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quinta-feira, agosto 14, 2014

O que ando a ler em 2014 #3 - "Ms. Marvel"



Quando há uns meses a Marvel anunciou que iria ter uma série contínua focada na vida de uma muçulmana adolescente, sabia que o número #1 não me escaparia. Antes sequer do título estar nas bancas, muitas teorias foram escritas e gerou-se muita conversa em torno do que dali sairia. O que é certo é que quando o #1 saiu eu deitei-lhe logo as mãos. E gostei! Subscrição feita.


Passados seis números, Ms. Marvel ganhou força e parece-me ter vindo para ficar um bom tempo. No geral, este Ms. Marvel tem um ar adolescente, quer na forma como aborda a vida de Kamala Khan e os seus dilemas próprios da idade - amizades, escola, os grupos, o bairro, a luta pela independência e romper com as regras impostas pelos pais, entre muitas outras coisas; quer como o traço de Alphona nos faz mergulhar nessa adolescência. Este é um dos pontos altos do comic, a maneira como desenho encaixa no argumento e nos faz viajar para aquele universo.

 

A transformação de Kamala em Ms. Marvel, que demora a ser percebida pela mesma e a faz reagir com total estranheza ao sucedido, dá-se devido a uma espécie de contágio provocado por uma neblina (se não sabem do que se trata pesquisem um pouco sobre isto, pois "atravessa" vários títulos da Marvel). Até aqui tudo banal neste meio de super-heróis, mas o mundo não está ainda habituado a lidar com muçulmanos no main stream. E Kamala Khan é, sem dúvida, um marco na história da Marvel e dos comics dos Estados Unidos, a primeira super-heroína muçulmana! Já era tempo... tendo em conta que, hoje, a religião número um no mundo é o Islão.

Ms. Marvel é um comic assumidamente teenager, mas que é interessante de ser lido por quem não o é. Para além do cariz histórico que referi acima, pode fazer-nos reviver alguns momentos próprios daquela idade, como a rebeldia, e mostra ao mundo que um muçulmano é de carne e osso, igual a qualquer outra pessoa. Espero que com o tempo venham mais personagens numa linha semelhante e o os olhos do Ocidente se comecem a abrir mais para além de estereótipos que as notícias adoram vender e manipular.


Fica o meu agradecimento aos artistas, G. Willow Wilson no argumento (que continua para o arco seguinte, para meu contentamento) e Adrian Alphona na arte (que com muita pena minha, terminou a sua contribuição no #5, o fecho do primeiro arco da estória). Para mim a arte de Alphona fazia parte do quadro adolescente que estava patente no título. O seu traço é de grande fluidez com um toque street, parecendo por vezes que estamos a olhar para graffiti. Com a sua partida, a história e a personagem principal ficaram mais pobres. Nesta última tira do #6, a arte já é de Jacob Wyatt.



Boas leituras!

terça-feira, agosto 12, 2014

O que ando a ler em 2014 #1 - "The Aviary"

Este ano tem sido extremamente difícil manter um bom ritmo de posts aqui no 9ª, prova disso é a pior contagem de publicações anual desde que o blog foi criado. Quase um contra-senso face ao exposto, é a quantidade de BD que tenho lido este ano. 2014 está a ser, provavelmente, o ano em que mais BD tenho "consumido". E uma das coisas que mais me tem agradado é a variedade dos títulos lidos. Desde o universo Marvel com as suas novidades e reinvenções de personagens, passando por Manga (coisa que para mim é quase novidade), comics da Índia, títulos off-stream/mais independentes, até à magnífica ascensão da Image enquanto editora pela qualidade do que anda a publicar, a lista não acaba e o ritmo de leitura continua alto! Não me posso queixar de todo, estou apenas insatisfeito por não poder dedicar tanto tempo a este canto bedéfilo que já completou 8 aniversários e mais de 500 posts.

Posto isto, decidi criar esta rubrica "O que ando a ler em 2014", de maneira a aglomerar títulos de uma mesma editora ou livros similares na sua abordagem/temática, para que, por vezes, possa num só post fazer mais do que uma review.



