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sábado, 8 de setembro de 2018

6 anos... 1º ano no ciclo - desabafo

Seis anos, passaram-se 6 anos a correr, sem que desse por isso a Vi já vai entrar no primeiro ano do ciclo. Deixei de ter uma bebé em casa.

Adorei o tempo que estive com ela, valeu por cada centimo perdido. Este tempo que estive em casa com ela (e a irmã) não trocava por dinheiro nenhum. Se não me fez falta? Fez, muita, mas não temos avós nem familiares para ficar com elas. Além disso, e as nossas conversas? As nossas brincadeiras, os berros, os risos, os trabalhos da escola da mais velha, os lanches com os amigos, os nosso bolos?

Quando era miúda, eu e os meus irmãos ficávamos com a minha avó materna durante a semana para os meus pais trabalharem. Ao fim de semana com a avó paterna, para a minha mãe poder arrumar a casa e fazer tudo o que não conseguia durante a semana, inclusive adiantar as refeições. Não era mau de todo, nós queríamos era brincar e sempre éramos 3 com o meu primo 4 e  a avó deixava-nos fazer tudo.

As minhas filhas não cresceram com os primos, nem têm primos direitos, mas sempre foram miúdas felizes. Tenho o maior orgulho nelas, no que se tornaram.






Fui mãe (e ele pai) com 21 e 31 anos éramos dois miúdos e criamos dois seres maravilhosos. Apesar de ter dado colo a duas primas ter mudado fraldas, sabia lá eu ser mãe com 21 anos!
Não foi fácil, os primeiros tempos da Catarina com família por perto, eu sou a verdadeira mãe leoa, não largo um segundo não aceito sugestões que não me pareçam bem, nada. Sou eu e eu é que sei... ainda hoje é assim. E não me tenho dado mal.


A Catarina ficou com a bisavó com 6 meses até fazer um ano, a bisavó dizia que não podia ficar mais com ela, no entanto ainda hoje toma conta de dois outros netos... partiu-me o coraçao e pensei mesmo vender um rim para não ter que trabalhar e ficar com ela, mas acabei por deixa-la numa ama. Berrava ela de um lado da porta e chorava eu do outro. No fim do dia quando a ia buscar estava feliz da vida e eu tinha estado o dia inteiro com o coração apertado.
A Vi esteve comigo em casa desde sempre, aos dois anos foi quando a deixei 10 minutos em casa da minha mãe e subi a rua sozinha para ir comprar pão. Foi uma sensação que ainda hoje me lembro. As avós nunca fizeram muita força para ficar sozinhas com ela, não era uma bebé muito fácil chorava imenso. A Catarina ficava qualquer uma das avós, mas elas trabalhavam imenso e não podiam. Há quem só veja o trabalho, eu só vejo as minhas filhas.



Elas dependem de mim, sim.
E eu delas.

A dor ao pensar que não precisam de mim é demasiado forte, enquanto eu estiver aqui elas vão poder contar sempre comigo. São as duas autónomas, a Catarina sabe fazer tudo em casa (comer... ela diz que não passa fome, mas só mesmo ela é que consegue comer, nem todos nascemos com mão para a cozinha, eu só aprendi depois dela nascer). A Victória é muito independente se quer uma coisa vai buscar e faz (ás vezes mesmo sem autorização!) sabe fazer o eu pequeno almoço e já se limpa sozinha, ahahah muito importante, na escola dos crescidos ninguém chama a mãe!
Este ano foi o primeiro ano em que tive vontade que fossem de férias com as avós, termos a casa neste estado não tem sido fácil mas sei que ao fim de três dias estava a suplicar para que voltassem.




