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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Jogue fora no lixo. Certo? Errado!

Descartar medicamentos no lixo ou na rede de esgotos é uma prática que coloca em risco o meio ambiente e a saúde da população

Por Lígia Favoretto


A questão ambiental tem sido, nos últimos anos, alvo de discussão de grande parte da população mundial. Cada vez mais, novos assuntos entram em pauta, e o perigo pode estar onde menos se espera, como, por exemplo, no descarte de medicamentos.

Existe hoje muita dificuldade para que as pessoas descartem corretamente os medicamentos restantes de tratamentos ou que estejam com a data de validade vencida. Há poucos estabelecimentos especializados em seu recolhimento e destinação, e também pouco se sabe sobre a melhor forma de eliminá-los.

Normalmente os resíduos são jogados no lixo comum ou na rede de esgotos e, dependendo das características físico-químicas dos medicamentos descartados, a população pode sofrer as consequências indiretas da agressão ao meio ambiente, como contaminação de produtos alimentícios, do ar, da água, do solo e de animais.

De acordo com Pedro Ivo Ramalho, chefe da assessoria técnica e parlamentar da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), este problema ocorre, em primeiro lugar, pelo fato de os laboratórios farmacêuticos não produzirem medicamentos de forma fracionada, o que evitaria que os pacientes comprassem uma quantidade superior à necessária.

Em segundo lugar, não há critérios definidos nem serviços estruturados para a devolução ou a coleta de medicamentos, embora a Anvisa tenha uma norma (Resolução RDC nº 306/05) que regulamenta o descarte de resíduos dos serviços de saúde. "Em alguns casos, as vigilâncias sanitárias de municípios e Estados recebem medicamentos para descarte, embora nem sempre haja um tratamento adequado para essas sobras", explica Ramalho.

Segundo ele, há muita preocupação com esse assunto. A Anvisa está em fase final de elaboração de uma proposta sobre o tema. Ela será divulgada para toda a sociedade por meio de uma consulta pública. "Pretende-se que a população tenha acesso a locais próprios para o descarte de medicamentos, porque atualmente a população descarta esses produtos no lixo comum ou na rede de esgotos, através dos vasos sanitários", complementa.

Esta prática não é somente domiciliar, empresas também fazem isso como se estivessem agindo corretamente. Somente aterros sanitários podem conter a contaminação gerada pelos medicamentos descartados.

Ramalho diz ainda que o papel do farmacêutico é de extrema importância nesse processo. Ele deve oferecer à população todas as informações sobre o assunto. "O farmacêutico deve lembrar a população de que os medicamentos podem ser muito úteis para a recuperação da saúde, mas sempre trazem risco de efeitos indesejados, sobretudo se usados e descartados incorretamente."




"As instituições e até mesmo as pessoas, como sociedade civil organizada, devem se empenhar para equilibrar o meio em que vivemos"
Lorena Baia, chefe da divisão de insumos e medicamentos da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia


As sobras de medicamentos podem ser a causa de um grande número de intoxicações, especialmente de crianças. Segundo dados da Anvisa, no Brasil os medicamentos são a principal causa de intoxicações, superando, inclusive, as picadas de animais peçonhentos.

Para Lorena Baía, farmacêutica e chefe da divisão de insumos e medicamentos da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia, a destinação correta dos medicamentos vencidos ou não utilizados é a incineração, que deve ficar a cargo de uma empresa com licença ambiental para esse fim, por estar em jogo produtos que contêm em sua formulação substâncias químicas. Prestar atenção aos prazos de validade é importante. "Entende-se por prazo de validade a data limite para a utilização de um medicamento com a garantia das especificações estabelecidas na sua estabilidade", explica Lorena, que diz ainda que todos os medicamentos submetidos à avaliação da Anvisa que tiveram o registro concedido são seguros e eficazes até a data fixada na embalagem. "Deve-se fazer uma revisão periódica da validade dos medicamentos armazenados. Por conta da exposição constante ao calor, ao frio e à umidade, a cozinha e o banheiro são os locais que mais estragam medicamentos, sendo, portanto, contraindicados para um bom armazenamento."

A melhor forma de solucionar o problema está na iniciativa de farmácias e estabelecimentos de saúde. Eles devem circular informações sobre o uso correto dos medicamentos e a maneira adequada de abrigá-los em casa e descartá-los. Para o presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Jaldo de Souza Santos, é importante que o farmacêutico responsável pelo estabelecimento crie programas de educação em saúde destinados à população que utiliza seus serviços. "Todo programa educativo em saúde desenvolvido por um farmacêutico e veiculado por qualquer meio, inclusive os de comunicação de massa, gera impacto positivo sobre a população", diz Santos, que sugere ainda que os farmacêuticos busquem parcerias com organizações comunitárias, escolares, etc., e com rádios, TVs e jornais, a fim de veicular informações de utilidade pública, para educar a população sobre como guardar e descartar medicamentos.

