terça-feira, 28 de julho de 2026

Retrowave #17


 

Retrowave: uma saga de frases de pessoas ilustres que resolvi colocar em retrowave.

Caveira Casual #12 — Session 9, Rick e Morty e ex-namorada

 



Pouca coisa ocorreu nesse intervalo de tempo. Assisti à Session 9. Também assisti ao final da nona temporada de Rick e Morty recentemente. Fui à casa da minha ex-namorada ontem. Tivemos conversas casuais e tomamos algumas cervejas. Conversas sobre a vida preencheram quase tudo. Voltei pra minha casa de Uber. Minha ex-namorada pagou.


É impressionante como não me lembro de quase nada, apenas de flashes. Em algum momento, ela estava preocupada com os sons que emitíamos enquanto nos beijávamos. Ela disse: "A minha mãe pode ouvir". Eu disse: "Aquela que você chama de mãe, eu chamo de sogra". Parecia que eu estava em alguma série aleatória em que eu era o personagem mais cínico.


Não gosto muito de escrever sobre o que ocorre em filmes ou séries. Para ser sincero, creio que isso estraga a experiência. Creio que cada pessoa deve ter a sua experiência sem nenhum spoiler. Antigamente adorava spoilers e contar spoilers. Atualmente isso mudou. Acredito que isso estraga a experiência da pessoa. O inesperado é algo bom em uma vida marcada por lugares comuns.


As aulas de teatro voltam esse sábado. O mandarim, não sei quando começa. Tenho me dedicado à leitura com parcimônia, embora não tenha entrado numa fase de extremo encanto para com ela. Continuo a ler Yuval Levin. Ele se demonstra um homem bastante pragmático e inteligente. Nenhuma novidade além dessa.

domingo, 26 de julho de 2026

Caveira Casual #11 — Horror, Bleach e Rick e Morty

 



Assisti a Dolly. Dolly, no Brasil, é marca de refrigerante. O que é engraçado. No Brasil, é marca de refrigerante. Nos Estados Unidos, é um filme de terror. O único motivo para eu ter assistido a esse filme foi o /tv/ do 4chan. Vi que havia algumas piadas sobre ageplay referentes ao filme, mas nada demais. O filme funciona mais como uma mistura de gore com terror com ageplay do que um filme fetichista.


Também assisti "The Cabin in the Woods". Esse filme é bem diferente. O roteiro é criativo. Os personagens são mais inteligentes do que usualmente se espera de um filme de terror cheio de eventos para agradar adolescentes. Todavia, não há uma balança adequada entre aquilo que serve para agradar adolescentes edge e a inteligência do filme como um todo.


Também assisti a um episódio do Bleach. Ouvi dizer que essa temporada só terá dez episódios; depois, preciso confirmar essa informação. Nesse primeiro episódio, tivemos parte da luta de Urahara e Askin. O /a/ do 4chan entrou em choque e comentou as cenas animadamente. Sobretudo, é claro, as mais sensualizadas envolvendo a Yoruichi.


Assisti também ao episódio 9 da temporada 9 de Rick e Morty. Esse foi quase inteiramente baseado na experiência de ficar chapado e lidar com as consequências. Há um paralelo entre a maturidade dos adultos e das crianças/adolescentes. 

sábado, 25 de julho de 2026

Caveira Casual #10 — Nem só de Found Footage viverá o homem!

 



A vida tem sido bem banal. Tenho assistido a Rick e Morty, esperando a nova temporada de Bleach e conversado um pouco no 4chan. Graças a uma nova recomendação do /tv/, assisti ao filme espanhol "La Mesita del Comedor". Um filme surrealmente perturbador, diga-se de passagem. Isso assustará os leitores, visto que não é um Found Footage. Já dizia o ditado (não) bíblico: nem só se Found Footage viverá o homem!


As sensações de assistir a esse filme... eu não saberia descrevê-las em termos não viscerais. É como se voluntariar para passar uma serra elétrica no saco ou testar a guilhotina na revolução francesa. Algo próximo a uma cadeira elétrica de emoções desconfortáveis. Um filme difícil de assistir e difícil de engolir. Talvez seja parecido com a sensação que os neoconservadores tiveram ao ver a ascensão da China como superpotência.


Enquanto o tempo passava como uma tortura audiovisual, lembrava-me dos reviews que eram dispostos na internet. Eles eram como implacações de uma ex:

— Eu te avisei.

Poucas coisas são tão perturbadoras quanto a memória de uma ex-namorada coberta de razão ou quanto à nota do The Guardian ao Splatoon Raiders (2/5). Se bem que, para ser sincero, conservadores clássicos eram tão implicantes com os neoconservadores a respeito da China quanto minha ex era implicante quanto às minhas ideias de encher a cara com tequila. Tudo isso me remete à agonia existencial profunda de assistir a "La Mesita del Comedor".


