Mostrar mensagens com a etiqueta G.O.L.. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta G.O.L.. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 14 de maio de 2024

GRÉMIO LUSITANO – REVISTA, ANO 12, N.º 26, 2023


Saiu a revista nº26 (2 semestre de 2023) Grémio Lusitano [Propr. Grémio Lusitano; Editor: Grémio Lusitano; Director: Pedro Luiz de Castro; Director-Adjunto: Henrique Monteiro; Coord.: Pedro Luiz de Castro, Álvaro Carrilho, Inês Marques; Redacção: Rua do Grémio Lusitano, 25, Lisboa].

TÁBUAEditorial. Ética, Moral e Religião [Pedro Luiz de Castro] / Ética e Liberdade [Fernando Cabecinha (GM do GOL)] / Ética na Maçonaria [Do Congresso da GLFP]] / “A insustentável leveza das fronteiras: Clero Católico na Maçonaria e a questão do Anticlericalismo e do Antimaçonismo em Portugal” [Fernanda Santos & José Eduardo Franco] / A Maçonaria, o Indivíduo e a Reforma Protestante. Um Caminho no Sentido do Despertar da Liberdade de Consciência [Paulo Mendes Pinto] / Desafios éticos no mundo atual. Da nebulosa da vida à universalidade de uma ética universal [Alexandra Mota Torres] / Do trono de Salomão à soleira do Papa. Um ensaio sobre Liberdade e Tolerância Religiosa na Maçonaria [Edgard da Costa Freitas Neto] / Entre o Esquadro e o Compasso [Joaquim Grave dos Santos] / Entrevista com Ferrer Benimeli. Católicos e Maçons / Ética da Maçonaria, da Obediência, da Loja ou do Maçon? (Manuel Pinto dos Santos) / Ética Franco-Maçónica? [Francisco Carromeu] / O Compasso e a Cruz – Uma narrativa histórica (António Maria Fonseca] / O papel da Maçonaria na criação da contemporaneidade (Orlando Martins e Pedro Nogueira-Simões) / Teófilo Braga, Magistério e Cidadania (António Valdemar) / Maçonaria e Carbonária (António Valdemar) / Tod@s (Fernando Marques da Costa) / Maçonaria, Religião ou Seita? (Pedro Luiz de Castro)

J.M.M.

segunda-feira, 13 de maio de 2024

[12 de MAIO DE 2024] 222 ANOS DO GRANDE ORIENTE LUSITANO

 




Salve Grande Oriente Lusitano - 222 Anos; Edição BMBM, Vale do Mondego, Edição Fora de Mercado (nº Único).

► Trata-se de um curioso folheto publicado pela Biblioteca Maçónica do Baixo Mondego, relembrando os 222 Anos do nascimento do Grande Oriente Lusitano (GOL), considerando-se o dia fundacional do GOL, o 12 de Maio de 1802, data da assinatura do Tratado do reconhecimento pela Grande Loja de Inglaterra desse centro único de união de lojas lusitanas.

TÁBUA: Salve Grande Oriente Lusitano; [extrato] Narrativa da Perseguição de Hipólito José da Costa; O Grande Orador.

J.M.M. 

sábado, 21 de outubro de 2023

GRÉMIO LUSITANO – REVISTA, ANO XII, N.º 25, 2023


Saiu a revista 25 (2 semestre de 2022) Grémio Lusitano [Propr. Grémio Lusitano; Editor: Grémio Lusitano; Director: Pedro Luiz de Castro; Director-Adjunto: Henrique Monteiro; Coord.: Pedro Luiz de Castro, Álvaro Carrilho, Inês Marques; Redacção: Rua do Grémio Lusitano, 25, Lisboa].

A revista n.º25 é totalmente dedicada à Maçonaria no Feminino, procurando “trazer à luz tanto as diferenças como as semelhanças e compreender os desenvolvimentos que sobre este tema vão suceder no futuro” [do Editorial]. Trata-se de um assunto que, no dizer do Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, “está na ordem do dia na Obediência" no sentido de procurar encontrar "as vias que correspondam aos caminhos do futuro do GOL, sempre no mais puro e autêntico espirito de Liberdade, Fraternidade e Tolerância [Fernando Cabecinha]

TÁBUA:

Editorial [Pedro Luiz de Castro] / Maçonaria Feminina - um Pouco de História [Fernando Cabecinha, Grão-Mestre do GOL] / Iniciação, Adopção, Maçonaria no Feminino [Joaquim Grave dos Santos] / A Maçonaria no Feminino [Inácio Ludgero, Grão-Mestre do Grande Oriente Ibérico] / Maçonaria de Adoção Versus Maçonaria Ibérica no Século XIX [Manuel Rajo] / A Maçonaria no Feminino [Maria Odete Isabel, Grã-mestre da Grande Loja Feminina de Portugal] / Mixidade em loja - opção ou imposição categórica? [Joaquim Grave dos Santos] / Iniciação ou Regularização de Mulheres no GOL [Respeitável Loja Simões Coimbra] / O Regresso da Mulher ao Grande Oriente Lusitano [Manuel Pinto dos Santos] / Mulheres na Maçonaria - A responsabilidade histórica do GOL [Ricardo Alves] / Está lá fora uma senhora! [Respeitável Loja Mithras Solar] / O género na franco-maçonaria universal [José Eduardo Meira da Cunha] / As mulheres e a maçonaria [Philip Carter] / A admissão de senhoras nos templos [reprodução do Boletim Oficial do GOLU de 1877]  

J.M.M. 

sexta-feira, 25 de novembro de 2022

[GRÉMIO LUSITANO] – MAÇONARIA PORTUGUESA. NAS ORIGENS DO GRANDE ORIENTE LUSITANO (1802-1806)

 


LIVRO: Maçonaria Portuguesa. Nas origens do Grande Oriente Lusitano (1802-1806);
AUTOR: Manuel Pinto dos Santos;
EDIÇÃO: Instituto Português de Estudos Maçónicos, 2022.