"Pretende-se que a população tenha acesso a locais próprios para o descarte de medicamentos, porque atualmente a população descarta esses produtos no lixo comum ou na rede de esgotos, através dos vasos sanitários"
Pedro Ivo Ramalho, chefe da assessoria técnica e parlamentar da Anvisa


Exemplo a ser seguido

Conforme o artigo 225 da Constituição Federal (que trata do direito ambiental), cabe a cada indivíduo preservar o meio ambiente para as presentes e futuras gerações. Sendo assim, o canal farma pode produzir, amplificar e fazer circular informações que afetem as decisões das pessoas, despertando na população o sentimento de responsabilidade socioambiental. Divulgação de campanhas criadas por entidades do setor público ou privado surte resultado.

Em Goiás, há o exemplo de uma campanha de conscientização da população para a prática do descarte correto de sobras de medicamentos. A assistência farmacêutica e a vigilância sanitária de Goiânia lançaram a campanha Para o Meio Ambiente, o Melhor Remédio é Preservar, que tem por objetivo orientar o usuário sobre o vencimento de medicamentos. O descarte doméstico é um problema de saúde pública e de difícil controle. Os farmacêuticos, durante a dispensação de medicamentos, instruem os usuários para terem cuidados com o meio ambiente, como não jogar restos de medicamentos na pia de casa, adquirir quantidade suficiente para o tratamento e evitar a automedicação. Foram montados 20 postos de recolhimento de medicamentos nas unidades de saúde. Para estimular os participantes, foi criada uma competição saudável: entre os sete distritos sanitários de Goiânia, aquele que recolhesse a maior quantidade (calculada em kg) de medicamentos vencidos seria premiado com um aparelho de DVD e dez ingressos de cinema.

A campanha tem o apoio do CFF, do Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Goiás (Sinfargo), da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag) e da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Goiás.

Os profissionais envolvidos no desenvolvimento e na concretização da ação são farmacêuticos da assistência farmacêutica e da vigilância sanitária de Goiânia, agentes comunitários de saúde, auxiliares de farmácia sob supervisão farmacêutica e gestores de distritos sanitários e unidades de saúde.

Na opinião de Lorena, a campanha Para o Meio Ambiente, o Melhor Remédio é Preservar promove o bem-estar e a preservação do meio ambiente. "As instituições e até mesmo as pessoas, como sociedade civil organizada, devem se empenhar para equilibrar o meio em que vivemos", enfatiza Lorena, lembrando que a campanha é inédita. "Não há registros de outras ações parecidas, até mesmo porque a RDC nº 306/04, da Anvisa, que trata do regulamento técnico para o gerenciamento de resíduos, abrange somente os serviços de saúde (farmácias, drogarias, hospitais, distribuidoras, etc.), não existindo ainda regras que orientem o consumidor final, o usuário de medicamento."


(fonte: http://www.guiadafarmacia.com.br/)

terça-feira, 7 de abril de 2009

Uso incorreto de descongestionantes nasais agrava rinite alérgica

Espirros, coceira, iritação.


A rinite alérgica é o que há de mais incômodo com a chegada do outono-inverno.
Pior que ela só mesmo a rinite medicamentosa, que tem como principal agente ativador o uso indevido e desenfreado de descongestionantes nasais.

Adotados por considerável parte da população como itens de cabeceira, os descongestionantes nasais tópicos, aqueles em gotinhas, escondem um verdadeiro risco quando usados sem acompanhamento médico. Seu uso continuado por mais de uma semana pode gerar dependência química, a ponto de o indivíduo fazer uso do medicamento mesmo sem estar com a narina congestionada. "Eu faço uso de descongestionante várias vezes ao dia há dois anos. Não consigo mais viver sem ele", diz Daniela Gonçalves, 19 anos, estudante de jornalismo.

O perigo da má administração do remédio, além do vício, é o efeito rebote. "Se a pessoa tem rinite alérgica, por exemplo, e usa descongestionante em gotas para aliviar a obstrução do nariz, o resultado é que com o uso continuado, mesmo que por poucos dias, surge o efeito rebote e a dependência química se instala. A partir daí existem agora dois problemas: a mesma rinite alérgica e o que se chama de rinite medicamentosa, provocada pela gotinha.

Os descongestionantes para uso oral (xaropes ou comprimidos) também estáo longe de serem saudáveis. São um pouco menos prejudiciais que os de uso tópico, pois, não causam dependência química. Contudo, podem acarretar alguns sintomas como ansiedade, insônia, aumento da frequência cardíaca , aumento da pressão arterial e retenção urinária.

Fonte: Portal Nacional de Seguros

(fonte:
http://blogdalergia.blogspot.com/)

(figura fonte: www.rinitealergica.com/)

segunda-feira, 9 de março de 2009

Rivotril: por que o medicamento é o segundo mais vendido no país?

