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terça-feira, 8 de outubro de 2024

I CONGRESSO IMPRENSA DE EXÍLIO(S)

 

A cidade de Coimbra acolhe nos próximos dias 10 e 11 de outubro de 2024, organizado pelo Grupo Internacional de Estudos da Imprensa Periódica Colonial do Império Português.

Ao longo de dois dias vários investigadores vão apresentar os resultados das suas pesquisas e investigações já concluídas ou em curso sobre a temática da Imprensa de Exílio, a ter lugar no Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra

No dia 10 de Outubro, o congresso começa com:

Painel 1. Exilados e Jornalistas 

Moderadora: Alice Santiago Faria (CHAM - FCSH UNL)

Hédia Sioud (Université de Monastir) - Un journaliste “musulman” à Paris au milieu du 19 ème siècle (presencial) 

Cielo G. Festino, (Universidade Paulista) - A volta do exilio. O caso das traduções de Evágrio Jorge da obra de Munshi Premchand (online – Brasil) 

Daniela Spina (CHAM - FCSH UNL) – “Lutemos, porque, vive só quem luta”. A transição de migrante a exilado do goês no estrangeiro, em três periódicos publicados na Índia Inglesa na década de 30 (presencial) 

Sushila Sawant Mendes (Investigadora independente) - An Exiled Pamphleteer: T.B. Cunha as Journalist, Activist and Ideologue (online – India)

Painel 2. Experiências de exílio

Moderadora: Noemi Alfieri (CHAM - FCSH UNL)

Mahamadou BD Maiga (Institut Grotius, Centre Africain de Recherche et d'Innovation) – Liens entre les réseaux d`exil et clandestins dans la lutte anticoloniale (online – Mali) 

Andrea Vacha (CIES – ISCTE-IUL)  - A campanha do Brado Africano para libertar Zixaxa (o último exilado) (presencial)

 Elisa Scaraggi, (IHC - FCSH UNL) - Internacionalismo no exílio. Um mapeamento das publicações de Mário Pinto de Andrade na imprensa periódica internacional (online – EUA) 

Heloísa Paulo (Investigadora independente) – Imprensa colonial no Exílio: de Goa à Angola (presencial)


17.00h – 19.00h Mesa redonda. 

Os arquivos da imprensa de exílio

 Moderadora: Sandra Ataíde Lobo (CHAM - FCSH UNL)

Participantes: 

Alexandrina Buque, Arquivo Histórico de Moçambique, Universidade Eduardo Mondlane 

Catarina Santos, Fundação Mário Soares e Maria Barroso 

Filipe G. Silva, Fundação Mário Soares e Maria Barroso 

Inês Ponte, Arquivo de História Social, ICS, Universidade de Lisboa 

Maria Cristina Freitas, Centro de Documentação 25 de Abril, Universidade de Coimbra 

Simão Jaime, Arquivo Histórico de Moçambique, Universidade Eduardo Mondlane


11 de Outubro 

10h – 12.30h

Painel 3. Jornais e revistas 

Moderadora: Adelaide Vieira Machado (CHAM - FCSH UNL)

Brahim Jadla (Université de La Manouba) – Loughat al-ʿArab (1911–1931): Une revue arabe à l’écoute du monde (presencial) 

Pedro Marques Gomes (LIACM -IPL; Fundação Mário Soares e Maria Barroso – Um jornal de luta a partir do exílio: o Portugal Socialista e o combate contra a ditadura (online) 

Augusto Nascimento (Centro de História da Universidade de Lisboa) – O Faúlha: o voluntarismo efémero (presencial) 

Simão Jaime e Alexandrina Buque (Arquivo Histórico de Moçambique, Universidade Eduardo Mondlane) – O Jornal Tunduru e o Projecto de Educação da FRELIMO (presencial) 


14h – 16.30h 

Mesa redonda: Imprensa anticolonial, exílios e exilados

Moderadores: 

Pedro George (exilado em Londres/exiled in London, exilé à Londres) & Cristina Clímaco, Laboratoire d'Études Romanes, Université de Paris 8 

Participantes (lugares de exílio): 

- Álvaro Miranda (Londres) 

- Guiomar Ramos (São Paulo) 

- Henda Ducados (Rabat) 

- Joaquim Saraiva (Aarhus, Copenhaga) 

- Luísa Tito de Morais (Paris, Praga, Argel) 

- Óscar Monteiro (Argélia, Tanzania, França, Itália, etc) 


16.30 – 17.15 

Apresentação de livro:

Cristina Clímaco, Laboratoire d'Études Romanes, Université de Paris 8, Os exilados de Salazar (Lisboa: Âncora, 2024) de Heloísa Paulo 

17.15-18.30 Arquivos e investigação

Visita guiada à exposição “A imprensa e outros documentos de exilados no CD25A” 

Apresentação: “A imprensa de exílio nas colecções do AHS/ICS-ULisboa, do CD25A e da FMSMB: um trabalho colaborativo” 

Para acesso online, contactar até dia 9 de Outubro:

imprensadeexilios@gmail.com 

O programa completo do congresso pode ser consultado/obtido AQUI

A pagina do congresso pode ser consultada aqui: https://imprensaexilios.weebly.com/  

Com os votos do maior sucesso para tão interessante iniciativa.

Entrada Livre e gratuita

A.A.B.M.

sábado, 6 de março de 2021

CHRONICA DO ALGARVE, FARO, 1833


CHRONICA DO ALGARVE - Ano I, nº 1, 15 de Julho de 1833 ao nº 3, 20 de Julho de 1833; Direc. Manuel António Ferreira Portugal (Diretor da Imprensa do Governo); Redacção: Rua do Aljube, nº 998; Impressão: Imprensa do Governo, Faro.

Durante bastante tempo pouco se conhecia sobre este primeiro periódico que se publicou na região algarvia. A Hemeroteca Digital do Algarve permitiu a sua localização e disponibilização ao público em formato digital.

