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Mensagens

Planos para Fevereiro

Em Janeiro conclui a Última Tragédia  de Abdulai Sila para o projeto ler Lusofonia e Viajar através dos livros (Guiné-Bissau) e Pessoas Normais de Sally Rooney para o projeto FOMO Challenge2025 do blog/Podcast Bárbara reviews Books. De momento estou a ler  Inês de Castro de Isabel Stilwell e a Trégua do Primo Levi, que pretendo terminar este mês, e As origens do Totalitarismo , Hannah Arendt que será uma leitura para continuar nos próximos tempos. Para Fevereiro pretendo ainda ler os seguintes livros:   Sei que é uma lista muito ambiciosa para um mês tão curto e que provavelmente não vou cumprir mas gosto de fazer este planeamento. E vocês, já leram algum destes livros? Se sim, o que acharam dessas leituras? Boa semana!
Mensagens recentes

A última tragédia

       Para este ano tinha-me proposto dedicar mais ao meu projeto pessoal, viajar através dos livros, com o objetivo de conhecer escritores fora do âmbito da literatura mais comercial - literatura americana, inglesa e francesa - e explorar outras culturas. No instagram vi um projeto que se propõe ler literatura lusófona, sendo que em janeiro o país selecionado foi Guiné-Bissau. Andei a investigar, pois não é fácil encontrar autores desta nacionalidade e descobri que, na biblioteca que costumo ir habitualmente, tinham uma edição guineense de A Última Tragédia de Abdulai Sila. Não hesitei em requisitar pois este livro não está publicado cá em Portugal embora tenha sido traduzido para outras línguas.   Aqui acompanhamos três personagens principais. Ndani, uma jovem que, quando nasceu, o curandeiro da sua terra pronunciou o azar dentro dela e uma vida plena de tragédias, sendo por isso discriminada pelo seu povo. Por essa razão, Ndani viaja para a capital, Bissau,...

Metas para 2025

Todos os anos estabeleço objetivos de leitura embora raramente os cumpra. Por vezes vão aparecendo leituras conjuntas e novidades que me desviam do que tenho programado. No entanto, gosto de fazer listas para dar algum sentido às minhas leituras. Sendo assim, para 2025 estabeleci as seguintes metas: - Ler 30 livros ao longo do ano. Embora a quantidade não seja importante, estabeleço sempre um número de livros lidos apenas para manter o foco; - Dedicar-me mais ao meu projeto pessoal de viajar através dos livros e ler autores de nacionalidades que nunca li. Vou participar num projeto que vi no Instagram com objetivo de ler autores lusófonos ao longo do ano, pelo que acredito dar um avanço no que respeita a escritores nativos ou descendentes das ex-colónias portuguesas; - Ler alguns livros da lista dos 1001 livros para ler antes de morrer para que possa ler mais clássicos; - Dar um especial foco no livros sobre a II guerra mundial tendo em conta que este ano assinalam-se os 80 anos do fim...

Balanço de 2024

    Desde que me lembro, 2024 foi um dos anos que mais li. Passei por algumas mudanças da minha vida profissional que possibilitaram ter mais tempo para o lazer e, consequentemente mais tempo para dedicar aos livros. Participei em algumas leituras conjuntas e desafios que contribuíram para a realização de excelentes leituras. Este foi o meu top de leituras:     Ao longo destes anos tenho-me desafiado e lido alguns livros fora da minha zona de conforto e foi bastante positivo explorar outros géneros. No entanto, para além de me ter desviado do meu foco de leitura - conhecer mais sobre outras culturas e ler obras da lista dos 1001 livros para ler antes de morrer - percebi que, quando volto ao meu estilo preferencial, romances históricos e literatura que exploram relações pessoais e familiares, estes estão inevitavelmente os meus favoritos. Por essa razão vou repensar o meu projeto de leituras para este ano.     Espero sinceramente conseguir voltar a manter um...

Misericórdia

          Peguei neste livro com grandes expectativas dada a quantidade de opiniões positivas por parte de algumas pessoas que sigo nas redes sociais e, de facto, fiquei rendida. É sem dúvida uma obra singular não fosse ela escrita a pedido da mãe de uma enorme escritora, Lídia Jorge, quando esta se encontrava internada numa instituição para idosos.     Acompanhamos aqui os relatos sob a forma de diário do último ano de vida de Maria Alberta que se encontra num lar de idosos, o Hotel Paraíso. Através dela ganhamos uma perspectiva das realidades dos lares e do que se lá passou quando surgiu a pandemia. Foi muito interessante acompanhar as relações que a personagem estabelecia com algumas das pessoas que lá trabalhavam, com os outros residentes e com a sua única filha.       Um livro muito bem escrito, que nos sensibiliza à medida que temos contacto com as reflexões da Maria Alberta sobre a velhice, a fragilidade humana e a inevi...

A Filha Única

          Laura, apesar de ter nascido no México, um país bastante patriarcal, é uma mulher moderna, independente e com ideias muito próprias. Sente a pressão por parte da sua mãe de levar uma vida comum, constituir família, ter filhos. Mas Laura considera a maternidade um peso, para ela  "um filho, por muito terno e doce que fosse nos momentos bons, representaria sempre um limite à sua liberdade, um peso económico, para não falar do desgaste físico e emocional que causam" e, por essa mesma razão, opta por não ser mãe. No entanto, acaba por viver a maternidade através da sua amiga Alina e da sua vizinha Doris: Alina, faz tratamentos de infertilidade e no último mês de gravidez passa por um conflito que mudara a sua vida radicalmente; Doris é mãe solteira de um menino com problemas de comportamento.     A Filha Única, apesar de ser um livro pequeno e se centrar muito sobre a temática da maternidade e das diferentes formas como a vemos e viven...

A Breve Vida das Flores, Valérie Perrin

  " Chamo-me Violette Toussaint. Era guarda de passagem de nível, agora sou guarda de cemitério.    E assim começa a história da Violette, que foi, desde o seu nascimento, uma vítima de muitas contrariedades da vida. Sempre sobrevivendo ao seu malfadado destino, um acontecimento fez com que Violette perdesse o que tinha de mais precioso e entrasse num desgosto profundo. Mas, pessoas que entraram na sua vida, fizeram com que alguma luz fosse entrando novamente no seu coração.      Comecei a ler este romance sem saber nada dele, apenas de que falava sobre o luto. A ignorância sobre o seu enredo tornou esta leitura muito especial pois não esperava uma profundidade tão grande de relações entre os personagens. Para além de nos mostrar diferentes formas de viver o luto, fala-nos ainda da força da amizade, do amor e da possibilidade de nos reabilitarmos quando nos encontramos rodeadas pelas pessoas certas. Violette é uma personagem marcante que vai ficar comigo d...