Hoje o post vai para a editora AdHouse Books com "The Aviary", de Jamie Tanner.
Tinha este livro comigo, como tantos outros, há uns anos e nunca lhe tinha pegado. Quem lê já passou por isto de certeza, compramos um livro porque queremos muito ler e depois fica esquecido anos a fio até que do nada, ele nos chama um dia da estante onde estava enterrado. Foi mais ou menos isto que me aconteceu com "The Aviary".




Para começar, o livro é bizarro! Não por ser a preto e branco, não por ser um livro desconhecido para muitos, mas pela trama em si. C.J. Organ e o seu Bird Man estão presentes em todos os capítulos do livro, são o fio condutor que, independentemente de espaço e tempo, faz com que esta estória tenha uma arquitectura muito própria, que no fim faz sentido (ou não). O traço de Tanner é muito próprio, tem aquele estilo pouco convencional, que tantas vezes caracteriza os livros independentes. Parece uma mistura de cartoon não assumido com um toque vintage e uma pitada de western aqui e ali.
Este romance gráfico está dividido em vários capítulos e isso acentua o toque bizarro de que falava. Às vezes parece que não há qualquer ligação entre capítulos, mas há sempre denominadores comuns que unem toda a trama, sejam eles detalhes, pedaços de papel ou anúncios, e claro, as personagens que por vezes parecem viver num espaço/tempo diferente.
É uma lufada de ar fresco, uma quebra com o tradicional modo de contar uma história mas que no seu todo resulta muito bem.







Só para terminar, caso tenham interesse em adquirir o livro, no site da editora esta novela gráfica está marcada como out of print, mas na amazon arranja-se (no book depository, nicles).
 
 

Boas leituras!

quarta-feira, junho 19, 2013

Watchmen

Esta é a segunda mensagem que tinha em rascunho há anos (como mencionado no post anterior) e que me parece merecedora de ser finalmente publicada.
Lembro-me de pouca coisa de Watchmen, mas ao reler o que tinha escrito vieram-me algumas coisas à memória. Caso nunca tenham pegado nesta obra prima da 9ª Arte, recomendo vivamente.



"Confesso que foi com alguma ansiedade que peguei neste livro. A expectativa era muita, pelo "peso" que a obra tem, por já ter lido muitas coisas a respeito e por já ter iniciado a sua leitura numa livraria de NYC em Maio. Por teimosia ou tolice, não trouxe o livro comigo na altura, para depois acabar por encomendá-lo a um amigo que lá foi em Outubro. Pormenores...
Watchmen é provavelmente a graphic novel mais aclamada da história da BD, logo, é uma grande responsabilidade escrever qualquer coisa a propósito. Assim sendo, vou tentar não me alargar demasiado, para que não corra o risco de deturpar opiniões.

Um dos factos mais interessantes a propósito de Watchmen, é o de ser um livro que se debruça sobre o conceito dos super-heróis. É um livro que tem super-heróis, que no fundo não o são. Este conceito, arrisco-me a dizê-lo, parece já fazer parte do inconsciente colectivo dos estado-unidenses. O engraçado é que todos os super-heróis da estória não têm nenhum tipo de super-poder, à excepção do Dr. Manhattan, que como fui conversando com o Gabriel, mais se assemelha a Deus, por poder quebrar o espaço-tempo como e quando bem quiser e lhe apetecer e fazer tudo o que para nós, simples terráqueos, é impossível. É como se estivesse em todo o lado, ao mesmo tempo. Acho que a nossa mente ainda não desenvolveu a capacidade para compreender o que seria algo tão grandioso assim...

