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segunda-feira, 30 de setembro de 2024

Apontamento 177: É bom lembrar

 

                                           [Hans Friedrich Genscher, na Embaixada em Praga]

Há 35 anos, ca. de 4000 cidadãos da RDA refugiaram-se na Embaixada da Alemanha em Praga.

A sua fuga, e a posterior intervenção do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Hans-Drietrich Genscher, autorizando a sua saída para a BRD, é considerada como o início do processo de Reunificação da Alemanha.

Pena é que a memória da sede de liberdade, com a fuga dos residentes na antiga RDA, parece ter deixado um vazio de gente com noção e vontade de querer viver em Democracia nos antigos domínios da SED.

Ver também: https://www.tagesschau.de/inland/ddr-fluechtlinge-prag-botschaft-100.html

 Post de HMJ

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Direito ao contraditório


em remake, e com agradecimentos ao autor.

sábado, 7 de junho de 2014

Uma fotografia, de vez em quando (38)


Há por aqui, um tempo que parou. Duplamente, até porque não era esta a disposição inicial e, embora os objectos não tenham desaparecido, vieram a ocupar novos espaços em outros lugares. Da intenção decorativa original, ficou apenas este vestígio vago e desmembrado, mas que eu posso datar, rigorosamente, de Abril de 1989. 

sábado, 28 de dezembro de 2013

Uma fotografia, de vez em quando (25)


Por razões objectivas, e a pedido, não se identifica o autor das fotografias.
De concreto, presidiu a vontade de expressar uma paisagem exterior, de horizonte largo, e outra, interior ou mais intimista.
Admita-se, no entanto, que o mar é o Atlântico, de Casablanca, e o maple, que era forrado a verde, sobre tábuas de pinho, fazia parte da mobília de uma casa minhota. Ambas as fotografias são de 1989.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Divagações 8


A lua faz-se redonda, a pouco e pouco, e a luz de Junho ainda cresce, arredando a noite para mais tarde.
A velhice vai abatendo as defesas do rigor, quase regressa às emoções da infância, mas também aqui há uma benevolência amável da memória, na procura da felicidade. Os tercetos ficaram sempre na gaveta, porque os achei infelizes, canhestros, demasiado sentimentais.
Mas partir é sempre limitar e reduzir. A cidade que fora minha, já não é. E os regressos são obrigações apenas, que se cumprem a custo. Ou em piloto-automático. Mesmo em Agosto, que era o mês da aventura, junto ao mar, outrora. Mas quando sobram horas e já não há casa que nos acolha, cresce um desconforto imenso pelo lado mais íntimo da tarde, em volta do jardim deserto da cidade vazia. Onde eu brincara, tanta vez, ao longe.
Rumoreja a água sobre o pequeno lago, e qualquer banco serve, porque não há gente, nem os carros passam. O jornal está lido, o cemitério visitado, a campa, florida. No bolso há uma chave, um pouco enferrujada e inútil, que atiro para a água. E, gradualmente, desatinadas, as palavras vêm à tona, para serem escritas:
Fecho a porta de casa sobre a última
noite e trago a chave sem saber
a quem a dar.

Nem mesmo estas
palavras têm sentido: alguém
as irá ler como eu as disse?

domingo, 8 de maio de 2011

Paris, 1989


para ms, em circuito fechado.