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terça-feira, 17 de julho de 2012

Inauguração do Canil provisório de Vila Fria.


Filomena Marta publicou no grupo OeirasPets
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Filomena Marta 13 de Julho de 2012 15:26
Caros amigos, no final da semana passada foi enviada uma carta ao Dr. Isaltino Morais, na sequência da inauguração do Canil provisório de Vila Fria. Na passada quarta-feira foi enviada a mesma Carta Aberta, por mail e com Cc o presidente da Câmara, ao vereador Emg. Ricardo Barros. Após um prazo razoável para que pudessem ler e analisar a mensagem, aqui fica a Carta Aberta ao Dr. Isaltino Morais, avisando que é extensa. Ainda não há resposta a esta missiva.




Carta Aberta
ao Exmo. Senhor Presidente
da Câmara Municipal de Oeiras
Dr. Isaltino Morais


Oeiras 03 Julho 2012


Exmo. Sr. Dr. Isaltino Morais,

Aceite as nossas melhores saudações.
É muito provável que não receba esta nossa mensagem com o maior agrado e que o simples facto de ver o nome do nosso grupo o coloque numa disposição desconfortável, antecipando a possibilidade de críticas ou queixumes. Pedimos-lhe, portanto, a gentileza de nos dedicar alguma atenção e tentar ler esta mensagem até ao fim com o espírito aberto e observador, que queremos acreditar que tem.
Queremos, também, acreditar que o Sr. Dr. não nos tem na conta de uns quantos pobres de espírito que nada mais têm a fazer na vida que não seja preocupar-se com cães e gatos, mas sim de cidadãos conscientes, activos, inteligentes e civilizados, para quem a protecção dos mais fracos e dos indefesos é uma prioridade.
Cuidar dos animais é uma demonstração de civilização. Quanto mais inteligente e civilizada for uma pessoa, for um povo, for um país, mais se preocupa com o bem-estar, a segurança e a protecção dos animais. Em última análise, é precisamente disso que se trata: de uma questão de inteligência.
Repare que todas as vozes que se têm erguido no mundo, ao longo das épocas, em defesa dos direitos dos animais, são de grandes homens, que tiveram os seus nomes inscritos na História da humanidade. Pensadores, grandes estadistas, filósofos, cientistas, mentes brilhantes que advogaram a defesa dos animais e da sua dignidade.
Repare, também, que os povos mais atrasados, os países mais incivilizados, são aqueles onde os animais mais sofrem e mais são desprezados. Não há dúvidas, como bem mencionou Ghandi, que "a grandeza de uma nação e o seu progresso moral podem ser avaliados pelo modo como os seus animais são tratados."
Quem queremos ser, e a forma como queremos ser recordados, está nas nossas mãos. Muitas vezes, temos de caminhar sozinhos, contra correntes retrógradas e incivilizadas. Outras vezes encontramos no nosso caminho ajuda inesperada. Gente que não se importa de estar ao nosso lado para nos ajudar a alcançar um bem maior e engrandecer o nosso nome. Creia em nós como essa gente que quer ajudá-lo, ajudando os animais, demonstrando ao país e ao mundo a inteligência e a civilização de um governo local, que pode demonstrar ser maior e mais eficiente do que o próprio Estado. Acompanhe-nos, também, e ajude-nos a ser melhores e a fazer melhor.
Somos, sem dúvida, um país atrasado em muitas vertentes. Um país de gente desinformada e às vezes até ignorante. Mas é dever de quem sabe mais, de quem vê mais longe, ensinar, orientar, liderar.
Mas só é possível ajudar quem quer ser ajudado.
Lamentavelmente, os anos vão passando e as alterações, as soluções, as melhorias, não acontecem. Será porquê, Sr. Dr.? Tem ao seu lado gente capaz? Será altura de fazer mudanças naqueles que o acompanham e aconselham? Ou trata-se apenas de falta de vontade, pura e simples?
Dir-nos-á que houve agora uma melhoria. Que se inaugurou um canil com melhores condições. Que continuamos a queixar-nos e que nada nos serve… não. Não nos serve, Sr. Dr., tal como não deveria servir-lhe a si. Os seus olhos e a sua inteligência não são diferentes dos nossos. Vemos as mesmas coisas e temos a mesma capacidade para pensar sobre elas.
É melhor? Qualquer coisa é melhor do que o matadouro onde se amontoaram animais nas mais ignóbeis condições durante tantos anos.
Isto chega? Não. Não chega. Dir-nos-á que é uma situação de carácter transitório, mas mesmo para um carácter transitório não chega.