6 anos Vi e a tua nova etapa começa agora, é a tua segunda escola mas vai correr bem já conheces os meninos do ano passado.







kaka que sigas o teu sonho e sejas sempre essa miúda doce e feliz




Acho lindamente a ideia das mulheres independentes, trabalhadoras, que procuram igualdade, mas as que gostam de ser mães não devem ter menos valor por isso. e sou criticada tantas vezes.
E quando me perguntam isto, É ISTO QUE TENHO VONTADE DE RESPONDER:






E se perguntarem "se calhar ainda querias receber dinheiro por estar em casa, não?!"
Queria. Eu até vivo com pouco, mas muita gente trabalha fora e paga a quem lhes faz o serviço doméstico, e paga a quem lhes toma conta dos filhos. No final trabalha muito, mas nem ganham assim tanto.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Yeeehhhh!!

Dizem que a felicidade dura mais se não contarmos a ninguém, eu não acredito muito nisso. Se ligarmos a televisão nas notícias o que não falta são desgraças, se falarmos com alguém há sempre lamentos, por isso gosto de boas notícias, saber que alguém está feliz que também há muita coisa boa à nossa volta.

Ontem foi um dia muito bom. Um dia que eu já aguardava há algum tempo cheia de nervos.

Consegui finalmente tirar a carta de condução!
Confesso que nunca gostei de conduzir, nunca achei piada... adoro andar de carro, fazer viagens parando aqui e ali, tive a sorte de que o meu marido adora conduzir e tive uma amiga com quem eu saia imensas vezes, ela adorava conduzir e eu andar de carro. Foram várias as vezes em que ela me ia buscar ao emprego ao fim da tarde e andámos a passear sem rumo por lisboa.

Não tirei a carta de condução por mim, continuo a não gostar de conduzir acho horrível tirar e pôr mudanças, mas custava-me imenso estar em casa e não poder levar as minhas filhas onde me pediam porque o pai não estava em casa. Quando eram convidadas pelas amigas para uma simples festa de aniversário tinham que recusar porque o pai não estava em casa, e até mesmo eu tinha que recusar imensas vezes ir aqui ou ali porque ele não estava em casa.
Por elas tudo vale a pena e a mãe lá foi.




Escola de condução Porto Alto, no Entroncamento, adorei a simplicidade e simpatia de todos sem excepção, são óptimos profissionais e os preços super atractivos.
Adorei o Luís com o seu ar concentrado e muito sério, ao entrar na sala a primeira vez pensei " isto vai ser mesmo bom.... que raio de seca vou apanhar aqui" com o tempo percebi que ele é exactamente a primeira impressão que as pessoas têm de mim. Mal encarada, com a mania que é esperta, sisuda e por aí fora.
As aulas tornaram-se interessantes, adorei o método de ensino que acabava por ser divertido de vez em quando ele com o seu ar sério dizia cada uma que ninguém esperava e não era só eu que me ria, mas por vezes tinha mesmo que esconder a cara. Aulas assim valem a pena. Ao contrário do que eu pensava, ele gostava que apresentasse-mos dúvidas, caso contrário ele não estaria ali a fazer nada e por mais absurdas que fossem nunca me chamou de "loira" (se calhar pensou... mas não disse).
O João é o rapaz simpático da secretaria que pede os exames e só não faz mais se não puder, deve ter uma cabeça incrível sabia o meu número de processo de cor e estive lá durante 2 anos.

Foi estudar e passar no exame de código, esse foi à primeira.

Entre o Jorge (que parecia ser pouco mais velho que eu e que coitado aquele coração nunca mais será o mesmo tal foram os sustos que lhe preguei, mas sempre muito divertido, por levar tudo na brincadeira deixava-me animada) e o Daniel (já mais experiente e aventureiro sem medo da morte com mais de 20 ossos partidos) as aulas prácticas de condução foram exaustivas, não havia meio de fazer reduções sem solavancos, nem travagens suaves... coitados, iam sempre dizendo que ainda havia solução para mim.