A Chronica do Algarve, publicou-se em Faro, em 1833, tendo o primeiro número sido publicado em 15 de Julho desse ano, conforme se pode ver na imagem acima. A publicação de um periódico na região já devia ser uma pretensão das elites dirigentes, que estavam a assumir as funções e a estabilizar o poder dos liberais quando, no resto do País, ainda havia convulsões e travavam-se combates entre os apoiantes de D. Pedro e de D. Miguel. 

José Vieira Branco, antigo tipógrafo e militar, procurou com pouco sucesso descobrir mais informações sobre a fundação do jornal em Faro. Cerca de meio século mais tarde, José Carlos Vilhena Mesquita tentou também, ainda com a ajuda e o conhecimento de Mário Lyster Franco, descobrir mais alguma informação sobre o jornal e chegou a publicar um artigo, num dos primeiros congressos regionais do Algarve em 1984 [José Carlos Vilhena Mesquita, «CHRONICA DO ALGARVE» TERÁ SIDO O PRIMEIRO JORNAL ALGARVIO?, 3º Congresso sobre o Algarve, vol. 1, Silves, Racal Clube, 1984 disponível AQUI]. Porém, foi com a concretização do projeto da Hemeroteca Digital do Algarve que se conseguiu juntar dois dos números do jornal que se publicaram, bem como alguns suplementos.

O jornal apresentava em nota, no canto superior esquerdo, que devia publicar-se às quartas-feiras e sábados. No entanto, o número um publicou-se a uma segunda-feira. Sem qualquer outra simbologia além da coroa do poder real em epígrafe, referia o preço de venda por exemplar (40 réis por número) e o preço dos suplementos (20 réis). Colocava ainda um excerto do Canto X, de Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões. O jornal, como era padrão naquela época, tinha quatro páginas a duas colunas e, sintomaticamente, serviu de forma objetiva para propagandear as vitórias liberais face aos confrontos com as tropas miguelistas.

A organização interna deste órgão da imprensa escrita começava com uma apresentação, intitulada de prospecto, onde se destacavam as finalidades a que se propunha o periódico: "Empenhados em defender a Causa da Honra, e da Legitimidade do Trono, e das Liberdades Pátrias", "Diremos com a ingenuidade própria de um verdadeiro liberal tudo o que ocorrer de notável nas operações da expedição, destinada a quebrar as algemas, que manietavam os pulsos dos fiéis Portugueses neste reino, e província limítrofe" e concluía "Daremos as peças oficiais, e escreveremos lambem o que houver de notável na heroica cidade do Porto, apenas dali recebermos as noticias; e com algumas dos reinos estrangeiros que mais possam Interessar á nossa Causa, encheremos este limitado periódico, em que não tem parte a especulação e interesse pecuniário (que a todo e qualquer renunciamos desde já), mas somente o desejo de ser úteis a nossos honrados hóspedes e concidadãos, e de os esclarecermos sobre a opinião geral do Reino e da Europa, que por certo é a parte mais civilizada do mundo". Seguiu-se depois uma extensa nota, na Parte Não Oficial, sobre a Expedição ao Algarve e concluía essa parte com algumas das proclamações feitas na cidade do Porto, neste caso uma proclamação de D. Pedro e outra do Conde Vila Flor.

Na quarta, e última página, em género de pequeno anúncio, fica-se a saber que o diretor do periódico era Manuel António Ferreira Portugal e que estavam reservadas pequenas vantagens para os assinantes do bissemanário, pagariam menos 10 réis por número do que o público normal e a publicação estava disponível para receber anúncios com preços a combinar. Sobre esta figura pouco se sabe também, mas abaixo aditar-se-á mais alguns elementos biográficos que se conseguiram reunir.

A imprensa utilizada para imprimir a Chronica do Algarve era a Imprensa do Governo, que estava estabelecida na Rua do Aljube (depois Rua do Município) em Faro, 998.

Manuel António Ferreira Portugal era bastante jovem quando foi desafiado a estabelecer-se no Algarve com uma oficina tipográfica. 

Em Outubro de 1833, sabemos que vai ser apontado para criar uma tipografia portátil para acompanhar o exército, solicitando-se mesmo a aquisição de utensílios e equipamentos necessários ao seu funcionamento. Seria já funcionário da Imprensa Nacional e seria dispensado para acompanhar a Tipografia do Exército em operações (1).  Alfredo da Cunha, na sua estimada obra sobre o "Diário de Notícias" diz-nos que Ferreira Portugal foi o representante do jornal de anúncios "Gratis" (1836-1857). Sabe-se que, em 1844, Ferreira Portugal já se encontra estabelecido com uma tipografia em Lisboa (Calçada dos Barbadinhos, Santa Apolónia) e que terá sobrevivido pelo menos até 1867. Nessa tipografia foram impressas entre outras as seguintes publicações:

O Director, Lisboa, Tipografia de M. A. F. Portugal, 1838-1840.
Almanak estatistico de Lisboa em 1841 [a 1853] / coordenado por M.A.F. Portugal, [Lisboa?] : Typographia do Gratis, 1841.
- O Correio Português, ed. M.A.F. Portugal, Lisboa, 01-12-1841 a 31-12-1845, nº 1127
A Restauração. Lisboa: Typ. de M.[anuel] A.[ntónio] F.[erreira] Portugal,  25.5.1842;
O Estandarte, Lisboa, 02-08-1847 a  22-11-1851;
- O Conservador, Lisboa, 15-09-1851 a 14-02-1852;

Tomás Quintino Antunes, que virá a ser chefe da tipografia do Diário de Notícias descrevia num breve apontamento Manuel António Ferreira Portugal descrevia-o assim:

homem grosseiro e irascível, que mal conhecia os processos tipográficos, e não tinha outros merecimentos senão o ter servido como soldado no batalhão dos Voluntários da Rainha durante a guerra da restauração constitucional. Orgulhoso e vingativo, tudo lhe servia de pretexto para tratar os empregados como uma  horda de escravos, sem mesmo poupar os que, por seus longos serviços, e pela sua avançada idade, tinham incontestável direito a serem tratados com a maior consideração (2). 

