segunda-feira, 25 de maio de 2026

Arnaldo Graziosi E Il Complesso Strumentale I Panamera ‎– Supersonori... N. 2 (1975, LP, Italy)

 



Composed by Arnaldo Graziosi and Franco Bonfanti.
Released by Pinciana Record in 1975.


Miriodor ‎– Live 89 (2009, CD, Canada)

 






Cervello ‎– Live In Tokyo 2017 (ライヴ・イン・東京2017)

 



Track list
1. Canto Del Capro
2. Trittico
3. Euterpe
4. Scinsione (T.R.M.)
5. Melos
6. Galassia
7. Afresco
8. L'uomo
9. Roots Of Progression

Musicians
Alto Saxophone, Soprano Saxophone, Flute, Vocals – Giulio D'Ambrosio
Bass Guitar, Acoustic Guitar, Recorder, Vocals – Antonio Spagnolo
Drums – Davide Danzy Devito
Electric Guitar, Vocals – Corrado Rustici
Keyboards – Sasa' Priore
Lead Vocals – Virginio Simonelli

Recorded live at Tsutaya O-east, Tokyo on July 27, 2017





Graziano Mandozzi ‎– Masada (1977, LP, Austria)

 



Esta obra-prima musical foi composta para a trilha sonora do balé homônimo de Hans Kresnik, em 1977. Espere sons experimentais, jams de sintetizador inusitadas, jazz eletrônico distorcido e funk psicodélico pulsante ao longo do álbum, criando uma transição perfeita entre sons acústicos fantasmagóricos e decadentes, capturados nos inúmeros corredores, elevadores, estúdios e escadarias do edifício revestido de pedra. Como se pode imaginar, o efeito é imensamente evocativo, remetendo aos experimentos de Daphne Oram e, ao mesmo tempo, reconhecendo a estética estrutural de escultores sonoros como Egisto Macchi ou Bruno Spoerri. O LP soa soberbo, tendo sido masterizado e cortado por Miles Showell no Abbey Road Studio, em Londres.

Caravelli ‎– Quelque Chose Et Moi (LP 1974)





Caravelli ‎– Quelque Chose Et Moi (LP CBS ‎– 80326, 1974).
Realização Artística: Phillippe Boutet.
Género: Pop, Easy Listening.


A conceituada orquestra francesa Caravelli gravou diversas bandas sonoras de filmes famosos e também muitos sucessos da música mundial. 
Caravelli, cujo nome verdadeiro é Claude Vasori (nascido a 12 Setembro 1930 – Paris/França, filho de pai italiano e mãe francesa) é o talentoso maestro desta célebre orquestra, compositor e responsável pelos arranjos musicais de inúmeros êxitos internacionais. 
Aqui se apresenta mais um álbum repleto de grandes temas instrumentais da pop mundial.


Faixas/Tracklist:

A1- Quelque Chose et Moi (03:33)
A2- Lady Lady Lai (02:34)
A3- L’Arnaque (03:15)
A4- Tout Va Changer (02:51)
A5- Seasons In the Sun (03:33)
A6- Le Couple (03:27)
B1- Waterloo (02:45)
B2- My Only Fascination (03:00)
B3- Mon Vieux (02:43)
B4- Prends Ma Vie (02:58)
B5- Yesterday Once More (03:40)
B6- Blue Sun (03:16)





Caravelli ‎– Dolannes Melodie (LP 1975)

 





Caravelli ‎– Dolannes Melodie (LP CBS ‎– CBS 81111, 1975). 
Produtor – Philippe Boutet. 
Género: Pop, Instrumental, Easy Listening. 

Dolannes Melodie” é o tema que deu o título a este excelente álbum da Orquestra Caravelli, uma fantástica orquestra francesa liderada por Claude Vasori (Caravelli). O tema-título foi notabilizado pelo trompetista Jean-Claude Borelly, em 1975. A versão da música pela Orquestra Caravelli é simplesmente fantástica. 



Caravelli, pseudónimo de Claude Vasori (Paris, 12 de setembro de 1930 - Le Cannet, 1 de abril de 2019) foi um maestro, compositor, arranjador e pianista francês de origem italiana, que se dedicou principalmente ao género “easy listening” e também à música de filmes. Juntamente com a sua orquestra, Caravelli gravou quarenta álbuns entre o início dos anos sessenta e o final dos anos oitenta. 
Claude Vasori nasceu em Paris, em 12 de setembro de 1930, filho de mãe francesa e de pai originário de Milão, Itália. Tornou-se maestro aos 26 anos. Claude escolheu o seu nome artístico em homenagem ao primeiro avião a jacto comercial francês, o Caravelle. Adaptou o nome de "Caravelli", como na língua italiana, para lembrar as origens do seu pai. 
Em 1962, Caravelli compôs a banda sonora do filme “Et Satan Conduit le Bal”, dirigido por Grisha Dabat e estrelado por Catherine Deneuve. 
Caravelli morreu em 1 de abril de 2019, em Le Cannet, aos 88 anos. 