Um masked-hero é morto no inicio do livro, seguindo-se uma série de acontecimentos que levam Rorschach, uma das personagens mais fascinantes do livro e também ele ligado aos Watchmen, a investigar sobre uma suposta conspiração para matar heróis de máscara. Toda esta trama parece idiota, mas é o fio condutor de uma obra com uma recta final surpreendente. As personagens são fascinantes e carregadas de ligações a um passado que foi comum, difícil e de certa forma nostálgico. Há um paralelismo (aliás, existem vários, quase intermináveis) muito curioso durante grande parte do livro sobre a estória de um sobrevivente de naufrágio em tempo de aventuras e pirataria "Tales of The Black Freighter", que espelha bem as semelhanças entre um tempo que parece remoto e a realidade dos anos oitenta nos states, provando que nem tudo está tão mudado como pensamos. Metáforas, envolvimentos e enlaces sobram neste livro de Alan Moore. Seria o mundo um lugar melhor com estes masked-heroes, com a sua humanidade indissociável, a sua incapacidade para se desligarem da realidade, vivendo nós num lugar mais seguro e próspero? Continuaria a reinar a conspiração, a inutilidade e as mesquinhez? Profundidade, consciência e mestria através da escrita, são a melhor forma que Moore encontrou para nos responder a muitas questões, mostrando-nos que o mundo talvez não seja um lugar assim tão comum. E a mente humana? Capaz do impensável...

Boas leituras! E anseio pela adaptação à 7ª Arte."



Achei curioso que tenha escrito este texto antes do filme ser feito. Sobre a película, já se sabia que adaptar um trabalho destes ao cinema ia ser muito complicado...
Mais recentemente saiu "Before Watchmen". Leram? Se sim, o que acharam da prequela?
Boas leituras!

terça-feira, outubro 09, 2012

Reler Star Wars

Por vezes olho para a estante e pergunto-me se a estória que faz aquele livro ficou na minha memória. Muitas vezes são fragmentos, outras tantas o puzzle quase completo, mas na maioria dos casos a verdade é outra, a estória devaneceu-se quase por completo...  

Foi por isso que reli recentemente alguns títulos da saga Star Wars. Passo a mencioná-los, numa tentativa de "abrir apetites" com uma breve descrição de cada livro. Deixo os livros pela sua ordem cronológica, pois alguns deles acabam por ter ligações em alguns detalhes, o que é sempre fascinante.




Star Wars: Darth Maul

Maul é Maul! É um dos vilões mais bem conseguidos em Star Wars. Arrisco-me a dizer que só Vader o supera e mesmo assim... Darth Maul é discípulo de Darth Sidious e neste enredo tem uma missão, destruir toda e qualquer réstia do grupo criminoso Black Sun. Maul é tão determinado que fascina, a sua entrega é cega e não olha a modos para atingir os seus objetivos, mesmo que tenha de chacinar a valer para cumprir os seus preceitos. Depois deste episódio, penso que Qui Gonn e Obi-Wan seriam o próximo alvo a abater.


Star Wars: Rite of Passage

Este foi dos primeiros TPBs de Star Wars que comprei. Li-o logo assim que me caiu nas mãos. Na época adorei o Jedi Quinlan Vos. Finalmente um Jedi que quebra protocolos, que não se arma em certinho o tempo todo e que ouve a Força com sabedoria! E desta vez senti o mesmo, Vos é uma personagem muito bem conseguida e neste rito de passagem, tanto ele como a sua padawan Aayla Secura, provam o seu valor perante as muitas adversidades da sua missão, salvar o herdeiro Twi´lek das mãos do seu tio ganancioso. Pelo caminho deparam-se com dois poderosíssimos Morgukai, pai e filho de uma raça guerreira quase extinta e se lerem o livro é fácil perceber o porquê. Dooku também se mostra e estende as suas "garras" em tramas maquiavélicas. No fim, passarão Mestre e padawan a sua prova de passagem?