Hoje mesmo é aniversário de uma outra ex-namorada minha. 30 anos essa noite. Parece até o nome do livro de Paulo Francis: "Trinta Anos Essa Noite — O Que Vi e Vivi". Um clássico profundo que dá recordações de um Brasil que não vivi. Creio que um bom livro e um bom cinema trazem sensações que não vivemos tal como se tivéssemos vivido.


Hoje quero me dedicar às outras coisas. Comecei a ler "The Fractured Republic" de Yuval Levin e a nova temporada de Bleach começa hoje. Quanto às sensações de assistir a "La Mesita del Comedor", elas ficam no passado que nem os porres que levei ao tomar muita tequila.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Acabo de ler "The Collapse of Communism" de Vários Autores (lido em inglês)

 



Nome:

The Collapse of Communism


Autores:

Foreword / John Raisian

Introduction / Lee Edwards

1. The Year of Miracles / Lee Edwards

2. The Grand Failure / Zbigniew Brzezinski

3. The Fall of the Soviet Union / Richard Pipes

4. The Stalin Era / Robert Conquest

5. The Highest Stage of Socialism / Martin Malia

6. The Silent Artillery of Communism / Michael Novak

7. The End of Communist Economics / Andrzej Brzeski

8. Why the Cold War? / Brian Crozier

9. Judgments and Misjudgments / Paul Hollander.

(Nota: preferi copiar e colar pois eram muitos autores)


Quando eu era adolescente, lia muito Lênin. Li também outros teóricos do socialismo. Karl Marx se provou bastante útil. Li também anarquistas como Proudhon e Bakunin. Minhas influências centrais eram meu tio, que era comunista, e meu pai, que era anarquista. Com meus atuais 29 anos de idade, a adolescência parece distante e o socialismo soviético, que encantou minha juventude, ainda mais. De tempos em tempos, leio algo sobre o socialismo soviético e, ainda assim, não compreendo a razão de ele passar a impressão de ser tão pesado.


Não cresci numa época em que o socialismo soviético ainda existia. Nasci em 1996. Minhas memórias mais antigas estão nos anos 2000 e 2001. Quando eu crescia, a única coisa de que se falava sobre socialismo era a China. Ninguém, todavia, apresentava-me a China como a figura obrigatória que é hoje na discussão geopolítica e geoeconômica. É evidente que, mesmo tomando notas da União Soviética e consultando diferentes autores, as questões centrais sobre seus desdobramentos ainda não se fixaram inteiramente em minha mente. Na minha cabeça, a União Soviética é uma incógnita permanente tal como o é na cabeça de um marxista. Procuro-a sob os mais diversos ângulos.


Durante um bom tempo, falava-se da vitória neoliberal e neoconservadora. Ler autores neoconservadores e pós-neoconservadores me retornou a essa questão. O triunfalismo neoconservador e ocidental, pelo que me parece, não está tão em voga quanto antigamente estava. Hoje em dia, fala-se muito mais da China e do papel do Estado no desenvolvimento econômico. Essa questão pesa muito mais caro aos Estados Unidos. Aqui parece que estamos no tempo Reagan por falta de alguém conferir o calendário.


Atualmente parece que os Estados Unidos não se acertam. Enquanto isso, a China vai impressionar o mundo em cada setor em que se apresenta. Nesse show de mágica do século XXI, a China é a grande maga que tira coelhos da cartola enquanto os Estados Unidos tentam entender o que se passa. Alguns dizem que a China é impressionante por ter aderido ao capitalismo; outros dizem que o aspecto socialista é o que mais marca a China. Considero a China como um país socialista de mercado, mas isso é estranho demais para os binarismos que marcam a mentalidade do debate público brasileiro.


Pouco tempo atrás, quase tudo poderia ser respondido com "fim da história". Tudo se adaptaria ao sistema liberal e ao fim do jogo. Mais tarde, víamos que a ordem liberal, que parecia uma verdade eterna e superior a todo e qualquer questionamento, ia se esvanecendo e dando lugar a uma incerteza crescente. No meio disso, figuras intelectualmente céticas da ordem e da economia liberal iam surgindo e recebendo cada vez mais espaço. O questionamento, cabe-se mencionar, não vem só da esquerda; a própria direita está a romper com a chamada ordem liberal.