Quando pensei que a coisa já estava mais ou menos resolvida, chumbei a primeira vez ao fim de 5 minutos a conduzir. Bati com a roda num passeio ao fazer uma curva. O Luís era quem ia comigo no carro, quando lhe perguntei se tinha estragado alguma coisa, assim que o examinador me mandou passar para trás, olhou para mim com uma expressão que não me hei-de esquecer, foi qualquer coisa como "Cala-te pah estavas a ir tão bem como é que fizeste uma coisa destas!!" ele puxa mesmo pelos alunos, ficou zangado e eu fiquei furiosa por ter sido tão estúpida, sempre medi bem as distâncias até em estradas apertadas.
A segunda vez então foi para esquecer... vou com o Daniel sempre sereno, o caminho todo a coisa corre bem, ele diz que eu subi um passeio quando parei num stop, eu não dei por nada e o examinador não abriu a boca. Deixei o carro ir abaixo 3 ou 4 vezes porque não queria arrancar dali tipo "velocidade furiosa", furiosa já estava eu, e com uma pilha de nervos. No fim páro para um camião fazer a manobra e quando o examinador me pergunta o que estou a li a fazer mudo imediatamente de direcção como ele tinha pedido. Mudei mas com os nervos não contornei a placa e entrei como se fosse em sentido contrário. Antes de me chamarem nomes, sei que não fui a primeira nem a única a fazer o mesmo naquele local... Embora não me sirva de consolo sinto-me menos burra.a  Enviei uma mensagem o para o Luís a chorar como uma desalmada (eu só choro por dois motivos ou pelas minhas filhas ou por qualquer coisa parva). Disse que desta vez não tinha estragado o carro mas que tinha chumbado na mesma, que nunca mais voltava a passar pelo mesmo, acabou-se. Eles estava de férias e ligou-me imediatamente , muito calmo diz-me que desistir é para os fracos e para lá passar na segunda feira de manhã. 
A terceira foi de vez.... correu bem, o examinador disse-me que se tivesse acabado de almoçar tinha deitado tudo para fora, mas que respeitei as regras e tenho que controlar a velocidade (acho que é problema de família).

Agora vai o rebanho para todo o lado! As pitas já podem ir ao cinema, às festas de aniversário das amigas, a mãe pode ir às compras sem ter que esperar pelo pai.

O pai, esse ainda há-de implorar para ir comigo às compras. Conduzir com ele ao lado não, obrigada.



Vocês, podem gritar, apitar, chamar nomes até à minha quinta geração cá para mim é igual! ;)
Acho que vou colar uma cartolina no vidro a dizer que tenho a carta há uma semana, duas semanas e assim sucessivamente, só naquela pode ser que façam o desconto.


Estou super contente, e agradeço a dedicação de toda da escola, não ganho nada com isto já paguei a carta mas desde os grandes profissionais, aos preços pequenos vale a pena passar por lá.






terça-feira, 4 de outubro de 2016

Karma is a bitch

Lembram-se daquele post em que o querido deixou um balde de óleo em cima da churrasqueira, choveu e o balde transbordou? Este mesmo...

Pois é, adivinhem quem é que limpou?
EU, claro o senhor estava a trabalhar muito e eu estava em casa já não podia ver o cão todo preto, o chão e os muros.
Adivinhei quem é que pintou o quintal todo este ano?
EU, claro o senhor tem estado a trabalhar muito e eu estou em casa tenho muito bem tempo.

O problema aqui não é o tempo, nem sequer é a primeira vez que eu pinto paredes, o problema é fazer asneira e não resolver.

O nosso exterior está óptimo e irei mostrar mais fotos em breve.

Mas o anexo... oh o anexo!








Ficou branquinho como a neve.


Este anexo é o santuário dele, onde guarda tudo o que é porcaria (dele) e a árvore de natal, as bicicletas das miúdas, o carrinho da Vi, ou uma pequena lata de tinta minha lhe estorvam imenso. Construímos este anexo de propósito para guardar "tralha" e ainda não está terminado, como tudo por aqui, mas ele teima que as coisas têm que estar ali arrumadas - sem prateleiras, armários ou que seja.

Pois eu, aqui em casa, também gosto das coisas arrumadas e faço por isso.


Querido duas palavras:

Karma is a bitch


(ok 4).

