"PORQUE ONDE ESTIVER O TEU TESOURO, ALI ESTARÁ O TEU CORAÇÃO". Mt 6,21
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terça-feira, 20 de outubro de 2015

Edifica tua alma para o céu!


"DEVO SER SANTO, UM GRANDE SANTO"

1. Para a glória de Deus, devo salvar a mim mesmo e todas as almas presentes e futuras, por meio da Imaculada.

2. Fugir não só do pecado mortal, mas, também, do pecado venial deliberado.

3. Não permitir:
  a) que o mal fique sem reparação e destruição;
  b) que o bem fique sem fruto e aumento.

4. Minha regra seja a obediência = a vontade de Deus por meio da Imaculada; eu, nada mais que um instrumento...

5. Conservar a Ordem* em tudo, e a Ordem* me conservará.

6. Ação pacífica e benévola.

7. Recordar-me que sou propriedade exclusiva, incondicional, irrevogável da Imaculada. Quanto sou, quanto tenho e poderei ter, tudo (pensamentos, palavras, ações e inclinações agradáveis, desagradáveis, indiferentes) são absoluta propriedade d'Ela... Sou instrumento nas mãos dela... Zelo por Ela, por sua glória e suas coisas, e confio a Ela o cuidado de mim e de todas as minhas coisas...

8. A vida (em cada momento), a morte (onde, quando e como), a minha eternidade, tudo é teu, ó Imaculada. Faze de mim o que te agrada.

9. Tudo me é possível, naquele que me fortalece, pela Imaculada.

10. Vida interior: Primeiramente tudo para a própria santificação e, assim, para a santificação dos outros."

Fonte:

terça-feira, 9 de novembro de 2010

A santidade ao alcance de todos

Heriberto Monroy, OCD

Atualmente fala-se muito sobre espiritualidade, formas e métodos de oração. Muitos segmentos de nossa sociedade, em meio ao consumismo e ao materialismo, buscam preencher o vazio existencial com métodos orientais de meditação e exercícios mentais. Trata-se de um impulso do homem moderno que busca “transcender-se”, “buscar Deus”, de forma nem sempre correta e simples.

Santa Teresinha do Menino Jesus viveu a espiritualidade mais simples, aquela que nos ensina Nosso Senhor Jesus Cristo nos Evangelhos: “deixem que os pequenos venham a Mim e não se lhes proíbam, porque deles é o reino dos céus” (Mt 19,14). Ela viveu uma vida muito simples, mas de grande santidade. A palavra “santidade” nos soa hoje como algo do passado ou que interesse apenas às monjas. Dizer “eu quero ser santo” não agrada aos ouvidos, pode parecer loucura ou presunção. Mas, sem dúvida, todos somos chamados à ‘santidade’. Poderemos nos perguntar, mas como posso ser santo neste mundo, neste estado de vida que escolhemos, na vida matrimonial, na vida familiar, no trabalho, na vida cotidiana? Em que consiste a santidade?

Santa Teresinha nasceu em Alençon, Franca, no dia 2 de janeiro de 1973. Foi batizada com o nome de Maria Francisca Teresa Martin. Seus pais Luís Martin e Zélia Martin, quando jovens aspiraram ingressar na vida religiosa, mas Deus tinha outros planos para eles: formar uma família verdadeiramente cristã. De fato, suas cinco filhas ingressaram na vida religiosa: Maria, Paulina, Leônia, Celina e Teresa. Leônia ingressou no Convento da Visitação e as outras no Carmelo Descalço.

Teresinha ficou órfã de mãe aos três anos de idade. Suas irmãs se encarregaram de sua educação e formação cristã. Este é um exemplo de como a formação dos pais é tão importante na geração de bons cristãos.