REPORTAGEM ÉPOCA

Alguma coisa estranha deve estar acontecendo quando um remédio contra a ansiedade – tarja preta, vendido apenas com retenção de receita – se torna o segundo medicamento mais consumido no Brasil. Esse remédio é o velho Rivotril, que tem 35 anos de mercado, mas nos últimos cinco escalou rapidamente o ranking dos mais vendidos até chegar ao segundo lugar. Em 2008, os brasileiros compraram nas farmácias 14 milhões de caixinhas do ansiolítico (o campeão de vendas é o anticoncepcional Microvlar, com 20 milhões de unidades).

O Rivotril bate remédios de uso corriqueiro, segundo o IMS Health, instituto que audita a indústria farmacêutica. Vende mais que a pomada contra assaduras Hipoglós, o analgésico Tylenol e outros produtos que os consumidores colocam na cestinha sem saber se algum dia vão usar.

O sucesso espetacular do Rivotril no Brasil não ocorre com outros medicamentos da mesma categoria. A classe dos tranquilizantes é a sétima mais vendida no país – vende menos que anticoncepcionais, analgésicos, antirreumáticos e outros tipos de remédio. A clara preferência pelo Rivotril é um fenômeno brasileiro, que não se repete em outros países.

A escalada desse ansiolítico na lista dos mais vendidos sugere que a população em sofrimento psíquico pode ser maior do que se imagina. Transtornos de ansiedade e depressão são comuns nas grandes cidades, castigadas pela violência, pelo trânsito e pelo desemprego. Mas a pesquisa São Paulo Megacity, uma parceria do Hospital das Clínicas de São Paulo com a Organização Mundial da Saúde, revela que cerca de 40% dos moradores da região metropolitana sofre de algum tipo de transtorno psiquiátrico. É um porcentual que os próprios psiquiatras consideram “assustador” – e que depõe frontalmente contra a imagem de “nação feliz” que os estrangeiros e nós mesmos, brasileiros, gostamos de cultuar.

O segundo problema que leva à indicação excessiva do Rivotril é a precariedade do atendimento de saúde brasileiro, sobretudo de saúde mental. Há falta de psiquiatras no país.

Consequentemente, as pessoas não recebem diagnóstico correto e não têm tratamento adequado de seus problemas. Quando o paciente chega ao consultório com enxaqueca, gastrite ou qualquer outra queixa que possa ter alguma relação com ansiedade, frequentemente ganha uma receita de Rivotril. “Os médicos fazem isso porque o remédio é barato (a caixinha mais cara custa R$ 13), antigo e seguro”, diz Luiz Alberto Hetem, vice-presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria. “Mas ele pode mascarar quadros mais graves.” O ansiolítico acalma e atenua a ansiedade, mas os problemas subjacentes não são diagnosticados. “Grande parte das pessoas nem sequer sofre de ansiedade. A depressão é muito comum”, afirma a psiquiatra Mônica Magadouro. “Mas o atendimento é tão precário que nem se nota a diferença.”

O terceiro fator que contribui para a venda de Rivotril é o que o psicanalista Plínio Montagna chama de “glamorização do ato de medicar-se”. No passado havia preconceito contra os remédios psiquiátricos. Recentemente, houve uma guinada cultural e eles passaram a ser vistos como resposta a todos os problemas da existência. Os médicos (sobretudo os que não são psiquiatras) receitam remédios psiquiátricos com total desenvoltura. Da parte dos pacientes, também existe a expectativa de que isso aconteça.Todos têm pressa.

“Emoções normais e importantes para a mente, como tristeza ou ansiedade em situação de perigo, são eliminadas porque incomodam”, diz Montagna, que é presidente da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo. Questões existenciais são tratadas como sintomas médico-psiquiátricos, com a colaboração de “uma avassaladora quantidade de dólares” gastos em publicidade pela indústria farmacêutica. “É frequente eu receber para tratamento pacientes com dosagens excessivas de medicação ou coquetéis de diversas substâncias, sem que os aspectos psicológicos tenham sido levados em consideração”, afirma o psicanalista, que também é formado em psiquiatria.

Por trás da precariedade do sistema de saúde e do modismo da medicação, existe a crescente incapacidade das pessoas – e dos médicos – em conviver com um dos sentimentos mais enraizados da psique humana, a ansiedade. Ela está lá desde os primórdios do homem, associada a temores e ameaças indefiníveis. Embora desagradável, é um dos motores da existência. Faz parte da nossa constituição evolutiva. “Ela é um estado de alerta, um estímulo para produzir. O contrário da ansiedade é a apatia”, diz o psicanalista Eduardo Boralli Rocha. Totalmente diferente dessa ansiedade benigna é a combinação explosiva de urgência, competição e sentimento de exclusão que caracteriza o nosso tempo.

“As pessoas sentem que em algum lugar está havendo uma festa para a qual elas não foram convidadas e têm de correr atrás”, diz Boralli. Sigmund Freud, o criador da psicanálise, dizia que a ansiedade era o sintoma de algo que não estava bem resolvido interiormente. Ele diferenciava entre a ansiedade produzida por uma situação externa real e aquela imaginada ou brutalmente amplificada por nossos medos interiores. A primeira não deveria ser medicada, mas ela tornou-se tão presente, tão avassaladora, que é isso que tem sido feito, em larga escala.

