Coronavírus.
São mais de três semanas de quarentena, o Ricardo fora de casa por ser médico no Curry Cabral.
Uma casa só com mulheres, muito apetite e muita coisa boa a sair da cozinha. Tudo o resto, que sinto, que vejo, que choro, que faço, que danço, que esqueço, sei lá eu...
No meio de tanta informação, reflexão, opinião, apreciação que o mundo solta, não tenho nada de relevante a acrescentar-vos que não seja uma receita, como tantas outras que sempre vou partilhando.
Tudo o que se cozinha divide-se entre o que fica e o que vai “pela janela” nas visitas de namoro familiar ao parapeito. O forno tem estado especialmente activo entre bolos, pão, legumes, pizza, granola, quiches: a palavra de ordem, mais do que nunca, é rentabilizar - tempo, energia, recursos e ideias.
As fotos são de há uns meses, este empadão é prato da casa.
Hoje repeti na versão lentilhas vermelhas, mas quando tenho sobras de leguminosas guisadas, é sempre um dos petiscos que mais faço. Alegra pequenas e graúdos e com a batata doce da horta do meu pai, como o de hoje, acreditem no que vos digo: não há empadão melhor!
Empadão de couve flor e batata doce com lentilhas
Puré:
1 couve flor, separada em floretes (900 g)
3 batatas doces, inteiras, com casca (900 g)
1 cebola
1 dentes de alho
Azeite
300 g de bebida de soja, sem açúcar
Sal e pimenta preta moída na hora
Noz-moscada
Recheio:
1 cebola
2 dentes de alho
2 cenouras
1 alho francês
Azeite
1 lata 800g de tomate pelado (tomate e molho)
½ pimento vermelho
1 folha de louro
200 g de cogumelos frescos, em pedacinhos
1 cháv. de lentilhas vermelhas (não precisam demolhar) ou 2 cháv. de lentilhas verdes estufadas
Para polvilhar:
Pão seco, broa ou bolachas salgadas
1 mão cheia de cajus
1 mão cheia de coentros
// preparação tradicional
Pré-aqueça o forno a 200C.
Lave bem e dê uns golpes na batata doce, embrulhe em papel de alumínio juntamente com os floretes de couve flor e leve ao forno cerca de 45 minutos.
Pode assar os legumes de véspera, caso use o forno.
Refogue em azeite a cebola e o alho picado.
Junte a couve flor, a batata assadas e a bebida de soja e cozinhe em lume brando, até levantar fervura.
De seguida, passe por um passador para reduzir a puré, tempere com sal, pimenta preta e noz moscada e ajuste a consistência, adicionando mais bebida de soja caso seja necessário.
Distribua metade por um tabuleiro de forno e reserve o restante.
Para o recheio, refogue em azeite a cebola e os alhos picados, depois adicione as cenouras raladas e o alho francês em rodelas finas.
Depois de amolecerem, adicione o tomate e o pimento em pedaços e reduza a puré com a varinha mágica.
Adicione o louro e os cogumelos deixe cozinhar em lume brando 20 minutos.
Tempera com orégãos, sal e pimenta, adicione as lentilhas e cozinhe mais 8 minutos, em lume brando.
Triture os ingredientes para polvilhar e reserve.
Rectifique os temperos das lentilhas e deite o molho sobre o puré (se sobrar, pode congelar ou usar numa lasanha, como molho de massa, acompanhamento de legumes...), cubra com o restante puré e polvilhe com o pão ralado previamente triturado.
Leve ao forno a 200ºC até gratinar, cerca de 30 minutos.
Aqui servi com uma salada coleslaw com molho de tahini.
// preparação robot de cozinha_thermomix Bimby
Pré-aqueça o forno a 200C.
Lave bem e dê uns golpes na batata doce, embrulhe em papel de alumínio juntamente com os floretes de couve flor e leve ao forno cerca de 45 minutos. Pode assar os legumes de véspera, caso use o forno.
No copo seco, triture todos os ingredientes que vai usar para polvilhar o empadão. Retire e reserve.
Coloque no copo o azeite, a cebola e o alho, pique 5 seg/vel 5 e refogue 5 min/Varoma/vel 1.
Adicione a couve flor e a batata assadas e a bebida de soja e cozinhe 5 min/90C/vel 4 (caso tenha assado os legumes com antecedência, aumente o tempo para 15 min/90C/vel 4).
Tempere com sal, pimenta preta e noz moscada e ajuste a consistência, adicionando mais bebida de soja caso seja necessário.
Distribua metade por um tabuleiro de forno e reserve o restante.
Para o recheio, coloque no copo o azeite, a cebola, o alho, a cenoura e o alho francês, pique 5 seg/vel 5 e refogue 8 min/Varoma/vel 2.
Adicione o tomate e o pimento e triture 15 seg/vel 7.
Junte o louro e os cogumelos e cozinhe 20 min/100C/vel 2.
Tempere com orégãos, sal e pimenta, adicione as lentilhas e cozinhe mais 8 min/100C/vel c.inversa.
Rectifique os temperos e deite o molho sobre o puré (se sobrar, pode congelar ou usar numa lasanha, como molho de massa, acompanhamento de legumes...), cubra com o restante puré e polvilhe com o pão ralado.
Leve ao forno a 200C até gratinar, cerca de 30 minutos.
Aqui servi com uma salada coleslaw com molho de tahini.
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sexta-feira, 3 de abril de 2020
quinta-feira, 16 de maio de 2019
Mafé de vegetais. Do Senegal.
Quando viajo, principalmente para países com culturas marcadamente diferentes da nossa, não perco a oportunidade de conhecer o mais possível a gastronomia local, os seus ingredientes e combinações características. Acho que quase todos o fazemos, não é?
Há muito, muito tempo atrás - ahahaha, há quase uma década - fizemos umas férias inesperadas e meio de improviso, ao Senegal.
Das lembranças que ficaram desses dias, naquela que foi a minha estreia no continente africano, fazem parte um post já publicado aqui nessa altura, e tantas outras fotografias que ficaram meio esquecidas num disco externo algures pela casa.
Aqui estão hoje algumas delas. Marcam o que vimos, o que fizemos e marcam o que era a minha forma de fotografar nesses tempos.
O que mais perdurou pelos anos foi a memória deste prato que continuo a fazer por cá até hoje.
A versão que mostro é com legumes e traz um bulgur com ervilhas tortas a acompanhar, ou não fosse primavera.