(1) https://imprensanacional.pt/history-heritage/sobre-o-fornecimento-de-utensilios-para-a-organizacao-de-uma-imprensa-portatil-para-o-quartel-general-imperial/?fbclid=IwAR1FjYd1Q9MgyQtCgGDmmxsXwLgbFfnx4M1FOFn5GVcklCJyPSYXe0_pEbs

(2) Cunha, Alfredo da, Diário de Notícias. Sua Fundação e os fundadores. Alguns factos para a História do Jornalismo Português, Lisboa, Diário de Notícias, 1914p. 78 também disponível online  aqui: http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/EFEMERIDES/diariodenoticias/DiariodeNoticias.pdf

A.A.B.M.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

APESAR DE VOCÊ!



Apesar de você!” – por Marcelo Rubens Paiva, in jornal Estado de S. Paulo

Apesar de você, as cores do arco-íris continuarão as mesmas, ele sempre estará entre o céu e a terra, continuará lindo a nos emocionar. Mulheres continuarão a desejar mulheres, homens se beijarão e se amarão: o amor não tem limites, o desejo não tem barreiras. A composição familiar nunca mais será a mesma. Os jovens não deixarão de mudar padrões, quebrar regras. O amor vencerá a bala. A Inteligência sempre vencerá a burrice.
Drummond continuará arquiteto das palavras, Niemeyer, o poeta das formas. Ambos continuarão gauche na vida. Livros poderão ser proibidos, mas jamais serão esquecidos, poderão estar escondidos nos labirintos das estantes, no labirinto da nossa memória.

Apesar de você, a palavra será a melhor arma, o pensamento, livre, as ideias brotarão, os questionamentos serão infinitos, é da nossa essência, é nossa vocação.
Apesar de você, florescerá na primavera, a solidariedade existirá, o altruísmo continuará vital como o ar. Apesar de você, a bondade estará entre nós. Vamos esperar para tudo melhorar, vamos esperar para o dia amanhecer sem ódio, sem tiros, vamos esperar a tempestade passar.

Apesar de você, Dom Quixote lutará contra moinhos de vento, Riobaldo, contra o amor por outro jagunço, Canudos, contra as tropas da insensatez, Zumbi, contra a escravidão. A dívida social não será paga. A história dos negros não será reescrita nem recontada. Uma ditadura continuará a ser assassina, e a tortura, nunca mais! Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.
Hoje é dia 20 de outubro. Hoje é celebrado o dia do poeta. Hoje é dia de Manuel Bandeira. Apesar de você, podemos ir embora pra Pasárgada, onde somos amigos do rei, termos o amor que quisermos, na cama que escolhermos e, se aqui não somos felizes, lá a existência será uma aventura, lá faremos ginástica, andaremos de bicicleta, montaremos em burros brabos e, cansados, nos deitaremos na beira do rio, porque em Pasárgada tem tudo, é outra civilização, nos sentiremos seguros, e no dia mais triste, o mais triste de todos, amaremos quem quiser, porque lá somos amigos do rei.

Apesar de você, toda a cultura será acessível, Brecht proporá a revolução, a angústia estará na solidão, a dor da alma não terá cura, até o dia em que decidirmos não sofrer mais e agir. Sofreremos por causa de você, superaremos apesar de você. Nossos ancestrais não sairão do lugar, seus ensinamentos irão nos guiar, apesar de você. Os mortos continuarão vivos entre nós. Continuarão a nos inspirar. Luther King continuará mito. Jesus a nos defender. Simone de Beauvoir nos fez pensar. Gandhi é o mito da paz.
O índio guerreiro vai lutar, vai se esconder e sobreviver, vai defender a sua mata, unir-se aos animais, defender sua família, até o último guerreiro, e mais uma vez o mal não vencerá. Os rios terão o poder de se regenerar, os mares, de se recompor, a fumaça vai se dissipar, as bombas vão se calar. A floresta vai renascer das cinzas. A destruição não nos acometerá.

Cometas vão passar. O Universo continuará a se expandir e ser enigmático. As descobertas nos surpreenderão. O conhecimento será sempre o caminho, não o ponto final. O desconhecido será conhecido, para voltar a ser desconhecido, que será conhecido, e desconhecido. Teorias podem ser reescritas, nunca extintas ou ignoradas.
Michelangelo será eternamente belo. Leonardo, genial. Van Gogh pintará as cores do vento. Pollock, a representar nossa loucura. Picasso, a incongruência. Miró será eternamente arrebatador. Rimbaud será nosso poeta que faz da vida, versos, da sua andança, sentido: “Que venha a manhã, com brasas de satã, o dever é ardor. Ela foi encontrada. Quem? A eternidade é mar misturado ao sol”.

Shakespeare nunca deixará de mostrar o horror de reinos, a loucura de reis. Campos de Carvalho narrarei de cor. Continuará píncaro do espetacular. Lobos uivarão para a lua. Cachorros latirão uns para os outros. Gatos se esconderão na escuridão. Sabiás cantarão antes do amanhecer, nos despertando com a beleza da sua inconveniência. À noite, será sempre noite, por vezes desesperadora, por vezes longa demais, dolorida e saudosa. Enfim, o sol aparecerá. O ciclo das estações não se alternará. O minuto de daqui a pouco será depois o minuto que se foi. O amanhã será ontem.
A Justiça não será parcial, a defender os que mais têm. A verdade poderá nunca prevalecer. Mas nenhum doutor irá nos convencer do contrário. A polícia continuará a reprimir, a defender o bem de quem os têm. Mas nunca será eliminado o fato de sermos tão desiguais, de que quem não tem luta para dividir. Os grilhões se romperam. As amarras se romperão. Apesar de você.

