"A minha escrita permeia sentidos românticos,
restaura a solitude e acolhe a beleza da vida
para ser-te Poesia."

Marli Franco


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Colunas Poéticas



Colunas Poéticas


A tentativa de criar um soneto é um momento de pura ousadia, é sorrir instigada pela conquista enamorada do ar rarefeito em poesia. 
A imersão na arte desta inspiração é como tomar uma bebida em um cálice do mais fino cristal, onde o paladar é de vinho por pura excelência apurado.
 
Os dedos precisam ser leves como a pena de um rouxinol que embriagados no canto da ave, em gorjeios matinais, despertam assim os momentos plasmáticos do amor. 
Os olhos precisam ter a luz plácida como as águas de um lago das terras altas, com o brilho do momento de um crepúsculo no tom perfeito, como se estivessem a serviço de olhar apenas o céu interno no azul do intelecto, dando a sustentação apenas do momento. 
Os lábios precisam estar úmidos com o néctar dos deuses para balbuciar rimas que suspiram o êxtase, tocando com a língua soluços de sonhos de um romance em segredo. 

O coração precisa pulsar em harmonia como o silencio em um campo de trigais, captando os perfumes que chegam dos recônditos cantos do âmago e exalando aromas de fronteiras esquecidas, presentes ou até mesmo futuras, pois nas estrofes a temporalidade é magia nas mãos do Poeta. 

A mente tem que transportar ao Olímpio, pois a alma logo no título escapa desgovernada nos campos dos quartetos e tercetos marcados em doces baladas fazendo o corpo estremecer em ondas de puro prazer. É como dançar no templo de Atenas nos braços de Apolo, ouvindo Zeus dar o tom perfeito de uma harpa bem no momento que a Lua no céu sorri conquistando Eros com o amor de um verso. 
O som da lira cai assim como estrelas da madrugada em gotas de sustenidos de um sentimento único e purificado fazendo a consagração, no último terceto de tal forma que tudo se reverta em luz de uma única estrela. 

Inspirar um soneto é como atingir a ala nobre de um palácio que ultrapassou o tempo na história, levando para a torre a liberdade intrínseca do ser em colisão com as regras implacáveis da majestosa arte e vencer a guerra das colunas poéticas sagradas da alma venerando a arte maior...O Soneto . 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®



Alameda e o Piano

 


 Alameda e o Piano

 

Olho a estrada  no meio do nada, só o vento passeando nas  pausas, apenas passando no percurso vazio da alameda. Ao longe ficou um piano esquecido no horizonte.


Os passos se movem calados  no passeio do vento, na quietude tal qual uma música interna. Um toque de sensação das notas, recorda um perfume de paz no ar.


As horas se esconderam nos lábios da sinfonia com a certeza de não querer ignorar o silencio. O sopro da tarde memoriza a partitura  da estrada. Na pauta a pausa do adagio compõe  o ser e o caminho da terra arborizada em solfejos...


A verdade desfila no ar  perfumado das folhas. E assim  a energia se estende na magia musical. Sem desejo o caminho continua, sem os acordes da ilusão, apenas os passos.  

A trajetória da criação no percurso é evolutiva e silenciosa...

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®


Imagem: Pinterest

Universo Benevolente — “O Acaso da Aurora”

 


Universo Benevolente

“O Acaso da Aurora”

08-02-2026

 

A sombra  na encosta da montanha, espreguiça no perfume da manhã.

A natureza    revela  a aurora que  desenha  arabescos nas árvores de cerejeira.

Ao lado dos montes uma cascata completa o cenário,  umedecendo o ar e fluindo solta.

 

A formação do rio  segue  planície abaixo, rumo talvez ao mar; surge o  artista e seu quadro...

 

O ciclo do quadro  envolve a captação do olhar, prolongando-se  até  na última pincelada da tela. Assim se observa a  impaciência e insatisfação inegável  do artista em não atingir a perfeição  da aurora real.

 

Mas  enfim a mente do artista liberta  um suspiro, nos braços do momento. No agora o seu coração descansa na paisagem.

 

 A inspiração enfim desliza aplaudindo uma gota de tinta, caindo na face do rio pintado.