Não está bem feito, não assegura o bem-estar dos animais que dependem inteiramente do nosso cuidado e protecção. Que dependem de si. De si, senhor Doutor, porque o senhor é a figura máxima do Concelho. Não são os seus vereadores, é o senhor. A derradeira responsabilidade é sua. O nome em cheque é o seu.
Comecemos pelo princípio, e o princípio foi mau.
Uma inauguração feita a uma quinta-feira às onze da manhã impede qualquer cidadão activo e trabalhador de estar presente.
Quem desenhou, analisou, concebeu e desenvolveu este projecto de canil provisório? As pessoas que conhecem bem a realidade e as necessidades dos animais foram consultadas?
Não nos parece, porque existem erros crassos na concepção dos espaços. Qualquer falta de consulta e pedido de aconselhamento e orientação só pode dever-se a falta de Vontade, porque todos os que protegem e cuidam de animais no nosso círculo estão à inteira disposição da sua Câmara e dos Vereadores responsáveis pela área dos animais.
Para a Câmara Municipal de Oeiras os animais valem menos do que um apartamento T1 numa zona pobre? A Câmara só tinha 20 mil euros para gastar num projecto desta importância e envergadura?
O senhor, que tem com toda a certeza um bom poder de análise e raciocínio, olhou para a obra feita e considerou-a adequada e suficiente?
O senhor sabe que existe Lei definida sobre as condições mínimas para alojamento de animais?
Sabe que os animais são seres vivos com necessidades básicas de protecção que têm de ser cumpridas? Que sofrem com o calor e com o frio?
O senhor, no seu discurso de inauguração do canil “provisório”, levantou (talvez inconscientemente, mas o nosso subconsciente tem muito que se lhe diga) uma questão pertinente ao dizer “estão ali os homens dos animais, eu espero que eles gostem de animais, quem não gosta tem dificuldade…”
Como são escolhidas as pessoas que lidam com os animais? Que competências têm? Que sensibilidade, conhecimentos e formação têm?
Acreditamos que nem o senhor saiba isso, porque não diria “espero que gostem de animais” se assim fosse, e porque é inconcebível ter gente a tratar de animais sem gostar deles!
Mas houve outra coisa dita por si que nos preocupa quanto ao carácter “provisório” deste pseudo-canil: “Agora as palmeiras estão pequeninas, mas vão crescendo.”
Esperamos que os animais não estejam onde estão quando as palmeiras crescerem, Sr. Dr., porque uma palmeira demora pelo menos dez anos a crescer. Este canil, mesmo com melhores condições do que aquelas que agora apresenta, só deverá manter-se por um ano, no máximo 18 meses, contando com atrasos na construção das instalações definitivas.
Já não falamos sequer no facto de a escolha de árvores ter sido inadequada, pois as palmeiras não são árvores de sombra, tão necessárias para refrescar o ambiente, principalmente em locais que albergam animais.
Outra questão de extrema importância reflecte-se numa ausência notória: qual é o espaço destinado à protecção dos gatos?
Não há gatil. Não há instalações para acolher gatos, nem há sinais de instalações que possam estar a ser construídas para esse fim. Através das fotografias tiradas no local verificamos a existência de uma espécie de jaula inacabada e vazia que não poderá, em absoluto, servir para o fim de acolhimento de gatos. Portanto, não há infra-estruturas concebidas ou adequadas a manter gatos em protecção. Há estas estruturas projectadas? Em que moldes? Para quando?
Todos os canis e gatis devem possuir duas áreas distintas, uma interior e outra exterior, e de preferência serem construídos junto a zonas arborizadas, para usufruírem da sombra, ou terem árvores plantadas na área circundante.
As zonas interiores devem possuir uma cama/repouso, comedouros e bebedouros e, no caso dos gatos, zonas de ginásio para trepar e arranhar as unhas. Devem ter espaço suficiente para os animais se moverem, boa circulação de ar e devem ser climatizadas, permitindo aos animais proteger-se da chuva, do frio e do calor.
As zonas exteriores devem ser construídas voltadas a nascente, de modo a usufruir dos raios de sol matinais, mas tendo protecção de sombra a partir das onze horas da manhã. O parque exterior dos canis deve ter espaço suficiente para o animal se exercitar, e o dos gatis deve ter zonas de sol e sombra e diferentes níveis em altura. O exterior deve ser concebido com escoamento de água da chuva e de lavagens, geralmente constituído por um ralo ou rasgo que conduza a escoadouro principal.
