encore que contou com os obrigatórios 'Blue Hotel' e 'San Francisco Days', a versão de '(Oh) Pretty Woman' de Roy Orbinson assentou que nem uma luva naquele alinhamento. Depois, veio o desalinhamento, nas jams comemorativas do final da digressão europeia (este era o último concerto). E aí ficou ainda mais transparente a maleabilidade e qualidade instrumental de Chris Isaak e dos seus comparsas que tocaram no céu quando fecharam o concerto com a interpretação da canção de embalo 'Forever Blue' que a fantástica noite estrelada pedia.



Na memória, fica também um momento especialmente meigo quando Chris Isaak, no seu percurso completo pela plateia, canta o clássico 'Love Me Tender' para cada membro feminino da assistência com uma atenção igualitária, sem atender a desigualdades de idade ou de beleza... Um gesto de cavalheirismo numa noite em que Elvis voltou a não morrer graças a Chris Isaak.