LANÇAMENTO

LOCAL: Grémio Lusitano (11,30 horas)

Trata-se de uma edição do Instituto de Estudos Maçónicos, curiosamente em torno do tema da fundação do Grande Oriente Lusitano (GOL), justamente pela Grand Lodge of England, procurando dar a público novas e estimulantes abordagens. 

Manuel Pinto dos Santos, que foi docente da FCSH na Universidade Nova, é um profundo estudioso da maçonaria em Portugal, tendo publicado obra estimada e valiosa. Decerto nos dará pistas para uma melhor reflexão sobre a datação fundacional do GOL (1802 de acordo com carta-patente, como alguns asseguram; ou antes, em 1801, segundo outros), as oficinas que o integraram e as que não vêm referenciadas, e os seus oficiais e grandes dignitários. O período em estudo (1802-1806) termina justamente com a promulgação da primeira Constituição do GOL (18 de Julho) e que esteve em vigor até 1821. Conjunto de assuntos, já se vê, muito curiosos e a seguir.

J.M.M.

terça-feira, 22 de novembro de 2022

[GRANDE ORIENTE LUSITANO – MAÇONARIA PORTUGUESA] BICENTENÁRIO DA MORTE DE MANUEL FERNANDES TOMÁS

 


A PERENIDADE DE MANUEL FERNANDES TOMÁS (1771 – 1822)

«A afirmação de Ortega & Gasset: “Eu sou eu e a minha circunstância” é um convite à interpelação, ao que de mais profundo resiste dentro de nós, aos exemplos daqueles que fizeram o caminho para estarmos aqui. Muitos o fizeram antes, somos herdeiros da cultura Greco-Latina a que devemos juntar a matriz judaico-cristã.

Agora que a Universidade de Coimbra vai ter um polo na Figueira da Foz faz todo o sentido lembrar que Manuel Fernandes Tomás frequentou a Universidade de Coimbra entre 1785 e 1791, tendo-se formado em Cânones. Talvez tenha recebido aí o seu primeiro banho de dialética, a reforma pombalina trouxe a Coimbra o melhor de uma Europa que se exprimia no pensamento e nas artes.

Sabemos que trabalhou cerca de cinco anos no município da Figueira da Foz, que passou por Arganil, Coimbra e Porto (1816), onde foi um dos militantes mais convictos das causas liberais, tendo fundado o Sinédrio (1818), com José Ferreira Borges, João Ferreira Viana e José da Silva Carvalho. O Sinédrio teve o apoio de lojas maçónicas de Lisboa, e de maçons que viviam em Coimbra, Santarém e na Figueira da Foz. Manuel Fernandes Tomás era maçon, com o nome simbólico Valério Publícola, tendo chegado a ser Venerável (1821) da Loja Patriotismo, nº7, ao Vale de Lisboa.

Participa nas Cortes Constituintes (1821) e no desenho da 1ª Constituição Portuguesa. A sua morte em Novembro de 1822, não lhe permitiu assumir o mandato nas Cortes Legislativas.

Estamos aqui a evocar o homem, o seu pensamento e o legado de Manuel Fernandes Tomás, quando passam 200 anos da sua morte, aquele que foi o “Patriarca da Liberdade Portuguesa”, aquele que não hesitou em erguer o verbo para contra os que recusavam jurar a Constituição (inclusive o Patriarcado de Lisboa). Aquele que elegeu a Liberdade como um dos vértices da trilogia da Revolução Francesa: Igualdade e Fraternidade. Considerava que é a Liberdade é o maior dos direitos do homem, aquele que permite pensar e escolher, o que ousa a sua condição pela dignidade.

Nesse arco de 200 anos nasce, em 1900, a Loja Fernando Tomás, que adota o seu nome como patrono. Nessa mesma loja, importa lembrar a data de 24 de Agosto de 1904, já em plenos trabalhos maçónicos, em sessão especial, o irmão Bernardino Machado, recebe a insígnia de Venerável Honorário. O povo maçónico associa-se para que o monumento da Praça 8 de Maio fosse uma realidade, tendo a loja Fernandes Tomás um papel determinante, ainda que com o apoio do Grande Oriente - tendo sido inaugurado no dia 24 de Agosto de 1911. É esta transmissão dos valores da liberdade, da igualdade e fraternidade que une os que se reveem na maçonaria universal. A cadeia de união que junta homens e mulheres que acreditam que é possível construir uma sociedade mais justa e igualitária, respeitando as diferenças é aquilo que nos une há séculos. Os melhores de nós morreram por nós, lembro Gomes Freire de Andrade.