Faixas/Tracklist: 

A1 Dolannes Melodie (Olivier Toussaint, Paul de Senneville) 3:13 
A2 La Ballade des Gens Heureux (Gérard Lenorman, Pierre Delanoë) 3:05 
A3 Dis-Lui (Feelings) (Morris Albert) 3:47 
A4 Une Fille a Peau Brune (Caravelli) 2:54 
A5 Le Chanteur Malheureux (Jean Pierre Bourtayre, Martial Carcélès) 2:49 
A6 At Seventeen (J'ai 17 Ans) (Janis Ian) 3:11 
B1 Du Côté de Chez Swann (Michel Cywie, Patrick Loiseau) 3:12 
B2 J'ai Encore Rêvé D'elle (Richard Dewitte, Serge Koolenn) 3:18 
B3 Brasilia Carnaval (Dalida, Tony Vale) 2:48 
B4 Je Ne Suis Que de L'amour (Thème du Film ''Histoire D'O'') (Pierre Bachelet) 2:54 
B5 I'm Not in Love (Eric Stewart, Graham Gouldman) 3:20 
B6 Your Hair (Saint-Preux) 3:18 





Captain Beefheart And His Magic Band – Strictly Personal (LP 1968)





Captain Beefheart & His Magic Band – Strictly Personal (LP Blue Thumb Records – BTS 1, Outubro de 1968).
Produtor: Bob Krasnow.
Género: Blues Rock, Rock Psicadélico, Avantgarde, Experimental.


Strictly Personal” é o segundo álbum de estúdio do grupo americano de rock psicadélico Captain Beefheart & His Magic Band, gravado no estúdio Sunset Sound Recorders, Hollywood, Califórnia/EUA entre 25 de Abril e 2 de Maio de 1968 e lançado em Outubro desse ano, através do selo Blue Thumb Records. É considerado como a continuação do seu primeiro LP, "Safe As Milk" editado em 1967 pela Buddah Records.
Captain Beefheart (Don Glen Vliet) nascido em 15 de Janeiro de 1941, em Glendale, Califórnia, EUA / falecido em 17 de Dezembro de 2010, Arcata, Califórnia, EUA é também conhecido como Don Van Vliet; um vocalista, tocador de harmónica, saxofonista, flautista, compositor, letrista, poeta e pintor. Como vocalista do grupo "Captain Beefheart and His Magic Band" ou trabalhando sem a banda que o apoiava, Captain Beefheart gravou uma dezena de álbuns oficiais e vários lançamentos ao vivo. Vliet ficou conhecido pela sua abordagem inovadora e singular à música, explorando o rock, o blues, o avant-garde e outras influências para criar uma sonoridade verdadeiramente original. A música de Beefheart era frequentemente complexa, com letras surrealistas e experimentações sonoras audaciosas. A carreira de Van Vliet também se entrelaçou com a de Frank Zappa. Posteriormente começou a pintar e construiu uma carreira de sucesso como pintor, expondo em galerias de Nova York, Reino Unido e outros países da Europa, antes de morrer em 2010 de esclerose múltipla. Mais informação sobre este grupo, já se encontra inserida neste blog.


Faixas / Tracklist:

A1 - Ah Feel Like Ahcid (Don Van Vliet) 2:25
A2 - Safe As Milk (Don Van Vliet) 4:09
A3 - Trust Us (Don Van Vliet) 4:59
A4 - Son of Mirror Man - Mere Man (Don Van Vliet) 4:20
B1 - On Tomorrow (Don Van Vliet) 3:50
B2 - Beatle Bones N' Smokin Stones (Don Van Vliet) 2:58
B3 - Gimme Dat Harp Boy (Don Van Vliet) 4:35
B4 - Kandy Korn (Don Van Vliet) 5:01

NOTA: De acordo com os créditos do álbum, todos os temas foram escritos por Don Van Vliet.