 Finalmente o acaso  perfeito, o quadro comanda a tinta fresca sombreando uma  flor de cerejeira ali formada.

 

E com isso o artista se acalma,  adormece no canto do esforço, atingindo  a sua manifestação  na arte da aurora.

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados® 


 


"O Sabor do Mar: Na Viagem das Marés”

 


O Sabor do Mar

“Na Viagem das Marés”

 

 

O teu verso navega em alto mar, nas ondas persuasivas faz contos envolventes.

 Que chegam nas bordas da areia, onde sou espuma caída das nuvens em poesia.

 

O teu desejo é metáfora que aprisiona o invisível, em uma viagem audaciosa no vale dos meus seios.


E assim beija as rotas do coração.

 É neste momento, que me carrega ao intocável sentimento, arrebatando-me para o teu convés de poemas incandescentes.

 

Olho a areia distante, onde o silêncio se estende.

 No vazio, a minha voz é melodia que se mistura nas ondas.

Enquanto clamo a tua chegada para devolver-me as minhas linhas, de onde sou espumas contornando teus movimentos.

 Nas marés, somos sinais que o sal imprime no ritmo das profundezas.

 

...Quando nos unimos em um beijo na boca do mar.

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®

 



"A Figueira Sublime :Poesia Estou em Tuas Mãos”

 


A Figueira Sublime

“Poesia Estou em Tuas Mãos”


A poesia é vital.

Perene.


É a figueira que dá frutos no chão da inspiração.

A poesia é o vulcão que desliza. Aprofunda-se nos recônditos tempos do gelo.

A poesia é sublime se basta por si só. Ela germina, dá brotos, flores, e cria raízes de luz insubstituíveis na alma.


Os versos cantam o amor em lágrimas, dores, recolhimentos, decepções, sonhos, realizações e esperança. Mas acima de tudo ela sabe navegar no vazio, nadar no silêncio. A poética refloresce e liberta seu perfume no fluir da palavra.


Assim é, para sempre será ...Eterna!

A poesia é a simplicidade, em um pedaço de papel...


Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®



O Ouro do Possível

 


O Ouro do Possível

Começar com o que depende de mim

  

Os primeiros passos, a primeira palavra, o primeiro desenho, a primeira lágrima. O primeiro encanto, o primeiro desejo; enfim, assim vão chegando acúmulos de emoções...

 

Quando aprendemos, logo nos primeiros passos, a cair e levantar, disciplinamos o nosso caminhar. Assim seguimos a vida. Depende de nós o capricho nas escolhas, a organização na trajetória e o planejamento dos momentos, pois o tempo é o ouro mais precioso que temos.

 

O tempo é o senhor do destino, desperdiçar seria uma afronta para ele que nos deixa livres para pensar antes e usar bem o nosso ouro chamado tempo.

 

A mágica de administrar bem o tempo exige consciência e autoconhecimento duas teclas imprescindíveis para criar um ritmo harmônico em uma vida plena.

 

E assim o tempo acaba por ser um sol em nossas vidas, pois alcançamos a união do bem-estar e do bem-viver, sem se perder nas ausências do propósito da vida.


Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®



Ventos do Ano Novo

 


Ventos do Ano Novo

No meio do dia, escorre o tempo avulso.
Uma imagem se faz presente e pulsante na tela...

Os galhos equilibristas que seguram o algodão contrastam, roubando a cena no caminho da terra contemplativa.

Na mão da estrada, seguem os pés da vida. Em tempos quentes, onde o sol salpica o verão, a quietude de um chapéu decora a atmosfera festiva do dia.

Quando surge um viajante, o dono do chapéu...
Ele vem com sua espada agitando no ar — um movimento de caligrafia — e vai assim deixando todas as sílabas caírem na poeira da terra.

Uma brisa leve, no meio do mormaço, ondula as vestes do viajante, com seu passo equilibrado, ouvindo as notas da flauta afinada na harmonia do universo.

Um olhar descuidado reflete se o viajante seria Urano, o dono do tempo. Sai da tela contemplativa e observa as folhas que vão seguindo os dias finais da folha do calendário de 2025.