Hoje é dia de poesia e samba. Todo dia é dia de samba. Apesar de você, o sol há de brilhar mais uma vez, a luz há de chegar aos corações, do mal será queimada a semente, o amor será eterno novamente. Quero ter olhos pra ver, a maldade desaparecer. Amanhã será um novo dia. Apesar de você."
Apesar de Você – por Marcelo Rubens Paiva, [Escritor, dramaturgo, cronista], jornal Estado de S. Paulo [Estadão], 20 de Outubro de 2018 – com imagem e sublinhados nossos

J.M.M.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

A IMPRENSA MÉDICA E A 1ª GUERRA MUNDIAL: CONFERÊNCIA EM FAMALICÃO

CONFERÊNCIA: "A IMPRENSA MÉDICA E A 1ª GUERRA MUNDIAL”;

ORADORESDOUTORA MARIA DE FÁTIMA NUNES

DIA16 de Outubro 2015 (21,00 horas);
LOCAL: MUSEU BERNARDINO MACHADO (VILA NOVA DE FAMALICÃO);


 Integrado no “Ciclo de conferências  - Portugal na 1ª Guerra Mundial” (que terminará, na próxima sessão, a realizar em Dezembro) onde têm vindo a participar alguns dos especialistas no tema, desta vez tendo por convidada a Professora Maria de Fátima Nunes, docente e investigadora da Universidade de Évora, cujo currículo científico pode ser consultado AQUI. Uma excelente oportunidade para perceber que temas/assuntos tratava a imprensa médica portuguesa durante a Grande Guerra e quais os periódicos que se publicavam: Jornal dos Médicos e Farmacêuticos Portugueses, Porto, 1894-1919; Jornal da Sociedade de Sciencias Médicas de Lisboa, Lisboa, 1836-1947; Portugal Médico, Porto, 1915-1962; entre outras publicações

A não perder.

A.A.B.M.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

CONGRESSO REGIONAL ALGARVIO DE 1915 NA IMPRENSA DA ÉPOCA

Assinalando ainda a realização do I Congresso Regional Algarvio, colocamos a notícia do evento num dos jornais da época, precisamente com 100 anos:


República, Lisboa, 07-09-1915, nº 1674, p. 2
[Clicar na imagem ou descarregar para aumentar]
A.A.B.M.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

DOSSIER DIGITAL - O 25 DE ABRIL DE 1974 NA IMPRENSA DA ÉPOCA

 
 

Nos 40 Anos que se assinalam sobre o 25 de Abril de 1974, a Hemeroteca Municipal de Lisboa associa-se ao ciclo de comemorações com um dossier digital que evoca os dias quentes da Revolução.

A par da cobertura televisiva (cuja emissão noticiosa do dia 25 de Abril pode ver no separador Televisão), a imprensa portuguesa, em formato Jornal ou Revista, cobriu os acontecimentos de forma entusiástica, como fica expresso nas edições integrais que disponibilizamos. Isenta de censura prévia, a liberdade de imprensa - que viria a ser sancionada pela Lei 85-C/75 - promoveu a imprensa deste período à condição de parceira ativa no debate em torno dos destinos do País.

Mas também no estrangeiro a revolução portuguesa fez manchete na imprensa: "Revolução asseada" (The New York Review of Books, 13 de junho), "Cavalheiresco golpe de estado" (Newsweek, 6 de maio), "Perder um império, ganhar respeito" (International Herald Tribune, 27 de Maio), são algumas das notícias que encontrará nos 3 títulos que integram a secção Monografias, que compilam ecos do impacto internacional do 25 de Abril: "Um livro, uma canção e depois uma revolução" (Time, 6 de maio).

O "livro" alude ao Portugal e o Futuro : análise da conjuntura nacional, do general António de Spínola, editado em fevereiro de 1974. Já a "canção" remete para as duas senhas do movimento que, com intervalo de menos de duas horas, foram emitidas na rádio: "E depois do adeus", de Paulo de Carvalho (canção vencedora do Festival RTP da Canção de 1974) e "Grândola, vila Morena", de Zeca Afonso. Esta circunstância serve de mote para a homenagem que, na secção Música, e com a colaboração do Serviço de Fonototeca da Biblioteca Orlando Ribeiro, prestamos ao canto de intervenção, representado por cinco canções que se impuseram na história da música portuguesa como a arma de combate mas também de celebração da Democracia.

DOSSIER DIGITAL AQUI - HEMEROTECA MUNICPAL DE LISBOA
J.M.M.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

LIBÉRATION – “NOUS SOMMES UN JOURNAL”




LIBÉRATION – “NOUS SOMMES UN JOURNAL”: Nous sommes un journal, pas un restaurant, pas un réseau social, pas un espace culturel, pas un plateau télé, pas un bar, pas un incubateur de start-up …” [8 DE Fevereiro de 2014]

 
Fundado em 1973 (o manifesto editorial data de 5 de Fevereiro e o seu nº1, sai a 18 Abril) - a partir de um grupo formado por Jean-Paul Sartre, Serge July, Philippe Gavi, Bernard Lallement et Jean-Claude Vernier – de forte influência “maoista” [ou liberal-libertária, como lhe chamou Serge July, jornalista e militante da “La Cause du Peuple”], o Libé marcou uma época do jornalismo combatente, provocador, assumindo-se como um jornal fora da lógica do mercado. Por isso, essa curiosa e virtuosa “sociedade de redactores” tinha como divisa “Peuple, prends la parole et garde-là!”. E assim, benevolente, iconoclasta, com coração ousado e com ilustrados leitores, o seu sonho durou o que tinha de durar. No caso 33 anos. Em 2006 (Novembro), no rigor da estação invernosa do jornal, Serge July deixa o Libé. Perdeu contra Rothschild, a publicidade e o mercado. Mas a rebeldia e o atrevimento fez história. E faz história... ainda!
 