Em anexo enviamos-lhe alguns exemplos do que deve ser um canil e um gatil. Estes modelos deveriam ter sido seguidos neste canil provisório de Vila Fria, usando materiais modulares e pré-fabricados que posteriormente poderiam ser desmontados e integrados no projecto final, em complemento das estruturas definitivas que fossem criadas em alvenaria. Poderiam, inclusive, tornar-se posteriormente áreas de quarentena, por exemplo. Portanto, um investimento reaproveitável.
Em resumo, o canil “provisório” agora apresentado em Vila Fria não satisfaz, é apenas o mínimo exigível (apesar de ser obviamente melhor do que as condições absolutamente deploráveis e desumanas que existiam em Paço de Arcos), e as condições que apresenta não protegem os animais nem zelam pelo seu bem-estar. É um canil obviamente não legalizado e não-legalizável. Considerando que os animais devem ser naturalmente tratados com dignidade, suscita admiração a satisfação que demonstrou por esta obra.
Estará a pensar que “é provisório”. Tem razão, a indicação dada é essa, mas suscita nova questão: se este é provisório, para quando o canil/gatil definitivo? E para onde?
No seu discurso referiu que o processo estava inquinado pelo problema do terreno que “tinha vindo à posse da Câmara Municipal numa espécie de doação, a empresa que o tinha entregue à Câmara faliu”… a que terreno estava a referir-se? À Quinta Carbone? À Serra de Carnaxide? Ao Bairro dos Navegadores em Porto Salvo? O da Serra de Carnaxide não será, pois é pertença da Câmara… portanto, que mais se está a passar com a Quinta Carbone e o Instituto Zoófilo, no já longo rol de transacções, vendas milionárias, promessas de permuta, avanços e recuos que têm acontecido de há 12 anos a esta parte?
Na mesma sequência, que “espécie de doação” é referida? Será o incidente com a Quinta Carbone…? Há escrituras? Há protocolos?
Estamos certos que o Sr. Dr. considera, como nós, ter já sido ultrapassado todo o limite de decência, bom-senso e paciência nos atrasos reiterados e sucessivos na criação de condições dignas e capazes para os animais do nosso Concelho.
Temos todas as condições para ser um exemplo para o nosso país e até para o Mundo, criando condições para o tratamento e alojamento dos animais recolhidos pela Câmara, com uma boa divulgação para adopção, e para a implementação da figura do animal comunitário, principalmente no que refere colónias de gatos, que podem e devem ser tratadas, testadas a doenças transmissíveis entre felinos, esterilizadas, estabilizadas e posteriormente protegidas, alimentadas e monitorizadas. Pelo que nos foi transmitido em reunião com o Digmº. Vereador, sabemos que estamos no bom caminho, mas continuamos a esperar os desenvolvimentos do tão importante programa RED (Recolha, Esterilização e Devolução), que irá marcar o início de uma nova era na protecção, tratamento e monitorização dos animais no Concelho de Oeiras.
A única explicação para que Oeiras ainda esteja na Idade da Pedra da Protecção Animal é a falta de Vontade dos políticos e responsáveis. É uma vergonha para o Concelho a que o Sr. Dr. preside a forma como os animais são maltratados e desprezados, porque não tenha dúvida que a civilização de uma Nação e de um povo se vê na forma como os seus animais são tratados.
Os políticos deviam sempre lembrar-se de uma coisa: os animais não votam, mas nós votamos. E todos os grandes movimentos da História começam com apenas uma voz, que se multiplica e cresce, e que pode tornar-se num clamor de muitos milhares de vozes.
Nós não desistimos, Senhor Doutor.
Porque eles não têm voz. Porque são frágeis e indefesos. Porque dependem de nós. Porque não há cães vadios, há cães que os donos abandonaram nas ruas. E porque “a compaixão pelos animais está intimamente ligada à bondade de carácter e pode ser seguramente afirmado que quem é cruel com os animais, não pode ser um bom homem.”
Ficamos a aguardar a sua amável e rápida reacção a esta nossa missiva, e a sua resposta a todas as questões que aqui lhe são colocadas.
Estamos à sua total disposição para um encontro informal, ou uma reunião formal, como preferir, para de uma vez por todas podermos chegar a bom porto com esta questão tão importante.