Os autores, enquanto escreviam esse livro, falavam com a certeza histórica de que viam o fim de um mundo e confirmavam a existência de um novo mundo que estava a surgir. A história, diga-se de passagem, não é uma deusa fácil de se conquistar e se manter; ela sempre brinca com os devotos que juram que a conquistaram. Até ontem, quase ninguém imaginava que os esforços do século XXI seriam na criação de inteligências artificiais cada vez mais potentes. Hoje isso permeia o debate público como se fosse um fato banal que sempre esteve ali.


Acompanhar o debate americano em inglês e estar estudando mandarim é algo que traz um dado deslocamento. Muitas vezes me perco. Já sentia isso antes quando comecei a ler em espanhol e vi o mundo se expandir para além daquilo a que estava habituado. Pergunto-me como será o tempo em que estarei habituado a ler em mandarim. Creio que primeiro vêm a surpresa e o desbravamento; posteriormente, tudo será normalizado. Estou sempre entre a surpresa e a normalização. Não que a vida não seja uma mescla de choques. Nunca se é inteiramente velho para não ter mais espanto com alguma novidade que soe como algo vindo de outro planeta.


Hoje em dia, vejo que as certezas que a deusa história apresenta estão mais como teias de ilusão tecidas por Maia. Até pouco tempo atrás, a internet parecia um local de entretenimento infinito, um reino mágico onde todas as preocupações subitamente eram substituídas por distrações graciosas. Atualmente, olhamos para uma alta polarização em que todo mundo está xingando todo mundo. Por incrível que pareça, eu gosto de livros por eles não me ofenderem nem dizerem falsamente que me amam.


Ler o passado não é apenas confirmar as certezas de nosso presente; é saber que o nosso presente é permeado por ilusões que, hora ou outra, podem desmoronar em nossa frente. Isso é válido não só para a União Soviética, que implodiu na frente de todos, mas também para nossas ideias aparentemente imortais.


Outra grande lição que aprendi, tentando compreender as coisas e as pessoas em minha solidão, é que só podemos compreender o que queremos compreender. Do mesmo modo, as pessoas só compreendem o que querem compreender. Muitas vezes, o ininteligível é mais volitivo do que aparenta ser. Muito do que está à nossa volta é emocionalmente incompreensível antes de ser intelectualmente incompreensível.


A União Soviética é, para alguns, o pesadelo que passou. A União Soviética é, para outros, o sonho que se perdeu. Até hoje não temos um consenso no debate público. Seria o horizonte do planejamento central algo que parou na penumbra da história ou seria uma má interpretação da obra marxista? Marx errou ou se atualizou? Não teria sido melhor um socialismo aberto, para múltiplos socialistas, em vez de uma ortodoxia de ferro e fogo? Essas são questões que continuo a me fazer, pouco importando o tempo que passa e os livros que leio. Não creio que eu esteja aqui para concordar ou discordar do socialismo ou do capitalismo. Não creio que eu seja suficientemente inteligente para tal. Para ser sincero, quanto mais estudo, menos acredito em qualquer sistema que seja. Quanto mais estudo, menos me vejo capaz de realizar afirmações. 

Caveira Casual #9 — Grave Encounters 2 e andamento do Blogspot

 


Não sei por quanto tempo, mas vi Grave Encounters 1 por causa de uma recomendação do /tv/. Eu fiquei por um bom tempo enrolando até assistir ao segundo filme. Para ser bem sincero, comecei a ver a nona temporada de Rick e Morty e não estava no meu plano ver Grave Encounters 2 por agora. Acontece que hoje me deu vontade de comprar pipoca e eu queria arrumar algo para assistir enquanto comia.

Ontem, assisti aos três primeiros episódios da nona temporada de Rick e Morty. Vi ao final Grave Encounters 2. Li um pouco de "The Collapse of Communism", livro organizado pelo historiador conservador Lee Edwards. Autor esse que é pouco conhecido no Brasil, mas é aclamado pelo nicho conservador americano.

Tenho tentado postar conteúdo no Blogspot. Para ser franco, recebi uma bolsa para estudar mandarim e acabei percebendo que estaria mais ocupado estudando teatro e mandarim do que prestando atenção em qualquer coisa a mais. O que me afastou de todo e qualquer outro assunto que eu estivesse tratando anteriormente.

Tenho mantido uma vida intelectual regular. Lendo livros e prestando atenção no r/argentina. Um subreddit que me parece bastante agradável para entender o que se passa na Argentina. Minha mãe esteve na Argentina há pouco tempo. E, apesar das polêmicas, que talvez eu comente mais para frente, a Argentina é um dos países que mais amo e presto atenção.

O Blogspot Cadáver Minimal continua sendo um recinto underground. Hoje em dia, o número total de visualizações dos Estados Unidos ultrapassou o número total de visualizações brasileiras. Talvez tenha me tornado nichado demais para o público brasileiro. Ontem mesmo, percebi que o número de visualizações da Alemanha ultrapassou em muito o número de visualizações brasileiras.