Manuel Fernandes Tomás atravessa o tempo, esse grande escultor, de que falava Marguerite Yourcenar. O que fazemos na Maçonaria? “Trabalhamos para a construção de um homem novo e de uma sociedade nova, ou seja, para dar à vida um sentido ético e solidário. Praticamos o livre pensamento, a tolerância e a filantropia. “ Essa filantropia que permitiu, também, erguer o monumento a Manuel Fernandes Tomás. Como escreveu António Arnaut, “Queremos um mundo mais livre, justo e fraterno. A utopia que alimenta a nossa fome de perfeição é a certeza de que o futuro está nas mãos de todos os homens e mulheres de boa vontade. Por isso, a Maçonaria é hoje tão indispensável como no passado.”

Não é possível estudar os últimos 200 anos da História de Portugal sem reconhecer a importância da Maçonaria, dos maçons que como Manuel Fernandes Tomás construíram um edifício constitucional que alimentou a chama de um futuro que ainda nos aquece e desafia. Talvez, seja fácil reconhecer que uma enorme parte da Humanidade mais válida lhe pertenceu ou pertence. Hoje estamos aqui a lembrar Manuel Fernandes Tomás, que dizia: “tirar ao homem e ao cidadão a liberdade é o maior castigo que se lhe pode dar, porque o priva de maior direito”.

É impossível esquecermos neste momento a guerra na Ucrânia. Por isso, “Pátria é sinónimo de Liberdade. Onde está a Pátria aí está também a Liberdade”, dizia Magalhães Lima, em 1928, então Grão-Mestre.

Em nome do Grão-Mestre, Fernando Cabecinha, e do Grande Oriente Lusitano, Maçonaria Portuguesa, presto a mais sentida homenagem ao homem, ao seu pensamento, ao cidadão, cuja perenidade evocamos ao lembrar os seus ideais e valores, Manuel Fernandes Tomas, duzentos anos depois do seu desaparecimento.

“Nos quase 300 anos de história maçónica, nos mais de 270 dessa mesma história em Portugal e nos quase 200 anos de existência do Grande Oriente Lusitano, o combate pela Liberdade tem sido um denominador comum.” (Oliveira Marques, há 20 anos). É por essa liberdade que aqui estamos e estaremos sempre, mesmo que isso tenha um preço elevado. Agradecemos o convite do senhor Presidente da Câmara, Dr. Pedro Santana Lopes, para esta evocação de um dos nossos que é, também, da pátria.

[Discurso proferido por António Vilhena, em representação do Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, Maçonaria Portuguesa, na Figueira da Foz a 19 de Novembro de 2022 - sublinhados nossos]

 J.M.M.

sábado, 2 de outubro de 2021

[LISBOA] – COMEMORAÇÃO DO 5 DE OUTUBRO DE 2021 – GRANDE ORIENTE LUSITANO

 


4 de Outubro


- Lançamento do nº 23 da Revista Grémio Lusitano dedicado ao Anti Maçonismo - no Grémio Lusitano, Museu Maçónico Português


- Conferência “República escolar: a educação”, pelo Prof. Guilherme d’Oliveira Martins

NOTA; esta conferência será disponibilizada no canal Youtube do GOL


5 de Outubro

17h30 Deposição de uma coroa de flores aos heróis da República, na Estátua António José de Almeida.

Cerimónia presidida pelo Grão-Mestre Fernando Lima.


J.M.M.

terça-feira, 24 de agosto de 2021

[GRANDE ORIENTE LUSITANO – MAÇONARIA PORTUGUESA] NA EVOCAÇÃO DA REVOLUÇÃO LIBERAL E HOMENAGEM A MANUEL FERNANDES TOMÁS – FIGUEIRA DA FOZ

 


DISCURSO PROFERIDO NA EVOCAÇÃO DA REVOLUÇÃO LIBERAL E HOMENAGEM A MANUEL FERNANDES TOMÁS NO DIA 24 DE AGOSTO DE 2021, na Figueira da Foz, pelo Grande Oriente Lusitano – Maçonaria Portuguesa

Cumprindo a tradição e uma feliz e justa deliberação da Câmara Municipal da Figueira da Foz, com mais de quatro décadas, aqui estamos, de novo, para homenagear Manuel Fernandes Tomás. Ao fazê-lo, recordamos o homem e o cidadão, figura destacada e central na Revolução Liberal de 1820, e sublinhamos a importância do seu contributo e do seu ideário para a democracia que temos e para o Estado de Direito que somos.

Trata-se, por isso, de uma iniciativa justa e pela qual honramos a nossa história e o seu legado.

Consequentemente, o Grande Oriente Lusitano – Maçonaria Portuguesa, de que Manuel Fernandes Tomás foi um dos seus mais insignes membros, quer cumprimentar de forma particular a Câmara Municipal da Figueira da Foz, a Associação Manuel Fernandes Tomás e a Associação 24 de Agosto pelo vosso contributo permanente para a defesa do ideário da Revolução Liberal de 1820.

Grande Oriente Lusitano sente particular orgulho em ter contado de entre os seus membros com um Homem com a grandeza de Manuel Fernandes Tomás. O Grande Oriente Lusitano sente orgulho nos maçons que hoje, como nos séculos XIX e XX, trabalham e trabalharam na Figueira da Foz.