Star Wars: Shadows of The Empire

Temos Vader, Luke, Leia, Boba Fett, Xizor, Sidious e tantos outros. O leque de "estrelas" é tão grande neste TPB que se espera algo de sério. Como sabemos pelo filme "Star Wars: The Return of The Jedi", Han Solo está nas mãos de Boba Fett e vai a caminho de Tatooine para ser entregue a Jabba. Mesmo com um prémio alto pela sua captura, Fett não esperava tantas dificuldades para fazer Solo chegar ao seu destino. Mais do que Luke ou Leia, os seus companheiros de profissão tentam dificultar-lhe a vida ao máximo e quase que conseguem. Enquanto isto se passa, a princesa tenta aproximar-se de Xizor, líder da associação criminosa Black Sun, mas a coisa dá para o torto; no entanto, Chewbacca é sempre um bom trunfo e um amigo leal a ter por perto. Enquanto isto se desenrola, Luke passa por várias provas de fogo na sua demanda para se tornar um Cavaleiro Jedi. Este é um livro muito importante que preenche o espaço vazio entre os filmes V e VI da saga de George Lucas, e mostra-nos como o universo de Star Wars é infinito.


Star Wars: Mara Jade, by Emperor´s Hand

Para quem não conhece Mara Jade, este é um bom livro para começar. Esta ruiva é a mão do Imperador, não é Jedi, não é Sith, mas tem algum jeito com a Força. E isso vale-lhe bastante. Os eventos deste livro passam-se até ao ponto em que Darth Vader assassina o Imperador e Mara Jade sente-o na hora. Como em qualquer outra realidade, o que domina é o poder, e com a morte de Darth Sidious muitas são as serpentes venenosas a quererem o lugar vago. Ao mesmo tempo, as "mãos" caem e facilmente se trocam por outras. Mara Jade vê-se dentro de uma trama para a matarem e foge para se recompor deste jogo mesquinho. Numa espécie de exílio, trava contacto com membros da associação Black Nebula, uma teia criminosa que decidiu dar continuidade ao extinto grupo Black Sun, que no seu fim era liderado pelo Príncipe Xizor. Conseguirá Mara completar a sua última missão e honrar o falecido mentor?


Star Wars: Chewbacca

Que ninguém fique chocado, Chewbacca morre! Neste TPB saberemos como e onde a bola de pêlo mais famosa da galáxia tombou. C-3PO e R2D2 fazem uma série de entrevistas a personagens emblemáticas da saga, pedindo-lhes que contem a sua melhor memória sobre Chewbacca. Desde a sua esposa a caçadores de prémios, passando por Han Solo ou a Princesa Leia, muitas caras conhecidas contam o que Chewie tinha e fez de melhor enquanto viveu. Uma boa seleção de contos importantes que dão mais profundidade à personagem que tantas vezes tem um ar meio tolo e burro no ambiente dos filmes, mas que aqui prova muito em contrário.


Star Wars: Bounty Hunters

Nesta compilação de contos temos uma história rara de Boba Fett e isso já é motivo suficiente para ler todo o livro. Para além de Fett, Aurra Sing, Bossk, 4-LOM e mais uma boa mão de caçadores de prémios vêem algumas das suas caçadas aqui representadas. Para além da estória de Fett, destaco a de Kenix Kil, um ex-Royal Guard do Imperador, que mostra bem o que é ter atitude de bounty hunter.



Espero que vos tenha despertado algumas vontades. Se nunca leram nada de Star Wars, têm aqui 6 bons livros para se iniciarem nesta longínqua galáxia.
Nota: Star Wars: Bounty Hunters não tem aplicabilidade ao timeline, já que contém histórias de épocas bem distintas.
Boas leituras!

quarta-feira, abril 25, 2012

"Os Vingadores, um por um" ou "As más adaptações dos Super-Heróis à 7ª Arte"

Há alguns anos a Marvel avançou com o projeto "Os Vingadores" para a grande tela (que estreia hoje em Portugal). Antes de avançar com qualquer crítica, relembro a fama, a má fama dos filmes de Super-Heróis e Banda Desenhada, não pelas personagens e o seu conteúdo riquíssimo no universo da 9ª Arte, mas pelas más adaptações e argumentos fracos que fizeram de quase todas elas um foco de chacota e desvalorização. No entanto, pasme-se, salas de cinema cheias! E é aqui que o fenómeno se inverte. Inverte no sentido da lógica, por duas razões: primeiro, por "ninguém" ler BD, logo, não conhecer as personagens, o seu percurso histórico, o seu mundo; segundo, sendo este público menos conhecedor das histórias de BD, o que os atrai até a um cinema? Simples digo eu: divertimento rápido, acção, porrada e destruição, coisas a voar, a serem partidas e uma tarde bem passada (ou não) a comer pipocas.