Um exemplo está na coleção de propagandas de ansiolíticos acumulada pelo professor Elisaldo Carlini, coordenador do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) da Universidade Federal de São Paulo. São folhetos promocionais que os laboratórios deixam nos consultórios médicos. Um deles mostra uma mulher com um largo sorriso depois de tomar um remédio que corrigiu a ansiedade gerada por três bilhetes recebidos ao mesmo tempo: um do marido, avisando que chegará tarde para o jantar; outro do filho, dizendo que vai trazer o time de basquete para o lanche; e o terceiro da empregada, avisando que faltou ao trabalho porque foi a um posto de saúde. “Viver dá ansiedade, mas criou-se a cultura de que problemas cotidianos devem ser enfrentados com remédios”, diz Carlini. “As mulheres, principalmente, aprendem que precisam ser magrinhas e calminhas.”

Quando indicado segundo os melhores critérios, o Rivotril pode ser bastante útil no tratamento da ansiedade generalizada. O paciente vive angustiado, preocupado, nervoso.

Dorme mal, não se concentra e se irrita por qualquer coisa. Sozinho, no entanto, o remédio não resolve o problema. O tratamento depende também do uso de outros recursos, como antidepressivos, psicoterapia e atividade física. O mesmo vale para o tratamento de outros transtornos, como síndrome do pânico, fobias e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Enquanto os antidepressivos demoram cerca de duas semanas para começar a agir, o Rivotril age rápido, assim como outros ansiolíticos (Lexotan, Valium, Frontal etc.). A função desses remédios é ser uma ponte temporária até o início da ação dos antidepressivos. Ou um apoio. A síndrome do pânico, por exemplo, é tratada com antidepressivos. Quando o paciente enfrenta situações que podem provocar recaídas, é comum que o médico recomende que tenha o Rivotril sempre à mão.

Esses remédios, no entanto, não devem ser usados por muito tempo e sem rigoroso acompanhamento médico. Eles podem causar dependência. Há pessoas que desenvolvem dependência em cinco anos. Outras se viciam em menos de 30 dias. Podem ocorrer crises de abstinência com a interrupção da droga. Os sintomas mais comuns são insônia, irritabilidade excessiva e tremores. Não há dose segura contra o vício. “Rivotril não deve ser remédio de uso contínuo. Deve ser reservado para as crises agudas e usado por no máximo seis semanas”, diz o psiquiatra Joel Rennó Jr., coordenador do Projeto de Saúde Mental da Mulher do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Na prática, muitos pacientes recebem a receita de Rivotril e passam meses sem ser vistos por um médico. Quando voltam a consultar um profissional de qualquer especialidade, dizem que o anterior receitou o remédio e se sentiram bem. Acabam saindo do consultório com uma nova receita.

A professora gaúcha Carmen Paula Pinto, de 40 anos, toma Rivotril há cinco, como parte do tratamento de transtorno bipolar. Reclama de efeitos colaterais como sonolência e boca seca. Mas o que mais a incomoda é o enfraquecimento da memória. “Quando leio um livro, muitas vezes tenho de voltar à mesma frase, ao mesmo parágrafo. Uma vez até cheguei a esquecer o que havia almoçado”, diz. Há três anos, decidiu parar de tomar o remédio por conta própria. Sentiu sintomas de abstinência, como tontura e falta de equilíbrio. Depois de alguns meses, decidiu voltar ao remédio. “Estou conformada em ter de depender do remédio por um bom tempo ou até para sempre.”

Carmen é acompanhada por um psiquiatra e compra o remédio de acordo com a orientação dele. Uma parcela dos consumidores chega ao remédio por meio de outros expedientes. “Muita gente consegue adquirir ansiolítico pela internet ou compra receitas em consultórios de quinta categoria”, afirma Rennó Jr. Em uma das pesquisas coordenadas por Elisaldo Carlini, do Cebrid, descobriu-se que um único médico fez mais de 7 mil prescrições de ansiolítico por ano. Houve casos também de falsificação dos receituários. As receitas que ficavam retidas nas farmácias continham o mesmo número de série ou o CRM de médicos mortos ou inexistentes. Formas ilícitas de acesso ao remédio alimentam o uso recreativo de Rivotril. Ele virou um clássico nas baladas entre jovens que o misturam com ecstasy ou álcool. Há várias comunidades no site de relacionamento Orkut criadas por usuários dessa combinação. O Rivotril potencializa a função do álcool. Em doses excessivas, a mistura pode levar ao coma. Há outro tipo de uso, associado ao ecstasy e à cocaína, drogas que deixam as pessoas ansiosas. Elas tomam Rivotril para tentar neutralizar esse efeito. Segundo os especialistas, não adianta.