Músicos / Musicians:

Don Van Vliet – vocalista, harmónica, arranjos, compositor
Alex St. Clair – guitarra, voz de apoio, percussão
Jeff Cotton – guitarra, voz de apoio
Jerry Handley – baixo, voz de apoio
John French – bateria, percussão, voz de apoio





Captain Beefheart And His Magic Band – Safe As Milk (LP 1967)





Captain Beefheart And His Magic Band – Safe As Milk (LP Buddah Records – BDM 1001, Junho de 1967).
Produção: Bob Krasnow, Richard Perry.
Género: Rhythm & Blues, Rock de Garagem, Rock Psicadélico, Blues Rock.


Safe as Milk” é o primeiro álbum de estúdio da banda americana Captain Beefheart and his Magic Band, lançado em Junho de 1967 pela Buddah Records, um trabalho fortemente influenciado pelo blues. Foi gravado no estúdios da RCA em Los Angeles, em abril de 1967. Trata-se de um álbum inovador e experimental que fundiu géneros. Maioritariamente, as faixas apresentam letras que oscilam entre o surreal e o absurdo. As capas do álbum são curiosas. Além da banda, inclui Ry Cooder retratado separadamente em perfil, Bob Krasnow (além da esposa e filhos), Hank Cicalo, D.J. Tom Donahue e Richard Perry que são alguns dos que também estão incluídos na capa interna, mas muitos deles são personagens desconhecidos que podem (ou não) ter trabalhado para a Buddah, um dos quais está mostrando uma cópia do álbum dos Beatles ‘Sgt. Peppers’ (lançado em junho de 1967).
Don Glen Vliet, conhecido por Don Van Vliet ou Captain Beefheart (Glendale, 15 de janeiro de 1941 - 17 de dezembro de 2010), foi um vocalista e multi-instrumentista (saxofone, flauta, harmónica), compositor, letrista, poeta e pintor americano. O seu trabalho musical tinha o acompanhamento de um grupo rotativo de músicos chamado Magic Band, que esteve activo desde os meados dos anos 60 até ao início dos anos 80. Van Vliet era principalmente um cantor, mas também tocava harmónica e, ocasionalmente, saxofone num estilo “free jazz”. As suas composições são caracterizadas pela estranha mistura de marcações de tempo inusitadas e pelas letras surrealistas. Van Vliet juntou-se à Magic Band em 1965, assumindo-se como líder. A sonoridade do grupo tinha raízes no blues e no rock, mas Captain Beefheart & The Magic Band adoptou uma linha mais experimental. Van Vliet lançou vários discos no final dos anos 60 e no decorrer da década de 70, com várias mudanças na formação da Magic Band. Desde o fim da sua carreira musical em 1982, Van Vliet fez poucas aparições em público, concentrando-se na sua carreira como pintor. Captain Beefheart faleceu na Califórnia, no dia 17 de dezembro de 2010, aos 69 anos, na decorrência de uma esclerose múltipla.


Faixas/Tracklist:

A1 - Sure 'Nuff 'N Yes I Do (Don Van Vliet, Herb Bermann) 2:15
A2 - Zig Zag Wanderer (Don Van Vliet, Herb Bermann) 2:40
A3 - Call On Me (Don Van Vliet) 2:37
A4 - Dropout Boogie (Don Van Vliet, Herb Bermann) 2:32
A5 - I'm Glad (Don Van Vliet) 3:31
A6 – Electricity (Don Van Vliet, Herb Bermann) 3:07
B1 - Yellow Brick Road (Don Van Vliet, Herb Bermann) 2:28
B2 - Abba Zaba (Don Van Vliet) 2:44
B3 - Plastic Factory (Don Van Vliet, Herb Bermann, Jerry Handley) 3:08
B4 - Where There's Woman (Don Van Vliet, Herb Bermann) 2:09
B5 - Grown So Ugly (Robert Pete Williams) 2:27
B6 - Autumn's Child (Don Van Vliet, Herb Bermann) 4:02

Músicos / Musicians:

Don Van Vliet – vocalista, harmónica, marimba, arranjos
Alex St. Clair Snouffer – guitarra, voz de apoio, percussão
Ry Cooder – guitarra, “slide guitar”, baixo, percussão, arranjos
Jerry Handley – baixo, voz de apoio
John French – bateria, percussão, voz de apoio

Músicos adicionais / Additional musicians:

Samuel Hoffman – teremin
Milt Holland – tambor de fenda, tamborim, percussão
Taj Mahal – tamborim, percussão
Russ Titelman – guitarra





The Lemon Twigs - Look for Your Mind! (2026)

Existe uma crítica válida de que esse tipo de pastiche hiperverossimilado é emblemático de uma cultura nostálgica perdida no passado e faminta por novas ideias — argumenta-se que o grupo
The Twigs, ao tentar recriar perfeitamente um conjunto específico de bandas de sunshine pop dos anos 60 e 70, não possui identidade própria além da mera referência. É artisticamente vazio de alguma forma e empalidece em comparação com a expressividade das bandas das quais se inspira.