Os amendoins são um dos principais produtos do país, e tendo fama de serem dos melhores do mundo, estão naturalmente presentes em muitas receitas tradicionais. Aqui, na forma de manteiga de amendoim, são eles que marcam a diferença pela cremosidade que conferem ao molho e pela forma como contrabalançam a acidez do tomate.
Quem quer experimentar?
Mafé de vegetais
1 cebola picada
2 alhos picados
2 dedos de gengibre picado
1 talo de aipo
Azeite
2 c. sopa de pasta de tomate
½ chávena manteiga de amendoim*
400 g de tomate pelado, em pedaços
1 malagueta, s/ sementes
1 folha de louro
650 ml de água (cerca de 2,5 chávenas)
5 chávenas (aprox. 1kg) de legumes variados, em pedaços grandes:
Nabo
Cenoura
Batata doce
Couve flor
Beringela
Sumo de limão q.b. p/ servir
// preparação tradicional
Comece por fazer um refogado com o azeite e a cebola, o alho, o gengibre e o aipo picados, até que amoleçam e caramelizem ligeiramente.
Junte depois a pasta de tomate, a manteiga de amendoim, o tomate pelado, a malagueta, o louro e a água e após levantar fervura, cozinhe em lume brando cerca de 15 minutos.
Adicione os legumes por ordem de tempo de cozedura e cozinhe até ficarem tenros, cerca de 45 minutos (a beringela adicionei 10 minutos depois dos restantes).
Rectifique os temperos, esprema o sumo de limão e sirva de seguida com um cereal à sua escolha (arroz, bulgur, couscous, quinoa...) a acompanhar.
Notas:
*Usei manteiga de amendoim caseira, feita com amendoins ligeiramente tostados e de seguida triturados durante alguns minutos no robot de cozinha até obter uma pasta cremosa.
Há muito, muito tempo atrás - ahahaha, há quase uma década - fizemos umas férias inesperadas e meio de improviso, ao Senegal.
Das lembranças que ficaram desses dias, naquela que foi a minha estreia no continente africano, fazem parte um post já publicado aqui nessa altura, e tantas outras fotografias que ficaram meio esquecidas num disco externo algures pela casa.
Aqui estão hoje algumas delas. Marcam o que vimos, o que fizemos e marcam o que era a minha forma de fotografar nesses tempos.
O que mais perdurou pelos anos foi a memória deste prato que continuo a fazer por cá até hoje.
A versão que mostro é com legumes e traz um bulgur com ervilhas tortas a acompanhar, ou não fosse primavera.
Os amendoins são um dos principais produtos do país, e tendo fama de serem dos melhores do mundo, estão naturalmente presentes em muitas receitas tradicionais. Aqui, na forma de manteiga de amendoim, são eles que marcam a diferença pela cremosidade que conferem ao molho e pela forma como contrabalançam a acidez do tomate.
Quem quer experimentar?
Mafé de vegetais
1 cebola picada
2 alhos picados
2 dedos de gengibre picado
1 talo de aipo
Azeite
2 c. sopa de pasta de tomate
½ chávena manteiga de amendoim*
400 g de tomate pelado, em pedaços
1 malagueta, s/ sementes
1 folha de louro
650 ml de água (cerca de 2,5 chávenas)
5 chávenas (aprox. 1kg) de legumes variados, em pedaços grandes:
Nabo
Cenoura
Batata doce
Couve flor
Beringela
Sumo de limão q.b. p/ servir
// preparação tradicional
Comece por fazer um refogado com o azeite e a cebola, o alho, o gengibre e o aipo picados, até que amoleçam e caramelizem ligeiramente.
Junte depois a pasta de tomate, a manteiga de amendoim, o tomate pelado, a malagueta, o louro e a água e após levantar fervura, cozinhe em lume brando cerca de 15 minutos.
Adicione os legumes por ordem de tempo de cozedura e cozinhe até ficarem tenros, cerca de 45 minutos (a beringela adicionei 10 minutos depois dos restantes).
Rectifique os temperos, esprema o sumo de limão e sirva de seguida com um cereal à sua escolha (arroz, bulgur, couscous, quinoa...) a acompanhar.
Notas:
*Usei manteiga de amendoim caseira, feita com amendoins ligeiramente tostados e de seguida triturados durante alguns minutos no robot de cozinha até obter uma pasta cremosa.
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terça-feira, 15 de maio de 2018
Salada de abóbora, batata doce e lentilhas
Que bem que soube hoje sair de casa pela manhã.
Estes dias de Primavera lavam-nos a cara com um sorriso, basta dar três passos na rua e é fácil acreditar que o dia vai ser bom.
E só podia mesmo ser, levando pela mão a minha cantadeira de eleição.
O almoço foi só meu e foi simples e rápido, porque ontem ao jantar cozinhei a olhar para ele.
Sabem como é? Aproveitando que usei o forno, fiz carga máxima e hoje foi só apanhar o que sobrou: batata doce, abóbora e tofu. Juntei lentilhas cozidas que descongelei, mais nabo fresco ralado, ervas, um molhinho para dar aquele tchan.
E já está.
Ingredientes outonais para um almoço primaveril. Vale?
Salada de abóbora, batata doce e lentilhas
Batata doce assada com casca, em cubos
Abóbora assada, em cubos
Lentilhas cozidas
Tofu assado com mostarda, cortado lascas
Nabo ralado
Coentros
Para o molho:
1 c. sopa de tahini
2 c. sopa de sumo de limão
Água q.b.
Zaatar q.b.
Sal q.b.
// preparação
Ontem assei legumes e tofu para o jantar e para além desses, assei também abóbora e batata doce embrulhados em folha de alumínio para usar noutras refeições da semana. Facilita a logística.
Partindo desse princípio, distribua os ingredientes da salada numa taça.
Para o molho, misture bem o tahini com o sumo de limão e junte água até obter consistência para ser espalhado.
Tempere a gosto (usei zaatar e sal), envolva na salada e sirva com os coentros.
Estes dias de Primavera lavam-nos a cara com um sorriso, basta dar três passos na rua e é fácil acreditar que o dia vai ser bom.
E só podia mesmo ser, levando pela mão a minha cantadeira de eleição.
O almoço foi só meu e foi simples e rápido, porque ontem ao jantar cozinhei a olhar para ele.
Sabem como é? Aproveitando que usei o forno, fiz carga máxima e hoje foi só apanhar o que sobrou: batata doce, abóbora e tofu. Juntei lentilhas cozidas que descongelei, mais nabo fresco ralado, ervas, um molhinho para dar aquele tchan.