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

#nemseioquediga

Acho que vou criar um novo capítulo aqui no blog com as histórias do meu marido... na verdade ele  acha que eu tenho uma página na internet só a falar dele, mas não. Estou a pensar seriamente nisso e tenho bastante material.

"Vou só ali mudar o óleo ao carro num instante que agora não está a chover..." Sim, querido, estamos no Verão, agora não chove.

Mudou o óleo, deixou o óleo antigo dentro de um balde que usa para essas coisas, onde? Em cima da churrasqueira para o cão não pôr lá o focinho...
Ah e tal não chove agora, pois agora não, mas entretanto começa a chover e ele vai trabalhar. Claro que eu não me ia lembrar de ver onde ele deixou o óleo antigo.

As gotas do telhado caiam a pique no balde que transbordava óleo por todo o lado e eu só vi este lindo resultado no dia seguinte.
Escusado será dizer que nem tinha cabeça para tirar fotografias, mas hoje mais calma, lá fui. Das duas uma ou entro na coisa e guardo recordação para quando ele disser que eu pintei o chão do quintal (de branco!) enquanto pintava um móvel, ou gritava, refilava, esbracejava e dizia-lhe algumas coisas menos boas que não iriam adiantar de nada...




Claro que não me contive e tive que lhe perguntar uma coisa ou outra do tipo "o que é que tinhas na cabeça??"

Claro que continua a chover... e nós temos um cão que era branco..... agora usa botas e deixa marcas pelo quintal todo.





Com a chuva tudo é ainda mais feio, mas neste momento este quintal não tem nada de bonito.




Querido, pensa duas, ou melhor 10 vezes quando voltares a dizer que pintei ali um bocadinho do chão com TINTA DE ÁGUA e o melhor é procurares serradura, um bom tira gorduras para limpares estas paredes e assim que chegar a primavera nem te atrevas a dizer "ah para a semana pinta-se..." eu já sei como é.



segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Factos reais

Quando criei o blog a minha filha mais velha tinha na altura 6/7 anos, estava na escola e o meu marido sempre trabalhou por turnos.
Desde o dia que comecei até hoje nunca me arrependi. Conheci pessoas fantásticas que partilham ideias, gostos e opiniões como eu, inspiro-me muito com elas e divirto-me imenso.

São os comentários que recebo e as mensagem que me deixam no correio que fazem este blog continuar, ainda que muitas vezes tenha pensado desistir de escrever e manter apenas fotos no facebook ou no instagram.

"Já fiz gosto na sua página há algum tempo, não sei quanto, mas hoje ao cruzar-me com o post do quartinho da Vitória fui ao blog e estou nisto há horas! Verdade, há horas. Fiz uma interrupção para ir às compras, mas mal voltei a casa, agarrei-me ao computador e "estou" em Maio de 2014. Lambi cada um dos posts e revi-me em cada um deles. Gostei particularmente de um que fala no que a Lúcia e a Catarina esperam das suas vidas daqui a 10 anos. Caramba, que esse post podia ter sido escrito por mim!"

Olá Lúcia,
sigo religiosamente o seu blog e acompanho aqui no facebook tudo aquilo que publica, pois identifico-me tanto consigo! Aqui em casa os moveis saltam de lugar imensas vezes e só não faço mais bricolages porque a falta de tempo definitivamente não me deixa ... trabalho mais de 9h por dia, chego super cansada a casa, tenho uma filhota de 26 meses cheia de energia e tudo para orientar para o dia seguinte.

"A Lúcia é uma inspiração e uma força da natureza. Se aqui há uns anos me dissessem que eu metia numa aventura de restaurar fosse o que fosse, diria que estavam maluquinhos."



Adoro receber estas mensagens e trocar conversas. Gosto mesmo de encontrar blogues com pessoas reais que mostram vidas que realmente são as suas e casas onde se vive e não onde se habita. Parece que não, mas é fácil perceber... Digo eu.