Teresinha viveu uma infância muito feliz, de modo especial por ser a “predileta” de seu pai. Teve também momentos difíceis, como a longa enfermidade que não pôde ser bem compreendida pelos médicos da época. Teresinha foi curada milagrosamente ao contemplar uma pequena imagem da Virgem Maria cujo semblante se transformou e resplandeceu uma surpreendente formosura. Teresinha nos conta que Nossa Senhora respirava bondade e ternura inefáveis. Mas o que atingiu o mais íntimo de sua alma foi o sorriso encantador da Santíssima Virgem. A partir de então foi curada de sua terrível enfermidade.

Aos 14 anos, mergulhada num mar de escrúpulos, e depois de pedir insistentemente a Jesus que a curasse, recupera a saúde numa noite de Natal. Ela chamará esta graça de “a graça do Natal”.

Logo após esta cura recebe de Deus o chamado para o Carmelo. Ela não quer duvidar, mas pede a Deus que confirme o seu desejo. Deus lhe dá o sinal que é um pedido e confirmação de sua vocação. Ele a deseja na vida religiosa, para que ofereça suas orações e sofrimentos para a conversão dos pecadores.

Teresinha pede a Deus a conversão para um criminoso condenado à morte que não apresentava nenhum sinal de arrependimento. Deus escuta e responde às preces de Teresinha. No último momento, prestes a ser executado, o homem se aproxima do crucifixo que antes havia repelido, beija-o e pede perdão a Deus.

Através desta prova ela não mais duvidará que Deus a chama para o Carmelo, para onde vai, segundo seu próprio testemunho, “salvar almas e rezar especialmente pelos sacerdotes”.

Devido à sua pouca idade (quinze anos), negam-lhe a entrada no Convento. Porém, cheia de amor a Deus, visita o bispo que lhe nega o ingresso no Carmelo. Mas ela viaja a Roma com seu pai para falar com o Papa Leão XIII, que lhe diz: “Será feito o que Deus quiser”. Ao regressar a Lisieux encontra as permissões solicitadas e entra no Carmelo Descalço no dia 9 de abril de 1888.

Sua vida no Carmelo foi de um imenso amor a Deus através de uma vida de grande simplicidade, humildade, amabilidade e capacidade de serviço para com suas companheiras, especialmente com aqueles que não a tratavam bem. Em seus escritos ela nos diz: “desde o princípio encontrei mais espinhos que rosas, o sofrimento me abriu os braços e eu o aceitei com amor”.

Sofreu diversas provações espirituais e começa o calvário de sua enfermidade (tuberculose) no dia 3 de abril de 1896, em uma Sexta-feira santa. Enfermidade que a irá aniquilando por um ano e meio, mas que a fortalecerá sua vontade e seu amor a Deus, levando-a a aceitar sua dor com paciência e amor, pela salvação das almas.

No dia 30 de setembro de 1897, pelas sete e vinte da noite, morre Santa Teresinha depois de uma agonia de dois dias. Suas últimas palavras, depois de aceitar prosseguir sofrendo pela salvação das almas, foram: “Eu vos amo, meu Deus, eu vos amo!”

Depois de proferir estas palavras, tocaram-se os sinos e a comunidade se reuniu para testemunhar o êxtase da santa moribunda.

As “Últimas Palavras” nos relatam: “Seu rosto recobrou a cor que possuía quando gozava de plena saúde, seus olhos estavam fixos para o alto, refulgentes de paz e alegria. Fazia certos movimentos com a cabeça como se alguém a houvesse ferido com uma flecha de amor e logo retirava a flecha para voltar a feri-la de novo. Irmã Maria da Eucaristia aproximou uma vela para ver de perto seu sublime olhar. Suas pupilas, à luz da vela, não apresentavam nenhuma reação. Ela prosseguia olhando para o alto e sorrindo... e depois exalou o último suspiro conservando seu sorriso”.