Por trás do crescimento das vendas do Rivotril há uma história de marketing que merece ser contada. Até 1999, o remédio era promovido entre os médicos apenas como um anticonvulsivante. Era um mercado restrito. Nos últimos anos, surgiram estudos que comprovaram que ele funcionava contra a ansiedade. O fabricante passou a divulgar essa aplicação entre psiquiatras, cardiologistas, neurologistas, geriatras etc. “O sucesso do Rivotril é decorrência do aumento dos casos de transtornos psiquiátricos e do perfil único do nosso produto: ele é seguro, eficaz e muito barato”, diz Carlos Simões, gerente da área de produtos de neurociência e dermatologia da Roche. “E o baixo preço protege o produto.” O Rivotril é 600% mais barato que o seu principal concorrente, o Frontal, da Pfizer. Outra característica ajuda a explicar por que ele vende tanto. É o único de sua categoria disponível também na apresentação sublingual – gotas que agem rápido se colocadas embaixo da língua.

Na casa da aposentada Ecleide Moreira Rodrigues, de 60 anos, não pode faltar Rivotril. Ele é usado com duas finalidades distintas: o filho de Ecleide sofre de epilepsia e não fica sem o remédio. Há um ano, ela também virou adepta do medicamento. Não consegue dormir sem ele. Descobriu que a causa da insônia era estresse e depressão. Chegou a fazer psicoterapia e percebeu que passou a dormir melhor. Mas parou antes de receber alta. “Por relaxo”, diz ela. Em casos como o de Ecleide, a psicoterapia pode dar ótimos resultados. Mas não costuma ser um percurso fácil. Para vencer a ansiedade não basta recorrer a umas gotinhas de Rivotril a cada crise. É preciso reorganizar a vida.

A escalada do ansiolítico no Brasil

Em dez anos, o Rivotril galgou a lista dos campeões

1998

O Rivotril nem aparecia entre os dez mais vendidos
1 - Cataflam (analgésico e anti-inflamatório)
2 - Novalgina (analgésico e antitérmico)
3 - Hipoglós (pomada contra assaduras)
4 - Neosaldina (analgésico e antiespasmódico)
5 - Voltaren (antirreumático, anti-inflamatório e analgésico)
6 - Lexotan (ansiolítico)
7 - Redoxon (vitamina C)
8 - Buscopan Composto (antiespasmódico e analgésico)
9 - Sorine (descongestionante nasal)
10 - Vick Vaporub (unguento descongestionante)
2004

Ele conquista o sexto lugar no ranking
1 – Microvlar (anticoncepcional)
2 - Neosaldina (analgésico e antiespasmódico)
3 - Hipoglós (pomada contra assaduras)
4 - Buscopan Composto (antiespasmódico e analgésico)
5 - Novalgina (analgésico e antitérmico)
6 - RIVOTRIL (ansiolítico e anticonvulsivante)
7 - Tylenol (analgésico e antitérmico)
8 - Cataflam (analgésico e anti-inflamatório)
9 - Neovlar (anticoncepcional)
10 - Luftal (antigases)

2008

O Rivotril é o segundo mais vendido
1 - Microvlar (anticoncepcional)
2 - RIVOTRIL (ansiolítico e anticonvulsivante)
3 - Puran T4 (hormônio tireoidiano)
4 - Hipoglós (pomada contra assaduras)
5 - Neosaldina (analgésico e antiespasmódico)
6 - Buscopan Composto (antiespasmódico e analgésico)
7 - Salonpas (analgésico e anti-inflamatório)
8 - Tylenol (analgésico e antitérmico)
9 - Novalgina (analgésico e anti-inflamatório)
10 - Ciclo 21 (anticoncepcional )

Os riscos da tranquilidade em comprimidos

Os efeitos dos ansiolíticos mais vendidos, conhecidos como benzodiazepínicos

O QUE ELES FAZEM?
Inibem algumas funções do sistema nervoso, causando relaxamento muscular, sonolência e diminuição da ansiedade

PARA QUE SERVEM?
Estimulam a ação de um ácido (conhecido como gaba) no cérebro. Ele inibe a ativação de áreas relacionadas ao medo e à ansiedade

QUANDO DEVEM SER USADOS?
Com outros remédios, são indicados para tratar vários transtornos mentais. Não são recomendados para aplacar tensões do cotidiano

QUAIS SÃO OS EFEITOS COLATERAIS?
Sonolência excessiva e diminuição da coordenação motora. Podem ocorrer dificuldades no processo da aprendizagem e da memorização

CAUSAM DEPENDÊNCIA?
Sim. Algumas pessoas desenvolvem dependência em cinco anos. Outras se viciam em menos de 30 dias. Podem ocorrer crises de abstinência

COMO EVITAR A DEPENDÊNCIA?
Não há dose segura contra o vício. Quanto menor a dose, menor a probabilidade de o paciente desenvolver dependência


(fonte: www.crfmg.org.br)

terça-feira, 10 de julho de 2007

Medicamentos de tarja preta



REGRAS PARA VENDA DE REMÉDIOS DE TARJA PRETA VÃO MUDAR

As regras para venda de remédios de tarja preta vão mudar. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desenvolveu um novo programa de computador para registrar as compras desse tipo de medicamento.