Com os nossos melhores cumprimentos,

P’lo Oeiras 4Pets

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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Isaltino Morais já foi libertado


Tribunal de Oeiras emitiu despacho de libertação, depois de ontem ter ordenado a prisão

Por: tvi24 / CLC | 30- 9- 2011 18: 55


Aqui

terça-feira, 24 de maio de 2011

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Isaltino Morais na noite com o filho



Isaltino Morais na noite com o filho - dn - DN

Férias

O presidente da Câmara Municipal de Oeiras foi ao Manta Beach Club, em Manta Rota, domingo à noite. Isaltino de Morais chegou por volta da uma da manhã ao espaço promovido por Maya e saiu já depois das três da madrugada. "Estou aqui hoje porque o meu filho, Pedro, me trouxe", disse ao DN. Pela área VIP, o edil não prescindiu do seu charuto e das conversas com o presidente da Câmara de Vila Real de Santo António, Luís Gomes.

"Estou de férias em Altura, tal como faço há 30 anos, e vou ficar até 15 de Agosto", conta. No entanto, avisa já que não será a tempo inteiro. "Vou a Oeiras e volto. Nunca passo cinco dias sem ir à câmara, mesmo de férias, porque há sempre assuntos a resolver", explica.

O autarca diz que não está preocupado com os processos que decorrem contra ele na Justiça e que o acusam de crimes de fraude fiscal e branqueamento de capitais. "Sempre estive descontraído", vaticina. Isto na sequência de o Tribunal da Relação de Lisboa ter mantido a condenação a pena de prisão, mas de a ter reduzido de sete para dois anos. "Espero que se faça justiça porque, em Portugal, fazê-la não é só condenar. É também absolver e é isso que espero no recurso", rematou.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Aparte isso e depois disto, mais nada ou muito pouco


Discurso proferido por I. Morais na sede de candidatura do IOMAF, perpendicular à paralela, que dá directa para a Rua da Amargura n.º 7, no calor do entusiasmo.

Caros amigas e amigos,

Oeirenses,

Aqui venho demagogicamente assestar as linhas infinitesimais, relacionando-as enfarticamente com a ascenção sensorial metafísica do nível de vida em Oeiras, em que a urbe se desprende e atravessa as várias formas e opiniões, selando altissonantes interesses retrospectivos e verbais, na remassidão episcopal do cêntimo intercalado e descritivo, de remancias constatais e dependentes.

Ajuntando a uma imponderável conjuntura momentâneo-conspurcada, derivamos lateralmente para uma apologia das inflacções hereditárias.

Enquadrada de novo na opacidade de uma vitória, surge um novo surto de programação autárquica, alertando-vos acerca dos cavilosos investimentos que afortunadamente se enquadrarão nas directrizes assumidas pela gestão autárquica de quase 30 anos, e reveladora de indícios altamente experimentais e falíveis, para além de outros consumados, em seguimento imediato às partituras autárquicas, inerentes e adesivas a um poder supremo, que se pretende deslavado e petulante.

Aparte isso e depois disto, mais nada ou muito pouco.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Não há fome que não dê em fartura

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A minha caixa de correio não tem descanso. Sim, a Tiazoca é sempre notificada pela CMO das actividades lúdicas do município. (Ai credo... onde é que eu já ouvi esta da notificação?) Desta vez são as Festas de Oeiras 2009 que se realizam de 29 Maio a 21 Junho. Não poderei mandar uma "indirecta" dado a informação ter chegado atempadamente. Eu percebi que o PCMO não comete o mesmo erro duas vezes. E até acredito que se fosse hoje, as sobras da campanha eleitoral iriam parar a um qualquer "offshore". Digo eu! Bom, adiante!

O sr. PCMO em exercício diz "Entre no ritmo". Como? Qual ritmo? Só se for o "Fandango"... sim, porque isto parece um "fandango" e eu não sei se tenho capacidade para tanto. Mas, como o presidente é um folião, e acha que o Povo só quer festa, resolveu o assunto a contento.