Muitos poderão se perguntar: o que terá a nos ensinar uma monja que morreu aos vinte e quatro anos. Eu diria: muita coisa! Seus ensinamentos revolucionaram a Igreja de seu tempo e essa revolução continua ocorrendo. Muitos religiosos e sacerdotes devem-lhe a vocação; muitos jovens solteiros e casais encontram nela um exemplo para viver sua vida cristã com humildade, simplicidade e sobretudo com um imenso amor e confiança em Deus.

Como Santa Teresinha se tornou padroeira das Missões se nunca saiu do seu Convento? Muitos poderão questionar. Porque ela valorizou a oração e o sacrifício oferecidos a Deus para o bem dos outros. Esta é a razão de ser da vocação à Vida Contemplativa: viver em amorosa e constante intimidade com Deus. Quero usar uma comparação para esclarecer o que é a Vida Contemplativa.

Ela é com uma boa mãe que por amor a seu filho enfermo fica em casa cuidando dele, não tendo para essa mãe nenhum valor as festas e compromissos sociais, porque o amor é mais forte.

Na vida Contemplativa, a pessoa acompanha Jesus constantemente, se não abatido por alguma enfermidade, ao menos sedento de amor, pedindo-nos amor pelo muito que nos ama e a quem só retribuímos com desprezo e ingratidões. Esta foi a queixa de amor que Nosso Senhor Jesus Cristo fez a Santa Margarida Maria de Alacoque quando lhe mostrou seu Sagrado Coração. A mesma queixa de amor ele prossegue nos fazendo hoje.

Os pilares que sustentam a doutrina de Santa Teresinha são o Amor e a Confiança em Deus. A maior graça de sua vida foi compreender a Misericórdia de Deus para com os pequenos e pobres, porque são com os que mais acolhem a Deus. Ela nos dá exemplo de sua simplicidade na vida de oração, com confiança total e absoluta em Deus. Confiar e crer em Deus era para ela, esperar contra toda esperança sabendo que é Deus quem nos faz perfeitos não por nossas próprias obras ou méritos, mas porque nos deixamos guiar por Ele.

Ela encontrou e definiu sua missão na Igreja e nos diz: “minha vocação, finalmente a encontrei... MINHA VOCAÇÃO É O AMOR. Sim, eu encontrei meu lugar na Igreja e foste tu, Deus, quem me deste este lugar. No coração da Igreja, minha Mãe, eu serei o AMOR”.

Como Santa Teresinha, cada um tem uma missão na Igreja, no povo de Deus. Ele mesmo nos escolheu para tal missão e nos dotou de capacidades e aptidões para tanto. Deus não nos envia à guerra sem armas!

Santa Teresinha iniciou sua missão na terra oferecendo sua oração e sacrifício para salvar almas. Ela esta convicta que após sua morte continuaria trabalhando para a nossa salvação. Ela escreveu: “Quando eu morrer, minha missão começará. Farei cair sobre a terra uma chuva de rosas (de graças) sobre todas as almas, para que amem e façam amar a Deus”.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A vitória com Cristo conduz à santidade...




Escolher é sempre renunciar a alguma coisa. Temos de renunciar ao amor de Jesus Cristo ou a um prazer passageiro que o demônio nos mostra atraente.

Escolhendo o amor de Jesus, sacrificamos o prazer passageiro, isto é, oferecemo-lo a Deus, tornamo-lo sagrado, damos-lhe um valor eterno. E esse prazer que poderia afastar-nos de Deus torna-se um meio para aproximarmo-nos mais d’Ele.


Não é fácil dizer sempre “sim” a Jesus. Muitas vezes vemos o bem a fazer, mas não temos vontade de fazê-lo. Em Cristo a obediência foi heróica. Seu caminho era muito mais duro que o nosso. Ele vai na frente, e nós O seguimos.


Temos ainda, para ajudar-nos, Nossa Senhora, a nossa Mãe do Céu, o nosso Anjo da Guarda, os santos e o nosso padroeiro. Temos os sacramentos de Cristo Jesus: a Penitência e a Eucaristia, todos os dias se quisermos. Temos a oração. Temos ainda a ajuda e os exemplos de nossos irmãos que conosco formam o povo de Deus.