Além da decoração, das ideias simples e vontade de pôr a mão na massa, acabei por ir partilhando um pouco da minha vida.
Desabafos, o crescimento da Catarina, a gravidez da Victória, entre outras histórias... Quem nos vem acompanhando sabe que temos um orçamento reduzido mas que não nos impede de mudar, trocar ou continuar a viver com toda a dignidade. 

Além destas frases que deixei acima, recebi já alguns emails de pessoas que infelizmente estão a sofrer com a crise que todos atravessamos de uma maneira ou de outra. 
Perguntam-me como faço. Como gasto em compras no supermercado, se posso deixar sugestões de menus semanais, quais os detergentes que uso... bom, isso duvido que venha a publicar.
Tento explicar da melhor maneira, e respondo sempre ainda que por vezes demore um pouco nunca me esqueço.

Devo dizer que não sou mágica, vivo tal como as outras pessoas. Poupo em tudo o que posso, mas não sou de andar a correr atrás de talões e descontos, compro o que preciso consoante aquilo que posso gastar. Sou humilde o quanto baste não suporto pessoas que se fazem de coitadinhas, e terminam as frases em "inhas/os", não é isso que faz a humildade.
Sou o que sou, e o que tenho.
Tento sempre fazer o melhor possível com isso. Tento jogar com as cores, com os padrões, com artigos em segunda mão, ou que encontrei no lixo, sim porque não? Sou da opinião que as coisas simples resultam.

Gosto muito de mim e da minha família, por isso tento andar sempre arranjada e faço o mesmo por elas.
 " Ah e tal eles vivem bem" depende do conceito... Há quem viva pior, é um facto, mas não é por gastar 1 euro num verniz que vou ficar mais pobre e nem imaginam a vista que faz umas mãos cuidadas ou um rimel!
Vejam aqui os cuidados da Ermelinda.
Não sou capaz de ir levar a Victória à escola, ainda que seja aqui a 10 passos, sem me vestir decentemente e usar um bâton, tornar-se um hábito. Isso não faz de mim nem de qualquer mulher, uma pessoa com a mania, na minha opinião faz de mim um mulher que se cuida.
Não tenho um único fato de treino para não cair na tentação de o vestir "só para ir ali" se por acaso quiser usar uma roupa práctica uso leggins, e uso mesmo muitas vezes, mas não com uma t-shirt xl porque não é esse o meu número. 
Se podemos comprar uma peça bonita pelo mesmo preço que uma peça "práctica" porque havemos de comprar a práctica?


Menus é coisa que não tenciono falar por aqui, ainda que partilhe algumas receitas porque ultimamente ando com uma vontade estranha de cozinhar. Nunca sei o que vou comer no dia seguinte, não sei se almoço ou janto em casa, se temos ou não convidados, aqui o acaso prevalece sempre não somos pessoas de comer fora, não. Mas temos muitas vezes convites que nos dizem "faz a sobremesa que levamos o jantar" ou "hoje o jantar é aqui em casa". É tão bom receber uma mensagem assim e saber que temos amigos.

Detergentes... compro o que estiver na altura em promoção e cheire bem, amaciador adoro o confort azul.




domingo, 14 de junho de 2015

Princesa

A cada dia conto as horas para deixar esta princesa na escola, sei bem o quanto ela vai chorar e sei que hei-de vir para casa a chorar... foram tantas as vezes que deixei a irmã na ama, ela em pranto e eu de coração apertadíssimo a fechar a porta.
A Catarina ficou com a minha avó dos 6 meses até fazer um ano, depois foi para uma ama da minha total confiança, aos 4 anos ficou comigo em casa até ir para a pré-primária aos 5. Não foi fácil, mas temo que com a Victória venha a se pior.





 Um pequeno video de como ela é, esqueçam a minha voz de galinha e concentrem-se na voz doce que ela tem :)





segunda-feira, 2 de março de 2015

My dream home

Hoje fomos passear pelos campos próximos da nossa zona. Voltámos a visitar a "nossa casa"...
Desde que a vimos foi amor à primeira vista.