Caso queiram dar uma olhada, essas foram as visualizações da última semana:




Atualmente, os Estados Unidos têm 29,6 mil, enquanto isso, o Brasil tem 26 mil. Ou seja, os leitores nativos do Blogspot são menores em comparação ao público americano. Essa nova face do Blospot, extremamente voltada aos assuntos dos Estados Unidos e ao underground internacional, pode estar levando a um deslocamento do público nativo.

quinta-feira, 23 de julho de 2026

4chan Recommendation Archives #1 — Horror Movies (1)

 


Notes:

1. I extracted these movies with AI. This thing is for my personal use, but you can use it if you like!

2. If you want know more about my work with Chan culture, try to look my two articles about Esoteric Chan Culture:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2025/10/homo-est-spectaculum-hominis.html?m=1

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/channer-esotericism-for-academics.html?m=1

3. Try to use our Gnostic Warfare System with AI (entirely based on Esoteric Chan Culture):

https://drive.google.com/drive/folders/1Btp2ltWTNnAO1r-txzOjS66mDed1Pnjq

4. Try to see our PDFs of Esoteric Chan Culture:

https://drive.google.com/drive/folders/1XrJj772czH4OPLsUZjLDwZlh6vszzcOo

5. If you like, enjoy a game based on Esoteric Chan Culture with AI:

https://drive.google.com/drive/folders/1hFtIs-5msW4nbD77mg7Vx4WdJ4NW97iF


Based on the provided 4chan /hor/ (Horror) thread, here is a categorized list of all the movies and short films that were recommended or highlighted by the users:


🌟 Highly Recommended Feature Films


History of the Occult – Recommended as a "bonafide good rec" (especially as an alternative to Masking Threshold).

La Main du diable (also known as The Devil's Hand or Carnival of Sinners, 1943) – Recommended for fans of Bram Stoker’s Dracula (1992) and classic devil-themed cinema.

Session 9 – Highly praised ("kino"), specifically noted for its use of an abandoned mental asylum setting.

Blood and Black Lace – Recommended for viewers who enjoy 70s/80s neon lighting aesthetics in horror.

Tenebrae – Recommended as Dario Argento's best film.

The Keep (Grindhouse version) – Recommended for its "kino" visuals and soundtrack, despite some silly tonal elements.

The Old Dark House (1930s) – Recommended as a "quick fix, like a tight little fifty-minute scare."


🎬 Recommended Short Films


Recorded Live (1975) – A student short by the creator of Tremors and Short Circuit. Called "easily the best of this batch" with a demented, vintage vibe.

Viola vs. The Vampire King (2017) – Praised for being shot on 8mm film, giving it a great, grainy, supersaturated aesthetic.

Living Dolls (1980) – Noted for its Twilight Zone-style ending.

Skin Flick (2025), Thresher (2014 & 2016), We Got A Monkey's Paw (2018), Orum (2024), and Copycat (2015) – Also mentioned in a batch of short film reviews (though with mixed reactions, Recorded Live was the standout).


⚠️ Recommended with Caveats / For Specific Tastes


Frankenstein’s Army (2013) – Recommended only if you like cool monsters, gore, and incredible visual design/atmosphere. (Warning: The characters are described as incredibly stupid and incompetent, and the story "sucks ass").

Amityville 3-D – Mentioned as a worthwhile sequel to pair with Amityville II, noting it has "good moments" and a "solid cast," though not as good as the first two.

The Love Witch & The Velvet Vampire – Mentioned as great reference points for a specific 1970s witchcraft aesthetic (plentiful nudity, low gore, stylish).

Pontypool – Described as "good, but also up its own ass somewhat," with a wish that the ending was better. Great for fans of "radio horror."

Undertone – Mentioned as successfully capturing the "radio horror" feeling better than Monolith.


🔍 Notable Mentions (Discussed for Specific Themes)


Found Footage Recommendations: Final Prayer and Leaving DC were explicitly recommended for found-footage fans. (Digging Up The Marrow, The Dark Tapes, and Jeruzalem were also mentioned as recent watches).

Best Depictions of the Devil: Alias Nick Beal and The Devil’s Advocate were posted as top-tier examples of charming/clever devil depictions. 

Reanimator – The original is highly regarded in the thread, though users are heavily criticizing the rumored changes in the upcoming remake.


(Note: Movies like "Lookout", "Monolith", and "Masking Threshold" were mentioned in the thread, but were actively criticized or called boring/annoying by the users, so they are excluded from the recommended list.)