quinta-feira, setembro 3

Das férias

Ora como referi, antes de ir de férias "a sério", a 1ª semana de Agosto foi para limpar a casa de cima a baixo, de um lado ao outro. 😅

Custou imenso, com o pequeno em casa a exigir atenção, mas fez-se! E soube para lá de bem voltar a rever, organizar, destralhar a casa.

Também como referi, trabalhei nessa 1ª semana, mesmo que só 1h e dois dias da semana a seguir.

Depois?

Quis mesmoooo aproveitar as férias, já que o marido já só tinha o resto dessa semana.

Fomos à praia com o pequeno uns dias, fomos até às Caldas da Rainha e Rio Maior noutro dia e à piscina, noutro. 

Fizemos um pic nic, tiramos imensas fotos, fizemos muitas caminhadas.

Já a partir de 17 de Agosto, era só eu e o pequeno.

Queria aproveitar da melhor forma os dias. Não queria por nada ficar fechada em casa ou só fazer as caminhadas.

Com medo e ansiedade, fui mesmo assim. Onde? À praia! Só nós dois. Para mim, um motivo de orgulho enorme.

Claro, recebi de muito bom agrado as dicas da Teia. Eu estava com receio de ir com ele, para já porque era novidade, depois, por ir carregada. Ela lá me deu umas dicas e, depois de reduzir tudo ao máximo, lá fomos nós dois. E soube tão bem!

E como lhe disse, senti-me uma crescida 😂

Além da praia, que ainda fomos uns 6 dias só nós dois (depois o tempo não deixou 😒), passeamos imenso os três (cão).

E brincámos. E ouvimos música. E dançámos. 

Sério, soube para lá de bem.

E o meu filho, que já dá uns passos sozinho? Um orgulho!

E ainda fomos às compras, para aliviar a carga do pai. E ainda avançava com as limpezas, para aliviar ainda mais o Sábado...

E para terminar as férias em grande, no Domingo voltámos a andar de autocarro, que o pequeno delira com eles e tivemos várias estreias:

Andamos no elétrico 28, visitámos o Cemitério dos Prazeres e ainda fomos conhecer a Igreja de São Roque. Em mais de 16km andados, passamos por alguns Bairros de Lisboa, para se "conhecer" zonas diferentes e não andar ali sempre nos mesmos sítios. E só vos digo, eu adorei!

Foi puxado, que tivemos o tempo todo sempre a andar e sempre com o pequeno no marsúpio, mas eu, ia feliz.

Ele, não se vai recordar, claro, mas havemos de repetir. Mas ficam as dezenas de fotos que tirei.

Agora toca de voltar a trabalhar, toca de voltar a colocar o pequeno na creche e toca a dar passos em direcção aquilo que realmente quero!


quarta-feira, setembro 2

De volta

E já se acabou o período da licença de maternidade extra... 😔

Como referi, tirei o mês todo de Agosto. 30 dias. De 3 de Agosto a 1 de Setembro.

Começo hoje novamente a trabalhar e só vos digo, a vontade de o fazer, é cada vez menor. 

Ok, pode ser de ter estado ainda algum tempo afastada, mas sinto que cada vez tenho menos a ver com a empresa. 

E cada vez tenho mais certezas para onde me quero dirigir. 

Mas claro, os passos têm de ser dados com calma e preciso trabalhar, até decidir que caminho ao certo seguir.

Apesar de tudo, já referi, sou muito agradecida por me terem deixado ficar a trabalhar remotamente desde que o Tomás nasceu e agradecida por só ter de ir à empresa 2 dias por semana.

Admito, mesmo esses dois dias, me estão a custar só de imaginar! Mas vai ter que ser. Mas ou vou pedir para fazer tudo seguido e saio às 15h e não trabalho mais e vou buscá-lo uns 30 min mais tarde do que o que é habitual, ou peço, se não houver stress, para sair na minha hora de almoço, vou buscar o pequeno à hora do costume e venho para casa fazer os 30 min que faltarem.

Duvido que me digam que não, mas logo se vê.

Mas sim, a vontade de regressar é pouca ou nenhuma. 

Outra vez, mais um mês, 24h com o meu filho, foi bom de mais.

Sim, nem tudo foram rosas. Tive dias de muita privação de sono. Andei aí com os nervos em franja, mesmo por dormir pouco. Não sei se é dentes, se é fases do desenvolvimento, mas não tem sido fácil.

Mas tenho estado com ele 24h praticamente. Entre passeios, idas à praia, eu sei lá, sinto que somos um só.