E já está.
Ingredientes outonais para um almoço primaveril. Vale?
Salada de abóbora, batata doce e lentilhas
Batata doce assada com casca, em cubos
Abóbora assada, em cubos
Lentilhas cozidas
Tofu assado com mostarda, cortado lascas
Nabo ralado
Coentros
Para o molho:
1 c. sopa de tahini
2 c. sopa de sumo de limão
Água q.b.
Zaatar q.b.
Sal q.b.
// preparação
Ontem assei legumes e tofu para o jantar e para além desses, assei também abóbora e batata doce embrulhados em folha de alumínio para usar noutras refeições da semana. Facilita a logística.
Partindo desse princípio, distribua os ingredientes da salada numa taça.
Para o molho, misture bem o tahini com o sumo de limão e junte água até obter consistência para ser espalhado.
Tempere a gosto (usei zaatar e sal), envolva na salada e sirva com os coentros.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
Gratinado de cherovia, batata doce e aipo
Quando era miúda, na noite de consoada, aparecia sempre um ingrediente à mesa que só comia mesmo naquele dia porque nunca mais o voltava a ver até ao ano seguinte. A cherovia.
O meu tio trazia-a de Trás-os-Montes e havia sempre conversa à volta dela, ora porque parecia uma cenoura, ora porque parecia isto e aquilo.
Agora já se encontra com mais facilidade por aí à venda e até já se encontra na horta do meu pai, eheheh.
Com um bolbo de aipo e uma batata doce com a mesma origem se fez um gratinado dos bons.
Se há alguém que goste de gratinados tanto como eu, não deixe de experimentar, porque este fica assim de se comer e ir fazer mais.
Gratinado de cherovia, batata doce e aipo
Inspirado no gratinado de batata da edição de Novembro 2015 da revista Bon Appétit
3 dentes de alho
Manteiga q.b. p/ untar
Azeite
1 cebola
1 chávena de leite gordo (240 ml)
1 c. sopa de tomilho limão
Sal e pimenta preta moída na hora
1 batata doce, aprox 400 g, cortada em rodelas finas
½ bolbo de aipo, aprox 400 g, cortado em rodelas finas
1 cherovia pequena, aprox 200 g, cortada em rodelas finas
1 chávena de queijo da ilha, ralado na hora
// preparação tradicional
Pré-aqueça o forno a 160ºC. Corte um dos dentes de alho ao meio e esfregue o tabuleiro com ele, depois unte com a manteiga e reserve.
Refogue a cebola e os restantes dois alhos picados em azeite, até a cebola ficar translúcida e amolecer.
Junte o leite, o tomilho limão, tempere com sal e pimenta e deixe em lume brando, cerca de 15 minutos. Aguarde que arrefeça ligeiramente e triture até obter uma mistura homogénea.
Enquanto a cebola cozinha, corte os legumes finamente e distribua-os de forma alternada no tabuleiro untado.
Vá apertando as fileiras, de modo a que o tabuleiro fique bem preenchido e as rodelas fiquem ligeiramente levantadas. Deste modo, a base será cozinhada no molho e ficará macia e a parte de cima ficará crocante.
Verta o leite sobre os legumes, tape com folha de alumínio e leve ao forno cerca de 60 minutos.
Depois desse tempo, destape o tabuleiro, aumente o forno para 200ºC, polvilhe com o queijo e gratine cerca de 10 minutos ou até ficar dourado.
Pode ser tudo feito de véspera até ao último passo e deixado no frigorífico. No dia de servir, deixe arrefecer à temperatura ambiente, polvilhe com o queijo e leve a gratinar.
// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)
Pré-aqueça o forno a 160ºC.
Corte um dos dentes de alho ao meio e esfregue o tabuleiro com ele, depois unte com a manteiga e reserve.
Coloque no copo o queijo e rale 4 seg/vel 8-9. Retire e reserve.
Coloque no copo a cebola, os restantes dois alhos e o azeite, pique 5 seg/vel 5 e refogue 6 min/Varoma/vel 1.
Junte o leite e o tomilho limão, tempere com sal e pimenta e programe 15 min/90ºC/vel 3.
De seguida triture 1 min/vel 6, até obter uma mistura homogénea.
Enquanto o molho cozinha, corte os legumes finamente e distribua-os de forma alternada no tabuleiro untado.
Vá apertando as fileiras, de modo a que o tabuleiro fique bem preenchido e as rodelas fiquem ligeiramente levantadas. Deste modo, a base será cozinhada no molho e ficará macia e a parte de cima ficará crocante.
Verta o leite sobre os legumes, tape com folha de alumínio e leve ao forno cerca de 60 minutos.
Depois desse tempo, destape o tabuleiro, aumente o forno para 200ºC, polvilhe com o queijo ralado reservado e gratine cerca de 10 minutos ou até ficar dourado.
Pode ser tudo feito de véspera até ao último passo e deixado no frigorífico. No dia de servir, deixe arrefecer à temperatura ambiente, polvilhe com o queijo e leve a gratinar.
O meu tio trazia-a de Trás-os-Montes e havia sempre conversa à volta dela, ora porque parecia uma cenoura, ora porque parecia isto e aquilo.
Agora já se encontra com mais facilidade por aí à venda e até já se encontra na horta do meu pai, eheheh.
Com um bolbo de aipo e uma batata doce com a mesma origem se fez um gratinado dos bons.
Se há alguém que goste de gratinados tanto como eu, não deixe de experimentar, porque este fica assim de se comer e ir fazer mais.
Gratinado de cherovia, batata doce e aipo
Inspirado no gratinado de batata da edição de Novembro 2015 da revista Bon Appétit
3 dentes de alho
Manteiga q.b. p/ untar
Azeite
1 cebola
1 chávena de leite gordo (240 ml)
1 c. sopa de tomilho limão
Sal e pimenta preta moída na hora
1 batata doce, aprox 400 g, cortada em rodelas finas
½ bolbo de aipo, aprox 400 g, cortado em rodelas finas
1 cherovia pequena, aprox 200 g, cortada em rodelas finas
1 chávena de queijo da ilha, ralado na hora
// preparação tradicional
Pré-aqueça o forno a 160ºC. Corte um dos dentes de alho ao meio e esfregue o tabuleiro com ele, depois unte com a manteiga e reserve.
Refogue a cebola e os restantes dois alhos picados em azeite, até a cebola ficar translúcida e amolecer.