J.M.M.

sábado, 2 de março de 2013

CASA COMUM


O projecto Casa Comum, desenvolvido pela Fundação Mário Soares disponibilizou online, um conjunto assinalável de documentação, que merece uma demorada visita e uma pesquisa aturada entre os documentos agora digitalizados.

Assim, pode ler-se na nota de divulgação sobre o projecto que o mesmo:
desenvolve em matéria de salvaguarda da Memória há mais de 12 anos – este projeto pretende ser uma Casa Comum na Internet, em língua portuguesa.
Já se encontram acessíveis em CasaComum.org mais de 1.500.000 objetos digitais de interesse histórico, oriundos de diferentes países e organizações. Ao mesmo tempo, esta plataforma eletrónica abre-se às novas realidades culturais e sociais desses países, partilhando recursos com outras organizações, com vista ao reforço dos instrumentos de acesso ao Conhecimento e à Cultura.
Documentos, Fotografias, Vídeos, Sons, materiais de contextualização – eis o que se pretende disponibilizar livremente através desta plataforma na Internet. O enriquecimento progressivo e aberto destes materiais constitui outro objetivo essencial desta iniciativa cultural e cívica.
Não há Futuro sem Memória. E, por isso, estamos hoje aqui a partilhar as nossas memórias comuns, seguros do seu valor e da eficácia mútua que é possível obter com as parcerias estabelecidas, sem as quais nada do que aqui se apresenta teria sido possível.

Assim, entre os principais núcleos documentais disponibilizados encontram-se um conjunto de arquivos que podem ser consultados AQUI. De entre eles destacam-se um conjunto de publicações periódicas importantes no século XX em Portugal, a saber:
O Diabo (1934-1940);
- A Águia (1910-1932);
- A Sementeira (1908-1913);
- Alma Nacional (1910-1911);
- Germinal (1916-1917);
- O Tempo e o Modo (1963-1970);
- Sol Nascente (1937-1940).

Além disso, disponibiliza também a todos os interessados um conjunto de fotografias, caricaturas e gravuras da Monarquia Constitucional, da República, da Ditadura Militar, do Estado Novo, das oposições ao Estado Novo, do 25 de Abril de 1974, da II República e da situação internacional, pode ser consultado AQUI. Este núcleo contem varias centenas de fotografias que podem ter interesse.

Excelente e louvável iniciativa que merece a melhor atenção de todos os interessados na História Contemporânea de Portugal.

A.A.B.M.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

JORNADAS DE HISTÓRIA DA IMPRENSA OLISIPONENSE


Vão realizar-se no próximo dia 5 de Dezembro, na Sala do Arquivo dos Paços do Concelho da Câmara as

1.as JORNADAS DE HISTÓRIA DA IMPRENSA OLISIPONENSE DAS «RELAÇÕES» DE SEVERIM DE FARIA À «GAZETA DE LISBOA»
LOCAL: Sala do Arquivo dos Paços do Concelho da CML
DATA E HORÁRIO: 5 de Dezembro, das 14h00 às 19h00

A Câmara Municipal de Lisboa, através da Hemeroteca Municipal, numa parceria com o Centro de Investigação Media e Jornalismo, irá organizar, no dia 5 de Dezembro, na Sala do Arquivo dos Paços do Concelho da CML, as Primeiras Jornadas de História da Imprensa Olisiponense.

Esta iniciativa pretende revisitar a história das primeiras publicações periódicas impressas em Lisboa, nos séculos XVII e XVIII, sendo que alguns destes títulos estão na génese do jornalismo português. A par do estado da arte, as Primeiras Jornadas de História da Imprensa Olisiponense procuram também trazer para o debate público e académico novos contributos para o conhecimento e para a história destas publicações, com destaque para as Relações (1626-1628), de Severim de Faria, as Gazetas da Restauração (1641-1648), o Mercúrio Português (1663-1667), de António de Sousa Macedo, e, por último, para a Gazeta de Lisboa (1715-1833) – contributos resultantes das mais recentes investigações feitas por reputados historiadores e especialistas. A palestra inaugural das jornadas será proferida por José Manuel Tengarrinha, eminente historiador e autor da pioneira História da Imprensa Periódica Portuguesa (1965).

As Jornadas de História da Imprensa Olisponense serão as primeiras de um ciclo anual de colóquios, com incursões temáticas e diacrónicas pela história da imprensa periódica olisiponense, desde os seus primórdios até à atualidade. Este ano, o encontro irá tratar Das Relações de Severim de Faria à Gazeta de Lisboa.

Participe e fique a saber mais sobre as origens, as especificidades e o desenvolvimento dos jornais e revistas que fizeram a histórica recente de Portugal e da sua capital, Lisboa.


Entrada livre, mediante inscrição prévia.

A inscrição para a Jornadas pode ser feita AQUI.

A.A.B.M.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

JORNAL DO FUNDÃO - SERVIÇOS DE CENSURA



JORNAL DO FUNDÃO - "Primeira prova de página, datada de 28/11/1965, enviada aos Serviços de Censura seis meses após a suspensão" [AQUI]

J.M.M.

3 DE MAIO - DIA MUNDIAL DA LIBERDADE DE IMPRENSA




"... A liberdade de Imprensa traz consigo males, e males não pequenos; mas os que resultam da Censura previa são mais e maiores: aqueles podem remediar-se em grande parte, podem até evitar-se de modo que a Sociedade tenha pouco que sentir; estes não, porque eu não concebo a possibilidade de existir um Governo Constitucional, ao modo que a Nação o espera e deseja, sem a liberdade de Imprensa ..." [Manuel Fernandes Tomás]

FOTOS:

- via Galeria Virtual da Censura [Museu Nacional de Imprensa];

- in jornal A VANGUARDA, 14 de Abril de 1907.

J.M.M.

sábado, 7 de abril de 2012

DIÁRIO DE LISBOA


Há 91 anos, começou a publicar-se o Diário de Lisboa.