E o regresso dele à creche? Ele chorou e eu chorei mas chorei. Ele não viu, tentei manter-me forte. Mas não está fácil. Faz-me falta tê-lo comigo e sinto mesmo um vazio enorme. 

Amanhã volto para falar das férias.


 

quinta-feira, agosto 13

Férias

Ora então, que desde dia 3 que estamos de férias.

 O Tomás, que o mês todo de Agosto não tem creche nem natação;

O marido, que tem os primeiros 15 dias em casa;

E eu, que pus o mês extra licença de maternidade, para poder estar com o Tomás.

Claro, Setembro vai ser um mês chatinho a nível de contas, já que só vou receber 30% do meu ordenado bruto. Não há cá valores por fora, nada.

 

Mas...

Como o Tomás é pequeno, não vamos para lado nenhum. Para ajudar a não ir para lado nenhum, aconteceram duas coisas:

1º - Na 1ª semana, que já passou, teve-se a fazer as limpezas de Verão cá em casa. Tirar tudo do sítio, desarredar os móveis todos, limpar tudo por dentro, lavar azulejos, esfregar chão, lavar estores, janelas e calhas... Foram 5 dias muito, mas mesmo muito intensos de limpezas que, finalmente, parecem ter terminado.

2º - Pediu, o meu chefe, para eu tratar dos pagamentos aos Fornecedores. Claro que disse que sim, mas sem vontade, admito. Mas prefiro ter uma para dar que duas para receber!

E assim passou a 1ª semana, tanto, que nem deram pela minha falta aqui. Tenho vindo sempre.

A 2ª semana, essa, já está a acabar. 

Apesar de ter trabalhado também dois dias, 1h, já fomos à praia, piscina e hoje, vamos sair cedo, os 4 (cão) e vamos para "longe" passear. Queremos mesmo sair daqui, digamos assim.

E pronto, assim passaram duas semanas. Mais simples é impossível.

Descanso pouco.

Mas eu, ainda a ter mais 2 semanas com o meu filho, a ver vamos se consigo ir com ele à praia e passear, até o pai dele chegar.

Ver é se em Setembro conseguimos fazer mais qualquer coisa "de valor", para aproveitar os últimos cartuchos.


 

quarta-feira, agosto 12

Anónimos

Graças a Deus, não tenho tido visibilidade nesse campo, até porque se comentam em anónimo e para destilar veneno, os comentários nem vêem a luz do dia.

E pensem, mesmo sem comentarem, estão a dar visualizações à página.

Agora não percebo é o porquê de terem que estar sempre, mas sempre a falar mal!

Já mete nojo.

Não gostam? Não leiam!

Não gostam? Não visitem a página!

Não se identificam? Ponham-se a andar!

Agora vir falar só porque sim, porque devem ter vidas frustradas e pequeninas, epá, poupem-se a vocês e a toda a gente.

É que cada vez há menos paciência para tanta pequenez e repito, não foi nada comigo, para já, claro.

Sim, que de vez em quando também levo com eles, mas não alimento nem publico, lá está. Porque uma coisa são críticas construtivas. Aceita-se e bem!

Agora vir destilar veneno só porque têm vidas pequeninas? Oh pff!É que mete raiva, nojo, tudo. Cresçam!


 

segunda-feira, agosto 10

Das poupanças e dos Extras

Como já aqui referi, ganho pouco acima do ordenado mínimo.

Sim, recebo ainda um valor por fora e é a minha salvação. Se não, não sei mesmo como raio eu fazia a minha vida!

Normalmente, poupo, em média, por mês, 15% do meu ordenado. Uns meses mais, outros menos. Já tive meses de poupar 10%, já tive meses de poupar quase 30%. Mas a média, lá está, ronda os 15%.

Se acho pouco? Sim. Mas é o que consigo arranjar, com o ordenado que tenho.

Verdade que também tenho tido muitos "extras" e o mês de Julho, foi um mês disso mesmo.

E atenção, há extras que têm mesmo que ser.

Em Julho, por causa de termos ficado doentes, foram 90€ em medicação. 

Calhou ser o mês de comprar as lentes, mais 75€. (Sim, poderia usar só óculos, mas não dá para treinar assim de óculos)

Já comprei algumas prendas de Natal.

Tivemos o seguro da casa.

Comprei uma peça para a minha pulseira, porque uma que tinha estragou-se e tive que trocar e ainda gastar este valor, que não devolvem o dinheiro.

Sim, há extras que podiam ser evitados, mas "só" nestes extras, gastei perto de 320€!

