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sábado, 7 de novembro de 2015

Depois de um tempo…

CD Delicadeza - Socorro Lira

Depois de um tempo, você para de acreditar que toda amizade é infinita... que todo sorriso é natural, que toda a falsidade te despista...

Depois de um tempo, você começa a ouvir outros CDs, experimenta novos vinhos, e acredita no toque de outras peles...

Depois de um tempo, você também desiste... De desistir, de insistir, de acreditar em algo que nada te faz sentir melhor...

Depois de um tempo você confessa, você se cansa, você não acorda com o mesmo sonho ou pesadelo...

Depois de um tempo eu mudo de ideia sobre aquela pessoa, sobre aqueles amigos ou colegas de trabalho...

Depois de um tempo eu sonho, eu batalho, eu tropeço, mas não desisto...Porque, apesar de em certos momentos remar contra a maré, meu sonho me acalanta, me protege, me conquista...

Depois de um tempo eu me qualifico, me torno meu próprio amigo, me procuro, me encontro, me conquisto...

Depois de um tempo... eu escrevo mais, me emociono mais, agradeço mais...Porque, depois de um tempo, o tempo me refaz, me motiva, me satisfaz...

Depois de um tempo, você sente saudade…Daquele vinho de sempre, daqueles amigos de sempre, daqueles sonhos de sempre, daquele seu medo de não ter seguido em frente.... Diante daquela amizade que não mais tem, daquele sonho que não mais quer alcançar, daquele desejo de conquistar o que já perdeu...

Depois de um tempo, você sente que a dor tem outro cheiro, outro sabor, outra textura…

Depois de um tempo, eu percebo que sou engraçado, que pago mico, que me divirto e também agrado...

Depois de um tempo, você deseja que tudo tenha rima... ou que tenha prosa...

Depois de um tempo, você percebe que o tempo passou, mas que, apesar de tudo, o teu sonho não acabou...

Quisera eu ser eterno, sonhar plenamente e acreditar infinitamente em ser assim... Se um dia errei, acertei, desiti, batalhei, não sei mais contar, se o tempo passou, para mim foi bom, pois ainda acredito que a Delicadeza entre as pessoas existe e que sempre temos algo de melhor a oferecer...

Depois de um tempo, as coisas ficam “assim”... ou “assado”...

Depois de um tempo, você passa a dizer mais “obrigado”!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Amor ao próximo…

Amor ao próximo...encontro

Encontro tartarugas
 
 
 

Amor ao próximo...desejo...

desejo doce

Amor ao próximo...emprego...

emprego
 
 
 

Amor ao próximo...dia..
dia seguinte

Amor ao próximo... mês...

férias

Amor ao próximo...ano...

ano

Amor ao próximo...momento...

momento




Amor ao próximo...estado de espírito...

teatro

Amor ao próximo...discurso...

discurso

Amor ao próximo...desafio...

desafio

Amor ao próximo...livro...
livro

Amor ao próximo...passeio...

passeio

Amor ao próximo...namoro...
namoro

Amor ao próximo...amigo...

amigo




Amor ao próximo…
VOCÊ!




AME-SE!

AMOR PRÓPRIO

Música “Eu me amo”–Grupo Ultraje a Rigor

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Surdo de uma nota só #DiadoSurdo

 

lingua ou linguagem

Surdo fala

Surdo grita

Surdo chama

Surdo ri


Ele ouve, gesticula, sinaliza, insinua

Ele é a voz que está em nossos ouvidos

Ele é surdo de uma nota só (A nota do som)

Mas ouvinte de diversas mãos


É conselheiro de muitas palavras

Vindas da palma de suas mãos

Sob os olhos e os olhares atentos

Detecta quando estamos felizes ou não


Tem o olhar clínico

Diagnostica sem uma palavra

Apenas com uma expressão...

Nos mostra que há cinco parâmetros

Para compreendermos sua tal informação.


Libras é um dos seus idiomas

E quem o adquire, sempre se emociona

É o alcançar de um novo código – O código da comunicação


Sua língua é de sinais

Sinais icônicos, arbitrários

Às vezes simples, às vezes complicados...