Aqui, a Maçonaria fundou associações de apoio aos mais desfavorecidos, criou escolas e exerceu uma profunda influência cultural e cívica através de associações e jornais. Na história da cidade, são incontornáveis os nomes de muitos que aqui nasceram ou que à cidade estiveram ligados pela sua actividade profissional ou política. Nomes como António Augusto Esteves, escritor e bibliófilo, Maurício Águas Pinto, fundador dos Rotários figueirenses, Joaquim de Carvalho, professor universitário, Joaquim António Feteira, comerciante, Goltz de Carvalho, professor e naturalista, António dos Santos Rocha, advogado e arqueólogo, ou ainda de Gentil da Silva Ribeiro, operário, dirigente republicano e impulsionador do associativismo e da imprensa local, têm, além da sua condição de figueirenses, a qualidade de terem sido maçons do Grande Oriente Lusitano.

Ao celebrarmos Fernandes Tomás, estamos inequivocamente a celebrar o dia 24 de Agosto de 1820 e a Revolução Liberal. Estamos a relembrar o homem que encarnou a alma dessa revolução, cuja matriz era a elaboração de uma Constituição, expressão de uma cidadania composta pela participação de todos na vida da sociedade, moldada em direitos e deveres para com o todo social. Estamos também a manter vivas as ideias do Bem Comum e do bom governo que fizeram história a partir do século XVIII, com as teorias de Locke, Hobbes, Montesquieu ou Rousseau.

Homenageamos, hoje, um dos maiores portugueses de todos os tempos, um líder pelo exemplo, defensor da Liberdade e promotor da regeneração da Pátria. Um cidadão com um pensamento político denso e ponderado e defensor intransigente da ideia tão cara ao Grande Oriente Lusitano da sã convivência entre todos os cidadãos, pautada, sempre, por critérios de inabalável justiça.

Sã convivência entre todos os cidadãos, que a par de outros valores superiores, nunca é um valor dado por adquirido, como o demonstra o crescimento que nos últimos anos se tem verificado na sociedade portuguesa das ideias de extrema-direita, populistas e antidemocráticas, que, de forma organizada, mas também perigosamente inorgânica, têm vindo a fazer um caminho, que nos impõe a todos uma prática mais exigente na promoção dos valores democráticos.

Os valores defendidos por Manuel Fernandes Tomás e pelos heróis de 1820 continuam actuais e credores nos dias de hoje de reconhecimento, defesa e promoção.

201 anos depois da Revolução Liberal, todos os democratas têm a obrigação de deixar bem claro, pela sua prática e pela sua intervenção cidadã, que a democracia, para se proteger, tem linhas vermelhas que não podem ser ultrapassadas, pois a democracia não é nem pode ser o regime em que tudo é permitido a todos.

[Carlos Vasconcelos, Grão-Mestre Adjunto do Grande Oriente Lusitano – Maçonaria Portuguesa - sublinhados nossos]

J.M.M.

domingo, 4 de outubro de 2020

[LISBOA] – ROMAGEM DO 5 DE OUTUBRO

 


PROGRAMA:

11,00 Horas: Evocação do 5 de Outubro pelo Grande Oriente Lusitano Maçonaria Portuguesa


Deposição de Coroa de Flores junto ao Monumento a António José de Almeida (Av. António José de Almeida)  

J.M.M.

domingo, 25 de agosto de 2019

[GRANDE ORIENTE LUSITANO – MAÇONARIA PORTUGUESA] NA EVOCAÇÃO DA REVOLUÇÃO LIBERAL E HOMENAGEM A MANUEL FERNANDES THOMAZ – FIGUEIRA DA FOZ



DISCURSO PROFERIDO NA EVOCAÇÃO DA REVOLUÇÃO LIBERAL E HOMENAGEM A MANUEL FERNANDES THOMAZ NO DIA 24 DE AGOSTO DE 2019, na Figueira da Foz, pelo Grande Oriente Lusitano – Maçonaria Portuguesa


"Cumprindo a tradição e uma feliz e justa deliberação da Câmara Municipal da Figueira da Foz, com mais de quatro décadas, aqui estamos, de novo, para homenagear Manuel Fernandes Tomás.

Ao fazê-lo, recordamos o homem e o cidadão, figura destacada e central na Revolução Liberal de 1820, e sublinhamos a importância do seu contributo e do seu ideário para a democracia que temos e para o Estado de Direito que somos.

Trata-se, por isso, de uma iniciativa justa e pela qual honramos a nossa história e o seu legado.
 
Consequentemente, o Grande Oriente Lusitano - Maçonaria Portuguesa, de que Manuel Fernandes Tomás foi um dos seus mais insignes membros, quer cumprimentar de forma particular a Câmara Municipal da Figueira da Foz, a Associação Manuel Fernandes Tomás e a Associação 24 de Agosto pelo vosso contributo permanente para a defesa do ideário da Revolução Liberal de 1820.

Manuel Fernandes Tomás não foi apenas um ilustre figueirense. Foi também um dos maiores portugueses de todos os tempos, um líder pelo exemplo, defensor da Liberdade e promotor da regeneração da Pátria. Um cidadão com um pensamento político denso e ponderado e defensor intransigente das ideias tão caras ao Grande Oriente Lusitano - Maçonaria Portuguesa do bem comum, do bom governo, da sã convivência entre os cidadãos, pautada, sempre, por critérios de inabalável justiça.