Atualmente, o controle da venda dos medicamentos psicotrópicos (chamados de 'tarja preta') feito nas farmácias é ultrapassado e vulnerável a fraudes. Os farmacêuticos registram as vendas dos remédios controlados manualmente, em um livro de anotações.

Os registros feitos em mais de 70 mil farmácias são encaminhados às autoridades municipais e estaduais e depois seguem para a Anvisa. Todo o processo pode levar um ano e meio.

Com a mudança, o farmacêutico terá que informar no momento da venda, pelo computador, o tipo de medicamento, o lote, o nome do paciente e o do médico que receitou. O monitoramento será feito em tempo real.

"Isso deve propiciar a reflexão dos profissionais que dão as receitas. Eles devem indicar a medicação de forma mais criteriosa e promovendo o uso racional dessas substâncias", diz Dirceu Raposo de Mello, diretor-presidente da Anvisa. Até outubro, o novo sistema tem que estar implantado nas regiões Sul e Sudeste do país e no Distrito Federal.

Perigo

Os psicotrópicos agem sobre a atividade mental e servem como calmantes, antidepressivos e redutores de apetite. Usados indevidamente, podem causar alterações psíquicas.

Pelas contas da Anvisa, os brasileiros estão entre os que mais consomem medicamentos de uso controlado em todo o mundo. No caso das vendas de remédios para emagrecer, que também precisam de receita médica, ninguém supera o Brasil.


AUMENTA RIGOR NA VENDA DE REMÉDIOS DE TARJA PRETA

O controle dos medicamentos de tarja preta, que causam dependência química, vai mudar. Para isso, o governo lançou nesta terça-feira (03/04/07) o Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados. Uma iniciativa que pretende tirar o Brasil da situação de recordista mundial no consumo de remédios como os moderadores de apetite.

Os remédios controlados, aqueles que só são vendidos com receita médica, entre eles os anorexígenos usados para o emagrecimento, são armazenados separadamente com segurança reforçada nas farmácias. As vendas são registradas pelo farmacêutico em um formulário que depois é encaminhado para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O controle é feito porque o Brasil consome muito esse tipo de medicamento. Levantamento da Secretaria Nacional Anti-Drogas mostra que de 2001 a 2005 o consumo cresceu mais de 100%.

No Brasil existem dois problemas: a venda clandestina sem receita desse tipo de medicamento; e a conduta dos médicos, que muitas vezes prescrevem os remédios de forma exagerada e em altas doses. Distorções que fizeram com que a Anvisa mudasse a forma de controle.

Sistema Informatizado

Todas as farmácias e drogarias vão fazer parte de um sistema informatizado com os dados sobre a venda e o consumo de medicamentos controlados. Os relatórios terão de ser encaminhados toda semana e não mais a cada três meses. E, em vez de serem preenchidos manualmente, vão ser enviados por e-mail.

O presidente da Anvisa, Dirceu Raposo, explica que os farmacêuticos terão de responder quem foi o médico que prescreveu, quem comprou e quantas doses: “Esse é um passo importante para nós caminharmos no sentido de promover o uso racional, promover o consumo mais adequado e no futuro produzir outros produtos nesta base de controle. Os antibióticos, por exemplo, poderão com o tempo migrar para esse sistema.”

(retirado do site: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL39297-5598,00.html - Do G1, em São Paulo, com informações do Jornal Nacional)


Olá...
Certamente, todas as propostas que visam melhorar a fiscalização em relação aos psicotrópicos eu assino embaixo.
Mas o que são Psicotrópicos? Os psicotrópicos são substâncias químicas que atuam sobre as funções psíquicas, modificando o comportamento do indivíduo. Esses medicamentos são capazes de agir sobre o sistema nervoso, alterando o conjunto de atitudes e reações de uma pessoa, podendo levar à dependência física e/ou psíquica. Agora que já sabemos o que são e onde atuam, fica claro o porquê da minha preocupação com estes medicamentos.
Os medicamentos psicotrópicos só podem ser vendidos com receita médica e esta deverá ser retida na farmácia. A receita tem validade de 30 dias a partir de sua data de emissão e deve ser escrita de forma legível. Entretanto, a realidade é um pouco diferente! A maioria dos pacientes que utilizam este tipo de medicamento não sabe do rigoroso sistema de dispensação que eles estão sujeitos e muitos ainda não dão a devida importância. A procura nas farmácias por estes medicamentos sem a devida receita é grande! Mas não é só o paciente que erra. Através de muitos estudos e trabalhos de diversos autores sobre o assunto, verifica-se o não cumprimento da legislação, tanto por parte dos prescritores quanto das farmácias.
Portanto há muito ainda a se fazer no que diz respeito à correta dispensação dos medicamentos psicotrópicos. A Vigilância Sanitária deverá estar atenta e redobrar a sua fiscalização. Contudo, somente isso não é o suficiente. Poderia haver uma certa capacitação e treinamento tanto para o prescritor quanto para quem irá dispensar a receita, ou seja, o farmacêutico. Além de oferecer palestras educativas à população, a fim de orientar e conscientizar sobre o uso correto destes medicamentos e o procedimento correto para a sua compra.