Com o tempo você os compreende

Com o tempo você se surpreende

Com o tempo você compreende

Como naquela antiga canção

Que “somos todos iguais braços dados ou não


Meu som hoje é surdo

Mas minha palavra é ouvinte

A mesma das consoantes e vogais:

A Língua Brasileira.



26 de setembro: Dia Nacional do Surdo

Humbertosurdo

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Pequeno sim, cativante também: Dia Nacional do Livro Infantil 2012

por Marcelo Moraes

PqPríncipe

Pequeno

Pequeno

Pequeno....

Muito pequeno

Este ser

Que de tão pequeno

Há de pensar grande

Grande e forte além de um menino

Rico e nobre como filho de rei


Traz consigo a melhor das bagagens

Tem a fé, a esperança

E a imaginação fértil de uma criança

Transmite em suas lembranças

Sinais de interrogação, negação e afirmação.

E que nos atinge com sonora exclamação!

 
 

Seria este aquele ser

Que de tão pequeno ainda

Já fez muita gente crescer?

Seria ele aquele grande ser

Que caminha a mercê

Do sorriso e da alegria

Que hoje está em você?

Pequeno és mas só de nome

Pois de ser, és deveras enorme!

És o Pequeno Príncipe

Que faz brincar quem já é grande

Que faz respeitar quem sonha em ser gigante.

 
 

“És aquele que cativa a todo instante...”


Pequeno Príncipe

Tu só és assim

Porque dum livro surgiste

Dentre as frases de um idioma “estranhês”

Mas que traduzido chegaste “faciês”

No meu rico idioma português


Por isso neste dia do livro

Que é nacional

Você também se faz especial.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Poesia rima? #diadapoesia

por Marcelo Moraes

poesia (1)

Decidi errar

Optei pelo proibido

Arrisquei ignorar

Este ser homem, sofrido

Que se recusa a chorar...

Cuspi no chão

Xinguei pelos ares

Uma atitude em vão

Espalhada a sete mares...


E, então, os meus olhos fechei

E assim minhas lágrimas barrei

Mas, em poucos segundos

Deste sentimento me libertei...


Preenchido pelo vácuo

Estou-me vazio

Vazio que me ocupa

me preocupa

me atrai...

Trago as palavras em versos

E os sentimentos
Em apenas reflexos

Reflexos dum sim, dum não
Dum nada…

Um nada que parece talvez

Que me distrai, me retrai

Me perturba…

 

Toco o vão do nada

Pois nada tenho

Nada encontro

Nada procuro...

Apenas rimo no escuro

Estes versos de sentimentos confusos

Pois rimar, nem sempre rima com amar

Ou rima sim

Se este amar
Lhe fizer, também

Chorar...

E viva o dia da poesia

Que me encanta a cada dia

Trazendo e fazendo sentimentos

Se perpetuarem
Em diversos momentos

Em simples versos

Em simples rimas...

Mas, afinal

Poesia rima?


Duas namoradas: a Música e a Poesia.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Meu beija-flor

por Marcelo Moraes

beijaflor-papo-branco2

Me beija, beija-flor,
que eu quero ser aquela flor
que o beija-flor vem e beija...


Me beija, beija-flor,
que eu quero ser aquela flor
que por tantos canteiros procurou
e agora encontrou...


Me beija, beija-flor,
que hoje eu sou a flor,
aquela que te cheira e te dá sabor...


Podes olhar para a rosa ou para a margarida…


Mas me escolherás,
pois saberás que aquelas
são esmeras flores coloridas...


Me beija, oh beija-flor,
pois hoje lhe digo que sou teu,
ou sou tua, se um ser vivo for: criatura!


Me beija, vai, beija-flor,
pois agora sou eu quem te chama
para ser meu...

                                                   

   ***

Meu beja-flor hoje me beija

Oh, como me beija este meu beija-flor!


Neste encanto de primavera,
sinto quente este “beija” em minha flor...

Em volta outras flores de encanto,
com as suas diversas cores a completar

Para, enfim, o meu néctar poder degustar


Oh, beija-flor, meu beija-flor...

Se não fosses meu, de quem seria esta tua flor?