Este jornal, que começou a publicar-se em 7 de Abril de 1921 e terminou com o número 23 378, de 30 de Novembro de 1990. Era um jornal vespertino, que tinha como diretor inicialmente Joaquim Manso (até 11 de Setembro de 1956), depois foi Norberto Lopes (até 15 de Dezembro de 1967), A. Ruella Ramos (até 15 de Setembro de 1989), Mário Mesquita (até 28 de Setembro 1990) e, finalmente, A. Ruella Ramos até final da publicação.

Tudo indica que a iniciativa da fundação do jornal partiu do banqueiro António Vieira Pinto, sócio da Casa Bancária Pinto & Sottomayor (mais tarde Banco Pinto & Sottomayor), que decidira criar um jornal republicano. Para esta iniciativa contou com o apoio de Candido Sotto Mayor Júnior e de Tomás e Rafael Bordalo Pinheiro [cf. Mário Matos e Lemos, Jornais Diários Portugueses do Século XX. Um Dicionário, Ariadne Editora/CEIS20, Coimbra, 2006, p. 256-260].

Contou um conjunto alargardo de colaboradores na sua larga duração.

Pode atualmente ser consultado online na Fundação Mário Soares em formato digital.

A.A.B.M.

sexta-feira, 9 de março de 2012

DECLARAÇÃO DE GUERRA DA ALEMANHA A PORTUGAL (9 DE MARÇO DE 1916)


O jornal Vanguarda publicava em 11 de Março de 1916, as incidências da declaração de guerra da Alemanha a Portugal.

O jornal pode ser consultado AQUI.

Depois do que dissemos há um mês atrás, aqui fica mais uma leitura dos acontecimentos feita por este jornal.

Uma efeméride que marcou a I República e condicionou todo o seu percurso posterior.

A.A.B.M.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

PENACOVA E A REPUBLICA NA IMPRENSA LOCAL



No âmbito das Comemorações da Implantação da República que se vão desenvolver em Penacova, no próximo dia 5 de Outubro de 2011, vai ser apresentado o livro Penacova e a República na Imprensa Local, da autoria de David Almeida.

A apresentação do livro, a realizar-se no Auditório do Centro Cultural de Penacova, no próximo dia 5 de Outubro, pelas 10.30 h, vai estar a cargo do Prof. Luís Reis Torgal.

Para os interessados nos detalhes do livro segue abaixo o Índice da obra:

13 PREFÁCIO

19 NOTA DE APRESENTAÇÃO

21 NOTA INTRODUTÓRIA
CAPÍTULO I – Últimos anos da Monarquia: dinâmicas sociais e políticas
25 Factores de progresso
27 ''As Festas de Penacova'' e a inauguração do Mirante
29 Evolução política
31 Um ''caso'' melindroso: sobreposição de poderes
32 José António de Almeida e António José de Almeida
33 Cargos políticos de 1908 a 1910 - Câmara Municipal e Administração Concelhia
34 Manifestação monárquica

CAPÍTULO II – Militância republicana e proclamação da República
38 ''À urna pelos republicanos!''
38 Comissão Municipal Republicana
40 Comissões Republicanas Paroquiais
40 Eleições locais de 1908
41 Centro Republicano de S. Pedro de Alva
43 Comício em S. Pedro de Alva
47 Inauguração do Centro Republicano de S. Pedro de Alva
48 O Jornal de Penacova e a propaganda republicana
50 Notícia da Revolução: recepção e aclamação da República
52 Auto de aclamação da República Portuguesa no Concelho de Penacova

CAPÍTULO III – Transição e consolidação político-administrativa
57 Câmara monárquica adere formalmente à República
59 Amândio Cabral preside à primeira Comissão Administrativa
60 Nova Comissão Administrativa presidida por António Moncada
61 Comissões administrativas paroquiais
61 1911: António Casimiro Pessoa Júnior assume presidência da Comissão
62 1912-1913: Joaquim Augusto de Carvalho sucede a Casimiro Júnior
63 A marca "afonsista" de Alberto de Castro na Comissão Administrativa
64 Administrações Concelhias em 1913 – a dança das cadeiras
64 1913: primeiras eleições locais depois do 5 de Outubro
64 O mandato de Amândio Cabral (1914 -1916)
67 1915: Amândio Cabral renuncia à Comissão Executiva e preside ao Senado Municipal
68 1916: Amândio Cabral reassume a presidência da Comissão Executiva
69 Titulares de cargos políticos em 1917
70 1917 – As eleições municipais de Novembro
71 1918 – Um mandato de curta duração
72 Notas dispersas (1919-1930)

CAPÍTULO IV – Afirmação Republicana depois do 5 de Outubro
75 Reunião da Comissão Republicana
77 "Ao Comício pois, povo deste concelho, para ouvirdes palpitantes verdades!"
78 Acções de propaganda em Sazes, Carvalho, Friúmes…
80 Celebração solene do 1.º de Dezembro de 1910
80 Inauguração do Centro Democrático António José de Almeida
81 1.º Aniversário da Implantação da República
81 A União Nacional Republicana
82 Partido Evolucionista: projecção local
83 Adesões tardias à República
84 2.º Aniversário do 5 de Outubro
84 "Democratismo puro, não há dúvida…"
85 Críticas ao Partido "Afonsista"
85 Cerrar fileiras perante a ameaça monárquica
86 As polémicas eleições municipais de 1913
88 A querela entre O Poiarense e o Jornal de Penacova
89 Eleições locais de 1917: de novo a polémica
90 A abstenção dos partidos da “República Velha” nas eleições de 1918
90 As eleições de 1921 para deputados e senadores
91 Núcleo Republicano de S. Pedro de Alva