(clique para aumentar a imagem)
Mas, na sua habitual "escrita em família" não faltou a respectiva foto, - não vá o munícipe pensar que já é o sr. Perestrello - porém desta vez escrita e concebida em fase de euforia.
Diz o sr. PCMO que "mais do que nunca temos razões para celebrar e nos divertir".
Atão não!
A maior crise económica e financeira de sempre no país, meio milhão de desempregados, o endividamento a aumentar, e este senhor vem dizer que Oeiras é um oásis, onde a felicidade e bem estar imperam.
Ó sr. PCMO! terá VEXA a coragem de dizer quanto custam estas festas mais a propaganda envolvente? Não ouviu? Pois acredito, assobie para o ar, que nós sabemos que não foram pagas por si, mas por todos nós.
Já que Oeiras é um concelho assim tão rico que tal, é apenas uma sugestão: baixar a quota de disponibilidade da água e o respectivo preço; baixar o IMI; criar programas de apoios aos desempregados; criar mais creches; criar uma rede de transportes eficaz; mandar tapar os buracos das estradas; dar verbas às JF para calcetar os passeios, baixar os lancis nas passadeiras de peões e facilitar a mobilidade dos cidadãos com deficiência; pôr a Polícia Municipal a fazer alguma coisa pelos cidadãos em vez de estar a guardar só a porta do sr PCMO.
Enfim... poderia estar aqui a inventariar milhares de coisas mas não quero dar ideias ao Perestrello para a campanha eleitoral, dado que embora tenham cartazes espalhados por tudo quanto é sítio ainda não têm programa.
E já agora, se me é permitido fazer um pedido: Podia-nos poupar a estes "escritos em família com a foto"? Agradeço reconhecidamente; é que a minha caixa do Correio não é inteligente como a do seu sobrinho.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

VINHO DE CARCAVELOS: ISALTINO COMPRA 200 PIPAS


O presidente da Câmara de Oeiras sabe o que é bom e não se poupa a esforços para salvaguardar as iguarias do seu concelho. Por isso mesmo, Isaltino gastou 74 800 euros na compra de 200 pipas do famoso e maravilhoso Vinho de Carcavelos. E para não deixar nada ao acaso, gastou mais 18 500 euros para a concepção de garrafas e a respectiva rotulagem. O Vinho de Carcavelos comprado pela Câmara vai andar por aí, provavelmente em prendas, com o nome do conde de Oeiras.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

É para o Guiness?

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Na edição nº 191, de Março de 2009, do "Boletim Municipal Oeiras Actual" há, nada mais nada menos, do que vinte e três - 23 - vinte e três fotos do Dr. Narciso Morais. Oops! Desculpem! Dr. Isaltino Morais (contadinhas com olhos de ver e auxílio da lupa de pintura).
A revista até é simpática, é impressa em papel de boa qualidade, é distribuída gratuitamente, tem artigos interessantes e variados e os artigos de opinião são assinados por pessoas de renome do nosso concelho. No entanto, convenhamos que, vinte e três fotografias do PCMO, número em expansão porque na edição anterior saldaram-se pelas 19? 20? (não se chegou bem a consenso entre os leitores do O.L.) numa edição de 48 páginas, é assim um bocadinho "demasiado".
E, já que falamos de fotografias, consta que na CMO há fotógrafos há vários anos a recibo verde e não me parece nada bem que numa câmara tão rica de um concelho onde "é bom viver e trabalhar", persistam tais situações.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Isaltino: Empresário trocou casa no Algarve por licenciamento


Um antigo adjunto da presidência da Câmara de Oeiras disse hoje em tribunal que a casa de Isaltino Morais em Altura (Algarve) foi uma contrapartida do empresário João Algarvio por um licenciamento de um projecto imobiliário.
Francisco Barata, que se manteve em funções até 2002, garantiu no Tribunal de Sintra ter mantido conversas com o presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, nas quais este lhe terá afirmado que «a casa de Altura foi uma contrapartida por um projecto de licenciamento».

Confrontado pelo advogado de defesa de Isaltino Morais, que referiu que esta «é uma acusação muito grave», Francisco Barata manteve o seu testemunho.

À saída do tribunal, Isaltino Morais desvalorizou a acusação.

«Ele disse que eu lhe disse e isso vale zero», disse o autarca à agência Lusa.

O empresário João Algarvio (co-arguido no processo) é acusado pelo Ministério Publico de ter sido favorecido na construção de um empreendimento em Oeiras com área superior ao alvará.