No entanto, uma brisa na tela faz o olhar voltar a contemplar...
No palácio da tela, se preparam as folhas do novo calendário. Nas janelas, a brisa entra como convidada de honra e já cria a coreografia, o sinal afinado aos astros do cosmo, notificando que venha a esperança renovadora ao planeta, com os bons ventos para paz, saúde e amor gravadas nas folhas do calendário de 2026.

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®

 


Imagem -Pinterest


""E assim , entre versos e ventos, deixo minha gratidão..."

Agradecimentos


Que o novo ano não seja apenas uma contagem de dias, mas uma soma de significados.

Agradeço ao precioso espaço

 “Blogger a toda Equipe e Administradores.

As leituras e comentários dos Poetas e Visitantes nas minhas páginas e por fazer parte deste admirável espaço.

 Que 2026 floresça em escritas e leituras nos brindes da estesia.”

Marli Franco










A Noite Balbucia

 



A Noite Balbucia


A noite balbucia encantos para Gaya.

A natureza em seus ciclos é perfeita, desliza a noite como uma aquarela para cobrir o dia que se encerra.

 Suave vem chegando como o prefácio de um livro, diluindo as cores no crepúsculo, a primeira página do livro encantado.


A noite vem assim como um sussurro, uma música mágica diluindo segredos suave. Sem se ver o movimento dos lábios da lua, expressando a magia do céu na melodia.

 

Nem as letras, nem a melodia da noite são traduzidas, pois o Amor do sol e da lua não necessita de intérpretes.

O Amor se revela para Gaya. Sua percepção sincroniza o coração e entende a fala da emoção. O que se passa acima também reverbera nas terras e nas águas do livro do Planeta. 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®



 

— Imagem criada por IA a partir de prompt de Marli Franco —

 

 

 


A Rotina Encantada

 




A Rotina  Encantada


A estrada é cheia de silêncios...

Os movimentos acontecem como uma sinfonia, numa chuva de luzes sutis.

A gatinha  se aproxima da mesa da cozinha, onde estou, para sentir as minhas mãos. Brinca com o lápis e raspa a folha de papel que pede palavras.

Quando enfim chegamos ao encanto poético, na balada das palavras, o perfume dos sorrisos e os movimentos da gatinha se espalham pelas paredes.

Os desenhos de aquarela iluminam a escrita animada.

E assim, as brincadeiras ainda se estendem sobre a mesa: as letras se espalham no papel como cascata, criando a alquimia da alegria perfeita.

Mas, no fogão, um apito marca as horas aceleradamente. É o aviso de que a estrada pede atenção: a gatinha precisa ir para a janela e eu preparar as ambrosias no forno.

Assim, a gatinha fica na janela, olhando a rua; eu, ao redor do fogão; e o lápis e a folha voam para a gaveta do armário, adormecendo com as letras até outro momento da estrada.


O fogão aquece a casa com aromas diversos, e por todo o espaço ao redor a serenidade se espalha, encantando a manhã ensolarada.

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®


 — Imagem Pinterest  —


Saudações A Prata

 


Saudações A Prata


Uma ave chegou. Com as asas estendidas, o teu pouso trouxe o caminho.
O pássaro, com olhar profundo...

 Ele faz um cumprimento significativo e levanta suas asas em ascensão.
Mira suas asas alcançarem o sol.

A águia e seus ensinamentos: sua união na jornada excelsa e cansativa, de evoluir em servir.


“O tempo passa...”

 

E, após dias de quietude, sem deixar de olhar o céu...

Uma ave diferente. Não mais senhora do dia, mas sim a sábia...

A mister profunda da noite!

Na sua chegada, abraça o novo tempo, sem ruídos intensos, mas em silêncios incríveis...


A nova visitante inclui novos conhecimentos. 

Um giro tão eloquente, onde a perspectiva
 em seu trajeto pelo céu   desliza em 360 graus.
A coruja, o arquétipo que aguarda, 
ao mover o olhar e silenciar as palavras, com perspicácia e sapiência.

A coruja, com a audição apurada, é como escrever.

 A observação aguçada é sentir e inspirar. 

A reflexão, o mapa para discernir.

 E a ação é silenciosa: o ouro da maturidade prata 

que avança na experiência de viver.

 

O tempo gira na estrada da vida...

O início: renovado no estágio da jornada.