Venha sempre até a mim, meu beija-flor


Pois ao chegar aqui,
saberás que além da minha rima


Terás também, o meu amor

e a minha eterna companhia…


“Beija-flor, que trouxe o meu amor…”
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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

“Por que não?”

por Marcelo Moraes

Abril

Queria começar o dia com uma nova rima

Queria que o intenso fizesse parte deste momento

Quão bom seria se assim desejasse, também,

Livrar-me desta possível dor

Dor de um “adeus

Dor de um capítulo sem um fim de conclusão.



Que tivesse um “porquê” como naquela canção: “Por que não?...”

Queria que este dia me trouxesse mais rimas,

Onde até a prosa terminasse assim.

Mas se assim rima com sim

Por que não terminar assim?

É, “por que não?

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sexta-feira, 22 de julho de 2011

No SÓ da Solidão

por Marcelo Moraes

Bonsai-2-40-x-60

E por aqui me vejo no SÓ da solidão
Sem mais um ao lado,
Sem nenhum ao meu alacance


Chegou o isolamento
Sinto-me só quando o só não mais existe
Mas tem a mente, ela persiste
Tem a emoção, ela resiste


Vou deixando mais distante
Aquele companheiro de todo o instante
Enquanto o só da solidão
Se faz presente desde então


Passo a passo um caminho se faz
O tempo não para, você também não
Então vem a decisão:
Não tratar a solidão
Como única opção


Há em mim outros sentidos, além da razão
Se caminhando só não busco a solidão
Por que, então, acreditar em sua ação?


Toco no tempo que me toca
No rodapé da hora...
Nas paredes do minuto...
Na lage do segundo...


E na porta do dia
Sempre pronto a lhe dizer 
Quanto boa és   
Esta tua companhia!


Tempo que me toca
Tempo que me guia
Tempo que me ensina...

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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Bem que se Kiss

por Marcelo Moraes

O que se faz não deveria ser dito…

Spider-Man_kiss

Ou deve ser feito e não dito?

Ou deve ser dito mas não deve ser feito?

 
 

E o que não se faz, deve ser feito?

E o que já se fez, deve ser feito de novo?

 
 

E o que foi feito era para ser feito mesmo?

Era para ser feito assim? Ou para ser feito, sim?

 
 

Você disse o que fez? Ou disse o que não fez?

Disse que fez ou disse que não fez?

Ou não fez o que disse?

Ou disse que não ia fazer... mas fez?

 

Você sempre faz assim?

Você faz e diz, ou diz mas não faz?

Ou faz que não faz, mas faz pra dizer que faz?

O que fazes aqui, sabe me dizer?

 
 

Mas vai dizer o que fazes ou o que não fazes?

Faz-me um favor?

 
 

Se me fizer vai dizer que fez ou que não fez?

Ou não vai dizer?

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domingo, 27 de março de 2011

A palavra que me cala: Saudade

por Marcelo Moraes

saudade

Assim que penso...

Por aí eu vejo...

Em qualquer lugar eu tenho...

Saudade

Palavra sem tradução

Mas de forte atração

Traz o bem, afasta o mal,

Sinônimo de perto ou distante do irreal?

 

Tenho saudades de lembrar daquele tempo...

Como assim, “tempo”?

Mania que temos de tudo achar que tem o seu tempo

Tempo aquele que diziam não ser o meu

Se não me era, quando foi ou quando o será?

 

Pergunto-me sempre

Seco, molhado, vivo, morto...

Lembro e sinto: solto risos, formo lágrimas

É a saudade...

Aquela que não tem diferente é sempre igual

Tem pra mim, tem pra você

Tem também por entre os dígitos de um PC

Saudades virtuais

 

Às vezes ativa a solidão

Resgatando aquela antiga emoção

Tira aquele silêncio

Que não tinha cabimento

Pois saudade é assim

Chega, mexe, agita e traz para si

O valor de sentir-se vivo,

Lembrando do que ficou bem

Ou do que terminou mal

Mas o que isso importa, afinal?

 

Saudade resgata as minhas memórias

E faz valer a cada momento de uma lembrança

Aquele gesto livre de criança

Que me faz crer que, quem acredita
Sempre alcança...