Nas primeiras sessões deste julgamento, Isaltino Morais negou qualquer favorecimento.


Leia mais em
DD

segunda-feira, 30 de março de 2009

And now, for something completely different

O humor é a forma mais corrosiva de manifestar a nossa perplexidade. É uma arma terrível que desmonta a realidade expondo-a na sua brutalidade. Recorri ao humor para desmontar uma semana de julgamento de Isaltino Morais.

O Presidente da CMO, está a ser julgado em Tribunal por alegados crimes de corrupção, fraude fiscal, participação económica em negócio, abuso de poder e branqueamento de capitais. Ser arguido não o condena, porém obriga-o a uma cabal explicação sobre os factos. E como PCMO tem obrigação acrescida para com todos aqueles que votam em Oeiras e que votaram nele (que não é o meu caso).

Isaltino Morais começou por se apresentar em Tribunal como aposentado do Ministério Público. Só este facto obrigava-o a ter respeito pelo Tribunal. Eu exijo que um autarca tenha respeito pelo Tribunal do meu País. Portanto sr. Isaltino Morais, a sua atitude em alguns casos jocosa, despreocupada, é bastante reveladora .

Bastava isto, para me preocupar.

Mas Isaltino Morais não ficou só por aqui. Assume em Tribunal, crimes prescritos (pois claro) como Fuga aos impostos; uso de 400 mil euros das sobras das campanhas em proveito próprio (nem sequer ponderou que poderia doá-lo a uma instituição de solidariedade social do conselho); não cumprimento das suas obrigações legais nomeadamente informar o Tribunal Constitucional dos seus rendimentos e das contas na Suíça, e ainda que ganhou dinheiro ilicitamente porque o aplicou na D. Branca. Acrescenta até, que assina muitos documentos sem os ler e que cometeu na CMO muitas ilegalidades.

Enough is enough !

O Tribunal poderá até ilibá-lo mas, Isaltino Morais não tem nem perfil nem carácter para ocupar um cargo público em nome de todos os cidadãos de Oeiras. Foi preciso apenas uma semana de julgamento para desfazer dúvidas, se é que ainda alguém as tinha.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Isaltino Morais começa hoje a ser julgado pelo caso das contas do sobrinho na Suíça

Última hora
Estado reclama 1,3 milhões de euros e acusa autarca de corrupção, abuso de poder e fraude fiscal

25.03.2009 - 10h25 José Bento Amaro
Quatro anos depois de ter sido constituído arguido, Isaltino Morais vai, finalmente, começar a ser julgado. O presidente da Câmara de Oeiras apresenta-se hoje no Tribunal de Sintra onde, de acordo com o despacho proferido pelo Ministério Público, irá responder por alegados crimes de corrupção, fraude fiscal, participação económica em negócio, abuso de poder e branqueamento de capitais.

O autarca é acusado de ter omitido ao fisco e ao Tribunal Constitucional a existência de contas bancárias na Suíça e na Bélgica (KBC Bank). Nessas contas, Isaltino, que já exercia o cargo de presidente da Câmara de Oeiras desde 1986, depositaria dinheiro que, segundo a acusação, lhe era entregue no próprio gabinete. Esse dinheiro seria destinado a pagar favores, nomeadamente o licenciamento de loteamentos e construções e ainda permutas de terrenos. As verbas em causa terão sido depositadas entre Março de 1994 e Abril de 2001.
Leia mais em Público

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Nem tudo o que parece é!

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Nesta semana, não sei se repararam, publiquei intencionalmente uma série de posts. Coisas da nossa terra, dirão alguns, pois é um blog temático dedicado a Oeiras, dirão outros. Alguns até se atreverão a dizer que é um blog do PSD.

Mas nada disso me motivou. Para que fique claro, não sou apoiante de Isaltino nem tão pouco do PSD.

O objectivo era ver mais para além do que o post dizia, problematizar o nosso quotidiano, percebendo que, mesmo nas coisas mais simples, a complexidade é uma constante. E nem tudo o que parece é.

Posto isto, o que eu me apetece dizer-vos é que o poder não é uma aptidão inata, pessoal, nem uma qualidade de um grupo. O poder apenas existe no âmbito de uma relação social ou dito de outra forma, o poder é uma relação social estruturada em termos de dominação/submissão.
Mas duvidam?