Na altura ainda tinha algum telhado, mas o que me fascina mesmo é o tijolo de burro dentro e fora da casa, mas os alpendres, a porta no meio da casa com os degraus. As portas antigas, mas altas e com vidros a passar a luz de cada divisão.
Aposto que tinha chão de madeira com tábuas corridas e lindas sancas no tecto.
O facto de estar completamente isolada de vizinhos também é outro ponto a favor.
Imagino imensas obras mas tenho a certeza que valeria cada cêntimo.
A casa está abandonada desde que a vi e cálculo que há vários anos.
As entendidas, será que me sabem informar onde posso procurar a quem pertence e se está à venda?






quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Por aqui...

Desde Dezembro que a nossa vida por aqui anda completamente de pernas para o ar. A verdade é que problemas todos temos, ora aparece um ora aparece outro e com paciência lá vamos resolvendo a nossa vida, certo?
E quando acontece tudo ao mesmo tempo? Por acaso nem sou pessoa de me lamentar muito, acho que tenho a vida que tenho porque assim escolhi, agradeço as minhas duas filhas maravilhosas e o resto vem por acréscimo.
Quando se avaria o mini-forno (o único que tínhamos) mesmo antes do natal, penso "vou para casa da minha mãe e depois se vê".
No dia 27 de Dezembro o meu marido é informado que a partir do dia 31 meia noite ele e os colegas deixam de fazer parte da segurança hospitalar.
Volto para casa e ao tirar a roupa da máquina de lavar reparo na roupa encharcada... penso que o melhor é voltar a torcer. Não torce, penso "vou estender mesmo assim depois logo se vê".
A máquina morreu ao fim de 15 anos, também não se podia esperar muito mais.
Lavei a roupa nas lavandarias self service e adorei, a roupa saía perfeita e com um cheirinho muito agradável por apenas 3.70 eur já com detergente higienizante, pré-lavagem e amaciador. No final ainda secava por mais 1.20eur e trazia a roupa toda dobradinha para casa (eu não desperdiço muita luz a engomar roupa).



Logo a seguir avaria máquina da loiça. Lavava cerca de 3h seguidas sem sair do mesmo ciclo, esta já tinha mais de 15 anos (era do meu sogro, eu sei que não podia pedir mais).
Na mesma semana avaria também o computador! Ena...

Alguém consegue uma perícia destas no mesmo período de tempo.
No início pensei "isto o melhor é cortar os pulsos", uma frase que uso muito e que nunca me passou pela cabeça concretizar, felizmente acho que a vida tem coisas demasiado boas para isso.

Decidi procurar no Olx. Uma coisa é comprar uma lareira outra coisa é um electrodoméstico, mas era isso ou só iria deixar de lavar loiça à mão quando as minhas filhas saíssem da universidade.
Descobri uma máquina de lavar loiça, uma de lavar roupa e um forno (a sério, o outro parecia de brincar mas valeu-nos por cerca de 3 ou 4 anos) e por tudo isto não paguei mais de 300eur. Seria o preço de apenas um único electrodoméstico novo.

Hoje, o computador regressou dos mortos,
Sim, o meu marido continua desempregado, mas a vida não é perfeita.

Como publiquei na página do facebook, encontrámos estes dois armários na Ikea da gama descontinuada Faktum, por apenas 5 eur!
O meu marido com alguma perícia conseguiu que os dois ficassem na medida certa para este cantinho e ficámos com muito mais arrumação.


 A muito custo, o meu marido lá foi satisfazendo os meus pedidos tenho que aproveitar agora que está em casa, não lhe posso dar descanso. Depois de colocar o forno no único lugar possível (eu bem gostava que ficasse num móvel vertical) idealizei uma "gaveta" onde posso apoiar qualquer travessa que saia do forno ou mesmo cortar alguma coisa.

A máquina da loiça apesar de ter um pouco de ferrugem no fundo, foi uma pechincha e lava que é uma maravilha! Tem imensa arrumação.