Junte o leite, o tomilho limão, tempere com sal e pimenta e deixe em lume brando, cerca de 15 minutos. Aguarde que arrefeça ligeiramente e triture até obter uma mistura homogénea.
Enquanto a cebola cozinha, corte os legumes finamente e distribua-os de forma alternada no tabuleiro untado.
Vá apertando as fileiras, de modo a que o tabuleiro fique bem preenchido e as rodelas fiquem ligeiramente levantadas. Deste modo, a base será cozinhada no molho e ficará macia e a parte de cima ficará crocante.
Verta o leite sobre os legumes, tape com folha de alumínio e leve ao forno cerca de 60 minutos.
Depois desse tempo, destape o tabuleiro, aumente o forno para 200ºC, polvilhe com o queijo e gratine cerca de 10 minutos ou até ficar dourado.
Pode ser tudo feito de véspera até ao último passo e deixado no frigorífico. No dia de servir, deixe arrefecer à temperatura ambiente, polvilhe com o queijo e leve a gratinar.
// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)
Pré-aqueça o forno a 160ºC.
Corte um dos dentes de alho ao meio e esfregue o tabuleiro com ele, depois unte com a manteiga e reserve.
Coloque no copo o queijo e rale 4 seg/vel 8-9. Retire e reserve.
Coloque no copo a cebola, os restantes dois alhos e o azeite, pique 5 seg/vel 5 e refogue 6 min/Varoma/vel 1.
Junte o leite e o tomilho limão, tempere com sal e pimenta e programe 15 min/90ºC/vel 3.
De seguida triture 1 min/vel 6, até obter uma mistura homogénea.
Enquanto o molho cozinha, corte os legumes finamente e distribua-os de forma alternada no tabuleiro untado.
Vá apertando as fileiras, de modo a que o tabuleiro fique bem preenchido e as rodelas fiquem ligeiramente levantadas. Deste modo, a base será cozinhada no molho e ficará macia e a parte de cima ficará crocante.
Verta o leite sobre os legumes, tape com folha de alumínio e leve ao forno cerca de 60 minutos.
Depois desse tempo, destape o tabuleiro, aumente o forno para 200ºC, polvilhe com o queijo ralado reservado e gratine cerca de 10 minutos ou até ficar dourado.
Pode ser tudo feito de véspera até ao último passo e deixado no frigorífico. No dia de servir, deixe arrefecer à temperatura ambiente, polvilhe com o queijo e leve a gratinar.
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terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Coleslaw de funcho e chips rápidas de batata doce
Começar o ano com coisas boas da horta.
Depois das festas sabe bem retomar as rotinas e trazer para a mesa coisas mais leves.
Aproveitando as últimas sobras de carnes e uns bagels vindos do brunch de domingo, compôs-se um almoço simples e rápido. Sopa de beringela, chuchu e hortelã para abrir as hostes e depois um fast-food-caseiro que despachou o almoçou em três tempos.
Não é um ingrediente da moda, não faz parte da lista trendy dos super ingredientes, mas o que fazer? Adoro couve! E por isso acabo e começo o ano com ela.
Não se assustem com o nabo cru, que esta conjugação de sabores pode parecer atrevida, mas vale bem a pena experimentar.
Não é um ingrediente da moda, não faz parte da lista trendy dos super ingredientes, mas o que fazer? Adoro couve! E por isso acabo e começo o ano com ela.
Não se assustem com o nabo cru, que esta conjugação de sabores pode parecer atrevida, mas vale bem a pena experimentar.
Tudo fresco e com sabor a Inverno, para receber 2016 com honras de petisco dos bons!
Coleslaw de funcho
1 couve coração pequena
½ bolbo de funcho
1 cenoura
½ nabo pequeno
4 c. sopa de iogurte natural (vaca, coco ou soja)
Sumo de meio limão
1 c. chá de mostarda inglesa
Rama de funcho
Sal e pimenta moída na hora
Corte a couve, e o bolbo de funcho em juliana fina e misture numa taça grande com a cenoura e o nabo ralados.
Numa tacinha, misture o iogurte, o sumo de limão, a mostarda e a rama de funcho, tempere com sal e pimenta e mexa. Misture o molho com a misture de couve, rectifique os temperos e sirva de seguida.
Chips rápidas de batata doce
1 batata doce
1 c. sopa de azeite, mais q.b. p/ untar
Sal e pimenta moída na hora
Oregãos
Com uma mandolina ou uma faca afiada, corte a batata doce em rodelas o mais finas possível.
Lave bem passando várias vezes por água e seque as rodelas num pano de cozinha.
Numa taça, envolva as rodelas de batata no azeite e misture bem.
Unte o prato do microondas com azeite, disponha uma parte das rodelas de batata sem sobrepor e leve ao microondas, na potência máxima, cerca de 6-8 minutos.
Confirme se estão cozinhadas, secas e estaladiças e, se necessário, marque mais 1 a 2 minutos.
Retire e repita até terminar as rodelas.
Tempere com sal e pimenta e os oregãos e sirva com o molho da sua preferência. Na foto servi com um ketchup caseiro cuja receita partilharei em breve aqui no blogue.
Para os bagels, parta-os ao meio e torre-os ligeiramente, apenas para amornar e ficarem estaladiços, aproveitando para derreter uma fatia de queijo numa das metades.
Pincele a outra metade com azeite (aqui usei o ketchup caseiro), recheie com sobras de carne a gosto e uma parte do coleslaw e sirva acompanhado das chips de batata doce e da restante salada.
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segunda-feira, 7 de setembro de 2015
Choquinhos com gengibre e tudo e mais alguma coisa
Obrigada pelos comentários tão carinhosos ao último post, tanto no blogue como no Facebook - a chegada de um bebé é realmente uma avalanche de afecto e amor que nos inunda a vida.
Por aqui, dia após dia, a vida em casa vai recuperando um pouco de normalidade.
A música gira durante o dia, o pequeno almoço a três já tem o café de sempre e o iogurte caseiro com fruta e, apesar de se perder às vezes nas horas, faz das manhãs o melhor momento do dia.
Voltamos pois a algumas rotinas, ensaiamos outras novas, mas é certo que regressar à cozinha, mesmo que em modo vapt-vupt, parece lançar os dias de volta aos carris.
Temos tido muito apoio dos pais, o que nestas primeiras semanas, fez mesmo toda a diferença - nunca a palavra família foi tão grande e tão intensa como agora!
Não ter que pensar em nada mais do que nas necessidades da Isabel e saber que à hora das refeições teria a mesma comidinha caseira na mesa, foi um verdadeiro descanso.