Com a continuação do propósito que solicita, 

traz pausas para entender como uma coruja e olhar, humanamente, a evolução.

Assim sendo, assim será, na busca da sabedoria.

Que, nos rasantes e voos livres do conhecimento, 

seja pleno em foco, racionalidade e solitude


Saudações a leveza da coruja, coberta de prata, rumo à plenitude de voar.

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®



 

— Imagem criada por IA a partir de prompt de Marli Franco —



 


A Benesse da Primavera"




  

"A Benesse da Primavera"

 

Em um momento ando voando aqui nas nuvens do hemisfério sul, onde a primavera se faz em setembro ... O ar coreografando no perfume das pétalas de setembro, suavizando e pairando ao redor fazendo peripécias no balé dos ventos.

 As músicas sutis quais andam me envolvendo...Na voz deste setembro de calor parecendo arder em verão, pedindo águas encantadas ou Vivaldi. Sim só com Vivaldi para singrar “As Quatro Estações” nas jornadas do dia que balança, tal qual as ondas do mar. 

Nos momentos que danço neste início de primavera, a brisa de setembro abraça e me carrega nos braços para sentir a chegada dos perfumes.A magia do nascer das flores encantando-me com o canto dos passarinhos e no bater das asas multicoloridas das borboletas, nos levando na imersão das mil cores. 

Em que ponto está o relógio para só podermos parar e apreciar a primavera, que enfim vem chegando; descendo na estação da vida.

 E assim desfila na terra das emoções sensíveis da criação, para repovoar o planeta em perfeito equilíbrio e harmonia.A melodia vibrante de Vivaldi em Concerto nº 1 em  "La primavera" sua memorável criação “As Quatro Estações”. 

"...O Planeta é a casa que nos foi ofertada para viver, e não destruir; pois teremos que prestar contas de todas nossas ações sobre a Terra. A terra é um legado que deixaremos para as futuras gerações, o planeta que não foi criado apenas para a espécie humana...Enfim é prioridade a espécie humana se harmonizar com a teia da vida .

É na primavera que   o coração da Terra pulsa no seu apogeu exuberante do Amor. A natureza é um concerto vivo, convidando   a humanidade para afinar as ações na sabedoria e no equilíbrio... É como a aurora   despertando nas mãos humanas...

A humanidade necessita ser diligente em cada toque, cultivando o cuidado e a reverência pela natureza perfeita e Divina do Planeta Azul.

A primavera é a benesse das estações onde o milagre da vida surge...

  

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®


*A palavra benesse aqui com o significado de dádiva, oferta.


Cotidiano do Piano e o Sol

 





Cotidiano do Piano e o Sol


Nas teclas do meu piano, o som desliza, espalhando a sinfonia do coração.

A música é reflexo do sol interno na manhã imperfeita.

O aroma do café espalha-se nas horas atrasadas; enquanto a arrumação da mesa acerta os ponteiros, de forma que o atraso se afogue no sabor do pão fresco, na mesa enfim posta.

As manhãs são como o sol avisando a chegada, com seu calor fazendo estardalhaço nos lençóis.

Lembram as flores com a chegada do sol se abrindo, como sorrisos perfumados de alegrias.

As manhãs são assim, recheadas de músicas, aromas e a luz perfeita do sol.

No clima das manhãs, vêm as lembranças das primaveras que vivemos, um filme distante que afaga a memória saudosa.

As ilusões eram tão doces como ambrosias, acompanhavam os gerânios na janela, dançando nas passagens do vento.

E eu e você éramos mãos dadas nos bons tempos, um retrato perfeito para saudade.

O amor é luz infinita!

Um laço eterno que faz a luz do olhar ajudar na jornada a ser como um vinho apurado. Quanto mais o tempo passa, mais bela a recordação, enriquecida pela nostalgia.

Os sentimentos, nesta hora, são como flores se abrindo, deslumbradas com a exuberância do sol de amor que ainda nos envolve.

A vida, nestes momentos, é um seriado impecável que nos prende a atenção, fazendo-nos ignorar o tempo.

Mas então, o sol lá fora acorda-nos, alertando para o tempo real.

O piano ainda está lá, tocando, fazendo um suspiro com minha alma.

