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quinta-feira, 4 de novembro de 2021

PÓRTICO

 

Morreu o pintor e ceramista surrealista Carlos Martins


   Na quinta-feira da semana passada, dia 28 de Outubro, pelas cinco e um quarto da tarde, faleceu Carlos Martins - pintor, ceramista, colagista, galerista e membro do Movimento Surrealista Internacional.



   Participante activo daquela entidade, amigo de muitos anos e colaborador em diversas realizações artísticas vivenciais, foi membro do Bureau Surrealista Alentejano e, a seguir, do Bureau Surrealista de Lisboa, tendo levado a efeito, com Mário Cesariny, a Exposição Internacional de Surrealismo e Arte Fantástica – com o apoio do Movimento PHASES (França) e de diversos autores das secções internacionais daquele Movimento. A mostra esteve patente, de início, nas instalações do Teatro Ibérico, sendo depois transposta para a Sociedade Nacional de Belas Artes.



   Comigo e com Hugo Guerreiro, tendo a colaboração de sua mulher, a também ceramista e pintora Ana Santos, organizou a Mostra Internacional de Estremoz, dedicada a Mário Cesariny logo após o falecimento do Poeta.



   Participou em sessões culturais e exposições de pintura e Arte Postal (mail art), com colagens e poemas-colagens em Portalegre, Cascais, Lisboa, Sacavém, Paris, Chile, México, Bélgica, Canadá, etc , estando representado em colecções particulares de pintura e cerâmica na Alemanha, Estados Unidos, França, Portugal, etc.

   Mantinha com Ana Santos a galeria & loja de artesanato criativo Via Áurea, sediada em Setúbal.



  Escreveu em conjunto comigo o livro “Os labirintos do Real – sobre a Literatura Policial”. Em Bissau, aquando da comissão militar por imposição ali cumprida, experimentou trabalhos em cerâmica e tapeçaria com artistas nativos.



  Democrata e personalidade interventiva, fez parte de diversas tomadas de posição e comunicados do surrealismo internacional, em vista do seu relacionamento com membros do universo surreal.



Ana Santos


quinta-feira, 10 de junho de 2021

PÓRTICO

 

COMUNICADO



Paul Burlin


 “Esperava-se que a liberdade de expressão estivesse mais consolidada em sociedades que se dizem abertas. Não está. Pelo contrário: assistimos a uma regressão inquietante das garantias civis. E a imprensa não é uma vítima da conjuntura: é algoz”.

(Dos jornais)


  Caros confrades de todo o mundo:

   Sem paninhos quentes ou medo das palavras, temos de o referir: neste ano de 2021, a maior parte da comunicação social portuguesa (TV, rádios, jornais) tornou-se num dos auxiliares do regime cleptocrático em que transformaram Portugal, no intuito de acabar com a liberdade de expressão e, por extenso, a democracia.

    Vivemos, hoje, em pleno ambiente precursor dum forte autoritarismo, ainda suficientemente reptício para conseguir ludibriar a generalidade da população. Os actuais mandantes lusos procuram instaurar um totalitarismo que sirva os seus interesses de classe dominadora.

   O governo e a comunicação social que o propagandeia estão a tornar-se, no nosso país, nos maiores inimigos duma legítima Democracia. A chamada “Carta para a Era Digital”, através do seu nefando Artigo 6º, é a arma necessária que faltava ao regime para efectivar o bloqueio de direitos civis democráticos garantidos na Constituição.

   A atitude censória faz parte de todo um processo de limitação das liberdades fundamentais, já em curso, aliás, a pretexto de um grave problema de saúde. E tal atitude está agora a ser possível devido ao silêncio, por via do “pensamento” ideológico ou do estrangulamento económico, da chamada "classe" dos jornalistas (a actual, entenda-se), os quais são, em grande parte, eles mesmos, os censores ou os esbirros desses inimigos. Nos anos anteriores que todos conhecemos, tal seria absolutamente impensável e teria tido, certamente, como resposta um imediato repúdio por parte, até, da própria sociedade no seu todo.

   Consideramos, em sã consciência, que a actual classe mandante, estabelecida e solidificada nos partidos PS e Bloco de Esquerda, com a complacência do PSD e do presidente da República, está claramente, com hipocrisia e manha, nem sempre sequer já disfarçada, a tentar criar um sistema discretamente ditatorial.

   Solicitamos aos confrades que difundam, com largueza, este nosso escrito, fruto da profunda inquietação em que estamos imersos.

  Antes que seja tarde demais!

  Viva a República e a Democracia! Viva a liberdade!

 

Carlos Martins/Nicolau Saião/Joaquim Simões/

Ana Santos/Jorge Gaillard Nogueira/Álvaro de Navarro


Aos confrades, amigos, adeptos e simpatizantes

     Devido a um problema informático de última hora, não nos será possível fazer a postagem desta semana.    Esperando resolvê-lo em breve,...