Tal como na gravidez, também agora, durante a amamentação, a prioridade é alimentar-me da forma mais variada e equilibrada possível. Não têm faltado muitos legumes da horta, fruta da época, proteína variada e hidratos de carbono integrais.
Felizmente, é esta a alimentação que sempre faço, e acho que foi esse o segredo de uma gravidez cheia de vigor, e deste pós-parto tão fácil.
Haja energia para as noites intermitentes, para os muitos pedidos de leitinho e para todas as demandas desta etapa inicial. E também para desfrutar ao máximo de todos estes momentos tão bons!
É pois altura de refeições como a que trago hoje, um almoço em modo limpeza ao frigorífico, e com tomate e pepinos veranis como bónus - vamos lá a isto que daqui a nada já a miúda apita com fome!
Choquinhos vapt-vupt
Serve 2
400 g de choquinhos, descongelados
Azeite
2 dentes de alho
1 folha de louro
1 cm de gengibre fresco, ralado
Sumo de 2 rodelas de laranja
Sal e pimenta preta moída na hora
// preparação
Lave bem os choquinhos já limpos e seque-os num pano de cozinha ou papel absorvente.
Numa frigideira larga, aqueça o azeite com os alhos esmagados, junte os choquinhos e o louro e deixe em lume alto até que se solte o líquido dos chocos e comece a ser absorvido.
Deite o gengibre ralado, regue com sumo de laranja e tempere com sal e pimenta. Envolva e deixe mais uns minutos.
Confirme o ponto dos chocos e retire do lume quando estiverem macios.
Servi com batata doce cozida, beterraba ralada e uma salada de tomate, pepino e laranja.
Um chá de lucia lima e limão e umas uvas, e vamos para a mesa.
Por aqui, dia após dia, a vida em casa vai recuperando um pouco de normalidade.
A música gira durante o dia, o pequeno almoço a três já tem o café de sempre e o iogurte caseiro com fruta e, apesar de se perder às vezes nas horas, faz das manhãs o melhor momento do dia.
Voltamos pois a algumas rotinas, ensaiamos outras novas, mas é certo que regressar à cozinha, mesmo que em modo vapt-vupt, parece lançar os dias de volta aos carris.
Temos tido muito apoio dos pais, o que nestas primeiras semanas, fez mesmo toda a diferença - nunca a palavra família foi tão grande e tão intensa como agora!
Não ter que pensar em nada mais do que nas necessidades da Isabel e saber que à hora das refeições teria a mesma comidinha caseira na mesa, foi um verdadeiro descanso.
Tal como na gravidez, também agora, durante a amamentação, a prioridade é alimentar-me da forma mais variada e equilibrada possível. Não têm faltado muitos legumes da horta, fruta da época, proteína variada e hidratos de carbono integrais.
Felizmente, é esta a alimentação que sempre faço, e acho que foi esse o segredo de uma gravidez cheia de vigor, e deste pós-parto tão fácil.
Haja energia para as noites intermitentes, para os muitos pedidos de leitinho e para todas as demandas desta etapa inicial. E também para desfrutar ao máximo de todos estes momentos tão bons!
É pois altura de refeições como a que trago hoje, um almoço em modo limpeza ao frigorífico, e com tomate e pepinos veranis como bónus - vamos lá a isto que daqui a nada já a miúda apita com fome!
Choquinhos vapt-vupt
Serve 2
400 g de choquinhos, descongelados
Azeite
2 dentes de alho
1 folha de louro
1 cm de gengibre fresco, ralado
Sumo de 2 rodelas de laranja
Sal e pimenta preta moída na hora
// preparação
Lave bem os choquinhos já limpos e seque-os num pano de cozinha ou papel absorvente.
Numa frigideira larga, aqueça o azeite com os alhos esmagados, junte os choquinhos e o louro e deixe em lume alto até que se solte o líquido dos chocos e comece a ser absorvido.
Deite o gengibre ralado, regue com sumo de laranja e tempere com sal e pimenta. Envolva e deixe mais uns minutos.
Confirme o ponto dos chocos e retire do lume quando estiverem macios.
Servi com batata doce cozida, beterraba ralada e uma salada de tomate, pepino e laranja.
Um chá de lucia lima e limão e umas uvas, e vamos para a mesa.
sexta-feira, 20 de março de 2015
Uma Primavera que ainda sabe a sopa de grão e carne.
Hoje chega a Primavera, mas aqui pela cozinha de casa, depois de uma semana de férias por um Alentejo bem primaveril, voltámos às consoladoras sopas quentes e substanciais.
Os fins de dia continuam fresquinhos e por muito que queiramos as mangas curtas e as refeições frescas, vou-me mantendo pela comida-conforto das estações de frio, a fumegar na panela de ferro fundido.
E esta é uma das que mais faço nos meses de Outono-Inverno.
Desde miúda, um bom prato de sopa com carne e legumes e tudo e tudo, é petisco que dificilmente troco por outra coisa.
Ora com grão, ora com feijão ou lentilhas, seja com carne de vaca, frango ou mesmo apenas legumes, é sempre um prato cheio de coisas boas que chega à mesa.
Enquanto conto os dias para sentir a Primavera em pleno, aqui vai uma receitinha deliciosa para o fim de semana.
Obrigatório comer bem quentinha!
Sopa de grão com carne
1 c. sopa de azeite
1 cebola grande, picada
3 dentes de alho, picados
½ c. chá de cominhos
400 g de carne de vaca, em cubos
2 c. sopa de pasta de tomate
1 folha de louro
1,5 L de água ou caldo caseiro
200 g de cabeça de aipo, em cubinhos
200 g de batata doce, em cubinhos
200 g de grão cozido *
Sal e pimenta preta moída na hora
Sumo de ½ limão
Coentros q.b., p/ servir
Pão escuro fatiado, p/ servir
// preparação tradicional
Aqueça o azeite numa panela e refogue a cebola, até que amoleça. Junte os dentes de alho e os cominhos e deixe mais uns minutos em lume médio.
Adicione a carne, em cubos pequenos, e deixe alourar de todos os lados.
Acrescente a pasta de tomate, a folha de louro, a água/caldo e quando começar a ferver, junte o aipo.
Tape e deixe em lume brando cerca de 1 hora ou até a carne ficar macia.
Adicione a batata doce, tempere com sal e pimenta e deixe cozer mais uns 20 minutos.
Junte o grão cozido*, rectifique os temperos e coza 10 minutos, até que tudo esteja bem cozinhado, se necessário, destapada, para evaporar algum líquido.
