Os Traumatics nasceram em meados de Março 2003 em Lisboa, na extinta loja "Suburban Records". Nuno Traumas apareceu por lá uns meses antes para afixar um anúncio onde procurava um guitarrista e baterista para um projecto punk rock na onda dos Misfits, Ramones ou The Damned. Por essa altura, Hugo e Catarina Pereira (aka Katy) - donos da loja - tocavam nos Kondenados mas não andavam muito satisfeitos com o projecto. Nuno começou a aparecer regularmente na loja destes, iniciando-se uma grande amizade que teve continuidade sob a forma dos primeiros ensaios dos The Traumatics. Não foi de admirar que o grupo assumisse os filmes de terror de série B e a ficção cientifica como os grãos de influência do grupo. Nada de novo, portanto. O grupo contava assim com Hugo Ramone (guitarra, voz), Nuno Traumas (baixo, ex-Cripters, futuro The Incredible Twilight Creatures) e Katy Spikes (bateria). Em Junho desse mesmo ano, Hugo e Katy deixam Lisboa e retornam para a cidade que os viu nascer, a Guarda, mas acreditando sempre no grupo e embora longe de Nuno Traumas (que residia no Cacém, arredores de Lisboa) sempre arranjaram maneira para ensaiar. Após um período de ensaios, a banda grava a sua primeira demo entre Outubro e Novembro de 2003, estreando-se ao vivo na Guarda no Noctis Bar no dia 19 de Dezembro desse ano. 2004 foi um ano bastante activo para a banda, tocando com os Tara Perdida, Kamones, Rolls Rockers, Necrose, Ex-Lovers Sex, Mata Ratos ou Kontrattack. Na segunda metade do ano iniciam as gravações do seu CD de estreia que se intitula "Classic Horror Lives" e é editado pela Horror Records, label da própria banda. A festa de lançamento ocorreu na Guarda, no Zincos Bar, com os Decreto 77 e Minoria Activa. O ano de 2005 começou em pleno com o I Festival Punkomchouriço no Algueirão, com o projecto a partilhar palcos com os Punk Sinatra. É nesse concerto que dão a conhecer ao público a integração de Teka ThirTeen (voz) no grupo. Esta nova formação veio aumentar a dinâmica da banda em palco, dando-lhes mais energia ao vivo. Em Março partilham os palcos com os Anti-Clockwise e com os We Were Wolves no II Pikenike Punk na Guarda. Tocarão ainda em Zamora (Espanha), Loulé, no Teatro Municipal da Guarda e no Festival Super Stereo de Linhares da Beira. Em 2006, quando se preparavam para registar um novo álbum que iria ser gravado no estúdio Geek Records, em Madrid, o grupo dá por finda a sua actividade.