Cada “sim” que diz ao Senhor Jesus o torna mais forte, e enfraquece, cada vez mais, as tentações e as dificuldades. Chegará um dia em que Cristo, vendo os seus desejos e esforços, o introduzirá, com Ele, no amor do Pai.

“Vossas prescrições serão sempre meu patrimônio, porque são a alegria de meu coração. Inclinei o meu coração a praticar os vossos juízos para sempre e com perfeição". (Sl 118,11-112).

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Não tenhais medo de ser santos!

Palavras do Santo Padre João Paulo II aos jovens reunidos em Compostela,
em 20 de agosto de 1989, e que ainda ecoam neste início de 2010 e creio que por todo o sempre! Belo texto! Belo chamado! Santo encorajamento!

“Não tenhais medo de ser santos!”

“Por que estais aqui, jovens dos anos 90 e do século XX? Não sentis em vós o espírito deste mundo na medida em que esta época, rica em meios de usar e abusar, luta contra o espírito do Evangelho?
Não viestes aqui para vos convencer definitivamente de que ser grande quer dizer servir?

Mas estais dispostos a beber esse cálice? Estais dispostos a vos deixar penetrar pelo Corpo e o Sangue de Cristo, a fim de morrer ao velho homem, que está em nós e ressuscitar com Ele?
Sentis em vós a força do Senhor para assumirdes sobre vós os vossos sacrifícios, os sofrimentos e as cruzes que pesam sobre os jovens desorientados, que procuram o sentido da vida, que são manipulados pelo poder, pelo desemprego, que sofrem fome, que estão mergulhados na droga e na violência, escravos do erotismo, que se propaga por toda a parte? Sabeis que o jugo de Cristo é suave? E que é somente por Cristo que receberemos o cêntuplo aqui e agora e, a vida eterna?...
Eu vos convido, caros amigos, a descobrir a vossa verdadeira vocação para colaborar na expansão desse Reino de Verdade e de Vida, de Santidade e de Graça, de Justiça, de Amor e de Paz.
Se quereis realmente servir, deixai que Cristo reine em vossos corações, que Ele vos ajude a fazer opções e a crescer na posse de vós mesmos...
Que Ele vos leve pelo caminho que conduz à condição do homem perfeito! Não tenhais medo de ser santos! Tal é a liberdade pela qual Cristo nos libertou (cf. Gl 5,1)”.


Pergunte e Responderemos - Novembro 1989 - 330

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Chamado Universal à Santidade

Em uma de suas homilias, o Papa Bento XVI reflete sobre o tema da Santidade.
Chama a atenção para a ação dos Reis Magos do Oriente. Eles foram...
«só os primeiros de uma longa lista de homens e mulheres que em sua vida buscaram constantemente com os olhos a estrela de Deus, que buscaram o Deus que está perto de nós, seres humanos, e que nos indica o caminho».
«É a multidão dos santos - conhecidos ou desconhecidos -, mediante os quais o Senhor nos abriu o Evangelho ao longo da história, folheando suas páginas...” Na vida dos santos... «se revela riqueza do Evangelho como em um grande livro ilustrado» e os definiu como «o rastro luminoso que Deus deixou no transcurso da história, e que continua deixando». «Com estes exemplos, eu quis demonstrar como se consegue ser cristãos, como se consegue levar uma vida de forma justa, como se vive do jeito de Deus»; «os beatos e os santos foram pessoas que não buscaram obstinadamente sua própria felicidade, mas que quiseram simplesmente entregar-se, porque foram alcançados pela luz de Cristo». «Deste modo, eles nos indicam o caminho para ser felizes e nos mostram como se consegue ser pessoas verdadeiramente humanas».

Imagem: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/natal/simbolos-de-natal-3.php