CAPÍTULO V – Reflexos da questão religiosa
93 O Coro dos Bispos
95 O caso Gaitto – julgamento do Jornal de Penacova
96 Padre Curado e Padre Dinis vs Amândio Cabral
97 O cometa Halley e o pânico do fim do mundo
97 A "Pedra Curiosa": o milagre como explicação
98 O arrolamento dos bens da Igreja
99 O Padre Zé dos Machos
100 A prisão do pároco de Paradela
101 Visita Pascal – a licença necessária
101 Enterro civil mal recebido em Lorvão
102 Vinte reisinhos para Santa Marinha
102 Sousa Monteiro, padre rebelde
103 Lorvão contra o Bispo, a favor do Pároco
103 Fátima: uma chuchadeira que causa tédio
104 Atenção às "manigâncias clericais" . Alerta liberais!
105 Defender a escola da epidemia clerical

CAPÍTULO VI – Comemorações do 5 de Outubro (1911-1935)
107 1.º Aniversário da República celebrado em todo o concelho
109 1918 – Aniversário carregado de sombras no horizonte
110 1922 – Desilusões vão-se aprofundando
110 1926 – Um verdadeiro "dia republicano" em S. Pedro de Alva
111 1928 – S. Pedro de Alva de novo em foco
112 1931 – A República vive, viveu e viverá
112 1932 – GNR promove comemorações
113 1933 – Jantar de republicanos presidido por Joaquim Leitão
114 1935 – A aproximação da fatalidade…

CAPÍTULO VII – António José de Almeida – figura tutelar das movimentações republicanas em Penacova
118 "Homens como ele não aparecem todos os dias"
119 Que melhor patrono poderíamos ter?
120 Ministro do Interior
121 Partido Evolucionista
122 "Esta República não é má. É péssima."
123 O Comício de Coimbra (1914)
123 O Governo da União Sagrada e a Presidência da República
125 Horas de Luto: a Pátria e a República em Crepes
127 Referências póstumas nos períodicos locais
128 Uma lápide em Vale da Vinha
129 Evocações republicanas em ambiente de Abril

CAPITULO VIII – Algumas personalidades republicanas
133 MEMBROS DA COMISSÃO REPUBLICANA EM 5 DE
OUTUBRO
133 Amândio dos Santos Cabral (1881- *)
135 António de Seiça Ferrer de Saldanha Moncada (1883-1967)
136 José Alves de Oliveira Coimbra (1883 -1936)
137 José Pedro Henriques (1869-1911)
138 Rodolfo Pedro da Silva (1861-1942)
139 PERSONALIDADES QUE OCUPARAM CARGOS DE
PROJECÇÃO NACIONAL
139 António José de Almeida (1866-1929)
140 Joaquim Correia de Almeida Leitão (1875-1959)
141 Júlio Ernesto de Lima Duque (1856-1927)
143 ALGUNS NOMES LIGADOS AO NÚCLEO
REPUBLICANO DO ALTO CONCELHO
143 Alípio Barbosa de Oliveira Coimbra (1865-1956)
144 Eduardo Pedro da Silva
145 João António de Almeida (1872-1932)
145 João Gama Correia da Cunha (1839-1918)
146 José António de Almeida (1819-1901)
148 José de Almeida Coimbra (c. 1859-1919)
148 OUTROS REPUBLICANOS PENACOVENSES
148 Alberto de Castro (1890-1958)
149 António Casimiro Guedes Pessoa (1879-1935)
150 António Casimiro Pessoa Júnior (1840-1913)
150 João Augusto Simões Barreto
151 Joaquim Augusto de Carvalho (1861-1935)
152 José Maria de Oliveira
152 E AINDA…
152 Alberto Palma, Altina do Amaral, António Montenegro, Américo
Pinto Guedes, César Morais Queirós, Eduardo Silva,
Ezequiel Rodrigues Craveiro, Francisco Cordeiro dos Santos,
Francisco dos Santos Malva, Joaquim Maria da Silva, Joaquim
Pita de Eça Aguiar, Joaquim Serra Cardoso, José Augusto
Monteiro Júnior, Leonel Lopes Serra, Luís Pereira de Paiva
Pita, Manuel Ferreira Pedrosa, Manuel Gentil da Natividade…

CAPÍTULO IX – A Imprensa Local
161 Jornal de Penacova (1901-1937)
165 A Folha de Penacova (1902)
167 Ecos de S. Pedro de Alva (1915-1918)
168 O Progresso Lorvanense (1921-1922)
169 A Voz de S. Pedro de Alva (1928-1934)
170 Notícias de Penacova (1932 -1978)
171 Jornal Nova Esperança (1980 – ___ )

181 NOTA CONCLUSIVA

183 PRINCIPAIS ARQUIVOS E FONTES CONSULTADAS


Uma atividade que o Almanaque Republicano não deixar de divulgar junto de todos os que nos seguem.

A.A.B.M.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A IMPRENSA E A LIBERDADE


No âmbito do Dia Mundial da Liberdade da Imprensa, a MinervaCoimbra vai realizar-se amanhã, dia 10 de Maio, pelas 18.30 h, uma sessão das Terças-Feiras de Minerva intitulada A IMPRENSA E A LIBERDADE com a participação de Maria Manuela Delille, Luís Reis Torgal, Isabel Nobre Vargues e João Figueira, entre outros.

Entrada livre.

Uma actividade a acompanhar com todo o interesse.

A.A.B.M.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

AFONSO COSTA EM ENTREVISTA AO LE MATIN


Consultando a página da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, encontra-se a referência à entrevista dada por Afonso Costa ao diário francês Le Matin que o Almanaque Republicano disponibiliza integralmente aos seus leitores para consulta.

Note-se também o eco que a imprensa republica fez do acontecimento, não só o Século, mas também jornais como A Capital e outros.

[NOTA:Clicar na imagem para aumentar]
A.A.B.M.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

MOSTRA BIBLIOGRÁFICA - PERIÓDICOS LISBOETAS NA HEMEROTECA MUNICIPAL


Mostra Bibliográfica - Periódicos Lisboetas na Colecção da Hemeroteca Municipal (Séculos XVIII – XX)

Esta mostra reúne alguns dos títulos de jornais e revistas lisboetas mais importantes existentes na colecção da Hemeroteca Municipal de Lisboa, com informação detalhada sobre a vida de cada um deles.