Os valores defendidos por Manuel Fernandes Tomás e pelos Heróis de 1820 continuam actuais e credores nos dias de hoje de reconhecimento, defesa e promoção.

Neste enquadramento, o Grande Oriente Lusitano anunciará até ao fim deste ano o conteúdo de um programa nacional comemorativo dos 200 anos da Revolução Liberal, programa que visa assinalar o contributo decisivo do liberalismo para o aprofundamento da nossa democracia e para nosso desenvolvimento colectivo”

[Grande Tesoureiro-Geral do Grande Oriente Lusitano – Maçonaria Portuguesa, Figueira da Foz, 24 de Agosto de 2019] | sublinhados nossos

J.M. M.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

LEGADO DE EDMUNDO PEDRO É DOADO AO GRANDE ORIENTE LUSITANO



“No passado dia 28 de novembro, o Grande Oriente Lusitano recebeu a visita da viúva do venerado maçon Edmundo Pedro e da filha de ambos, para efetuarem uma generosa doação ao Museu Maçónico Português e à Biblioteca do GOL. O legado é constituído por paramentos dos vários graus e ofícios maçónicos de Edmundo Pedro, bem como por dezenas de livros sobre História, Política e Maçonaria, incluindo os três volumes das suas "Memórias - Um Combate pela Liberdade" e outros de sua autoria.

A cerimónia protocolar decorreu no Palácio Maçónico, tendo o Grão-Mestre Fernando Lima, Fernando Sacramento e António Ventura agradecido à Senhora D. Maria de Lurdes Pedro e a sua filha Sónia, o legado agora entregue, já que, para além do valor material e simbólico, tem um inestimável valor afetivo por ter pertencido a Edmundo Pedro, um dos grandes antifascistas que sempre lutou pela liberdade democrática.

Falecido aos 99 anos de idade, a 18 de Janeiro de 2018, Edmundo Pedro teria completado 100 anos de vida no passado dia 8 de Novembro. Há dois anos Fernando Lima, agraciou Edmundo Pedro, com a primeira medalha de ouro da Ordem Hipólito José da Costa, do GOL.

Uma justa homenagem ainda em vida, a quem conheceu quase todas as prisões do regime salazarista, incluindo o campo de concentração do Tarrafal. Ali permaneceu 10 anos, numa época em que dos 357 detidos por lá passaram, 32 morreram de doença e maus tratos. Muitos dos seus camaradas marcaram, no entanto, a formação política, cultural e profissional de Edmundo Pedro, como humanista e autodidata multifacetado.

Depois do 25 de Abril destacou-se como militante, dirigente e deputado do Partido Socialista e foi um elemento fundamental na articulação civil e militar, contra a deriva totalitária no período da revolução”. [AQUI - sublinhados nossos]

J.M.M.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

JOSÉ EDUARDO SIMÕES COIMBRA – MISTÉRIOS ANTIGOS, MARINHA, MAÇONARIA



AUTOR: Luís Vaz;
EDIÇÃO: Âncora Editora, Setembro 2018

LANÇAMENTO:

DIA: 22 de Setembro 2018 (17,30 horas);
LOCAL: Fornos de Algodres (Biblioteca Maria Teresa Maia Gonzalez);
ORADORES:
Luís Vaz | José Adelino Maltez


“[…] José Eduardo Simões Coimbra [1908-1996] - alvo da nossa atenção nesta obra e com quem tivemos o privilégio de conviver – foi um desses Mestres que na nossa mais profunda convicção, entendemos que os iniciados e aqueles que vierem a ter o privilégio de serem iniciados, devem conhecer. A sua vida impoluta e prenhe de virtudes raras, deve ser conhecida na sua componente profana que creio poucos maçons conhecem, e na sua componente Maçónica, conhecida por muitos, mas, por muitos desconhecida atendendo ao devir do tempo e à pouca tendência para que o futuro seja pensado com o fermento do passado e da memória.
 
Quanto á componente profana, tentamos conhecer o seu percurso histórico desde o seu nascimento até ao seu ingresso no curso de Engenharia Maquinista Naval na Escola Superior Naval da Marinha Portuguesa. Tivemos algumas dificuldades, sobretudo no histórico da sua infância e adolescência, atendendo a que o tempo fez mudança e a mobilidade dos arquivos colocou documentação a seu respeito em espaços que se desconhecem. Não obstante, foi interessante o recurso á tradição oral que nos facultou informação sobre o seu percurso escolar, do Liceu á Escola Superior Naval, que se nos afigura aproximar-se de uma realidade inteligível. Foi mais fácil a análise do seu percurso académico superior e profissional como quadro da Marinha Portuguesa e cuja documentação foi possível analisar com as autorizações legalmente instituídas.
 
É esta história que começa em Vila Chã – Fornos de Algodres, passa por Coimbra, continua o seu percurso pela Escola Superior Naval, no Alfeite em Almada, e percorre continentes e mares, nas residências flutuantes de uma das mais nobres instituições militares, mas sobretudo, de educação, instrução e formação profissional. Passado á reforma fixou-se em Lisboa, só regressa ao “berço”, após o seu desaparecimento físico, onde jaz no cemitério de Vila Chã, Concelho de Fornos de Algodres.
 
