quinta-feira, novembro 06, 2014

Vale mais ser engraçado que não ter graça nenhuma



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A Helena Roseta está ali no «confronto» da Ana Lourenço, com Montenegro. Fala com ar de desprezo da piada de mau gosto do ministro de economia quando este falou de taxas e taxinhas… Verdade que também achei que o ministro não deve ter jeito nenhum para contar anedotas, mas ninguém é obrigado a ter graça e concordo que se percebemos que não temos graça, o melhor é não fazermos ou dizermos graça nenhuma. Mas por acaso convém não esquecer que o termo das taxas e taxinhas nasceu no Partido Socialista. À altura não vi Roseta com tal ar de enjoada. De resto, pergunto-me sobre o que é pior. Se dizer uma laracha sem graça ou sem jeito ou se é aparecer nestes «debates» com um ar de quem lhes deve dinheiro ou, pior, que o país está salpicado de grunhos que não percebem os elevados valores da conduta, boas práticas e matriz cultural dos socialistas. Para além de acharem que nos deveremos sentir lisonjeados com a disponibilidade condescendente destes comentaristas a recibo verde. E não é só Roseta. É a esquerda chique, de um modo geral. Gabo a paciência de quem os confronta nestes programas, porque conseguem manter um fino trato, verbo elegante e, sobretudo, respeito por quem os ouve.

Nota: A Bloga e o FB fervilham, como se esperava, de comentários alarves sobre Pires de Lima.

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sábado, janeiro 04, 2014

Os manos que sabem mas não querem dizer...



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Só ela e o mano. Nunca entendi o protagonismo dado aos dois. Um, tratando o Sporting com o porte altaneiro dos políticos iluminados. Outra, tratando a Nação como um vulgar adepto da Juve Leo, dos No Name Boys ou dos Superdragões. Cada um deles sabendo exactamente como resolver os problemas dos respectivos pelouros. Só que não o dizem... 

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sábado, setembro 21, 2013

Snobíssimo


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Pacheco Pereira «estragou» a festa da Quadratura do Círculo, depois do inefável Jorge Coelho (há-dem ver como ainda vamos ver Coelho a cantar o Only you outra vez) parodiar os cartazes das autárquicas que andam por aí. PP afirmou que brincar com os cartazes era uma snobeira (SIC) intolerável. Mas, como em tudo em Portugal, há snobeiras boas e snobeiras más, dependendo de quem é snob. E assim, Pacheco Pereira já achou que com os cartazes do porco no espeto se podia gozar à vontade. E como ele gozou. Até levava um exemplar duma festa de porco no espeto e Quim Barreiros (este, felizmente, sem espeto, mas acho que o mote está dado para Barreiros lançar uma nova letra que meta espeto…), organizada pelo PS.

Há necessidade de andarmos atentos às celebridades. E só nos rirmos depois de vermos se podemos. Se são piadas como deve ser.

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segunda-feira, abril 15, 2013

It runs in the family...


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E nesta época de marés vivas de comentário político (???) calha agora a vez a Manuela Ferreira Leite.

Já não consigo ouvir os comentadores todos. Por impossibilidade física (são  muitos...) e por falta de paciência. Mas ouvi Manuela. Não gostei. Porque não trouxe nada de novo e se moldou ao main stream. Dizer mal de tudo, de todos, desde que sejam do governo de Passos Coelho, sem contudo explicar porquê ou dar uma dica de como se poderia fazer para as coisas serem melhores. Acresce que o faz com o mesmo cenho do irmão no «Dia seguinte» com a vantagem de na TVI não haver um Paulo Garcia que lhe diga que não gosta dela. No mais, a mesma forma obstinada de aflorar os problemas e aquele estilo amargo, zangado e ralhando com toda a gente, o que parece ser de família.

Marcelo, com o seu jeitinho peculiar de dizer mal de toda a gente mas estar bem com todos diz que ela esteve... cheia de gás. Mas o sorriso desculpa-lhe «qualquer coisinha». Estamos bem entregues.
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terça-feira, março 26, 2013

Tugas ajuramentados


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Vem aí mais uma leva de comentadores políticos para a televisão. Gente que em alguns casos se viu guindada a posições de relevo na sociedade portuguesa, não pelo seu valor intrínseco mas mais pelo valor facial duma reconhecida mestria em se insinuar na mediocridade que é a marca de água da nossa sociedade. 

Isto a propósito de eu ter tropeçado no anúncio de que Jorge Coelho ia botar sentença, também. E aumentar o já elevadíssimo número de políticos que nos vêm ensinar como se faz, explicar o que não se faz e mostrar como poderíamos pensar para sermos todos como deve ser. Não que isso lhes importe, que comentar na TV serve poucos propósitos que não seja dar de beber ao rancor de funções mal conseguidas ou afagar o ego enorme e arrogante de muitos dos fazedores da opinião doméstica.

