Até sempre...
quinta-feira, 31 de julho de 2008
A Hora do Adeus...
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segunda-feira, 28 de julho de 2008
sábado, 26 de julho de 2008
Fim-de-Semana...
The Dark Knight - O Cavaleiro das Trevas (2008)
Independentemente dos resultados práticos, The Dark Knight pode-se orgulhar de ter sido, desde o início da sua produção, um inacreditável fenómeno na gestão das expectativas dos públicos (mesmo daqueles que não se entusiasmam por aí além pelo universo dos super-heróis, grupo onde me incluo, confesso), alicerçado numa das mais prolíficas estratégias de Marketing a nível mundial e na curiosidade em observar o malogrado Heath Ledger naquela que é uma das suas últimas participações em cinema. A espectacularidade em torno da promoção do filme bem tenta legitimar a imensa qualidade deste, mas não há volta a dar: The Dark Knight insere-se na categoria dos filmes sobrevalorizadíssimos, sendo mesmo um daqueles casos em que a montanha pariu um rato.
Nesta nova aventura, o Homem Morcego une forças com o Tenente Jim Gordon e com o popular Procurador Distrital Harvey Dent, como forma de erradicar totalmente os colectivos mafiosos que continuam a operar em Gotham City. No entanto, um criminoso muito inteligente (e bastante perverso) conhecido por Joker chama para si todas as atenções, ao desafiar os três heróis da cidade e ao desencadear ondas de violência, destruição e pânico sem precedentes.
Economia narrativa deve ser um conceito não muito perceptível pelo ambicioso realizador Christopher Nolan, que aqui filma, filma, filma e filma sem saber bem quando deve parar. The Dark Knight arrasta-se numas intermináveis 2h30 de projecção no seu fogo de artifício de encher o olho (mas lapidado de inconsequência), num dispensável moralismo de pacotilha e no seu penoso, revoltante e pestilento pretensiosismo. A megalomania do filme não se encontra apenas na sua duração mastodôntica: por exemplo, os grandes planos sobre os edifícios da cidade e a utilização de uma banda-sonora eminentemente dramática tentam tudo por tudo para conferir uma intensidade emocional que pura e simplesmente não existe (e que a existir, não jogaria bem com as longuíssimas e enfadonhas sequências de acção). O Batman de Christian Bale padece de uma pífia caracterização, ao mesmo tempo em que se vê obrigado a debitar diálogos sofríveis.
No final, já pouco se aproveita. A tautologia mata o filme de vez e é inevitável pensarmos na redundância de todo o projecto. A frustração também toma o seu quinhão: o que é feito do genial autor de Memento e Insomnia, que tão bem começou a construir uma carreira com base numa brisa de inteligência e originalidade? Aqui, Cristopher Nolan assume uma decepcionante condição de tarefeiro e nem sequer consegue imprimir um mínimo cunho pessoal; pelo contrário, torna-se anónimo e igual a qualquer outro artesão de 2ª categoria que tenta triunfar em Hollywood à conta de blockbusters insípidos. No geral, salva-se o conjunto de interpretações, com o inevitável destaque para Heath Ledger (que não só rouba as cenas em que entra, como rouba todo o filme) e para a dupla Morgan Freeman e Michael Caine, com a elegância interpretativa do costume. Já agora: serei o único a achar a voz de Batman involuntariamente cómica? Soa-me a uma mistura da personagem de Jim Carrey em O Melga com o actor Keanu Reeves, se bem que num tom ainda mais grave do que o deste.
Conclusão: na saga Batman, continuo a preferir o minimalismo cénico e o apurado sentido de espectáculo do seminal Batman Returns.
Nesta nova aventura, o Homem Morcego une forças com o Tenente Jim Gordon e com o popular Procurador Distrital Harvey Dent, como forma de erradicar totalmente os colectivos mafiosos que continuam a operar em Gotham City. No entanto, um criminoso muito inteligente (e bastante perverso) conhecido por Joker chama para si todas as atenções, ao desafiar os três heróis da cidade e ao desencadear ondas de violência, destruição e pânico sem precedentes.
Economia narrativa deve ser um conceito não muito perceptível pelo ambicioso realizador Christopher Nolan, que aqui filma, filma, filma e filma sem saber bem quando deve parar. The Dark Knight arrasta-se numas intermináveis 2h30 de projecção no seu fogo de artifício de encher o olho (mas lapidado de inconsequência), num dispensável moralismo de pacotilha e no seu penoso, revoltante e pestilento pretensiosismo. A megalomania do filme não se encontra apenas na sua duração mastodôntica: por exemplo, os grandes planos sobre os edifícios da cidade e a utilização de uma banda-sonora eminentemente dramática tentam tudo por tudo para conferir uma intensidade emocional que pura e simplesmente não existe (e que a existir, não jogaria bem com as longuíssimas e enfadonhas sequências de acção). O Batman de Christian Bale padece de uma pífia caracterização, ao mesmo tempo em que se vê obrigado a debitar diálogos sofríveis.
No final, já pouco se aproveita. A tautologia mata o filme de vez e é inevitável pensarmos na redundância de todo o projecto. A frustração também toma o seu quinhão: o que é feito do genial autor de Memento e Insomnia, que tão bem começou a construir uma carreira com base numa brisa de inteligência e originalidade? Aqui, Cristopher Nolan assume uma decepcionante condição de tarefeiro e nem sequer consegue imprimir um mínimo cunho pessoal; pelo contrário, torna-se anónimo e igual a qualquer outro artesão de 2ª categoria que tenta triunfar em Hollywood à conta de blockbusters insípidos. No geral, salva-se o conjunto de interpretações, com o inevitável destaque para Heath Ledger (que não só rouba as cenas em que entra, como rouba todo o filme) e para a dupla Morgan Freeman e Michael Caine, com a elegância interpretativa do costume. Já agora: serei o único a achar a voz de Batman involuntariamente cómica? Soa-me a uma mistura da personagem de Jim Carrey em O Melga com o actor Keanu Reeves, se bem que num tom ainda mais grave do que o deste.
Conclusão: na saga Batman, continuo a preferir o minimalismo cénico e o apurado sentido de espectáculo do seminal Batman Returns.
Classificação: 1/5
terça-feira, 22 de julho de 2008
A Mãe e o Pai, segundo Steven Spielberg
É certo e sabido que a obra de Steven Spielberg se encontra contaminada pela complexidade das relações entre pais e filhos. Este facto deve-se a um acontecimento nuclear na vida do cineasta: o divórcio dos seus pais.
Na cinematografia do realizador de A Lista de Schindler, a Mãe é quase sempre representada como um poço de infindável amor, alguém que apresenta dignidade e perseverança, independentamente dos contextos.
Na cinematografia do realizador de A Lista de Schindler, a Mãe é quase sempre representada como um poço de infindável amor, alguém que apresenta dignidade e perseverança, independentamente dos contextos.
Exemplos:
Dee Wallace Stone em E.T. - O Extra-Terrestre (1982)
Frances O'Connor em A.I. - Inteligência Artificial (2001)
Já no caso do Pai, o cenário não é tão estimulante. A figura paterna surge quase sempre como um ser ausente, física (Terminal de Aeroporto) ou simbolicamente (Hook). A excepção parece residir na personagem de Tom Cruise em Minority Report - Relatório Minoritário (2002).
Exemplos:
Christopher Walken em Catch Me If You Can - Apanha-me se Puderes (2002)
Tom Cruise em War Of the Worlds - Guerra dos Mundos (2005)
segunda-feira, 21 de julho de 2008
sábado, 19 de julho de 2008
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