 

Quero apenas dizer que ela está aqui

É a saudade que se fez pra mim

E que não se apressa em me abandonar

Pois algo me leva a crer

Que ela chegou para ficar…

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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A dor, o ciclo, o amor

O ciclo do amor...

Lhe disse tchau, voltei

Não prometi, mas cumpri o que nem mesmo planejei

Lhe trouxe flores perfumadas
Em forma de palavras emocionadas

Cultivadas com o mais rico dos substratos: o amor


Você nem quis saber, ignorou...

Me fez sofrer, algo que prometi a mim não mais sentir

Eu desejei, eu sonhei, me feri

Cobri-me de esmeras e esmeraldas sensações...

Eram falsas jóias chamadas ilusões...

E o que dissestes a mim?


Apenas o nada

Nada que me fizesse acordar

E não mais sentir esta dor...

Uma dor que não mata, mas que fere a alma,

Ecoa, se alastra...


Afogo-me, então, em diversas canções

Resgatando aos poucos aquelas adoráveis relações

Com aquele mesmo A do Amor que você recusou

Mas que a mim voltou


Pois como num ciclo,

Tudo o que vai, volta ao início

E, então, o amor, a mim retornou

Estou amando sem o teu amor

Amor este que não mais rima com dor.

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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Reticências…

por Marcelo Moraes

reticencias

(…)

Eu estava indo quando…

Você me disse que…

Eu achei que fosse…

Ah, deixa pra lá…

Vamos ver se…

É bem provável que eles…

Tá querendo me…

Sem mais…

Magoei…

Chorei…

Sei lá…

Mas o encontro foi…

Naquele dia nós…

(…)

Este post…

Continua…

Ou não…

Smiley sexyBrincadeiraSmiley piscando


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domingo, 2 de maio de 2010

Qualifiquei você

por Marcelo Moraes

sonhos

Qualifiquei você:
Trazendo beijos e abraços apertados
Sorrisos e desejos passados
Os mesmos que por um caminho seguem
Ou que, por um rumo, querem tomar...

Qualifiquei você:
Lhe fiz valer as fantasias
Lhe trouxe de volta o uso da alegria
E novamente trouxe os sonhos, as fantasias...
Reforcei tudo com uma reserva de memória
Lhe fiz voltar no tempo e fazer-te mais presente
Presente para mim, para ti, para a nossa história

Qualifiquei você:
Não, qualifiquei-me!

Pois ao trazer para ti
O que queria para mim

Me vi assim
Qualificado por ti

Qualifiquei sim:
Qualifiquei você
Qualifiquei a mim...

…qualifiquei-me
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Carta ao hipócrita: dividindo raiva e rima numa ‘prosa’ curta e fria.

por Marcelo Moraes

SE ISTO FOSSE UMA CAMPANHA…

Caro Hipócrita,

Se não queres a sinceridade, fiques com a superficialidade. Não sonhe, fantasie. Não pense, concorde. Não fale, só repita. Não omita, engane mesmo! Seja prático, não argumente. Não demonstre, finja. Não sorria, simule gargalhadas… Esconda a sua ira: consuma antiácido!


Mas se maltratares alguém…

…não me digas que era só “brincadeirinha”. E muito menos, um: “Como vai, amigo?” Se não sabe quem és, não me pergunte quem sou! Se não gosta de algo, não despeje em mim, este seu desprezo de sabor amargo. Se deu mal? Conforme-se, o problema é teu, não meu!

Suou e nada encontrou?


Compreenda: não era para você! Eu ganhei algo e você não? Tenho quem se lembre de mim, você não! Sente inveja? Eu já sabia... Pois onde passa Deixa toda a sua ira...


Quer ser hipócrita?


Tudo bem, que mal tem? Cada cabeça, uma sentença! Cada qual com seus sentimentos… Mas como sabes, o que tenho são mais argumentos, e para você, só me resta, então, lhe dizer:

Continue assim, sendo você...