Como Maçon [Irmão Victor Hugo - integrou a loja Simpatia e União, nº4, de Lisboa], destacamos a data da sua iniciação clandestina em 1945, assumindo riscos que poderiam fazer perigar a sua carreira e a sua vida. Mas o GOL - Grande Oriente Lusitano, Maçonaria Portuguesa, lembra Simões Coimbra nas suas facetas especiais e plurais, considerando-o uma referência na convivência cívica entre os maçons e de uma extrema dedicação á Obediência, com destaque para o período da transição da ditadura para a democracia. Muito se deve a Simões Coimbra, a prática á luz do dia, do culto da pedagogia dos três valores mais sublimes da Maçonaria – Liberdade, Igualdade e Fraternidade. A ele se deve a pedagogia do pragmatismo, que conferiu o carácter apolítico à organização que entendia constituir o factor de convergência, indispensável para cimentar a fraternidade na pluralidade de pensamento entre todos os irmãos. Foram Homens que ao longo da História e senhores destas componentes que mantiveram a Maçonaria na vanguarda de grandes iniciativas, dos grandes movimentos de opinião liberal, republicana, progressista e democrática a que não são alheias as grandes reformas verificadas com cunho eminentemente iniciático.
 


Na verdade, foi com Simões Coimbra, Dias Amado, Adão e Silva, de entre outros - muito poucos - que resistiram no decurso da longa noite de ditadura, que a Maçonaria, em Abril de 1974, quase a partir do nada, recomeçou em Liberdade, uma nova etapa da sua longínqua História. A eles se deve a restituição do Palácio Maçónico, a sua reabilitação, seu apetrechamento em equipamentos e adaptação aos fins das actividades do Grande Oriente Lusitano. A eles se deve o retorno do património desviado, nomeadamente, documentação, obras literárias, livros de registos e de actas.
 
Foi grande o trabalho de organização administrativa e financeira que envolveu um Conselho da Ordem que funcionava em regime de Comissão Administrativa, que integrava, para além de Simões Coimbra, Dias Amado e Adão e Silva, também Araújo e Sá e Adosindo de Sousa Leite. Foi este Conselho da Ordem que procedeu ao recenseamento “dos antigos associados que não perderam a qualidade e promoveu a regularização das suas situações e secções”. Porém, o mais hercúleo trabalho foi proceder à elaboração do primeiro orçamento – 25 de Abril a Dezembro de 1974 que encerrou a fase de clandestinidade e apresentou várias soluções de receitas em que foram evidenciadas as receitas das quotizações ordinárias, suplementares, eventual única e pedido ao Governo de um subsídio de indemnização definitiva, por todos os prejuízos decorrentes da ocupação do edifício pela Legião Portuguesa. Foram estas receitas que vieram a assegurar as despesas com pessoal, com o normal funcionamento administrativo, seguros, manutenção e obras, cuja evolução se verificou nos anos sequenciais de gestão de Simões Coimbra como presidente do Conselho da Ordem ou como Grão-Mestre [1984-1988], com destaque para o desenvolvimento das relações exteriores com outras Potencias Maçónicas [...]"  
 
in NOTA PRÉVIA [Extrato], por Luís Vaz – com sublinhados & notas nossas. 

J.M.M.

domingo, 27 de agosto de 2017

[GRANDE ORIENTE LUSITANO – MAÇONARIA PORTUGUESA] NA EVOCAÇÃO DA REVOLUÇÃO LIBERAL E HOMENAGEM A MANUEL FERNANDES THOMAZ – FIGUEIRA DA FOZ



DISCURSO PROFERIDO NA EVOCAÇÃO DA REVOÇUÇÃO LIBERAL E HOMENAGEM A MANUEL FERNANDES THOMAZ NO DIA 24 DE AGOSTO DE 2017, NA FIGUEIRA DA FOZ, pelo Grande Secretario Geral do Grande Oriente Lusitano – Maçonaria Portuguesa

“Em nome do Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano quero expressar a todos os presentes a satisfação de estarmos aqui para lembrarmos o nome de Manuel Fernandes Tomás ilustre cidadão a quem nós, hoje, neste dia e em todos os dias do ano muito devemos: o direito de sermos cidadãos com direitos e deveres perante o todo social. O direito do primado da lei, da separação de poderes, de uma Constituição ter plasmado um conjunto de normas que constituem a garantia de um Estado de direito.

Não queremos deixar de destacar a importância deste momento e que vai muito além de comemorarmos uma data. Ao estarmos aqui reunidos lembrando um filho desta terra, ao destacarmos a figura do cidadão Fernandes Tomás, estamos a dar referências de valores e de cidadania às gerações atuais. Saudamos, por isso, a Câmara Municipal da Figueira da Foz, a Associação 24 de Agosto e a Associação Manuel Fernandes Tomás por este ato. Saudamos todos os maçons de todas as Obediências, homens e mulheres, e saudamos também, e naturalmente de uma forma muito especial, a Loja Fernandes Tomás do Grande Oriente Lusitano, ao ter como patrono este nome ímpar da história portuguesa e ao encontrar nele um exemplo para o seu trabalho de todos os dias.