Regue com o sumo de limão e sirva polvilhado com coentros e umas fatias de pão.
* Eu tinha grão já cozido - mimos da mamã que me vai abastacendo sempre - o truque é cozer-se sempre em maiores quantidades e congelar para usar depois.
Mas se quiserem cozê-lo na preparação da sopa, juntem o grão já demolhado logo de início, com o aipo, e rectifiquem os tempos até que fique cozinhado.
Os fins de dia continuam fresquinhos e por muito que queiramos as mangas curtas e as refeições frescas, vou-me mantendo pela comida-conforto das estações de frio, a fumegar na panela de ferro fundido.
E esta é uma das que mais faço nos meses de Outono-Inverno.
Desde miúda, um bom prato de sopa com carne e legumes e tudo e tudo, é petisco que dificilmente troco por outra coisa.
Ora com grão, ora com feijão ou lentilhas, seja com carne de vaca, frango ou mesmo apenas legumes, é sempre um prato cheio de coisas boas que chega à mesa.
Enquanto conto os dias para sentir a Primavera em pleno, aqui vai uma receitinha deliciosa para o fim de semana.
Obrigatório comer bem quentinha!
Sopa de grão com carne
1 c. sopa de azeite
1 cebola grande, picada
3 dentes de alho, picados
½ c. chá de cominhos
400 g de carne de vaca, em cubos
2 c. sopa de pasta de tomate
1 folha de louro
1,5 L de água ou caldo caseiro
200 g de cabeça de aipo, em cubinhos
200 g de batata doce, em cubinhos
200 g de grão cozido *
Sal e pimenta preta moída na hora
Sumo de ½ limão
Coentros q.b., p/ servir
Pão escuro fatiado, p/ servir
// preparação tradicional
Aqueça o azeite numa panela e refogue a cebola, até que amoleça. Junte os dentes de alho e os cominhos e deixe mais uns minutos em lume médio.
Adicione a carne, em cubos pequenos, e deixe alourar de todos os lados.
Acrescente a pasta de tomate, a folha de louro, a água/caldo e quando começar a ferver, junte o aipo.
Tape e deixe em lume brando cerca de 1 hora ou até a carne ficar macia.
Adicione a batata doce, tempere com sal e pimenta e deixe cozer mais uns 20 minutos.
Junte o grão cozido*, rectifique os temperos e coza 10 minutos, até que tudo esteja bem cozinhado, se necessário, destapada, para evaporar algum líquido.
Regue com o sumo de limão e sirva polvilhado com coentros e umas fatias de pão.
* Eu tinha grão já cozido - mimos da mamã que me vai abastacendo sempre - o truque é cozer-se sempre em maiores quantidades e congelar para usar depois.
Mas se quiserem cozê-lo na preparação da sopa, juntem o grão já demolhado logo de início, com o aipo, e rectifiquem os tempos até que fique cozinhado.
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Aipo (bolbo),
Batata Doce,
Carne,
Grão,
Sopas
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Do amor.
Uma sugestão salgada para um daqueles dias em que apetece ficar a namorar por casa. Sabemos que são apenas uns scones, mas podemos fazer um pouco mais por eles e dar-lhes algum amor.
Do amor pelas coisas simples, é disso. E por sopas de tomate também, claro!
Do amor pelas coisas simples, é disso. E por sopas de tomate também, claro!
Gosto tanto de ficar contigo em casa. A ouvir a chuva cair, um filme no sofá, tagarelar... Sim, eu sei, falo muito.
Mas não há ninguém a quem goste mais de contar as coisas. E de ouvir também. Ouvir-te. A ti.
Rir contigo. Os dias são os melhores quando rimos juntos. E comemos scones e fazemos sumo de pera.
Scones de batata doce e tomilho
Para 10 scones
50 g de queijo da Ilha
80 g de leite
1 c. sopa de sumo de limão
100 g de batata doce assada
1 c. chá de tomilho limão
300 g de farinha p/ bolos
1 c. chá de fermento p/ bolos
Uma pitada de sal
70 g de manteiga fria, cortada em cubinhos
Ovo p/ pincelar
Sopa rápida de tomate
Serve 2
1 cebola
1 dente de alho
15 g de azeite
400 g de tomate maduro, em pedaços (fora de época uso de conserva)
250 g de leite
1 c. chá de tomilho limão, mais q.b. p/ polvilhar
// preparação tradicional
Para os scones
Pré-aqueça o forno a 200ºC.
Forre um tabuleiro de forno com papel vegetal.
Misture o leite com o sumo de limão e deixe descansar durante uns minutos, até talhar.
Numa taça, peneire a farinha com o fermento e o sal.
Misture o queijo ralado, a batata doce esmagada e o tomilho limão e depois adicione a manteiga, mexendo com as mãos até que a mistura fique areada.
Abra uma cova e adicione o leite, mexendo com um garfo, para trabalhar a massa o mínimo possível, apenas para incorporar a farinha.
Com uma colher, coloque porções de massa no tabuleiro preparado. Pincele-os com o ovo batido e leve ao forno a cozer durante 15-20 minutos, até ficarem dourados por cima.
Deixe arrefecer numa grelha e sirva mornos.
Para a sopa
Refogue a cebola e o alho picados em azeite, até a cebola amolecer.
Adicione o tomate e o leite e deixe cozinhar tapado, em lume brando, cerca de 15 a 20 minutos.
Junte o tomilho e triture até ficar cremoso.
Sirva polvilhado com tomilho limão.
// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)
Para os scones
Pré-aqueça o forno a 200ºC.
Forre um tabuleiro de forno com papel vegetal.
Misture o leite com o sumo de limão e deixe descansar durante uns minutos, até talhar.
Coloque no copo o queijo e pique 3 seg/vel 7.
Adicione os restantes ingredientes excepto a gema e programe 5 seg/vel 5.
Com uma colher, coloque porções de massa no tabuleiro preparado. Pincele-os com o ovo batido e leve ao forno a cozer durante 15-20 minutos, até ficarem dourados por cima.
Deixe arrefecer numa grelha e sirva mornos.
Para a sopa
Coloque no copo a cebola, o alho e o azeite, pique 5 seg/vel 5 e refogue 5 min/Varoma/vel 1.
Adicione o tomate e o leite e programe 15 min/Varoma/vel 1.
Junte o tomilho, programe 2 min e vá progressivamente até à vel 7.
Sirva polvilhado com tomilho limão.