Converse com o seu farmacêutico: o seu melhor amigo!

☆ViViAn\\(^_^)//

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Alerta: Pílula do dia seguinte - banalização e incerteza

Conhecida como pílula do dia seguinte, pílula de emergência, pílula do aborto, pílulas pós-coitais, tem seu uso banalizado, a dose até dez vezes maior que os anticoncepcionais, pode levar a alterações cromossômicas em gerações futuras.
No início era indicada apenas para prevenir a gravidez em casos de violência sexual e acidentes com o rompimento do preservativo, evitando-se assim gestações indesejadas.

O seu uso está basicamente fundamentado na tomada de um comprimido assim que conveniente (ideal em menos de 24 horas), mas não mais que 72 horas após o coito desprotegido. Já o segundo comprimido deve ser tomado 12 horas após a primeira dose e desta maneira sua eficácia situa-se em torno de 96 a 98%. Quanto mais tarde tomado menor será seu efeito.

Duas posições a respeito do caráter abortivo do medicamento, a primeira considera que uma das ações do fármaco é exercida após a fecundação, impedindo a implantação do óvulo, assim a pílula seria abortiva, a segunda não o considera como abortivo ao dizer que a principal ação do mesmo é a nível de impedir a fecundação do óvulo.

Independente de teorias e proposições, o maior problema é que seu uso não está sendo para os princípios aos quais foi produzido, passando a ser comprado e usado indiscriminadamente por jovens que o consideram um método anticoncepcional de uso rotineiro. Sabemos que o objetivo do uso da pílula do dia seguinte não é este, e isso começa a trazer transtornos para a saúde das usuárias que tomam freqüentemente o medicamento, causando desarranjos no sistema circulatório chegando a surgir em alguns casos trombose (um coágulo dentro do vaso sanguíneo impedindo o fluxo normal do sangue), irregularidades menstruais, além disso, pode ocorrer surgimento de acnes, náuseas, dores nas mamas, vômitos como efeitos colaterais. Alguns estudos também apontam que com seu uso a mulher poderá enfrentar problemas futuramente quando quiser engravidar.

Outro fator importante é que ao aderirem à pílula de emergência, possam acreditar que não é necessário uso de camisinha já que vão tomar o medicamento, o que certamente irá levar a um aumento do número de casos de doenças sexualmente transmissíveis, como a chlamydia (sabidamente associada a casos de esterilidade), vírus HIV, HPV (casos de cancro uterino).

Alguns nomes comerciais destes medicamentos que estão a venda nas farmácias, sendo que o preço varia muito. Postinor 2 (Laboratório Aché); Diad (Laboratório Cimed); Pilem (Laboratório União Química); Pozato (Laboratório Libbs); Minipil2-Post (Laboratório Sigma Pharma); Poslov (Laboratório Cifarma). Vários destes nomes passam a idéia de que deve ser usado toda vez que tiver relação sexual, como exemplo o poslov - pos (após) Love (amor em inglês); Diad (dia D) e assim por diante, a Anvisa não deveria permitir registro destes medicamentos com estes nomes que criam uma falsa sensação de que não existem problemas no uso do mesmo e que pode ser tomado freqüentemente.

O uso de uma substância química pode ser maléfico ou benéfico ao organismo, vai depender da dose, sabemos que a pílula do dia seguinte contém uma alta concentração de hormônio (quatro a dez vezes mais), diferente de quando é usada como anticoncepcional de uso diário com doses menores e controladas, desta maneira não estaria o medicamento desenvolvendo alterações orgânicas na próxima gravidez ou em futuras gerações? Estudos mais abrangentes poderão apontar qual a real ação da pílula do dia seguinte na cadeia cromossômica, esclarecendo se poderia ocorrer mutação em gerações futuras, só o tempo poderá responder, enquanto isso o ideal seria resguardar o uso da mesma para casos de extrema emergência.

Procurar um médico ou ir até o posto de saúde do bairro solicitar indicação de um método anticoncepcional regular, mais seguros que a pílula do dia seguinte, se informar sobre os métodos anticoncepcionais, ainda é o mais sensato e prudente que pode ser feito.

A Constituição Federal assegura o direito ao planejamento familiar, que foi regulamentado pela Lei Nº 9.263, de 1996. Assim, é dever do Poder Público garantir às pessoas informações, meios, métodos e técnicas para regulação da sua fecundidade. E o aborto é crime.