Existem maçons hoje na Figueira da Foz? Sim, existem e têm orgulho nisso. Tal como no passado existiram associações de apoio aos mais desfavorecidos, aqui a Maçonaria criou escolas e exerceu uma profunda influência cultural e cívica através de associações e jornais. Na história da cidade existe o registo da atividade de diversas Lojas que honraram a memória de inúmeros cidadãos naturais da cidade, ou que a ela estiveram ligados pela sua atividade profissional ou política. Nomes como António Augusto Esteves, escritor e bibliófilo, Maurício Águas Pinto, fundador dos Rotários figueirenses, Joaquim de Carvalho, ilustre professor universitário, Joaquim António Feteira, comerciante, Goltz de Carvalho, professor e naturalista, António dos Santos Rocha, advogado, arqueólogo e cujo nome se perpetua no Museu da cidade, do poeta João de Barros, ou de Gentil da Silva Ribeiro, simultaneamente operário, dirigente republicano e impulsionador do associativismo e da imprensa local têm além da sua condição de figueirenses a qualidade de terem sido maçons do Grande Oriente Lusitano.

Qual a relação de tudo isto com Manuel Fernandes Tomás? O Grande Oriente Lusitano – Maçonaria Portuguesa sente particular orgulho em ter contado de entre os seus membros um Homem com a grandeza de Manuel Fernandes Tomás tal como sente orgulho nos maçons que hoje, como nos trabalharam na Figueira da Foz.

Ao evocarmos Fernandes Tomás e celebrarmos o dia 24 de agosto estamos a recuar à Revolução Liberal de 1820. Estamos a relembrar o homem que encarnou a alma dessa revolução, cuja matriz era a elaboração de uma Constituição, expressão de uma cidadania composta pela participação de todos da vida da sociedade, moldada em direitos e deveres para com o todo social. Estamos também a manter vivas as ideias do Bem Comum e do bom governo que fizeram história a partir do século XVIII, com as teorias de Locke, Hobbes, Montesquieu ou Rousseau. Aliás, é este quem afirma que a Lei depois de aprovada pelo soberano, sendo este o povo reunido em assembleia, se converte em vontade geral, que será posteriormente executada pelo governo, grupo de homens particulares a quem cabe a aplicação concreta das leis, e que naturalmente nunca vai contra o Bem Comum”.
 
[Grande Secretario Geral do Grande Oriente Lusitano – Maçonaria Portuguesa, 24 de Agosto de 2017] | sublinhados nossos
 
J.M.M

sábado, 7 de janeiro de 2017

LIBERDADE, PÁTRIA E HONRA – JOSÉ ADELINO MALTEZ



EDIÇÃO: Chiado Editora, Dezembro 2016, 592 p.

Em Portugal, a Maçonaria teve profunda influência na construção do regime demoliberal da monarquia constitucional e da I República e ainda foi uma alavanca fundamental das parcelas das forças armadas não salazaristas do Vinte e Oito de Maio. A partir de 1935, foi legalmente extinta e efetivamente perseguida, retomando a sua atividade não clandestina depois de 1974, a partir de cerca de uma centena de irmãos que semearam a continuidade da tradição da Ordem. A regeneração da tradição demoliberal, a que a Maçonaria está profundamente ligada, não permitiu que a instituição clássica representada no Grande Oriente Lusitano e as novas obediências instituídas, sobretudo na década de noventa do século XX, pudessem ter influência moral equivalente ao que sempre sucedeu em regimes como os do Brasil, dos Estados Unidos da América, da França ou a Grã-Bretanha, cujas democracias são efectivas co-criações maçónicas” [AQUI]

“No caso da Maçonaria, que não é religião, nem mera ideologia, onde se vivem e revivem lendas, alegorias e símbolos, através de rituais conhecidos, é mais intensa e formalizada essa dimensão, até com a procura do próprio sagrado. Logo, ver de fora qualquer comunidade de coisas que se amam pode levar muitos a dizer que todas as cartas de amor são ridículas. Mas como dizia Fernando Pessoa, é bem mais ridículo não se escreverem cartas de amor. Ou não responder a uma entrevista sobre a matéria, só porque o interpelante tem manifestado óbvias divergências com as nossas conceções do mundo e da vida, mas talvez seja capaz de reconhecer que comete erros, tem dúvidas e pode enganar-se, até na listagem de inimigos públicos” [AQUI]



LANÇAMENTO NA SOCIEDADE DE GEOGRAFIA DE LISBOA

DIA: 9 de Janeiro (18,00 horas);
LOCAL:
Sociedade de Geografia de Lisboa (Rua das Portas de Santo Antão, 100), Lisboa;
ORADORES: Dr. Fernando Lima [Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano – Maçonaria Portuguesa | Professor Doutor Jorge de Sá [ISCSP]

Trata-se da mais recente obra do professor José Adelino Maltez, no qual o autor reflete sobre a ação da Maçonaria em Portugal e o seu papel enquanto membro do Grande Oriente Lusitano” [AQUI]

J.M.M.

sábado, 27 de agosto de 2016

[GRANDE ORIENTE LUSITANO – MAÇONARIA PORTUGUESA] NA HOMENAGEM A MANUEL FERNANDES THOMAZ – FIGUEIRA DA FOZ


DISCURSO PROFERIDO NA HOMENAGEM A MANUEL FERNANDES THOMAZ NO DIA 24 DE AGOSTO DE 2016, NA FIGUEIRA DA FOZ, pelo Grande Secretario Geral do Grande Oriente Lusitano – Maçonaria Portuguesa