Claro que agora não vou encontrar portas ao mesmo preço, mas alguma coisa se há-de encontrar.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Blogue importado - Dama das camélias

Há por aqui quem conheça a Dama das camélias? Acredito que sim, acho que quem conheceu o primeiro blog ficou para sempre a conhecer-me como a Dama.

Não foram poucas as pessoas que durante este ano que passou que me disseram que ter saudades da Dama. Gostam muito deste novo blog mas que o outro blogue era diferente.
Depois de ter criado este, coloquei o outro em privado. Gosto de recordar a minha gravidez, e os primeiros passos da Victória, mas ao que parece não sou a única.
Decidi entao apagar o que não queria ver no antigo blog e importei para este o conteúdo da Dama das camélias.

O que vos parece?



* Estas últimas semanas não tem sido fáceis aqui por casa, chega aquela altura em que pensamos "Bem, o melhor é cortar os pulsos..." mas como dizem :
- O que não nos mata, torna-nos mais fortes.
E eu já sou uma fortaleza :)

Em breve regresso por aqui, até lá deixo-vos com novos /velhos posts.

domingo, 24 de agosto de 2014

Uma nova "aventura" :: Lareira decorativa

Há algum tempo que eu procurava uma solução para móvel de TV. Não queria um simples móvel baixo porque a Victória fixa os olhos no televisor com a ideia de estar a interagir com os bonecos, queria algo "estranho", diferente.
Comecei à procura e as casas mais bonitas que encontrei raramente tinham televisão na sala...que raio, onde colocam a televisão? Outras tinham-na por cima da lareira.
 Adorei a ideia e o meu marido chamou-me logo de doida. Como não sou de me ficar, fui à procura. No OLX encontrei várias lareiras falsas e uma delas na zona de Santarém por apenas 15 euros! Chateei o meu marido durante algum tempo, usei todas as artimanhas possíveis e imaginárias e ainda todas aquelas que costumam resultar.


Ontem lá fomos nós buscar a lareira.
Houve um acidente na estrada, um camião virado ao contrário carregadinho de tomate. Toca de desimpedir a via, retirar o tomate, chamar a grua.... 2 horas de espera praticamente no mesmo lugar. Com toda a certeza, interiormente chamou-me mais algumas coisas, rezou o Pai Nosso e a Avé Maria, e garantiu-me que eu ia pagar este móvel muito caro. Os meus ouvidos suplicavam para que ele se calasse!

O senhor que iria ter connosco ao local combinado ia mantendo o contacto e quando finalmente a via foi desimpedida e conseguimos encontrar-nos, o senhor abre a porta da carrinha e eu fico completamente abismada: "Mas isso é enorme?? É realmente o preço que estava no anúncio?" - a minha cabeça só me dizia "Lúcia se ele te pede agora 150 euros onde é que os tens?? E o que vais dizer ao teu marido depois disto tudo??"
Felizmente foram os 15 euros sem tirar nem pôr, como disse o senhor. Acho que não fazia a mínima ideia do valor do móvel, mas disse que se lembra do móvel em casa dos sogros há muitos e muitos anos, mais de 70.

A segunda parte... colocar a lareira em cima do nosso jipe. Em peso na parte superior e atado com umas cordas. De vez em quando o meu marido perguntava: " Vê-lá se o móvel ainda está no sítio?" Claro que estava se ele caísse aposto que nos íamos aperceber...


Ao chegarmos a casa já achava que tinha sido uma boa compra porque 15euros não paga sequer a pedra mármore, mas não imaginava a TV em cima.
Agora continuo a achar que a TV está mesmo muito alta, mas adoro o móvel e só o quero ver pintado de branco.





Curioso que os mosaicos no interior estão perfeitos e são apenas um desenho pintado.

No pinterest tenho colocado algumas imagens de lareiras falsas (é possível encontrar pesquisando por faux mantel fireplace, lareira decorativa ou mantel TV) e gosto muito do resultado. 
Este tipo de lareiras era muito usado nos anos 60/80, algumas têm duas colunas de lado com portas e serviam como bar.