Como a história não me deixa inventar nada, seja Marvel, DC ou qualquer outro portento do meio, as personagens sempre foram mal exploradas e o conto contado em filme saiu quase sempre uma grande borrada. Eu tenho uma teoria, a de que quem escreve argumentos para personagens como Batman, Superman, Hulk, Red Sonja e afins, não deve ler Banda Desenhada. Ou fá-lo uns meses antes de iniciar um guião. Eu creio que um verdadeiro apaixonado por uma determinada personagem, argumentista ou realizador, ficaria extasiado se lhe propusessem escrever ou dirigir determinada figura (tão marcantes que vincam uma cultura, tendências, emoções e formas de estar que se enraizaram no inconsciente coletivo de um povo, neste caso especifico, dos E.U.A.).

Blá, blás à parte, passemos às imagens, estáticas e dinâmicas, do projeto "Os Vingadores". Em 2008 foram lançados 2 filmes: "Iron Man" e "The Incredible Hulk". O primeiro filme é, no meu ponto de vista, o melhor de todos os que compõem esta caminhada dos Avengers. Tony Stark é perfeito na pele de Robert Downey Jr., com a sua classe, ironia e humor, mente brilhante e visionário. É interessante observar a transformação do homem Tony Stark após o seu cativeiro e a construção daquilo a que viria a ser o famoso Homem de Ferro. Gwyneth encaixa como uma luva em Pepper Potts.
Já o segundo filme, uma pobreza... Hulk tem um excelente ator, vários aliás, mas um enredo muito, muito fraco, que se perde em rebentamentos excessivos e deita por terra a força do que Hulk poderia ser. O final é o melhor para mim, apesar de ser apenas um detalhe, o Hulk aprende a gerir o poder que tem e isso dá-nos a sensação de que novas portas se poderiam abrir, mas tal não aconteceu.





Em 2010 novo filme, "Iron Man 2". Com excepção de Terrence Howard que deu lugar a Don Cheadle (Rhodes), o elenco principal mantém-se, algo que penso ser fundamental. Mas o estigma dos filmes sobre Super-Heróis tende a querer ficar... Uma queda considerável de qualidade deste para o primeiro filme do ferroso, mesmo que surja o conceito de War Machine e a Black Widow nos seja dada a conhecer. Novamente, excelentes atores, mas uma história que podia ter contado mais e melhor. Entretém mas não convence como a película de 2008.

Em 2011, 2 novos filmes são lançados: "Thor" e "Captain America: The First Avenger". Vamos por partes, "Thor" traz-nos o mundo de Asgard, a mitologia nórdica e os seus deuses. Sempre achei arrojado a Marvel pegar na mitologia de um povo e adaptá-la à BD. No filme, temos um Thor jovem, ingénuo e com um ego inchado até mais não. Até que o seu pai, Odin, que nada faz por acaso, expulsa o seu filho de Asgard para Midgard (o planeta Terra). Temos um Loki manhoso e bem conseguido, um bando de amigos de Thor fracos em carisma e uma renovação do Deus do Trovão que dá corpo ao filme. É-nos apresentado Hawkeye, que ainda não entendi bem se será dispensável nesta saga. Bons efeitos, personagens carismáticas e um Thor que cresce e cai nas teias do amor terreno.
"Captain America: The First Avenger", como dizer... Faltam-me palavras para descrever o quão seca foi assistir a este filme. Pegaram num ator que já tinha feito de Human Torch e tornam-no Capitão América. O Red Skull tem carácter, malícia suficiente, ambição para mostrar que a ciência e a magia não andam tão longe uma da outra, e prova novamente que os maus da fita são sempre mais apetecíveis. Também gostei de ver como surge o grupinho Hydra. De resto, custa ver. À semelhança de "The Incredible Hulk", o final é o melhor do filme, quando o Cap acordo no nosso século após 70 anos em hibernação.