O poder de Isaltino Morais exerce-se dominando uma possível oposição, seja ela qual for, e "partilhando alegremente contributos". Lembrem-se que este ganhou as eleições e, a oposição ao seu exercício e programa (e estes dois vectores eram fundamentais para a distinção de águas) passou-se em bloco para o seu lado, salvo raras e honrosas excepções.

Donde, Isaltino Morais dominou/subjugou a oposição, e esta com motivações que não sabemos muito bem identificar,"embarcou". Quiçá, também eles queriam partilhar o poder esquecendo-se que não foi para isso que foram eleitos, mas sim para utilizar os seus conhecimentos individuais, culturais, económicos e sociais, para desmontar este tipo de dominação. Desmontar apostando na transparência e na alternativa.

Reparem, como é que pode dizer numa visita a uma entidade privada - Centro Paroquial de Miraflores - que a CMO dará meio milhão de euros para financiar inclusive a casa do pároco? Que critérios está a utilizar? A que população se destina? Como pode dispor dos impostos de todos nós, a seu belo prazer? Que tipo de alternativas se podem pôr para atingir os mesmos objectivos? Porquê a Igreja e não uma outra qualquer entidade? E porque a oposição está tão silenciosa?

Porque estamos a falar da Igreja e esta tem uma influência muito grande.

E aqui a segunda distinção: o poder não pode confundir-se com influência, dado que essa é a capacidade que se tem de modificar o comportamento de quem exerce o poder através da persuasão. É isso que a Igreja fez e faz. Usou a sua influência e condicionou o comportamento do PCMO. Que dá em troca? (não é preciso eu dizer ... já lá chegaram!)

Com este exemplo pequeno eu só quero dizer que, quem exerce o poder tem sempre uma atitude subjacente em relação ao mesmo: defender o próprio poder que exerce e assim mantê-lo "ad eternum" (no caso de Isaltino "ad nauseum").

Agora, porque é que o PSD e PS estão esfrangalhados e este senhor domina o concelho de Oeiras...? Pois será outro post . Uma coisa de cada vez.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

POLÍTICO PASSE-PARTOUT

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"Apoio" têm de apoiar, porque se não apoiar, não pode apoiar quem deve apoiar.
Mas ao apoiar apoios, eticamente duvidosos, fica sem o apoio daqueles que podem e devem apoiar a "Apoio". Obviamente não falamos do apoio daqueles que apoia, já que este é garantido pela necessidade.

O apoiar não é discriminar apoios. Apoiar é uma dádiva sem retorno contabilistico. Mais, a "Apoio" tem de apoiar todos aqueles que necessitam de apoio, independentemente de quem estes efectivamente apoiam.

Porém, devia bastar o apoio que faz às pessoas que apoia, para lhes ser devido o apoio institucional e reinvindicarem esse direito. Não era preciso apoiar quem lhe faculta o apoio institucional, numa troca mercantil de apoios.

E se não apoiasse os apoios, será que ficaria sem apoios?

E será que o apoio institucional cedido reconhece que o apoio que a "Apoio" dá, a quem lhes pede apoio, é socialmente útil e imprescindível ?

Frenéticos mercadores de carências e dependências, passivamente aceitaram que o PCMO os utilize, na sua estratégia de propaganda.

Agora podemos dizer que não há folheto, jornal, revista, do concelho de Oeiras em que o PCMO não apareça a dar a sua palavrinha de apreço. O Isaltino passe-partout, everywere and always.


Até uma instituição de Solidariedade Social, nesta teia insensata de servilismo, se obrigou no seu boletim n.º 1 - após vinte anos a apoiar a comunidade - a ter um artigo deste senhor.

Esta simples opção, torna uma instituição higiénicamente limpa, acéfala, amorfa e anémica. Agora, terão de ser tolerantes com a usurpação; terão de ser doces com a hipocrisia; terão de ser servis com a prepotência; terão de ser indiferentes à humilhação, terão de ser condescendentes com as necessidades e terão de ser permeáveis a pedidos.

Ficaram reféns, em vez de serem independentes, porque socialmente imprescindíveis.

E assim se tornaram perfeitos, aos olhos gulosos de um apoio, dado em troca de outro apoio.

Nem perceberam que a tristeza emanada de uma pose forçada para a foto, nos revela que são indiferentes à esperança e à dignidade.