Discordo sinceramente. Embora a cultura da nostalgia seja uma praga, há uma diferença crucial aqui que torna o The Twigs parte da solução — eles ocupam um nicho que ainda precisamos nos dias de hoje.

Para começar, eles são demonstrações vivas de que a essência da música pop dos anos 60 não se tornou inacessível. A complexidade da melodia e a estética podem ser replicadas. Não é uma arte perdida.

O que eles fazem, ao serem verdadeiros estudiosos de uma época, é manter vivas as bandas mais antigas e menos populares na cultura. Não me surpreenderia se os Twigs tivessem sido a primeira apresentação de bandas como Big Star para muitos, e eles constantemente demonstram suas influências, contribuindo para a cultura musical ao apresentá-las aos seus fãs.

Outro problema da cultura da nostalgia, que sufoca o novo, é a forma como ela achata uma era. A nostalgia dos anos 60 ou 70 é mais uma nostalgia por um conjunto específico de elementos daquela época que a cultura considera mais emblemáticos, mesmo que a cultura esteja errada quanto a isso. As pessoas pensam em disco antes de pensarem em tudo que é marrom quando pensam nos anos 70, e pensam nos Beatles e nos Rolling Stones antes da infinidade de outras bandas das quais os Twigs se inspiram. Os Twigs representam a plenitude da era, enquanto a maioria das pessoas apenas arranha a superfície.

Eu também diria que os Twigs se beneficiam da retrospectiva de uma forma que as bandas que eles referenciam não poderiam; porque eles vivem no presente, têm acesso a todo o leque de recursos e sons daquela época e podem descartar as partes que não funcionam. Eles criam versões aperfeiçoadas do som, as melhores e mais refinadas possíveis. Em termos de puro talento artístico, há um toque de mestre na música deles.

Canções como "Gather Round" ou "2 or 3" são construídas com meticulosidade e carinho. Mais do que "uma música que soa como se fosse dos anos 60", ela soa como a forma platônica de tal canção, autêntica à época, mas com todos os seus melhores aspectos amplificados.

Há pessoas para quem a música daquele tempo representa muito do que elas apreciam e que simplesmente não conseguem mais encontrar. O The Twigs representa esse som como algo vivo, em vez de uma relíquia, e ao criá-lo no aqui e agora, eles desempenham o papel de curadores, influenciando a cena e apresentando a um público mais amplo as cores esquecidas de uma paleta sonora arcaica.

Por que ainda existem músicos de jazz e músicos clássicos quando essa era da música praticamente acabou, saiu do mainstream e todas as suas maiores figuras foram canonizadas? Porque, além de ser apenas mais um disco venerado nos arquivos, a música precisa ser algo vivo, sendo criada agora, por artistas no auge de suas carreiras que se importam com um gênero específico, e a era moderna se beneficia de uma diversidade sonora tão viva — isso torna a troca de influências e a inovação mais prováveis.

Eles nunca serão grandes inovadores, mas podem se destacar dos muitos músicos mais genéricos que, ironicamente, estão presos ao presente e se tornam monótonos na tentativa de criar o novo.

Além disso, essa música é como crack para mim, e ativa todos os interruptores da mente. Pronto.


Aldous Harding - Train on the Island (2026)

As letras de Harding são inteligentes, ambíguas e muitas vezes enigmáticas, e sua música varia de uma chuva acústica à la Joni Mitchell a um vale sujo e rouco à la Beck, com poeira e areia subindo aos olhos. Uma produção descomplicada é um sonho para o público atual, dando espaço para faixas supremas como "San Francisco", "Coats" e a excepcional "What Am I Gonna Do?".

Para completar, a personagem de Saoirse Ronan deveria estar dançando em um vestido de algodão e botas de caubói em um filme caseiro ambientado no deserto, banhado pelo sol, ao som da melhor obra de Harding até hoje.


Destaque

Arnaldo Graziosi E Il Complesso Strumentale I Panamera ‎– Supersonori... N. 2 (1975, LP, Italy)

  Composed by Arnaldo Graziosi and Franco Bonfanti. Released by Pinciana Record in 1975.