(Retirado do site: http://www.plugbr.net/, escrito por Silvano Vilela)


Tive a audácia de trazer este artigo, escrito por Silvano Vilela, primeiramente por ser um ótimo artigo, muito bem elaborado, sobre a Pílula do dia seguinte. Ele deixa claro a sua finalidade e também os prejuízos que ela traz à saúde da mulher que a utiliza de forma incorreta e indiscriminadamente. Segundo, por demonstrar claramente a minha opinião a respeito do assunto, concordo com o autor plenamente. Terceiro, por ser um assunto muito polêmico, pois percebo no dia-a-dia que a pílula é muito utilizada, principalmente por meninas-moças (se é que existe essa palavra), as quais acham que estão fazendo uma ótima troca. Claro, é mais fácil, mais prático tomar duas pílulas do que tomar durante o mês inteiro. Já ouvi relatos de usuárias que "optaram" pela pílula do dia seguinte porque a pílula diária fazia mal. Como pode??? Se uma única pilulazinha, de menor concentração, fazia mal quando tomada diariamente e a pílula do dia seguinte, com uma dose de hormônios bem maior, não dava reação alguma. Aí eu me pergunto: "Será falta de informação? Ou simplesmente efeito placebo? Ou o quê???" O importante é que, eu como farmacêutica, não devo ficar de braços cruzados esperando o tempo passar para ver até onde essa história vai chegar, mas sim usar todas as informações necessárias para alertar o maior número de usuárias sobre o erro que elas estão cometendo quando utilizam a pílula erroneamente. Com certeza, encaminhá-las ao ginecologista é a melhor opção. Sem deixar de mencionar que o método antigo, sim, o preservativo, ainda hoje continua sendo uma das melhores opções para prevenir uma gravidez indesejada, e claro, o único que protege o seu corpo de doenças, preservando a sua saúde!

Converse com o seu farmacêutico: o seu melhor amigo!

☆ViViAn\\(^_^)//

sábado, 30 de junho de 2007

Um Pouquinho sobre os Medicamentos Genéricos

O que são medicamentos genéricos?
São medicamentos que contêm o mesmo princípio ativo, a mesma dosagem e forma farmacêutica, concentração e comportamento no organismo humano que seus respectivos medicamentos de referência. São comercializados somente com o nome do princípio ativo e apresentam-se no mercado como uma opção ao consumidor quanto aos preços.

O que é o princípio ativo?
É a principal substância química existente na fórmula do medicamento, responsável pelo seu efeito terapêutico. Por exemplo, o princípio ativo da Aspirina é o ácido acetilsalisílico.

O que são medicamentos de referência?
São aqueles cuja eficácia, segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente pelos laboratórios que os desenvolveram e registraram sua fórmula junto ao Ministério da Saúde. São medicamentos que compõem uma lista elaborada pela ANVISA, comercializados há bastante tempo no mercado e que se utilizam, em sua embalagem, de um nome comercial ou de uma marca conhecida e registrada.

O que são medicamentos similares?
São aqueles que utilizam o mesmo princípio ativo dos de referência, apresentam a mesma concentração sem, no entanto, garantirem igual comportamento no organismo humano, por não terem passado por testes de laboratório. Atualmente, não podem ser mais comercializados com o nome do princípio ativo, devendo apresentar um nome fantasia. Somente o médico pode autorizar a troca do medicamento de referência pelo similar.

Como identificar os medicamentos existentes no mercado brasileiro?
A diferença está na embalagem.
O medicamento genérico contém, em sua embalagem externa, logo abaixo do princípio ativo que o identifica, a frase "Medicamento Genérico – Lei 9.787/99".
Além disto, de acordo com a Resolução nº. 47, de 28/03/2001, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA, os medicamentos genéricos devem apresentar, para facilitar a sua distinção dos demais, uma letra "G" e as palavras "Medicamento Genérico" em cor azul e colocadas sobre uma tarja amarela.

Os medicamentos genéricos fazem o mesmo efeito que os de referência?
Por serem medicamentos idênticos aos de referência, apresentam a mesma eficácia clínica, a mesma segurança e o mesmo comportamento em nosso organismo.

Quem garante os genéricos?
Somente após terem sido testados e aprovados por laboratórios habilitados junto à ANVISA, órgão do Ministério da Saúde, é que estes medicamentos recebem o registro de "genéricos" e podem ser comercializados com esta identificação.

Existe vantagem em se comprar medicamentos genéricos?
Por serem produzidos por diversos laboratórios os medicamentos genéricos são, em geral, mais baratos. Mas lembre-se: um mesmo "genérico" pode apresentar preços diferentes.


OBS:

Durante a consulta, solicite que seu médico prescreva, além do medicamento de referência, outras alternativas, como, por exemplo, o medicamento genérico correspondente.
A prescrição do medicamento genérico somente é obrigatória nos atendimentos públicos (SUS).
Se o seu médico não optar pelo genérico, deverá escrever esta observação na receita, de próprio punho, e de forma clara e legível.
Caso ele não faça restrições à troca do medicamento de referência pelo genérico, saiba que, na farmácia, somente o farmacêutico responsável poderá fazer a substituição de um pelo outro. O balconista jamais poderá fazer a troca.

A lista atualizada de genéricos aprovados pela ANVISA deve estar sempre à sua disposição nos balcões das farmácias.

(Retirado do site: http://www.procon.sp.gov.br)