O tempo é rápido em suas janelas, clareando a vida.

O café da manhã já se finda, avisando as tarefas corriqueiras esperando pela sequência do dia.

O piano se cala para um outro som, o som do vento no jardim; as flores já avisam um pedido silencioso da necessária água em suas raízes.

O dia vai assim, sorrindo nas dobras alaranjadas do sol, se deliciando com os murmúrios das vidas que se espalham na vila.

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®




Doce Momento

 




Doce Momento

 

Quando te encontro, a noite assinala o perfume das estrelas.

Encanta-me o luar sendo maroto clareando as flores do caminho silencioso.

A voz do vento me acalma na espera da tua voz de letras, fazendo andanças ao meu redor. Tu escondes o carinho e me surpreende em seguida com escândalos de beijos.

 

Quando te encontro no meio da madrugada fazendo algazarras de versos encantados, deixo o sorriso se espalhar nas estrofes. As tuas estrofes que encontro brilham como estrelas no veludo do céu. Então como um sopro de primavera me vejo imundada de inspiração tal qual floradas de ilusões.

 

No final do tempo permitido, sei que preciso olhar no relógio pois as estrelas fogem do sol, enquanto eu sou carregada no seu calor, ainda sonhando com seus versos de amor.

 

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®



Ilustração : Pinterest

A Contemplação

 


 A Contemplação

 

Uma pausa rodeada de silencio no meio da tarde de agosto com o ar frio do inverno.

O tempo leve o sol doce caindo paulatinamente, aquece a minha essência deixando me sentir leve e serena.

Ao longe escuto as árvores levemente no movimento dos galhos, algumas folhas caem em seu tempo, fiel atingem uma nova transmutação continuam em seu caminho úteis ao planeta azul.

A serenidade cruza as mãos no momento que segue lentamente, o tempo passeia no calor do sol a hora canta em silencio sem extravagância.

Olho o meu gato ao lado acompanhando a minha contemplação. Não fala, apenas olha e me segue como se logo esta janela do tempo seria encerrada e eu engolida pelos afazeres inevitáveis do presente.

Olho novamente meu gato silencioso, observador ajustado perfeitamente na serenidade do tempo, espera a tarde passar suave feliz em sua generosidade ao destino.

 

E assim a tarde anda, na paz do dia deixando-me envolvida apenas com minha essência.  E recebo do sol o presente do aroma da lavanda, um perfume delicioso que se mistura feliz com a brisa, marcando a contemplação desta tarde única

 

Marli Franco

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Ilustração: Imagem Pinterest

Cheiro da Noite

 








Cheiro da Noite


 O perfume da noite é único, envolvente como se todos os aromas das flores se unissem em um abraço único e perfeito. 


O vento traz ao olfato a mistura amadeirada com as fragrâncias das flores e vai envolvendo o sentido. É como se a lua derramasse do céu com sua ânfora. E no movimento sinfônico, escorre sutilmente o perfume noturno. Um perfume semelhante às luzes em uma noite de gala.


Aprendi a captar este aroma excêntrico e,ao mesmo tempo, tão simples e natural.E sem perder a exuberância do perfume inigualável, vai a lua comandando nas asas do vento, em harmônica perfeição, a essência da noite orvalhando a terra.

Marli Franco

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"Murmúrios Verdes"





 


"Murmúrios Verdes"

 

O que as árvores falam?

Quando meu pensamento caminha nas folhas amareladas da palha ...

No momento que vou no silêncio da alma, a respirar orvalho do mundo verde.

Os meus passos vagarosos, a minha leveza flutua nas folhas verdes do tempo nestes momentos mágicos até chegar nas palhas do agora.

Ao meu redor tudo é vida fluindo e o som do galinheiro explora o presente. O galo acorda as horas paradas, eu encontro o silêncio no tempo sem ruídos, apenas eu e o murmúrio do verde.

 

Estou esperando as borboletas subirem aqui na ribanceira, com suas cores me encantam e me assustam com seus rasantes.

As belas borboletas, pequenas parecem florezinhas na ponta do galho, as grandes parecem a suavidade da vida decorando o ar aleatoriamente nas asas do vento...

O que as árvores falam são doces delicadezas para alegrar a minha alma.

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®



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