Se procuram um presente para dias especiais, até sexta feira estão disponíveis vouchers de mini-sessões You&Me, para guardar pedaços de amor. Do vosso amor.
Mais informações aqui.
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Petiscos,
Sopas,
Tomate
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Os meus blogues do coração. E um bolo para o pequeno almoço.
Ainda o No Soup não era sequer uma vontade. Naquela altura em que comecei a ler blogues de culinária em português tudo isto era um mundo novo, partilhando-se cozinhados através textos e imagens ainda ingénuos, mas ainda pessoais e autênticos.
Hoje a blogosfera tornou-se noutra coisa.
Muitos dos blogues que nessa altura acompanhava perderam-se no caminho dos posts encomendados por marcas e mais marcas que só procuram conteúdos gratuitos. Há marcas que organizam eventos interessantes e com conteúdo que acrescenta e faz sentido divulgar, mas o que mais se vê anda longe disso... Do pessoal ao fabricado foi um caminho agora feito com textos cheios de lugares comuns e fotografias de imaginários copy/past do Pinterest.
Outros desencantaram-se com a massificação destes padrões e baixaram os braços. Ou fecharam a porta ou correram as cortinas, que só abrem de quando em quando, sem muita vontade de procurar um lugar ao sol na blogosfera dos “famosos”.
Mas o melhor é que muitos deles também evoluíram e cresceram e continuam hoje os meus grandes amores da blogosfera de comida. Ou porque os textos são absolutamente lindos, ou porque as fotografias são autênticas e criativas, ou porque as receitas são deliciosas e irresistíveis. Ou até mesmo porque têm tudo isto ou nada disto, apenas uma autenticidade que me prende e me faz gostar tanto de um blogue sem saber ou precisar explicar porquê.
Alguns dos meus amores maiores são o Gourmets Amadores, o Sabores de Canela, o Caos na Cozinha, o In the Mood for Food, o La Cucinetta, o Sopas de Tudo (antigo Ardeu na Padaria), o Chucrute com Salsicha, o Elvira’s Bistrot, o Le Passe Vitte, o Zine de Pão, o No Reino da Prússia, o Outras Comidas, o Little Upside-Down Cake. Uns mais recentes do que outros, mantêm o fulgor de sempre naquilo que os torna mais autênticos, cada um com o seu brilho, cada um com a sua voz única.
Tudo gira, em constante renovação, com blogues novos a nascer a toda a hora e muitos deles cheios de qualidade à procura do seu espaço.
Estes pensamentos surgiram-me a propósito da alegria que senti quando vi o último post da Elvira com palavras tão simpáticas sobre mim e sobre o Velocidade Colher. Acompanho o Bistrot desde sempre e passando ao lado de modas e modismos, é uma referência na nossa blogosfera e uma visita obrigatória para quem gosta de boas receitas.
Fiquei, sim, vaidosa, porque não é todos os dias que alguém que admiramos e não conhecemos nos dedica um post assim. Dos sítios onde sabe tão bem estar.
Como a sensação das manhãs em casa.
Embrenhada nas leituras (a propósito de toda esta conversa, este post é longo mas vale a pena a leitura), um café com leite, um bolo caseiro, como se o tempo não contasse (ui, mas conta, o relógio não pára).
Dos sítios onde sabe tão bem estar. Sentada à mesa, em casa, a tomar o pequeno almoço enquanto se espanta a preguiça. O dia depois disto só vai correr melhor!
Bolo de batata doce e especiarias
100 g de batata doce assada (sobras ou rapidamente assada no microondas)
3 ovos
180 g de açúcar amarelo ou tâmaras medjool descaroçadas
100 g de leite
100 g de azeite
100 g de farinha p/ bolos
80 g de farinha de trigo integral
30 g de aveia
½ c. café de gengibre em pó
½ c. café de canela em pó
1 pitada de noz moscada
1 c. chá de fermento p/ bolos
½ c. chá de bicarbonato de sódio
1 cenoura ralada
// preparação tradicional
Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte com manteiga e polvilhe com farinha uma forma de buraco.
Esmague a polpa da batata assada, até obter um puré. Reserve.
Bata os ovos com o açúcar/tâmaras até obter uma mistura esbranquiçada.
Adicione a batata doce, o leite e o azeite e continue a bater.
Envolva as farinhas, a aveia, as especiarias, o fermento e o bicarbonato e envolva suavemente na massa.
Por fim, envolva a cenoura ralada.
Deite a massa na forma preparada e leve ao forno a 180ºC durante aprox. 30 minutos ou até ao espetar um palito este sair seco.
// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)
Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte com manteiga e polvilhe com farinha uma forma de buraco.
Coloque no copo a batata e triture 5 seg/vel 5.
Adicione os ovos, o açúcar/tâmaras, o leite e o azeite e bata 1 min/vel 6.
Junte as farinhas, a aveia, as especiarias, o fermento e o bicarbonato, envolva com a espátula e programe 5 seg/vel 3.
Por fim, envolva a cenoura ralada com a espátula.
Deite a massa na forma preparada e leve ao forno a 180ºC durante aprox. 30 minutos ou até ao espetar um palito este sair seco.
Hoje a blogosfera tornou-se noutra coisa.
Muitos dos blogues que nessa altura acompanhava perderam-se no caminho dos posts encomendados por marcas e mais marcas que só procuram conteúdos gratuitos. Há marcas que organizam eventos interessantes e com conteúdo que acrescenta e faz sentido divulgar, mas o que mais se vê anda longe disso... Do pessoal ao fabricado foi um caminho agora feito com textos cheios de lugares comuns e fotografias de imaginários copy/past do Pinterest.
Outros desencantaram-se com a massificação destes padrões e baixaram os braços. Ou fecharam a porta ou correram as cortinas, que só abrem de quando em quando, sem muita vontade de procurar um lugar ao sol na blogosfera dos “famosos”.
Mas o melhor é que muitos deles também evoluíram e cresceram e continuam hoje os meus grandes amores da blogosfera de comida. Ou porque os textos são absolutamente lindos, ou porque as fotografias são autênticas e criativas, ou porque as receitas são deliciosas e irresistíveis. Ou até mesmo porque têm tudo isto ou nada disto, apenas uma autenticidade que me prende e me faz gostar tanto de um blogue sem saber ou precisar explicar porquê.