Pegando em tudo isto, chocalha-se com força e saem daqui "Os Vingadores". Não espero nada deste filme. Pelo trailer dá para perceber que muita coisa será destruída, partida, rebentada e outros tantos sinónimos. Mas, não quero bater no ceguinho antes de o ver. Não no cinema, em casa, como fiz com todos os outros à excepção do primeiro "Iron Man". Se gostarem do que viram, por favor avisem. Vamos ver o que esta super equipa faz. "Director Fury, I think it´s time."




Para concluir este post mais do que longo, diria que o ponto forte destes filmes são os atores escolhidos: Robert Downey Jr., Edward Norton (que deve ter querido por-se a milhas do projeto, pois não é ele que interpreta o verde n´"Os Vingadores"), Liv Tyler, Scarlett Johansson, Gwyneth Paltrow, Samuel L. Jackson, Terrence Howard, Don Cheadle, Mickey Rourke, Tim Roth, William Hurt, Jeff Bridges, Natalie Portman, Anthony Hopkins, Rene Russo, Hugo Weaving, Tommy Lee Jones, e outros que me agradaram bastante, tal como Chris Hemsworth (Thor) e Tom Hiddleston (Loki).

 Aguardo com alguma expectativa os novos "Iron Man 3" e "Thor 2". Até lá, esperemos.

sexta-feira, abril 06, 2012

Green Lantern - Circle of Fire


Há dias terminei de ler a minha primeira história do Green Lantern! Nunca senti grande curiosidade por esta personagem e confesso que não sei porquê. Mas após ter lido este título vou começar a prestar mais atenção ao Lanterna e ao universo que gira à volta desta personagem.

Esta estória envolve vários Green Lanterns, todos eles de épocas distintas, passados mais e menos remotos, e de tempos ainda por vir. A trama envolve um mau da fita, Oblivion, surgido da mente de Kyle Rayner quando este era petiz. Rayner desenhou uma BD na sua infância e esta, passo por passo, começa a tornar-se realidade. A questão é, como raio isto está a acontecer?...

A JLA desaparece quanto parte em busca de respostas e cabe a Kyle convocar os surgidos Lanternas e formar equipas para solucionar este dilema. Muita coisa acontece, fala-se em traição, há receios e medos a serem vencidos, amor à mistura, mas no fundo, tudo jaz nas mãos de Kyle Rayner.


Espero que as imagens abaixo agucem a vontade dos mais curiosos. Se já leram, são sempre bem-vindos para comentar o que acharam.


Boas leituras!


















Mauro Bex : maurobindo

sábado, março 17, 2012

Silver Surfer

Este é um conto do surfista passado num tempo actual, editado pela Casa das Ideias em Fevereiro do ano passado. Uma boa forma de percebermos o tempo da acção deve-se à participação do novo grupo Future Foundation (fatinhos brancos sem colarinhos e mais estilosos).

Mas não é à volta deste grupo que o enredo gira mas sim pela emocionalidade do Silver Surfer. Para quem conhece o surfista já deve estar a estranhar a emocionalidade envolvida nisto... no entanto, a realidade é essa. Norrin Rad vê-se novamente nessa pele e Suzi Endo (a personagem feminina que fará Norrin reviver muitas memórias e sentir endorfinas desde que se tornou um arauto de Galactus) vê-se envolvida onde menos esperava, tornando-se no que nunca tinha ousado sonhar.

Desvendando um pouco o véu para quem ainda não leu, o Surfer perde a sua pele prateada e consequentemente o seu Power Cosmic (e a bendita prancha). O responsável pela proeza é o High Evolutionary e posso afirmar que o sucesso lhe sorriu.

Espero ter aguçado a curiosidade alheia. Apesar de ter os comics há um ano, só agora os li, pois tinha um buraco na colecção que me levou a adiar a leitura desta história.

Deixo-vos algumas imagens, uma delas que nunca imaginei ver, o Silver Surfer a beijar apaixonadamente...
Boas leituras!