“Em nome do Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, o GOL está uma vez mais presente nesta celebração do dia 24 de Agosto.
Ao celebrarmos Fernandes Tomás, estamos inequivocamente a celebrar o dia 24 de Agosto de 1820 e a Revolução Liberal. Estamos a relembrar o homem que encarnou a alma dessa revolução, cuja matriz era a elaboração de uma Constituição, expressão de uma cidadania composta pela participação de todos da vida da sociedade, moldada em direitos e deveres para com o todo social. Estamos também a manter vivas as ideias do Bem Comum e do bom governo que fizeram história a partir do século XVIII, com as teorias de Locke, Hobbes, Montesquieu ou Rousseau. Aliás, é este quem afirma que a Lei depois de aprovada pelo soberano, sendo este o povo reunido em assembleia, se converte em vontade geral, que será posteriormente executada pelo governo, grupo de homens particulares a quem cabe a aplicação concreta das leis, e que naturalmente nunca vai contra o Bem Comum.

Ao longo dos séculos mudou a forma como governantes e governados se vêm mutuamente. Até ao século XVIII um bom governante era aquele que enriquecia com o governo da nação. No século XIX, um bom governante era aquele que se sacrificava pelo bem público. Fernandes Tomás encarna este espírito de salientar a liberdade individual em articulação com o coletivo, opondo-se a quaisquer privilégios singulares, fossem eles de reivindicada ancestralidade ou de qualquer outra natureza. Hoje, muitas vezes a crítica fácil e demagógica leva-nos a olhar para os governantes com desconfiança e mal dizer, esquecendo-nos que muitas vezes de quem sacrifica a sua vida pessoal e familiar em prol do Bem Comum.
Por isso, também hoje, depois de um século XX tumultuoso, de mudança de paradigmas, cabe-nos manter vivos um conjunto de valores onde cada vez mais a participação cívica ganha peso. Onde, aliado ao alheamento político muitas vezes visível em períodos eleitorais, se deve evitar a crítica fácil, não poucas vezes o caminho mais curto para as ditaduras e para a perda da Liberdade, esse bem que Fernandes Tomás tanto amava, quando criou o Sinédrio ou quando intervinha nas Cortes Constituintes.

Um dos mais brilhantes parlamentares portugueses, cidadão exemplar, referência de honra e dignidade, admirado pelas suas faculdades oratórias, pela sua honradez e pela sua honestidade, Fernandes Tomás foi o pai de muitas das Liberdades e práticas que hoje damos por adquiridas. Morreu pobre e nada quis do Estado, o qual muito lhe devia.
O Grande Oriente Lusitano – Maçonaria Portuguesa sente particular orgulho em ter contado de entre os seus membros um Homem com a grandeza de Manuel Fernandes Tomás. O Grande Oriente Lusitano sente orgulho nos maçons que hoje, como nos séculos XIX e XX, trabalharam na Figueira da Foz.
Aqui a Maçonaria fundou associações de apoio aos mais desfavorecidos, criou escolas e exerceu uma profunda influência cultural e cívica através de associações e jornais. Na história da cidade são incontornáveis os nomes de muitos que aqui nasceram ou que à cidade estiveram ligados pela sua actividade profissional ou política. Nomes como António Augusto Esteves, escritor e bibliófilo, Maurício Águas Pinto, fundador dos Rotários figueirenses, Joaquim de Carvalho, professor universitário, Joaquim António Feteira, comerciante, Goltz de Carvalho, professor e naturalista ou António dos Santos Rocha, advogado e arqueólogo, ou ainda de Gentil da Silva Ribeiro, operário, dirigente republicano e impulsionador do associativismo e da imprensa local têm além da sua condição de figueirenses a qualidade de terem sido maçons do Grande Oriente Lusitano.

Por isso também não podemos deixar de louvar este momento e este ato levado a efeito pela Câmara Municipal da Figueira da Foz, na pessoa do seu presidente, que ao lembrar um filho da terra não esquece a história e o seu passado, trazendo para as gerações do presente o seu exemplo, tornando a nossa sociedade mais fraterna e mais participativa. Queremos referir o papel da Associação Manuel Fernandes Thomaz, na sua luta por manter viva a memória deste cidadão exemplar lembrando-o nos dias de hoje. Queremos também saudar o importante papel de intervenção cultural e cívica da Associação 24 de Agosto, ao instituir esta data como uma das suas referências. Terminamos, deixando uma palavra aos figueirenses, para que tenham em Fernandes Tomás um exemplo de cidadão, que ultrapassou as fronteiras da cidade, para dar ao país o seu melhor. E, por último, também uma palavra para os maçons e para as Lojas da Figueira da Foz, para que encontrem em Fernandes Tomás um exemplo para o seu trabalho de todos os dias.
Por último, uma palavra de respeito e de incentivo pelo trabalho desenvolvido pela Loja Fernandes Tomás, do Grande Oriente Lusitano, ao ter como patrono este nome ímpar da história portuguesa e ao encontrar nele um exemplo para o seu trabalho de todos os dias, num contributo árduo e permanente para a construção de uma sociedade melhor, provando assim que as utopias não cessaram”.

[Grande Secretario Geral do Grande Oriente Lusitano – Maçonaria Portuguesa, 24 de Agosto de 2016] | sublinhados nossos

FOTO de Mauro Correia, com a devida vénia
J.M.M.