Alguns dos meus amores maiores são o Gourmets Amadores, o Sabores de Canela, o Caos na Cozinha, o In the Mood for Food, o La Cucinetta, o Sopas de Tudo (antigo Ardeu na Padaria), o Chucrute com Salsicha, o Elvira’s Bistrot, o Le Passe Vitte, o Zine de Pão, o No Reino da Prússia, o Outras Comidas, o Little Upside-Down Cake. Uns mais recentes do que outros, mantêm o fulgor de sempre naquilo que os torna mais autênticos, cada um com o seu brilho, cada um com a sua voz única.
Tudo gira, em constante renovação, com blogues novos a nascer a toda a hora e muitos deles cheios de qualidade à procura do seu espaço.
Estes pensamentos surgiram-me a propósito da alegria que senti quando vi o último post da Elvira com palavras tão simpáticas sobre mim e sobre o Velocidade Colher. Acompanho o Bistrot desde sempre e passando ao lado de modas e modismos, é uma referência na nossa blogosfera e uma visita obrigatória para quem gosta de boas receitas.
Fiquei, sim, vaidosa, porque não é todos os dias que alguém que admiramos e não conhecemos nos dedica um post assim. Dos sítios onde sabe tão bem estar.
Como a sensação das manhãs em casa.
Embrenhada nas leituras (a propósito de toda esta conversa, este post é longo mas vale a pena a leitura), um café com leite, um bolo caseiro, como se o tempo não contasse (ui, mas conta, o relógio não pára).
Dos sítios onde sabe tão bem estar. Sentada à mesa, em casa, a tomar o pequeno almoço enquanto se espanta a preguiça. O dia depois disto só vai correr melhor!
Bolo de batata doce e especiarias
100 g de batata doce assada (sobras ou rapidamente assada no microondas)
3 ovos
180 g de açúcar amarelo ou tâmaras medjool descaroçadas
100 g de leite
100 g de azeite
100 g de farinha p/ bolos
80 g de farinha de trigo integral
30 g de aveia
½ c. café de gengibre em pó
½ c. café de canela em pó
1 pitada de noz moscada
1 c. chá de fermento p/ bolos
½ c. chá de bicarbonato de sódio
1 cenoura ralada
// preparação tradicional
Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte com manteiga e polvilhe com farinha uma forma de buraco.
Esmague a polpa da batata assada, até obter um puré. Reserve.
Bata os ovos com o açúcar/tâmaras até obter uma mistura esbranquiçada.
Adicione a batata doce, o leite e o azeite e continue a bater.
Envolva as farinhas, a aveia, as especiarias, o fermento e o bicarbonato e envolva suavemente na massa.
Por fim, envolva a cenoura ralada.
Deite a massa na forma preparada e leve ao forno a 180ºC durante aprox. 30 minutos ou até ao espetar um palito este sair seco.
// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)
Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte com manteiga e polvilhe com farinha uma forma de buraco.
Coloque no copo a batata e triture 5 seg/vel 5.
Adicione os ovos, o açúcar/tâmaras, o leite e o azeite e bata 1 min/vel 6.
Junte as farinhas, a aveia, as especiarias, o fermento e o bicarbonato, envolva com a espátula e programe 5 seg/vel 3.
Por fim, envolva a cenoura ralada com a espátula.
Deite a massa na forma preparada e leve ao forno a 180ºC durante aprox. 30 minutos ou até ao espetar um palito este sair seco.
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quarta-feira, 13 de março de 2013
O caril. A sopa. E o Workshop Bonsalt.
O sal. A pitada que dá mais sabor, mais contraste e mais alegria. À comida e à vida, porque acredito que são coisas que nunca caminham sozinhas.
À mesa dos portugueses dá-nos tudo isto e, tantas vezes, em dose farta - a hipertensão é um problema preocupante e cada vez mais transversal a todas as idades.
Como tudo o que junta saudável e alimentação, também o uso do sal pede conta, peso e medida, um equilíbrio que se trabalha, educando o paladar na exigência de sabor e de saúde.
Substituir o sal por um produto alternativo sem sódio (à base de potássio) foi o mote para o Workshop Bonsalt na Kiss The Cook, que reuniu bloguers animados à volta dos tachos e da mesa.
O convite era tentador e ainda levei uma fã “facebookiana” para me acompanhar. Lembram-se do passatempo? Dividi a bancada com a Inês Póvoa e ganhei uma parceira cheia de boa energia. ☺
Creme de batata-doce e abóbora, salmão em crosta e sobremesa de chocolate, foi o menu cozinhado e saboreado a muitas mãos, desafiando-nos a responder à pergunta que se impunha: a comida temperada com Bonsalt sabe ao mesmo? - “Quem não está avisado, não adivinha!”.
Aproveitei o embalo da dupla batata-doce e abóbora da sopa do workshop: esta parelha de que tanto gosto sai do frigorífico em modo sobras de caril e chega à mesa em versão creme fumegante. Com este tempo, haja sopa e mais sopa...
Abaixo vem a receita que, como podem ver, é mais uma ideia do que uma descrição precisa.
Asseguro que cá em casa, sobras de caril são sempre bem-vindas!
Creme de abóbora e batata doce
Sobras de caril de abóbora e batata doce (legumes e molho)
1 cebola em pedaços
Batata-doce q.b. em pedaços
Abóbora q.b. em pedaços
200 g de leite de coco
Água q.b.
Pimenta preta moída na hora
Sumo de ½ lima
Broa esfarelada p/ servir
_________________________________________
thermomix_bimby
Coloque no copo as sobras de caril, aproveitando os legumes e o molho.
Adicione mais batata doce e abóbora em pedaços, o leite de coco e água, sem tapar completamente os legumes e sem ultrapassar a marca dos 2 L. Programe 30 min/100ºC/vel 1.
Tempere com Bonsalt e pimenta, adicione o sumo de lima, programe 2 min e vá progressivamente até à vel 7.
Rectifique os temperos e a consistência e sirva com a broa esfarelada.
tradicional
Coloque numa panela as sobras de caril, aproveitando os legumes e o molho.
Adicione mais batata doce e abóbora em pedaços, o leite, cubra com água e coza tapado, em lume brando, até que os legumes fiquem macios.
Tempere com Bonsalt e pimenta, adicione o sumo de lima e triture até obter um puré cremoso.
Rectifique os temperos e a consistência e sirva com a broa esfarelada.
_________________________________________
* Para saber mais sobre este substituto do sal à base de potássio, consulte as informações no site da marca.
* Pode ler mais relatos do workshop aqui:
Gourmets Amadores
Tertúlia de Sabores
A Marmita Lisboeta
A Melhor Amiga da Barbie
O Arrumadinho
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