Mauro Bex : maurobindo

domingo, novembro 13, 2011

Holy Terror = Holy Crap

Não tenho muito a dizer sobre o novo livro de Frank Miller. Do que li e reli, tudo me parece unânime. As fontes são fiáveis, toda a gente as conhece. Parece-me que o senhor anda zangado e que ainda não se resolveu, como tantos outros seus compatriotas. O resultado é um livro inútil, que no inicio parecia ter pernas para andar, por ser um livro sobre o Batman e os seus inimigos, não sobre terroristas e estadunidenses.
Enfim, fica uma crítica do conceituado Newsarama, que casca forte numa mente outrora brilhante, mas que anda por meandros obscuros. Ora leiam:

"Holy Terror is a mean and ugly book. It's a cartoonist lashing out at an easy and broad target without seemingly understanding the target. The book doesn't look at the villains in any way or explore the differences between Muslims and terrorists. It's not even concerned about defining the heroes and villains in any terms other than "right" and "wrong." Holy Terror is a book about anger and pain that is blind to anything other than revenge. There's no attempt to define the villains beyond the fact that they don't look Iike you and me. Holy Terror isn't a book that tries to be real. It just wants to lash out, thinking that that is the only response to the attacks of 10 years ago."
Retirado do site Newsarama, onde podem ler na totalidade a notícia.

O Ain´t it cool news ainda é menos bondoso:
"Arrogant. Arrogant god-damn bastard. Sloppy, arrogant work by an arrogant bastard. Frank Miller. Always building himself up bigger, taller, like some mad gaggle of robots. Always climbing. Now falling. Enjoys repetition and small sentences. Originally a proposed Batman book, this is now...something else. Instead of Batman and Catwoman and Gotham City: The Fixer and Natalie Stack and god-damn Empire City. Cold. Wet. Noisy. Haughty. But all I read is failed Batman, failed Catwoman, Failed Gotham City."
O resto aqui.

Fico a aguardar um Frank Miller com melhores dias, quer seja na 9ª ou 7ª Arte.


Mauro Bex : maurobindo

domingo, maio 30, 2010

Leituras de FDS #22 - Homem-Aranha: Azul



Peguei neste livro passados uns 2 ou 3 anos de o ter comprado. Às vezes é assim, acontece bastante, olhar para a estante, não pensar e retirar o "escolhido". E lá vamos nós para momentos em boa companhia.
Foi isso que senti ao ler este Homem-Aranha: Azul, de Jeph Loeb e Tim Sale, que pelos vistos são considerados uma "dupla maravilha" e eu acho que percebi porquê. A história é sobre a falecida Gwen, ou melhor, de como ela e o aranhiço quase não se apaixonaram. O relato é feito na primeira pessoa e mostra-nos o mundo passado do repórter fotográfico e super-herói Peter Parker. Mostra-nos como eram os amigos, de como o Duende Verde fica com amnésia, de como Harry se torna amigo de Peter, de como aparece MJ, como eram travadas as lutas em New York com Rino, o Lagarto, o Abutre e tantos outros inimigos do Homem-Aranha. Mas muito mais do que tudo isto, que no fundo é uma dispersão constante na vida de Parker, esta é uma estória de amor, de como alguém se apaixona, de perda, de recordações que precisavam de ser contadas e registadas. E Peter fê-lo, pelas mãos de Jeph Loeb.
Azul, é isso mesmo, um estado de espírito que não se traduz para o português. Estar com blues é mais do que ter saudades, de sentir melancolia ou de uma tristeza que se instala. Ou talvez seja tudo ao mesmo tempo.
Deixo uma pequena nota à arte de Tim Sale, que é fantástica. Assenta como uma luva no tom em que a narrativa é contada. Em certas alturas apetecia parar, ficar ali a contemplar as formas, o traço que preenchia de forma sublime todo o espaço. Deixo algumas fotos (clicar para ampliar).















Espero que as vossas leituras continuem em alta. As minhas vão de vento em popa!
Boas leituras!


Mauro Bex : maurobindo