Você quem é… Você quem pensa que é… Você que acha que pensa o que é… Mas que no fundo, todos sabemos que não é: você! Você é assim… Hipócrita, sim! Simplesmente assim… Hipócrita...sim…

E para terminar

Vou concluir com o meu “ri-mar”

Pois, por aqui me despeço

Dizendo aquilo que nem sempre peço

Mas que, em pensamento, não desprezo:

Fique longe de mim!

 
Mas como sou uma boa pessoa, me lembrei deste seu aniversário. E não poderia deixar de lhe dar um lindo presente*. Espero que goste, pois achei a tua cara:
Fonte da Imagem *Ideal para tomar chá de sumiço!
 
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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Você prefere…

por Marcelo Moraes

Qual a poesia que te toca?
O simples ou complexo?
O fácil ou o difícil?
O concreto ou o abstrato?
A troca ou a devolução?


O sim ou o não?
O mim ou o ti?
O amigo ou o inimigo?
O lindo ou o feio?


O completo ou o incompleto?
O caro ou o barato?
O prolixo ou o sucinto?
O homem ou a mulher?
O choro ou o riso?

O dia ou a noite?

O quente ou o frio?

O susto ou o medo?

O queijo ou a goiabada?

O açúcar ou o adoçante?

O natural ou o artificial?

O côncavo ou o convexo?

O sucesso ou o fracasso?

O próximo ou o distante?



O virtual ou o real?

A prosa ou a poesia?
A infância ou a velhice?

A sala ou a cozinha?

A casa ou o apartamento?

O prato ou o copo?

A salada ou a carne?

O leite ou a água?


O tudo ou o nada?
O início ou o fim?



A vida é feita de escolhas
ou é feita de perguntas?

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segunda-feira, 6 de julho de 2009

O Muro da Rima

por Marcelo Moraes

Ilustração do site Corbis

Hoje eu não quero um texto, quero uma poesia
Não quero uma frase, quero uma rima
Não quero um parágrafo, quero um verso
Não quero um bloco de notas, quero um banco de praça.


Hoje eu não quero só meus pensamentos,

Quero também, sentimentos.
Não quero só o só, quero o junto
Não quero o sofrer, quero o alegrar
Trazer um sorriso explosivo e um aroma no ar...

Quero sim, não querer mais falar
Quero apenas ouvir o cantar
Da terra, do céu, do mar...
Porque hoje, eu só quero é rimar...

Rimar sem rima
Rimar sem rumo
Palavrear o palavreado palavrado
(Falar o que não existe)
Recordar o que não mais persiste
Persiste? Insiste? Ou resiste?

Por isso estou a blogar (a tecer, a postar)...
Porque hoje eu só quero é rimar...
Ter ideias para mim ou talvez para alguém mais postar
Pois quero que me leia e depois me conte...
Me conte o que fiz, o que te fiz, o que te deixei...
Porque hoje eu não quero uma prosa
Só quero uma rima

E se hoje eu vier prosear
Não poderei mais rimar...
Rimar sem rumo
Rimar no muro
Longe do chão, das portas, do teto...
E por mais que eu me afaste
Cá estou em cima de um concreto!
(E não querendo mais ninguém por perto)

Porque hoje eu não quero prosiá
Hoje eu só quero rimá
Rimá pra dizê (pra escrevê e digitá)...
Hoje quero rimar sem rima, sem rumo, sem teoria..

E Cá estou neste muro
O muro da rima
Daquela que não me cobra para que chore,
mas que o motiva para que me ria...
Que ria daquela rima
A mesma que nem sempre rima...

Por isso estou a blogar (a tecer, a postar)...
Porque hoje eu só quero é rimar...
Ter ideias para mim ou talvez para alguém mais postar
Pois quero que me leia e depois me conte...
Me conte o que fiz, o que te fiz, o que te deixei...

Porque hoje eu não quero uma prosa
Só quero uma rima
E se eu aqui prosiá
Não poderei mais rimá...

Rimá pra dizê (pra escrevê e digitá)...
Rimar sem rumo, não
Rimar por obrigação, não
Rimar sem rumo, por que não?

O não nega o sim
Sim, o sim nega o não
Não não nega o sim
Nega o não...
Não, não rima...

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