Não sei se o número inaudito de políticos a debitar verbo na televisão (mesmo quando o conjugam de forma deficiente e há-dem ver se não tenho razão) terá paralelo em algum outro país do mundo. Mas, em minha opinião, reflecte bem a gente que somos, o país que fizemos e parecemos apostados em continuar. Não me ocorre nenhum outro país onde a opinião pública seja presa de tantos políticos, ex, to be’s e would be’s como o nosso. Talvez isso explique muita coisa, incluindo a forma como alegremente resvalámos para uma situação sem fim palpável.

De alguma forma, reflicto sobre a conjugação evidente entre o número e qualidade dos nossos comentadores e o famoso acordo ortográfico, outro exemplo em que devemos ser caso único no panorama mundial. A pressa, ligeireza, vaidadezinha e irresponsabilidade com que, oficialmente, nos balançámos à adopção e implementação (ver o Bom dia Portugal, diário, da RTP) do acordo ortográfico, sem haver sequer consenso entre os países de expressão portuguesa e provado que está o elevado número de erros criados e vocabulário incompleto, tem a mesma matriz desta patética corrida das televisões em porem caras mais ou menos influentes a palrar o que lhes vai na alma ou mesmo que lhes encomendam, quais sacristães amestrados a quem se encomendou a missa conveniente e recebem, no fim, uma piedosa bem-aventurança.

Este desabafo podia não ter nada a ver com Sócrates que nos começa a azucrinar amanhã. Mas acaba, também, por ter. Porque não me conformo. Não propriamente pelo facto da nefasta e nebulosa criatura receber, de novo, púlpito adequado, mas mais por ver como é possível que isto aconteça.

Temos o país que merecemos e somos aquilo que parecemos gostar de ser. Nada a fazer, portanto.
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domingo, março 04, 2012

A culpa é dos economistas que não «preveram» os problemas, segundo a «prevesão» de Pedro Marques Lopes




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Acordei com a repetição do Eixo do Mal. Dá aí pelas sete da manhã. Um período em que, estremunhados, tropeçamos no sonho e o misturamos com a realidade, o que, convenhamos, pode ser perigoso, quando se trata de ouvir uma colecção de «paineleiros» ensimesmados e assustadoramente truculentos, a malhar em Passos Coelho, no que parece ser a sua profissão de fé. Clara Ferreira Alves e um tal Pedro Marques Lopes, então, são inexcedíveis no ar chocarreiro formatado numa evidente ignorância e má fé.

Estremunhado, repito, tive de me levantar da cama, cambalear entre os cómodos em busca do controle remoto, quando ouvi o seguinte:

- Mas afinal quem era Paul Krugman há dois ou três anos atrás?

Isto dizia Pedro Marques Lopes que, aparentemente, acha que todos sabemos quem era há dois ou três anos, antes de se tornar na estrela televisiva que hoje julga que é. Acrescentando que Paul Krugman era um simples economista o que nem por isso é muito abonatório, já que somos governados por economistas que, afinal não preveram (ai, que até dói…) a situação em que estamos.

A seguir, vinha a pluma caprichosa, que nem uma leoa ferida, a dizer umas patetices habituais sobre Cavaco Silva… e é quando encontro o controle remoto. Que não atirei ao monitor porque me custou dinheiro. E porque não me posso permitir ficar maluquinho com a qualidade (e seriedade) dos nossos «paineleiros» habituais e desate para aí a partir televisores.
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sábado, maio 28, 2011

As curvas de nível (*)









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A Helena Matos surpreende-se com a forma trauliteira, as curvas de nível (!!!!) de muita da rapaziada do PS. A Helena poderia lembrar-se que, na maioria dos casos, esta gente não tem qualquer preparação para governar. Foram gerados e criados numa cultura de reviralho e no reviralho se fizeram gente. E precisam da livre iniciativa (que não têm), das economias de mercado (que não fazem a mínima ideia do que seja, salvo conteúdos avulso de compêndios e cartilhas que lhes foram dando de pequeninos) e da liberdade (com que convivem mal mas lhes corre nas veias como leitmotive daquilo que julgam ser as suas convicções mas que, frequentemente, não são mais que a expressão baça do seu narcisismo) para não definharem na mediocridade.

Daí que, pela parte que me toca, não me surpreenda com as declarações de João Soares. De resto, João, Vítor Ramalho e Alfredo Barroso são três comentadores encartados de televisão que consubstanciam o que disse lá em cima. Alfredo, na expressão bruta do quem se mete com o PS leva, Vítor, numa versão «tufinha» assente me conversa de «xaxa» em que é exímio, tipo não coiso nem sai de cima e o João porque é um hino acabado à expressão patética de seja o que for que se meta a comentar.

E, já agora, a analogia que a Helena faz com a Casa Pia é de uma grande argúcia. Mau grado a azia de alguns dos seus comentadores.


(*) Título do post aproveitado daqui
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