Pretende-se promover estas colecções de periódicos junto dos utilizadores da biblioteca, pois os exemplares expostos constituem fontes da maior importância para o conhecimento e estudo da cidade de Lisboa.

De 8 de Fevereiro a 20 de Março no horário da Biblioteca.


O mais antigo periódico existente na coleccção é a Gazeta de Lisboa. Fundada em 1715, a “Gazeta”, é um longínquo antepassado daquilo que hoje se publica com o título Diário da República.

O Jornal Encyclopédico começou a ser publicado em 1820. Mais tarde, mas ainda no século XIX surgiu o Comércio e Industria, que divulgava as biografias e respectivos retratos de figuras de relevo ligadas à cidade, como Rosa Araújo, Henrique Burnay, entre muitos outros. Ainda deste século é o suplemento do Jornal de Comércio, Semana de Lisboa, publicado a partir de Janeiro de 1893.

Publicados no século XX encontram-se expostos títulos como o Diário de Lisboa, fundado em 1921, por Joaquim Manso, e que se manteve até 1990. O Comércio da Ajuda e a Voz dos Mercados, embora com notícias de carácter geral, principalmente o primeiro, abordam temas relacionados com os mercados e os comerciantes. Por sua vez, os jornais e revistas A Cidade, Olisipo, A Capital, Lisboa em…, Jornal de Lisboa, Avenida e Heraldo, contêm tudo o que o leitor procura saber sobre a capital, nas suas mais variadas vertentes. Constituindo excelentes repositórios de factos, tradições e personagens que marcaram a vida lisboeta ao longo do tempo.

Fornecendo informação pormenorizada sobre cada jornal, a mostra pretende promover estas colecções de periódicos junto dos utilizadores da biblioteca, que podem ainda assistir ao ciclo de conferências Para a História do Jornalismo Lisboeta (Séculos XVIII – XX), a decorrer no mês de Março.

Este evento pode ser consultado AQUI.

Uma exposição a visitar e a divulgar.

A.A.B.M.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

1808-2008: DOIS SÉCULO DE IMPRENSA




Nos próximos dias 2 e 3 de Outubro de 2008, no Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra, o Grupo de Investigação “Estudos de Comunicação e Educação”, coordenado pela Doutora Isabel Nobre Vargues do CEIS 20, vai realizar um colóquio para assinalar as invasões francesas e as alterações que elas introduziram ao nível da comunicação, em particular na imprensa.

Este grupo de investigação que tem como objectivo aprofundar temas relacionados com a história da imprensa e dos meios de comunicação nos séculos XIX e XX,vai levar a efeito um colóquio com alguns dos especialistas nestas matérias, onde se destacam, entre outros:

- José Marques de Melo (Universidade Metodista de S. Paulo);
- Ana Teresa Peixinho (FLUC / CEIS20);
- Isabel Nobre Vargues (FLUC / CEIS20);
- José Miguel Sardica (UCP);
- José Carlos Abrantes (Ex-Provedor do Leitor Diário de Notícias);
- Carlos Camponez (FLUC / CIMJ) ;
- João Figueira (FLUC / CEIS20);
- João Rui Pita (FFUC / CEIS20);
- Noémia Malva Novais(CEIS20);
- Jesus Timóteo Alvarez (U. Complutense de Madrid).

A Comissão Científica deste colóquio é composta por:
Maria Manuela Tavares Ribeiro, Isabel Nobre Vargues, Luís Mota e Ana Teresa Peixinho.

As comunicações e todos os conferencistas para os dois dias de trabalho podem ser consultadas aqui.

A.A.B.M.

terça-feira, 1 de abril de 2008

LX: REVISTAS MUNICIPAIS (SÉCULOS XIX-XX)


Mostra Bibliográfica e Documental "Lx: revistas municipais (séculos XIX-XX)"

A Hemeroteca Municipal de Lisboa, de acordo com a sua programação, realiza uma Mostra Bibliográfica e Documental "Lx: revistas municipais (séculos XIX-XX)" entre os dias 1 de Abril e 31 de Maio, do corrente ano, na Hemeroteca Municipal de Lisboa - Sala do Espelho.

Ainda sobre este evento, decorrerá um Ciclo de Conferências com a presença de Luis Bigotte Chorão [A Imprensa Institucional: o estado da questão], Rita Correia [As Revistas Municipais de Lisboa (1933-1973): história e propaganda] e Álvaro Costa de Matos [A Imprensa Municipal Lisboeta Oitocentista: subsídios para a sua história].

Ver toda a programação, aqui.

J.M.M.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

O REGICÍDIO - OS ACONTECIMENTOS NA IMPRENSA DA PROVÍNCIA

De seguida, apresentamos alguns exemplos de como foi recebida na província a notícia do atentado contra D. Carlos e o princípe herdeiro D. Luis Filipe.

Aproveitamos a existência de algumas publicações periódicas da época que estão disponíveis online aqui e aqui, para dar uma noção ainda que pouco abrangente da multiplicidade de situações que se verificaram em Portugal nos dias subsequentes ao Regicídio.

O Campeão das Províncias, de Aveiro, publicava esta capa dias depois dos acontecimentos.




Ainda em Aveiro, o semanário Districto de Aveiro, apresentava em primeira página o tema desta forma que se pode visualizar abaixo.



Por seu lado, o jornal republicano de Aveiro, dirigido por Francisco Manuel Homem Cristo, o Povo de Aveiro, apresentava este início de artigo sobre o problema do Regicídio.



Finalmente, O Vilacondense, de Vila do Conde, apresentava uma nota sobre o acontecimento que pode ser vista de seguida.



Fica aqui uma amostra da diversidade de opiniões que percorria o País em 1908. Muitas outras estão ainda por divulgar.

[a continuar]

A.A.B.M.