Ainda assim, consegui poupar perto de 200€. 

E não, as contas não são lineares para verem qual o meu ordenado ao certo, porque aqui nestes valores ainda entram o abono do filho, que somo ao bolo e depois levanto, o pagamento da limpeza das escadas, etc, etc.

Mas isto para mostrar que, quando vêm com a conversa que "ah, o ordenado chega para as contas", só se for mesmo para as contas básicas! E isto, a dividir despesas com o marido.

Sim, mais uma vez, se fosse eu sozinha, podia cortar aqui em muita coisa... Mas mesmo assim, ia ser impossível.

Ainda bem que consigo poupar, mesmo que pouco. Ainda bem que tenho dinheiro para pagar estas despesas extras. E ainda bem que nos podemos dar a "pequenos luxos" (que sinceramente, não acho luxo nenhum, temos que viver, não é? Mas enfim).


 

quinta-feira, agosto 6

Trabalhar por conta de outrém

Porque eu falo tanto em estar farta de trabalhar para os outros, querer largar um bocado essa vida, etc, etc?

Ora bem, quem me conhece, sabe que sempre quis ter algo meu, coisa que nunca se proporcionou.

Quem me conhece, sabe que não sou rica e ganho praticamente o ordenado mínimo.

Mas há mesmo muita ginástica da minha parte, algumas heranças pelo meio, verdade, para poupar.

E não há aqui só investimentos em Certificados de Aforro. Há Acções, Obrigações, PPRs, tudo e mais alguma coisa.

Há trabalhos extras, há hobbies que vão dando algum, etc.

Com o meu filho, nasceu em mim ainda mais a necessidade de não passar a vida a correr atrás de algo, que, pelos nunca dificilmente vou atingir. 

Ou tem que se acordar cedo para sair cedo, e perco à mesma anos de vida do meu filho, ou passa-se horas e horas em deslocações e chego ao fim do dia cansada e sem paciência para ele, ou trabalhamos que nem escravos e recebe-se mal... Há aqui muitas coisas a pesar na minha decisão e eu sempre disse que não queria trabalhar a vida toda. Pelo menos, para outra pessoa, nestas condições.

Atenção, eu gosto de trabalhar. É útil e faz-nos sentir vivos e úteis. É importante, sim! Mas não gosto é de ver que estão a acabar com o trabalho híbrido, sem lógica nenhuma para o fazerem sequer.

Há quem deixe de trabalhar por causa dos filhos, eu não posso, infelizmente. Mas estou a tentar adaptar a minha realidade. Não quer dizer que consiga, mas estou a fazer por isso! Lá a lutar estou eu, agora se consigo, são outros assuntos.

A ideia é, se tiver um negócio meu, perfeito. Se não tiver, pelo menos, poder trabalhar só em part-time. Já não é mau, já me posso dedicar ao meu filho, às minhas coisas e pagar as minhas continhas descansada.

Eu não quero luxos, por isso... Um part time, como deve de ser, deverá chegar (a juntar os extras todos, claro!)



quarta-feira, agosto 5

Regresso ao trabalho

Este mês de Agosto, à partida, é o último mês que trabalho remotamente. A partir de Setembro, passarei a ir à empresa, à mesma os dois dias por semana.

Atenção, sou muito agradecida por este ano poder ter ficado em casa, por poder acompanhar o Tomás da maneira que acompanho, tudo.

Sou agradecida também por, mesmo tendo que voltar à empresa (que ainda não é certo), poder só fazê-lo dois dias.

Mas não deixa de estar a mexer comigo. Já sinto os nervos, já sinto a instabilidade a instalar-se.

Eu não tenho necessidade de ir à empresa. É que não faço lá absolutamente nada que não faça em casa. E demonstrei isso e bem, neste último ano.

Mas a ter que ir, que ainda terei que falar com o meu chefe, vou pedir para trabalhar lá até às 14h30, continuar a ir buscar o miúdo às 14h40 +/-, se possível, e fazer a hora de almoço nesse intervalo. Depois, fica apenas a faltar 30min, que poderei bem fazer a partir de casa.

Duvido que me rejeitem a ideia, mas vou perguntar à mesma.

Se não, vou dizer que faço a jornada contínua e saio às 15h e não trabalho mais.

Sim, o Tomás a ficar lá mais 30 min +/-, mas o máximo que eu consigo.

Quando deixar de dar mama, será outro stress, mas logo verei na altura.

Gostava de acompanhar o meu filho, assim, até pelo menos aos 3 anos. A ver vamos. 


 

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